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Irã anuncia prisão de envolvidos em queda de avião ucraniano

Laurivânia Fernandes

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Foto: Iranian Presidency Office via AP

O Irã anunciou, nesta terça-feira (14), que “alguns indivíduos” envolvidos na queda do avião ucraniano, que matou 176 pessoas no dia 8 de janeiro, foram presos. A justiça do país não informou quantas pessoas foram presas nem os nomes delas.

“A responsabilidade recai sobre mais do que apenas uma pessoa”, declarou o presidente iraniano, Hassan Rouhani. Ele disse ainda que os culpados “devem ser punidos. As forças armadas iranianas admitirem seu erro são um bom primeiro passo. Devemos garantir às pessoas que isso não acontecerá novamente”, acrescentou.

Apesar de ter apontado erros e negligência, Rouhani também repetiu a declaração de que a tragédia com o avião tinha origem em agressões americanas.

“Foram os EUA que criaram um ambiente agitado. Foram os EUA que criaram uma situação incomum. Foram os EUA que ameaçaram e levaram nosso amado (Soleimani)”, disse Rouhani.

Qassem Soleimani, o principal general iraniano, morreu na manhã de 3 de janeiro (2 de janeiro no Brasil), depois de um ataque aéreo americano em Bagdá, no Iraque. Em retaliação, o Irã atingiu, com mísseis, bases que abrigavam tropas americanas no Iraque.

Poucas horas depois, em um outro lançamento feito pelo Irã, um míssil atingiu o avião ucraniano, em um gesto executado “sem intenção”, segundo as autoridades iranianas. A admissão de culpa pelo Irã veio depois de diversas negativas anteriores.

Entre 82 e 147 passageiros a bordo do avião, que saiu de Teerã para Kiev, na Ucrânia, tinham nacionalidade iraniana; a divergência nos números se deve ao fato de o Irã não reconhecer a dupla cidadania.

Desde a admissão de culpa pelas autoridades iranianas, o país tem vivido protestos. Vídeos circulando na internet mostram, supostamente, o momento em que forças de segurança atingem manifestantes com balas e gas lacrimogêneo.

Filmagens de domingo (12) mostram, segundo a France Presse, pessoas feridas sendo carregadas, e encarregados de segurança foram vistos com rifles. Outras publicações mostram o batalhão de choque atacando manifestantes com cassetetes, enquanto as pessoas por perto gritavam para que não fizessem aquilo.

Entre os vídeos que circulam nas redes sociais há alguns que mostram manifestantes gritando “morte ao ditador”, em uma referência ao aiatolá Ali Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu, no Twitter, uma mensagem dizendo ao Irã para não matar manifestantes.

Nesta terça (14), a justiça anunciou que 30 pessoas haviam sido detidas nas manifestações, mas que algumas já foram liberadas. O embaixador britânico em Teerã, Rob Macaire, também ficou detido por um breve período no sábado.

Fonte: G1

Mundo

Índia registra recorde de 200 mil novos casos de Covid e passa de 14 milhões de infectados

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Índia registrou um recorde de 200 mil novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas e passou de 14 milhões de infectados, apontam dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (15). 

O país de 1,3 bilhão de habitantes sofre uma grande segunda onda de infecções e se tornou o segundo do mundo a confirmar mais de 200 mil casos em um único dia em meio ao a festivais religiosos, desrespeito às medidas para combater a pandemia e hospitais lotados.

O recorde absoluto ainda é dos Estados Unidos, que teve mais de 300 mil novos casos em 2 de janeiro. O recorde de infectados do Brasil é de 97,5 mil novos casos em 24 horas, que foram registrados em 25 de março. 

O país registrou mais de 1,15 milhão de infectados nos últimos sete dias, passou o Brasil em casos confirmados na segunda-feira (12) e agora está atrás apenas dos EUA (31,4 milhões).

A Índia teve também 1.038 mortes em 24 horas, o maior patamar desde outubro, e é o quarto em número de vítimas do coronavírus (175 mil), atrás de EUA (564 mil), Brasil (361 mil) e México (210 mil). 

Medidas de restrição

Em meio à escalada de casos, a capital Nova Délhi impôs um toque de recolher no fim de semana. Shopping, academias, restaurantes e alguns mercados fecharão e apenas serviços essenciais poderão funcionar.

Mumbai, capital financeira do país, já tem adotado diversas medidas de restrição. A cidade fica no maior estado do país, Maharashtra, que é o epicentro da segunda onda e iniciou um lockdown à meia-noite. 

No final de janeiro e começo de fevereiro, a Índia estava registrando menos de 10 mil infectados por dia. O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto. Médicos e especialistas apontam também a complacência do governo e novas variantes do coronavírus pela escalada de casos.

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem se recusado a adotar um lockdown nacional, depois que o primeiro, adotado no ano passado, teve um forte impacto econômico. 

Apesar da situação, centenas de milhares de hindus têm se reunido para se banhar no Rio Ganges devido ao festival Kumbh Mela, que dura semanas, e celebrações religiosas têm contribuído para piorar a pandemia.

Hospitais lotados

Hospitais em todo o país estão ficando lotados de pacientes. Há escassez de oxigênio, essencial para combater as dificuldades respiratórias causadas pela Covid-19, em lugares como Gujarat, o estado natal do primeiro-ministro indiano. 

“Se essas condições persistirem, o número de mortos aumentará”, escreveu o chefe de um corpo médico na cidade industrial de Ahmedabad em uma carta a Narendra Modi.

O governo indiano disse que aumentou aumentou a produção de oxigênio hospitalar. “Com o aumento da produção e os estoques excedentes disponíveis, a disponibilidade atual é suficiente”, disse o Ministério da Saúde em um comunicado.

“A situação é horrível”, diz Avinash Gawande, funcionário de um hospital na cidade industrial de Nagpur enquanto tenta lidar com uma enxurrada de pacientes. “Somos um hospital com 900 leitos, mas há cerca de 60 pacientes esperando e não temos espaço para eles”. 

“Este vírus é mais infeccioso e virulento”, afirma a médica Dhiren Gupta, do Hospital Sir Ganga Ram. “Temos pacientes de 35 anos com pneumonia em tratamento intensivo, o que não acontecia no ano passado. A situação é caótica”.

Fonte: G1



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Mundo

Ao menos 22 países impõem barreiras de entrada ao Brasil para conter Covid

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Reprodução

Com o anúncio das restrições aos viajantes do Brasil feito pela França nesta terça-feira (13), o país soma barreiras de entrada impostas como forma de tentar conter o avanço da pandemia de Covid-19 -particularmente, a variante brasileira do vírus- em ao menos 22 nações, de acordo com levantamento feito a partir dos dados da Iata (associação internacional de transporte aéreo).

Os dados atualizados até esta quarta-feira (14) referem-se apenas a países que adotaram medidas específicas contra o Brasil. Assim, ficam de fora do levantamento países como a China, por exemplo, que fechou suas fronteiras de maneira mais generalizada.

Pessoas que estiveram no Brasil em um período de 14 dias antes de viajar não podem entrar na Arábia Saudita, Irã, Itália, Japão, Omã, San Marino e Vaticano. No Reino Unido, o prazo estabelecido como margem de segurança é de dez dias, mas os viajantes precisam se comprometer a ficar em quarentena em solo britânico por 11 noites.

Na Alemanha, quem esteve no Brasil só pode entrar se comprovar fazer parte de algumas das poucas exceções às regras, sendo familiar de um cidadão alemão, por exemplo. Mesmo a vizinha Argentina fechou as portas até pelo menos o final deste mês a quem sair do Brasil.

Na Áustria, segundo a Iata, os voos do Brasil e da África do Sul estão suspensos até, pelo menos, o próximo domingo (18), quando também expiram as restrições em Bangladesh e no Peru. Na segunda-feira (19), também deve cair a barreira imposta pela França e, no dia seguinte, a do Paquistão.

O principal temor desses países é o maior potencial de contágio e letalidade das variantes brasileiras do coronavírus. São elas a P.1, originária de Manaus e já dominante em pelo menos seis estados brasileiros fora do Amazonas, e a P.2, de grande circulação no Brasil e primeiro identificada no Rio de Janeiro.

Além das cepas brasileiras, também foram identificadas variantes do coronavírus no Reino Unido, na África do Sul e nos EUA. Em geral, de acordo com o conhecimento científico acumulado até agora, essas novas versões do coronavírus tendem a ser mais transmissíveis e surgem como consequência do descontrole da pandemia e da alta circulação de pessoas –caso do Brasil.

Quanto mais o vírus circula, maiores as chances de mutações surgirem -algumas delas facilitam a entrada do vírus nas células ou então impedem a ação de anticorpos neutralizantes.

Assim, embora a maior parte dos países que impuseram restrições ao Brasil tenham taxas de transmissões maiores que a brasileira, as medidas se justificam pelo temor de que as variantes agravem a crise sanitária, sobrecarregando sistemas de saúde e elevando o número de mortes.

A taxa de transmissão, também chamada de “R”, indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o vírus; quando está acima de 1, significa que a velocidade de contágio é crescente.

Entre os 22 países analisados, o Irã é o que apresenta o maior índice (1,43), segundo os dados compilados pelo portal Our World in Data. Isso significa que cada 100 infectados por coronavírus no Irã contaminam outros 143, que, por sua vez, infectam mais 204, que contagiam 292 e assim sucessivamente, espalhando a doença de forma cada vez mais rápida.

A taxa do Brasil é 1,01 -o quinto menor da lista-, o que significa, segundo o índice, que a transmissão é mais lenta, mas ainda progressiva. Com R abaixo de 1, nos países da lista, estão apenas San Marino (0,96), Reino Unido (0,93), Áustria (0,91) e Itália (0,81).

PAÍSES QUE IMPÕEM BARREIRAS AO BRASIL

Alemanha

Arábia Saudita

Argentina

Áustria

Bangladesh

Cidade do Vaticano

Colômbia

Espanha

EUA

França

Holanda

Irã

Itália

Japão

Marrocos

Omã

Paquistão

Peru

Reino Unido

San Marino

São Martinho

Turquia

Fonte: Folhapress

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Mundo

Dinamarca é o 1º país da Europa a abandonar vacina da AstraZeneca

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Danny Lawson/PA Images/Getty Images

O governo da Dinamarca é o primeiro da Europa a decidir retirar a vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 do seu programa de imunização. A medida foi tomada para evitar os casos raros de coágulos sanguíneos pós-imunização.

“Baseando-se em análises científicas, nossa avaliação geral é de que existe um risco real de efeitos colaterais graves associados ao uso da vacina anti-Covid-19 da AstraZeneca. Portanto, decidimos remover a vacina de nosso programa de imunização”, explica o diretor-geral da Autoridade Sanitária da Dinamarca, Soren Brostrom, em comunicado.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) já confirmou que há relação clara entre a vacina da AstraZeneca e os casos de coágulos sanguíneos, mas pediu que os países continuem aplicando o imunizante, uma vez que o benefício da vacina contra a Covid-19 é muito maior que o risco. O efeito colateral é considerado muito raro, com frequência de um caso a cada milhão de doses aplicadas.

A Dinamarca diz concordar com a avaliação da EMA, afirma que a decisão é complicada, mas o país tem outras vacinas à disposição e considera a pandemia atualmente sob controle. Nessa terça (13/4), foram diagnosticados 563 novos casos e três mortes em decorrência da Covid-19. Cerca de 17% da população já foi imunizada.

O país europeu também decidiu suspender a aplicação da vacina da Johnson & Johnson, que está sob análise nos Estados Unidos também pelo risco de coágulos sanguíneos pós-imunização.

Fonte: Metrópoles

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