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Esporte

Depressivo, Phelps diz que pandemia tem sido ‘época assustadora’

Laurivânia Fernandes

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Foto: Patrick T. Fallon/Reuters

Maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, o ex-nadador americano Michael Phelps relatou as dificuldades que tem enfrentado para se manter mentalmente saudável em meio à pandemia do novo coronavírus. Ele sofre de depressão.

“A pandemia foi uma das épocas mais assustadoras que já passei. Tem sido um desafio que eu nunca esperava. Toda a incerteza. Sendo enjaulado em uma casa. E as perguntas. Tantas perguntas. Quando é que isso vai terminar? Como será a vida quando isso acabar? Estou fazendo tudo o que posso para estar seguro? Minha família está segura? Isso me deixa louco. Estou acostumado a viajar, competir, conhecer pessoas. Isso é apenas loucura. Minhas emoções estão por todo o lugar. Eu estou sempre no limite. Eu estou sempre na defensiva”, disse em entrevista à ESPN.

“Antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, eu compartilhei meus problemas de saúde mental publicamente pela primeira vez. Não foi fácil admitir que eu não era perfeito. Mas isso tirou um peso enorme das minhas costas. Isso tornou a vida mais fácil. Agora, estou me abrindo novamente. Quero que as pessoas saibam que não estão sozinhas. Muitos de nós estão lutando contra nossos demônios da saúde mental agora mais do que nunca”, acrescentou Phelps, dono de 28 medalhas olímpicas, sendo 23 de ouro, três de prata e duas de bronze.

O ex-atleta revelou sofrer de depressão em 2015, três anos após as Olimpíadas em Londres, quando anunciou sua aposentadoria. Em um primeiro momento longe das piscinas, Phelps teve problemas com álcool e chegou a ser internado em uma clínica de reabilitação. Ele decidiu então voltar a nadar e se despediu de fato nos Jogos do Rio, onde conquistou seis medalhas, cinco de ouro.

O ex-nadador afirmou acreditar que a mídia criou uma narrativa ignorante, nas palavras dele, no que diz respeito à sua saúde e a doenças mentais, como se houvesse uma cura e em algum momento ele pudesse simplesmente se ver livre da depressão: “Eu queria que isso fosse verdade. Eu gostaria que fosse assim tão fácil. Mas, honestamente,-e eu quero dizer isso da maneira mais agradável possível- isso é apenas ignorante. Alguém que não entende o que as pessoas com ansiedade, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático lidam não têm ideia”.

“A questão é -e as pessoas que vivem com problemas de saúde mental sabem disso- nunca desaparece. Você tem bons e maus dias. Mas nunca há uma linha de chegada. […] Mas aqui está a realidade: eu nunca serei ‘curado’. Isso nunca vai desaparecer. É algo que eu tive que aceitar, aprender a lidar com isso e torná-lo uma prioridade na minha vida. E sim, isso é muito mais fácil falar do que fazer.”

Phelps disse que às vezes se sente absolutamente inútil e não gostaria de ser ele mesmo. “Às vezes há apenas essa sensação avassaladora de que eu não aguento mais”, disse. Apesar disso, se mostrou disposto a auxiliar quem vive situação semelhante.

“Eu quero ajudar os outros. E eu quero me responsabilizar. Há uma tonelada de pessoas lutando contra a mesma coisa. Não importa o que você passou, de onde você veio ou o que você quer ser. Nada pode te impedir. Você só precisa aprender os truques que funcionam para você e depois ficar com eles, acreditar neles, para evitar entrar em um ciclo negativo”, disse o recordista olímpico.

Fonte: Folhapress

Esporte

Daniel Alves cobra mais atitude das pessoas para combater o racismo

Laurivânia Fernandes

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© Getty

Capitão do São Paulo e da seleção brasileira, Daniel Alves deu sua opinião sobre as manifestações antirracistas feitas por várias estrelas do esporte após a morte do segurança George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

O experiente atleta, de 37 anos, afirmou, em entrevista à CNN Brasil, ser contra a generalização de que todos os brancos são racistas e pediu mais humanidade e atitude às pessoas para combater a questão.

“O racismo está em todos os lugares, infelizmente. Às vezes precisa chegar no extremo para tomarmos certos tipos de providência. Tem que ser abominado todo e qualquer tipo de racismo. Não acredito que todos os brancos são racistas, então tem que focar na punição das pessoas que estão envolvidas, não generalizar”, disse o jogador, que fez um alerta com relação às manifestações.

“Todo protesto pacífico é bem-vindo para o ser humano evoluir e crescer nas lutas. Não aproveitar de certo tipo de situação para gerar violência, ódio ou outro tipo de interesse que não está dentro da causa.”

Em 2014, quando atuava pelo Barcelona, Daniel Alves foi vítima de racismo. Em um jogo contra o Villarreal foi provocado por um torcedor que atirou uma banana no gramado, que foi comida pelo atleta.

“Eu vivi essa situação de perto, mas não quis me super manifestar sobre isso para não dar uma maior importância do infrator. Quis combater de outra forma. O ódio não pode ser combatido com ódio, tem que ser combatido com amor. Se colocar o seu ódio para fora, está se igualando ao infrator. Não pode ser extremista. Tem que punir as pessoas que são preconceituosas, que são racistas”, disse Daniel Alves.

“As pessoas estão perdendo o senso de humanidade. A base de tudo é o respeito. Tanto é que, nos Estados Unidos, as grandes estrelas são negras. A convivência entre pessoas negras, brancas ou qualquer opção sexual deve ser respeitada. Tem que aprender a viver humanamente, amando as pessoas e aceitando como elas são. O sol brilha para todo mundo. As pessoas precisam só pegar o seu raio e brilhar com a luz própria”, continuou o jogador, que exigiu mais atitude por parte das pessoas.

“O que todos precisam entender é que, se ficarem na rede social ou não se manifestaram, não vão combater nada. Hoje tem muito ‘pray’ para qualquer tipo de coisa, mas as pessoas não fazem nada. Tem que ficar sempre com as ações das pessoas, com as lutas que elas enfrentam quando os outros não estão vendo. Se colocar na internet que a vida negra importa, eu não estou de acordo. Para mim, as vidas importam. Seja negra, branca, lésbica, gay, qualquer vida é importante. Deveriam punir os infratores, se não começa a generalizar”, afirmou.

“As pessoas não podem achar que tudo é se posicionar na rede social, ou vir falar aqui. Não, tem que praticar isso. As pessoas se confundem nesse aspecto. Precisa tomar atitudes e punir infratores, essa é a solução. Porque se não vira uma demagogia, uma campanha sem fundamentos. Para mim, a atitude da esposa desse infrator, de ter pedido o divórcio, é uma grande atitude. Eu não quero estar com racista. Essa é uma atitude valiosa para mim. Senão é muito fácil você colocar uma postagem e achar que seu trabalho está feito. Não, seu trabalho está feito quando você executa”.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Esporte

Com conflitos internos, torcidas planejam novo ato pró-democracia

Laurivânia Fernandes

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Em meio a divergências internas, integrantes de diferentes torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) afirmam que realizarão um novo ato pró-democracia e contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido) no próximo domingo (7), na capital paulista.

O local do protesto ainda será definido, depois que o governador João Doria (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (1º) que manifestações contrárias e favoráveis ao governo federal não deverão ocorrer ao mesmo tempo e no mesmo local.

Ainda assim, é possível que, a exemplo do último domingo (31), o ato dos torcedores ocorra novamente na avenida Paulista, diante do prédio do Masp.Membros de grupos corintianos e palmeirenses confirmaram que tentam mobilizar um contingente maior para o próximo fim de semana.

A estimativa do primeiro ato, em que houve confronto com bolsonaristas e a PM (Polícia Militar), foi de 2.000 a 4.000 presentes, segundo os organizadores.Não foram respeitadas recomendações sanitárias de distanciamento social, embora houvessem participantes usando máscaras.

No próximo domingo, é possível que o movimento se some a outros, marcados por diferentes entidades sem relação com o futebol.

A mobilização política, no entanto, não é unanimidade dentro das torcidas organizadas. A visão de dirigentes e ex-dirigentes dessas entidades ouvidos pela reportagem é a de que há integrantes que apoiam o governo Bolsonaro.

Fonte: Folhapress

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Esporte

Rivaldo sai em defesa de Bolsonaro e divide opiniões

Laurivânia Fernandes

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© DR

Rivaldo é considerado por muitos um dos grandes talento das últimas décadas do futebol brasileiro. Para além de ter impressionado na canarinha, fez também a delícia dos adeptos espanhóis com a camisola do Barcelona.

Porém, apesar de muito respeitado na comunidade desportiva, o ex-atleta, com uma publicação de apoio a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, deixou muitos dos seus fãs revoltados.

“Venho agradecer ao ex-ministro [Sergio Moro] pela sua demissão. Com a saída dele aconteceu muita coisa e ninguém ficou feliz. Até eu fiquei triste pela sua saída, mas depois do vídeo que eu vi da reunião do dia 22 de abril sobre o que o presidente disse, estou a ver que Deus usou essa saída do ex-ministro para reeleger novamente o nosso presidente Jair Bolsonaro em 2022. O Brasil agradece. Deus é fiel sempre”, escreveu o antigo atacante, multiplicando-se depois os comentários de desaprovação às suas palavras.

Fonte: Notícias ao Minuto

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