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Mais dois alpinistas morrem no Everest

Redação Encarando

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Um alpinista britânico e um irlandês morreram no Everest, pico mais alto do mundo, com 8.848m de altura e fica na fronteira entre o Nepal e o Tibete, o que eleva a 10 as vítimas fatais nesta temporada de escalada na região, informaram neste sábado (25) organizadores de expedições no Nepal.

Na sexta-feira (24), autoridades nepalesas anunciaram que quatro alpinistas morreram nas últimas 48 horas no Everest. Dois deles eram indianos, um era austríaco e outro, nepalês.

Uma das vítimas, a indiana Kalpana Das, de 52 anos, chegou ao topo do Everest, mas morreu na quinta-feira (23) à tarde no momento da descida. Outro indiano, Nihal Bagwan, 27 anos, também morreu durante a descida.

“Ele ficou bloqueado no engarrafamento durante mais de 12 horas e estava esgotado. Os guias trouxeram-no para o acampamento 4 e ele morreu no local”, relatou Keshav Paudel.

O austríaco, de 65 anos, era alpinista e morreu no lado tibetano da montanha, anunciou um organizador de expedição. O nepalês, um guia de 33 anos, morreu em um acampamento-base, depois de ficar doente no campo 3, a 7.158 metros de altitude.

Fonte: G1

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Argentina estende por mais três semanas quarentena mais prolongada do mundo

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A quarentena argentina vai continuar até, pelo menos, dia 11 de outubro, totalizando 205 dias. No interior do país, haverá um endurecimento das medidas de restrição. Metade da população rejeita a rigidez das medidas de isolamento. 

Ciente do cansaço social após 182 dias de quarentena, pela primeira vez o presidente Alberto Fernández não apareceu para anunciar a 12.ª extensão do isolamento social obrigatório, iniciado em 20 de março. “A partir do diálogo constante com os especialistas e com os governadores de todo o país, decidimos manter as medidas de cuidado até domingo, 11 de outubro”, diz o anúncio oficial emitido por vídeo através das redes sociais. 

O comunicado evitou usar o termo “quarentena”, substituindo-o por “medidas de cuidado”. Além disso, para evitar mais desgaste político, foi deixado para os governadores de cada província o anúncio das medidas de endurecimento. “As autoridades locais serão as que determinarão as novas indicações para cada território. O governo nacional recomenda incrementar as restrições para diminuir a circulação das pessoas”, indica a declaração oficial. 

Enquanto os países vizinhos experimentam uma estabilidade de casos ou mesmo uma diminuição do número de contágios, a Argentina observa um aumento de casos, o que faz do país o décimo com mais infecções acumuladas, apesar de ser um dos que menos testes faz. A onda de contágios na Argentina avança pelo interior do país, onde o sistema de saúde é mais frágil.

“Em maio, o interior representava apenas 7% dos contágios enquanto a área metropolitana de Buenos Aires respondia por 93%. Agora, o interior representa 49,2%, quase a mesma porcentagem de Buenos Aires com 50,8%. Na área metropolitana da capital, a curva de contágios é alta, mas estável”, exemplifica o anúncio oficial, apontando uma ocupação de 67,3% das UTI.

A quarentena argentina tem perdido o amplo apoio popular inicial e é agora rejeitada por 53,4% dos argentinos, de acordo com uma sondagem da consultora Giacobbe. 

Ao mesmo tempo, a popularidade do presidente Alberto Fernández, que em março registrava uma taxa de aprovação popular de 67,8%, desceu agora para 37,1%. A imagem negativa superou a positiva, passando a 48,5%. “O presidente Alberto Fernández perdeu tudo aquilo que conquistou durante o começo da quarentena. Voltou ao baixo patamar que tinha ao assumir o cargo em dezembro”, explica à RFI o analista político Jorge Giacobbe. 

Nas últimas semanas, o presidente passou a negar que exista uma quarentena, preferindo eufemismos como “isolamento sanitário” e “medidas de cuidado”. “Os jornais podem publicar que estamos em quarentena, mas é mentira. É falso”, insiste Alberto Fernández. 

A Argentina não permite aulas presenciais e o uso dos transportes públicos para quem não for funcionário de um trabalho considerado essencial. A circulação de pessoas e de veículos necessita de permissão especial. Não são autorizados os deslocamentos de cidadãos entre municípios e províncias. Não há voos domésticos nem internacionais. Estão proibidas as reuniões de amigos e familiares que não convivam e a permanência de crianças nas ruas das áreas mais povoadas do país.

Fonte: G1

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Mundo

Coronavírus: Contágio na Europa está mais rápido que no início da pandemia, alerta OMS

Laurivânia Fernandes

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas.

Segundo o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, informou Kluge.

O diretor regional afirmou que os principais responsáveis pela aceleração da pandemia no continente seguem sendo as pessoas mais jovens, com até 49 anos.

“Embora tenhamos observado um aumento de casos nas faixas etárias mais velhas, 50 a 64 e 65 a 79 anos, na primeira semana de setembro, a maior proporção ainda está entre os de 25 a 49 anos”, disse.

A entidade destacou o caso da França, que registrou 10 mil novos casos nas últimas 24 horas.

Fonte: G1

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Cientistas encontram gás na atmosfera de Vênus que pode indicar vida extraterrestre

Laurivânia Fernandes

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Foto: Nasa

Um grupo internacional de cientistas publicou nesta segunda-feira (14), na revista científica “Nature”, um artigo que aponta a descoberta do gás fosfina na atmosfera de Vênus. A fosfina é um gás que existe também na Terra. A descoberta sugere que o planeta pode hospedar vida microbiana. 

“Isso pode apontar para a presença de vida nas nuvens do planeta”, informou a líder do estudo, Jane Greaves, professora da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

A fosfina existente na atmosfera terrestre é produzida por micróbios anaeróbicos (que não precisam de oxigênio) ou pela atividade industrial. Em Vênus, os cientistas acreditam que ele pode ter origem em processos fotoquímicos ou geoquímicos desconhecidos. Os cientistas não conseguiram identificar a fonte. 

“Há duas possibilidades: pode haver alguma reação completamente desconhecida que está criando fosfina em Vênus, ou, a mais excitante, pode ser vida”, explicou William Bains, pesquisador do MIT.

Greaves procurava por fosfina na atmosfera de Vênus desde 2016. Ela e sua equipe observaram a superfície do planeta por meio de dois telescópios, um no Havaí e outro no Chile. “[A descoberta] É inesperado e emocionante”, disse a astrônoma. 

“Estamos animados com a descoberta”, afirmou uma das autoras, Sara Seager, professora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). 

“Mas não estamos afirmando que encontramos vida em Vênus”, ponderou Seager.

Segundo o artigo, apesar das suspeitas da professora Greaves, a descoberta do gás na atmosfera de Vênus é surpreendente porque as condições na superfície do planeta são hostis à vida e a composição das suas nuvens, local onde foi identificada a fosfina, é altamente ácida. “Em tais condições, a fosfina seria destruída muito rapidamente”, diz o texto.

Os cientistas afirmam que outras observações de Vênus e demais estudos são necessários para explorar a origem da fosfina na atmosfera do planeta. 

“Estamos procurando por sinais de vida em exoplanetas, procurando por gases que não esperamos que estejam lá e há muitas missões em busca de potenciais sinais de vida em nosso Sistema Solar”, informou Seager. 

“Esperamos que nossa descoberta motive futuras missões focadas em Vênus”, pediu a astrônoma, lembrando que o planeta estava praticamente esquecido pela comunidade científica.

Fonte: G1


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