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Abiy Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia, ganha Nobel da Paz 2019

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O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, ganhou o Nobel da Paz 2019 por sua iniciativa decisiva para resolver o conflito de fronteira com a vizinha Eritreia, no leste da África. O anúncio do 100º Prêmio Nobel da Paz foi feito na manhã desta sexta-feira (11), em Oslo, na Noruega.

Em estreita cooperação com o presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, o premiê de 43 anos rapidamente elaborou os princípios de um acordo para acabar com o longo impasse “sem paz, sem guerra” entre a Etiópia e a Eritreia. O tratado colocou fim a 20 anos de conflito entre os dois países.

“O Comitê Nobel espera que o prêmio da Paz reforce o primeiro-ministro Abiy em seu trabalho a favor da paz e da reconciliação. É um reconhecimento e também um estímulo a seus esforços. Somos conscientes de que resta muito por fazer”, afirmou a presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Berit Reiss-Andersen.

Como primeiro-ministro, Abiy Ahmed “procurou promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social”. Ele iniciou importantes reformas que “dão a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor”.

O Comitê do Nobel também reconhece com esse prêmio todos que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África. O trabalho do presidente da Eritreia, Issaias Afworki, foi destacado.

“A paz não é alcançada apenas com as ações de uma única pessoa. Quando o primeiro-ministro Abiy estendeu a mão, o presidente Afwerki aceitou e ajudou a dar forma ao processo de paz entre os dois países”, afirmou o comitê.

‘Prêmio para a África’

No telefonema em que foi informado do prêmio, o premiê afirmou ter recebido humildemente a premiação e que ficou emocionado:

“Muito obrigado. É um prêmio dado à África, dado à Etiópia, e posso imaginar como os outros líderes da África serão incentivados a trabalhar no processo de construção da paz em nosso continente. Estou muito feliz e emocionado com a notícia. Muito obrigado, é um grande reconhecimento”, afirmou o laureado.

Após o anúncio, o gabinete de Abiy afirmou que o prêmio é um testemunho “dos ideais de unidade, cooperação e convivência mútua que o primeiro-ministro sempre defende”. O governo etíope anunciou que o país está orgulhoso pelo prêmio.

O prêmio significará um impulso para o governante, que enfrenta uma onda crescente de violência entre diferentes grupos em seu país, onde estão previstas eleições legislativas em maio de 2020.

Biografia

Abiy nasceu em uma família muito pobre, em Zona Jima, no sul da Etiópia, em 1976. Ele é filho de pai muçulmano Oromo e mãe cristã Amhara. Ele ingressou na política em 2010, como membro da Organização Democrática do Povo de Oromo.

Posteriormente, ele foi eleito membro do parlamento. Nessa época, ocorreram fortes disputas entre católicos e muçulmanos e ele teve a iniciativa de criar o “Fórum Religioso pela Paz”, uma solução duradoura para o problema.

Em abril de 2018, ele assumiu o cargo de premiê da Etiópia, a segunda maior população da África, e introduziu reformas liberalizantes, que tiveram forte impacto no país. Ali libertou da prisão milhares de ativistas da oposição, pediu desculpas pela brutalidade do Estado e permitiu que dissidentes exilados voltassem para casa.

Mais importante ainda, ele assinou o acordo de paz com a Eritreia.

O vencedor receberá um prêmio de 9 milhões de coroas suecas (R$ 3,72 milhões). A cerimônia de entrega acontecerá no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do idealizador do prêmio, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896).

O Comitê Nobel registrou neste ano 301 candidaturas, sendo 223 pessoas e 78 organizações. Criada pelo industrial sueco Alfred Nobel, o inventor da dinamite, a premiação foi concedida pela primeira vez em 1901.

Fonte: G1

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EUA recomendam máscara em ambientes fechados mesmo para quem tomou duas doses de vacina contra covid

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O Centro de Controle de Doenças(CDC, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos responsável pelo combate às pandemias, voltou atrás e recomendou nesta terça-feira (27) que pessoas que receberam vacina contra o coronavírus voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados, de acordo com a circunstância. 

A preocupação é com a variante delta, que é mais contagiosa, e tem infectado aqueles que já receberam duas doses de vacina, de acordo com relatórios de saúde. 

Quase metade (48,8%) da população americana já recebeu duas doses de vacina, de acordo com a plataforma Our World In Data. São cerca de 163 milhões de pessoas.

Uma recomendação especial foi feita para que, mesmo entre os vacinados, seja mantido o uso de máscaras em escolas por professores, funcionários, alunos e visitantes de escolas.

Em maio, o CDC tinham afirmado que as pessoas plenamente vacinadas não precisavam usar máscaras, nem mesmo em ambientes fechados. Havia uma exceção: no transporte público, todos deveriam manter as máscaras de proteção. 

Governos regionais dão ordem para uso de máscara

Nas últimas semanas, alguns governos regionais dos EUA recomendaram que as pessoas voltassem a usar máscaras em ambientes fechados. 

Foi o caso do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles, na Califórnia. Esse é o mais populoso do país, com 10 milhões de moradores, e inclui a cidade de Los Angeles. Lá, as pessoas receberam a orientação para voltar a usar máscaras quando estiverem em locais públicos fechados. 

Apesar de afirmar que pessoas completamente imunizadas “parecem estar bem protegidas contra infecção com a variante delta”, as autoridades de saúde locais disseram que, como medida de precaução, recomendam “fortemente que as pessoas usem máscaras em locais fechados como supermercados, lojas, teatros, centros de entretenimento e locais de trabalho quando não souberem o status de vacinação de todos os presentes”. 

A recomendação não é uma regra obrigatória, e sim uma orientação à população, mas serviu para lembrar os americanos de que, apesar do sucesso recente do país no combate à Covid-19, a pandemia ainda não acabou.

Aviso de Fauci

Segundo o jornal “The New York Times”, até a semana passada, um porta-voz dos CDC disse que o órgão não pretendia alterar a orientação. 

Houve um encontro na noite do último domingo para reavaliar a diretriz, de acordo com a rede CNN. 

No domingo, o principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, o assessor médico da Casa Branca, Anthony Fauci, afirmou que o país está indo na “direção errada” na pandemia do novo coronavírus e em uma “situação desnecessária” de aumento de casos de Covid-19.

Fauci atribuiu o recente crescimento de casos de Covid-19 à parcela da população não vacinada e à variante do vírus.

O especialista disse estar “muito frustrado” e afirmou que a recomendação para que pessoas vacinadas usem máscara está “sob constante consideração” pelas autoridades oficiais de saúde pública do governo. 

Alta nas internações

Os EUA ocupam o primeiro lugar no triste ranking de mortes provocadas pelo coronavírus no mundo. São mais de 600 mil óbitos. Os números despencaram após uma campanha bem-sucedida de vacinação em massa. 

A variante delta, considerada mais contagiosa, tem causado um aumento tanto das infecções como das hospitalizações em todos os estados dos EUA. 

Entre os novos casos, 83% foram infectados pela variante delta do coronavírus. 

A grande maioria (97%) daqueles que precisam ser hospitalizados com infecções pelo coronavírus nos EUA é de pessoas que não foram vacinadas. 

Variante delta nos EUA

A variante delta se tornou prevalente rapidamente nos EUA. No começo de julho, cerca de metade dos infectados tinha sido atingida por essa cepa. Agora, são 83%.

A média de casos confirmados passou de 11,8 mil por dia, no começo do mês, para 34,7 mil atualmente, uma alta de 194% em 12 dias. O patamar ainda está muito abaixo do pico de 250 mil, alcançado no começo de janeiro. 

Já a média de mortes continua abaixo de 300 por dia há quase um mês, muito inferior do recorde de 3,4 mil, que também foi registrado no começo deste ano.

Fonte: G1

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Biden anuncia fim da missão americana no Iraque; EUA vão apoiar tropas locais

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Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa Al-Kadhimi, anunciaram nesta segunda-feira (26) o fim da missão americana no país do oriente médio. O anúncio foi feito na Casa Branca.

A medida segue a mesma linha da retirada das tropas americanas do Afeganistão, que veio sob o pretexto dos Estados Unidos focarem seus esforços nos problemas futuros do país com países como Rússia e China. 

Porém, diferentemente do que aconteceu no Afeganistão, ainda não se sabe se as tropas alocadas no Iraque irão voltar, já que o que vai ocorrer é uma mudança de missão. Ao invés de combate, os Estados Unidos vão auxiliar no treinamento e apoio a tropas locais.

Os EUA atualmente têm cerca de 2.500 soldados no Iraque concentrados na missão de derrotar o Estado Islâmico como parte da Operação Determinação Inerente, a coalizão global para derrotar o que resta do califado que controlava partes do Iraque e da Síria.

Fonte: CNN


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Não se trata de política, diz OMS após China rejeitar investigação sobre a Covid

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Foto: Yang Bo/China News Service via Getty Images

Todos os países devem trabalhar juntos para investigar a origem do coronavírus que desencadeou a pandemia, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira (23), um dia depois que a China rejeitou o escopo proposto de uma segunda fase.

O porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, perguntado sobre a rejeição da China, disse a uma reunião de informação da ONU em Genebra: “Não se trata de política, não se trata de um jogo de culpados”.

“Trata-se basicamente de uma exigência que todos nós temos que tentar entender como o patógeno chegou à população humana. Neste sentido, os países têm realmente a responsabilidade de trabalhar em conjunto e de trabalhar com a OMS num espírito de parceria”, declarou.

Na quinta-feira (22), o governo chinês afirmou que não participaria da segunda fase da investigação da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as origens da Covid-19 após a possibilidade de o vírus ter vazado de um laboratório de Wuhan ter sido incluída na proposta.

Zeng Yixin, vice-chefe da comissão nacional de Saúde da China, disse em uma entrevista coletiva em Pequim que ficou “surpreso” ao ver a possibilidade do vazamento de laboratório listado como um objetivo de pesquisa na segunda fase da investigação.

“Em alguns aspectos, o plano da OMS para a próxima fase de investigação da origem do coronavírus não respeita o bom senso e é contra a ciência. É impossível aceitarmos tal plano”, disse Zeng Yixin.

As tensões já vinham desde a última semana. Zhao Lijian, representante do Ministério de Relações Exteriores da China, já havia afirmado que a OMS atingiu uma “conclusão clara” sobre as origens do vírus, e que os indicativos reunidos até então fazem um “vazamento pelo laboratório ser extremamente improvável”.

Além disso, os chineses ressaltaram que “alguns países” têm “politizado” o assunto.

Fonte: CNN

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