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Documento de delator descreve que Casa Branca tentou acobertar escândalo envolvendo Trump e Ucrânia

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Um relatório de um delator divulgado nesta quinta-feira afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não só abusou do cargo para tentar solicitar interferência da Ucrânia na eleição presidencial de 2020 para benefício político próprio, mas que a Casa Branca também tentou “encobrir” evidências sobre a conduta de Trump.

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, liderado pelo Partido Democrata, divulgou uma versão não confidencial do relatório, que havia gerado uma furiosa controvérsia e feito com que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, iniciasse na terça-feira uma investigação formal de impeachment contra Trump.

O relatório afirmou que Trump agiu de acordo com seus próprios interesses políticos, arriscando a segurança nacional, e que autoridades da Casa Branca intervieram para transferir evidências para um sistema eletrônico separado.

“Isto é um acobertamento”, disse Pelosi. “O presidente esteve envolvido em um acobertamento o tempo todo.”

Trump nega qualquer ato irregular.

De acordo com uma transcrição de uma ligação telefônica de 25 de julho, central à queixa do delator, Trump pressionou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar o pré-candidato democrata líder nas pesquisas para 2020, o ex-vice-presidente Joe Biden.

A ação de Trump foi coordenada com o secretário de Justiça dos EUA, William Barr, e com seu advogado pessoal, Rudy Giuliani. Uma transcrição da ligação foi divulgada pelo governo Trump na quarta-feira.

O relatório do delator, citando diversas autoridades norte-americanas, afirmou que autoridades sêniores da Casa Branca intervieram para “encobrir” registros da ligação, especialmente a transcrição oficial palavra por palavra.

“Em vez disso, a transcrição foi carregada em um sistema eletrônico separado, que é usado para armazenar e gerenciar informações confidenciais de uma natureza especialmente sensível”, segundo o relatório.

“Uma autoridade da Casa Branca descreveu este ato como um abuso deste sistema eletrônico porque a ligação não possuía nada remotamente sensível dentro de uma perspectiva de segurança nacional.”

Democratas acusam Trump de pedir a um outro país para manchar a reputação de um rival político interno. A controvérsia envolvendo a Ucrânia corre depois de conclusões da inteligência norte-americana de que a Rússia interferiu na eleição norte-americana de 2016 com uma campanha de hackeamentos e propagandas para impulsionar a candidatura de Trump.

Durante audiência de três horas do Comitê de Inteligência, a autoridade mais alta da inteligência dos EUA, o diretor em exercício da Inteligência Nacional, Joseph Maguire, afirmou que o delator havia agido de boa fé e seguido a lei ao apresentar a queixa, que tinha data de 12 de agosto.

A ligação a Zelenskiy ocorreu após Trump ordenar o congelamento de quase 400 milhões de dólares em ajuda norte-americana à Ucrânia, que o governo só liberou posteriormente. Antes da ligação, o governo da Ucrânia havia recebido informação de que a interação entre Zelenskiy e Trump dependia do fato de o líder ucraniano “entrar no jogo”, segundo o delator.

A identidade do delator, uma pessoa dentro da comunidade da inteligência dos EUA, não foi divulgada publicamente. No relatório, o delator afirmou que “não era uma testemunha direta da maior parte dos eventos descritos” e se baseou em informações de colegas.

Fonte: Reuters

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Não se trata de política, diz OMS após China rejeitar investigação sobre a Covid

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Foto: Yang Bo/China News Service via Getty Images

Todos os países devem trabalhar juntos para investigar a origem do coronavírus que desencadeou a pandemia, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira (23), um dia depois que a China rejeitou o escopo proposto de uma segunda fase.

O porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, perguntado sobre a rejeição da China, disse a uma reunião de informação da ONU em Genebra: “Não se trata de política, não se trata de um jogo de culpados”.

“Trata-se basicamente de uma exigência que todos nós temos que tentar entender como o patógeno chegou à população humana. Neste sentido, os países têm realmente a responsabilidade de trabalhar em conjunto e de trabalhar com a OMS num espírito de parceria”, declarou.

Na quinta-feira (22), o governo chinês afirmou que não participaria da segunda fase da investigação da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as origens da Covid-19 após a possibilidade de o vírus ter vazado de um laboratório de Wuhan ter sido incluída na proposta.

Zeng Yixin, vice-chefe da comissão nacional de Saúde da China, disse em uma entrevista coletiva em Pequim que ficou “surpreso” ao ver a possibilidade do vazamento de laboratório listado como um objetivo de pesquisa na segunda fase da investigação.

“Em alguns aspectos, o plano da OMS para a próxima fase de investigação da origem do coronavírus não respeita o bom senso e é contra a ciência. É impossível aceitarmos tal plano”, disse Zeng Yixin.

As tensões já vinham desde a última semana. Zhao Lijian, representante do Ministério de Relações Exteriores da China, já havia afirmado que a OMS atingiu uma “conclusão clara” sobre as origens do vírus, e que os indicativos reunidos até então fazem um “vazamento pelo laboratório ser extremamente improvável”.

Além disso, os chineses ressaltaram que “alguns países” têm “politizado” o assunto.

Fonte: CNN

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Embaixador dos EUA pede que Brasil apresente plano para cumprir promessas ambientais

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Amazônia tem desmatamento recorde em outubro - Foto: Reprodução

Em seus últimos dias no cargo, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, defendeu nesta quinta-feira (22) que o governo do Brasil apresente nos próximos meses –antes da reunião global sobre clima– um plano detalhado sobre como o país pretende atingir os compromissos ambientais assumidos recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Este é o momento [do Brasil] de não ser o vilão e ser o herói [da agenda ambiental]. Este é o momento”, declarou.
Na cúpula do clima liderada pelo presidente americano, Joe Biden, Bolsonaro prometeu alcançar a neutralidade climática até 2050 e acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

“Esses compromissos são importantes, agora temos que ver como fazer. Eu acho que essa é a nova oportunidade de o governo mostrar o plano de como vai chegar a isso. O governo [brasileiro] mostrar exatamente como vai fazer. Os outros países vão apoiar e ajudar”, disse Chapman, em conversa com jornalistas na residência oficial da embaixada, em Brasília.

No Brasil desde abril de 2020, Chapman anunciou sua aposentadoria em 10 de junho, abrindo espaço para que Biden defina o novo chefe da missão em Brasília. Ele deixa o país no fim de semana.

Chapman afirmou ainda que o melhor seria o Brasil lançar esse plano ambiental antes da COP-26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), marcada para ocorrer em novembro em Glasgow, na Escócia.

“Apresentar antes! Chegar [na COP-26] com isso anunciado, para todos aplaudirem. Esse é o caminho. E também negociar o artigo 6 [do Acordo de Paris], que vai permitir o mercado internacional de carbono. Quem vai ser o grande beneficiário disso no mundo? Aquele que tem mais crédito de carbono para vender: o Brasil. Então, isso é do interesse nacional. Por isso eu acho que o Brasil tem uma grande oportunidade na área do meio ambiente”.

“Na COP-26 eu gostaria que a grande estrela do filme seja o Brasil, fazendo o certo para resolver realmente esse problema do desmatamento ilegal. Este seria meu conselho ao governo, não só ao federal. Mas governos estaduais também.”, complementou.

Desde o início do governo Bolsonaro, o Brasil enfrenta forte pressão internacional na área do meio ambiente.

O país tem sido criticado pela retórica contra preservação de Bolsonaro e pela forte política de desregulamentação na área. O governo também é alvo de queixas da comunidade internacional por ataques a lideranças indígenas e, principalmente, pelo aumento de desmatamento na Amazônia.
Até janeiro de 2021, as cobranças vinham sobretudo da Europa, uma vez que o ex-presidente americano Donald Trump tinha uma política de desregulamentação parecida com a de Bolsonaro.

A situação mudou com a chegada de Biden ao poder. O governo americano somou-se aos europeus nas gestões para pressionar o Brasil.

Nesta quinta, Chapman reconheceu que meio ambiente foi o tema em que houve maior mudança de posição dos EUA na transição dos governos Trump para Biden.

“Ficou bastante claro para mim, fazendo essa transição [nos EUA], que foi necessário aumentar a importância do meio ambiente em minhas conversas com o governo [do Brasil]”, disse o diplomata americano.

Ele diz ainda que o tema mais sensível continua sendo o desmatamento ilegal na Amazônia e que o Brasil precisa buscar “soluções rápidas” para o problema.

Sem citar nomes, o diplomata também enviou um recado contra argumentos frequentemente utilizados por autoridades do governo Bolsonaro, que costumam rebater críticas do exterior comparando os índices de preservação do Brasil com o de países desenvolvidos e a matriz energética brasileira –uma das mais limpas do globo.

“Você pode estar certo em todos os seus argumentos, ganhando batalha atrás de batalha, e ainda assim perder a guerra. ‘Ah mas nós já preservamos mais da Amazônia do que vocês fizeram na Costa Leste dos EUA’. Está certo, mas este não é um argumento [agora]. ‘Ah, mas nós temos o maior número de hidrelétricas no mundo’. Está certo, mas este não é um tema agora. Vocês podem anunciar tudo isso com orgulho, se vocês não estiverem desmatando a Amazônia. Resolvido isso, vai abrir portas para vocês”, afirma.

Apesar de Bolsonaro ter baixado o tom na sua retórica antiambiental e dos compromissos assumidos na cúpula do clima, as promessas do presidente são encaradas com ceticismo por conta do avanço dos índices de desmatamento.

Em junho, os alertas de desmatamento na Amazônia voltaram a bater recorde, pelo quarto mês consecutivo, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A derrubada de mata no mês chegou a 1.061,88 km², o que representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2020, e o maior valor registrado na história recente do programa Deter, com início em 2016. É o segundo mês seguido com valores de desmate acima de mil quilômetros quadrados.

Desde março, os alertas mensais do programa vêm batendo recordes, sempre comparados ao mesmo mês de anos anteriores, desde 2016. Considerando só esse curto período de meses, foram derrubados 3.401 km² de Amazônia. O desmatamento em todo 2012, por exemplo, foi de 4.571 km².

Os meses de julho, agosto e setembro, parte do período seco, costumam ser críticos para a Amazônia por concentrarem intensa atividade de desmatamento e queimadas.

Fonte: Folhapress

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Mundo está entrando em nova onda de covid-19, alerta OMS

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O mundo está entrando em uma nova onda de infecções e mortes por covid-19, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele falou aos integrantes do Comitê Olímpico Internacional em Tóquio nesta quarta-feira (21).

“Dezenove meses após o início da pandemia e sete meses desde que as primeiras vacinas foram aprovadas, estamos agora nos estágios iniciais de outra onda de infecções e mortes”, alertou.

Ghebreyesus afirmou que a falha global em compartilhar vacinas, testes e tratamentos está alimentando uma “pandemia de duas vias”. Países com recursos adequados estão se abrindo, enquanto outros estão fechando em uma tentativa de retardar a transmissão do coronavírus. A desigualdade de vacinas em todo o mundo está mascarando uma “injustiça terrível”, disse.

“Isso não é apenas um ultraje moral, é também epidemiológica e economicamente autodestrutivo”, afirmou. Quanto mais a pandemia se arrastar, mais turbulência socioeconômica ela trará, conforme o diretor da entidade. “A pandemia é um teste e o mundo está falhando”, disse. A ameaça da covid-19 continuará até que todos os países tenham controle sobre a doença, de acordo com Ghebreyesus.

Os Jogos de Tóquio estão marcados para começar na sexta-feira (23), após terem sido adiados em 2020 devido ao coronavírus. Contudo, casos crescentes da doença na capital do Japão ofuscaram as Olimpíadas, que baniram todos os espectadores depois que o país declarou estado de emergência.

Fonte: Valor Investe

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