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Fracassa tentativa de adaptar para covid-19 remédio contra artrite

Laurivânia Fernandes

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Foto: Arnd Wiegmann/Reuters

A tentativa da Roche de adaptar seu remédio contra artrite reumatoide Actemra/RoActemra para tratar pacientes hospitalizados com pneumonia grave ligada à covid-19 fracassou na fase final dos testes, informou a empresa suíça nesta quarta-feira (29).

A Roche iniciou o teste com 330 pacientes em março, quando se somou a outras farmacêuticas que tentam reformular remédios já existentes para combater a pandemia.

“O teste Covacta não atingiu a finalidade primária de status clínico aprimorado em pacientes com pneumonia associada à Covid-19 nem a finalidade secundária de mortalidade reduzida de pacientes”, disse a Roche.

“O teste Covacta não atingiu a finalidade primária de status clínico aprimorado em pacientes com pneumonia associada à Covid-19 nem a finalidade secundária de mortalidade reduzida de pacientes”, disse a Roche.

A notícia vem na esteira de um estudo italiano que mostrou que o medicamento não ajudou pacientes com pneumonia de covid-19 em estágio inicial.

“Para pacientes de covid-19 necessitados de um tratamento eficiente, a notícia de hoje é decepcionante. De uma perspectiva de investimento, nunca supusemos um aumento de renda de longo prazo do Actemra derivado da pandemia”, disseram analistas do Bank Vontobel.

Empresas farmacêuticas estão correndo para desenvolver tratamentos contra a que pandemia de covid-19, que já matou mais de 659 mil pessoas e está abalando economias de todo o mundo.

Cerca de 150 empresas estão desenvolvendo vacinas, mas não se pode esperá-las antes do início de 2021, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana passada.

Enquanto isso, as empresas vêm tentando encontrar maneiras de usar remédios existentes para tratar pacientes de covid-19.

A indiana Glenmark Pharmaceuticals Ltd, por exemplo, está testando seu antigripal favipiravir em pacientes com infecções de brandas a moderadas.

A Roche também está estudando se o Actemra misturado com o tratamento antiviral remdesivir da Gilead Sciences Inc funciona melhor contra casos graves de pneumonia de covid-19 do que o remdesivir ou o Actemra sozinhos.

Até agora, foi demonstrado que o remdesivir ajuda a acelerar a recuperação dos pacientes de covid-19, e o esteroide genérico mais antigo dexametasona reduziu a taxa de mortalidade de pacientes com infecções mais graves em cerca de um terço em um teste liderado por britânicos.

Fonte: Reuters

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China encontra traços de Covid em asas de frango importadas do Brasil

Laurivânia Fernandes

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© DR

Traços do novo coronavírus foram encontrados em asas de frango importadas do Brasil, na cidade de Shenzhen, no sul da China, noticiou nesta quinta-feira (13) um jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC).

Os traços foram detectados na superfície de uma amostra, após a realização de testes de ácido nucleico, indicou o jornal em língua inglesa Global Times, que citou o Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, cidade adjacente a Hong Kong.

Todo o pessoal das alfândegas que entrou em contacto com as asas de frango oriundas do Brasil foi submetido a testes, que deram negativo, acrescentou o jornal.

Os lotes do produto contaminado que tinham sido já comercializados foram, entretanto, encontrados e confiscados pelas autoridades.

Esta semana, as autoridades chinesas disseram terem encontrado traços do novo coronavírus na superfície de outros produtos importados congelados, incluindo camarões oriundos do Equador, na província de Anhui, no leste da China.

A Comissão de Saúde de Shenzhen recomendou aos consumidores que sejam cautelosos, ao comprarem carnes e frutos do mar importados, e tomem “precauções, para reduzirem o risco de infecção”.

Em 10 de julho passado, Pequim suspendeu as importações de camarão branco congelado de três empresas do Equador, depois de ter encontrado vestígios do vírus nas embalagens, informou a Administração Geral das Alfândegas do país.

A China é o principal destino das exportações brasileiras, representando mais de 27% das vendas do Brasil ao exterior, uma fatia mais de duas vezes superior à do segundo maior mercado, os Estados Unidos.

Em 2019, Brasília exportou para Pequim produtos no valor de 79 mil milhões de dólares, mais 2,76% do que nos meses de janeiro a dezembro de 2018, com o Brasil a adquirir à China bens no valor de 35,47 mil milhões de dólares, uma diminuição de 5,18%.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Astrônomos captam imagem de galáxia em forma de anel a mais de 12 bilhões de anos-luz da Terra

Laurivânia Fernandes

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Galáxia SPT0418-47 aparece no céu como um anel de luz quase perfeito — Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Rizzo et al.

Astrônomos europeus divulgaram nesta quarta-feira (12) na revista “Nature” a imagem da SPT0418-47, uma das mais distantes galáxias conhecidas do Universo. Em formato de um anel iluminado, o conjunto de estrelas está a mais de 12 bilhões de anos-luz de nós.

Isso significa que a imagem mostra a galáxia quando o Universo tinha “apenas” 1,4 bilhões de anos, ou seja, a foto dá uma ideia de como era o início do Universo. Inclusive, dizem os pesquisadores, o registro de um anel de luz estável desfaz a noção de que as galáxias desse período eram todas turbulentas.

A imagem foi obtida por pesquisadores de instituições da Alemanha e da Holanda e divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Os cientistas utilizaram os recursos do observatório Alma (Atacama Large Millimiter Array), no Chile. Localizado a 5 mil metros de altitude, o equipamento astronômico foi inaugurado em 2013 como um dos maiores do mundo.

Semelhanças com a Via Láctea

Segundo os pesquisadores, há duas grandes semelhanças da SPT0418-47 com a Via Láctea, galáxia que abriga a Terra: ambas são um disco que gira em torno do próprio eixo e formam uma aglomeração de estrelas ao redor do centro galático. A diferença é que a Via Láctea tem braços em espiral.

“O resultado representa uma novidade no campo da formação das galáxias ao mostrar que estruturas que observamos em galáxias espirais próximas e na nossa Via Láctea já existiam 12 bilhões de anos atrás”, comenta Francesca Rizzo, doutoranda no Instituto Max Planck de Astrofísica (Alemanha).

Ao estudar galáxias distantes como a SPT0418-47, pesquisadores entendem a formação e a evolução dessas estruturas desde a formação do Universo. Apesar das semelhanças com a Via Láctea, a SPT0418-47 pode ter se desenvolvido de outra forma.

Em estudos futuros, os pesquisadores vão desvendar se galáxias circulares como a SPT0418-47 são de fato comuns no Universo — o que abre caminho para novas pesquisas sobre a evolução dessas estruturas espaciais.

Fonte: G1

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Mundo ultrapassa 20 milhões de casos oficiais de Covid-19

Laurivânia Fernandes

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Foto: Getty

Mais de 20 milhões de casos do novo coronavírus foram registrados oficialmente no mundo, mais da metade deles nas Américas, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA) com dados até esta segunda-feira (10).Um total de 20.001.019 de pessoas tiveram a doença, das quais 733.897 morreram.

Mais de quatro em cada 10 casos estão localizados em Estados Unidos e Brasil, países mais afetados pela pandemia, com 5.085.821 e 3.057.470 casos, respectivamente (163.370 e 101.752 mortos).

O Brasil tem pelo menos 15% dos casos confirmados da doença. O número pode ser maior, já que há subnotificação.

Atrás de EUA e Brasil, Índia e Rússia têm mais casos da Covid-19, com 2.215.074 e 890.799 infectados respectivamente. Mas o terceiro e quarto lugar no ranking de mortes é ocupado pelo México e o Reino Unido, com 52.298 e 46.611 óbitos.

De acordo com dados da universidade dos EUA, o ritmo da pandemia parece estabilizar-se no mundo, em patamares altos. Desde meados de julho, um milhão de novos casos são detectados a cada quatro dias, aproximadamente.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o coronavírus era uma pandemia no dia 11 de março, quando havia 118 mil casos e 4.291 mortes em todo mundo. A marca de 10 milhões de contaminações foi superada em 28 de junho. O número de casos registrados duplicou desde então, em apenas um mês e meio.

A América Latina e o Caribe, regiões do mundo mais afetadas em número total de casos (5,6 milhões de casos) e de óbitos (221 mil), continuam registrando um avanço rápido da pandemia, com 576.583 novas infecções declaradas nos últimos sete dias.

A Índia é o país do mundo com mais novos casos registrados na última semana (402 mil), à frente dos Estados Unidos (376 mil), que no domingo superou a marca de 5 milhões de contágios oficialmente contabilizados, e do Brasil (301 mil).

O número global de infecções reflete uma parte do verdadeiro tamanho da pandemia, já que muitos países recorrem a testes de detecção somente para rastrear surtos ou não possuem recursos suficientes para a realização de grandes campanhas de detecção de casos.

Fonte: Folhapress

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