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Operação prende mais de dez pessoas que planejavam invadir o Maracanã na partida Flamengo x Grêmio

Laurivânia Fernandes

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Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Dezoito pessoas foram presas, na manhã desta terça-feira, por suspeita de organizar uma invasão ao Maracanã, durante o confronto entre Flamengo X Grêmio, pela semifinal da Copa Libertadores, que acontecerá nesta quarta-feira. A investigação apontou que o bando trocava mensagens de áudio e vídeo em uma rede social para programar a invasão. Foram encontradas mensagens com ameaças de matar policiais, praticar roubos e constranger torcedores do Grêmio. Durante a ação, três pessoas foram baleadas.

De acordo com a Polícia Civil, mais de 100 pessoas foram identificadas como integrante do grupo que é alvo da operação desta terça-feira. Alguns deles têm antecedentes criminais e já respondem a processos no Juizado do Torcedor por má conduta em estádios de futebol. O Juizado Especial Criminal (Jecrim) expediu 27 mandados de prisão e 89 mandados de intimação. Ao todo, 300 homens em 113 equipes foram mobilizadas para ações na região metropolitana e no interior do estado.

A polícia chegou aos suspeitos graças a um monitoramento feito em redes sociais.

O comportamento deles era no intuito de invadir e praticar crimes, como lesões corporais e roubos para conseguir ingressos. Para impedir esses crimes, fizemos várias diligências desde sexta-feira. Não paramos até hoje. As investigações continuam. Estamos identificando mais pessoas para pedir a prisão delas — disse a delegada Carina da Silva Bastos, titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), em entrevista ao “Bom Dia Rio”.

De acordo com ela, alguns dos alvos da polícia têm anotações em suas fichas criminais. Há suspeitos de outros estados:

— Essas pessoas estão espalhadas pelo Rio de Janeiro inteiro e até de outros estados. Alguns têm passagens por crimes como homicídio, roubo e tráfico. O que chama mais atenção é que há pessoas que não têm passagem mas, como estão em bando, vão se contagiando pelos outros.

Risco máximo

Na manhã dessa segunda-feira, as autoridades consideraram de risco máximo o jogo desta quarta-feira. Apenas a Polícia Militar terá 800 agentes na missão. Com público previsto de mais de 60 mil pessoas (foram colocados à venda 62 mil ingressos), significa que, no entorno do estádio, haverá um PM para cada 77,5 torcedores.

Torcedores marcam pela internet invasão do Maracanã
Torcedores marcam pela internet invasão do Maracanã Foto: Reprodução

Com todos os agentes de segurança e de trânsito envolvidos (sobe de 195 para 300), o número passará de mil agentes em função do jogo decisivo. Ou seja, um para cada 56 pessoas. O 4º BPM (São Cristóvão), um dos batalhões que cedem policiais para jogos, tinha segundo levantamento feito pelo GLOBO ano passado 491 PMs lotados. O que dá 1.588 pessoas por policial.

Em reunião na sede da Ferj, nesta segunda-feira, o planejamento foi definido com a presença de representantes de Ministério Público do Rio, Polícia Civil e Militar, Batalhão Especial de Policiamento em Estádios, Guarda Municipal, Ferj, CBF e clubes.

— É muito maior do que a gente aplicou em jogos anteriores da Libertadores e do Brasileiro. Diversos pontos de bloqueio. Nosso objetivo principal é colocar policiamento no solo para dar orientação aos torcedores, somente torcedor com ingresso na área do perímetro — detalhou o comandante do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios, Silvio Luiz.

Além do patrulhamento, o plano de segurança prevê pontos de bloqueios e barreiras de verificação de ingressos. Para este jogo, os torcedores terão de apresentar o bilhete impresso para facilitar a identificação. Esquema parecido com o feito na Copa do Mundo de 2014. No jogo do Flamengo contra o Atlético-MG, no último dia 17, já havia sido testado o bloqueio de ruas duas horas e meia antes da partida. Desta vez, o fechamento será feito a partir das 18h.

A última vez que a bandeira vermelha foi acionada numa partida no Rio foi no confronto entre Flamengo e Palmeiras, pelo Brasileiro. Na ocasião, o efetivo foi de 450 PMs e menos ruas foram interditadas. Para quarta-feira, serão nove vias.

— Criamos a classificação de risco. Das cores de bandeiras. É bom para o torcedor. Bandeira vermelha não quer dizer que não deve ir ao estádio, mas que todas as medidas serão tomadas para ele se sentir confortável e seguro de ir ao jogo — explicou o representante do Ministério Público Claudio Varela.

Fonte: Extra

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MEC remarca Enem 2020 para janeiro e fevereiro de 2021

Karytha Leal

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O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2020 será realizado no começo de 2021, e não mais em novembro deste ano. A informação foi divulgada hoje por Antonio Paulo Vogel, secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação) em entrevista coletiva, confirmando o adiamento da prova.

As provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, enquanto a versão digital está marcada para 31 de janeiro e 7 de fevereiro. A reaplicação do Enem será nos dias 24 e 25 de fevereiro, com resultados a partir de 29 de março.

O agendamento é reflexo da pandemia do novo coronavírus e das consequentes medidas de isolamento social – que afetam não apenas a própria preparação dos alunos durante o ano letivo como também influenciariam a realização das provas nas salas de aula. A discussão ganhou força nos últimos meses.

Em maio, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu a possibilidade de adiar a realização do exame. A pressão chegou ao Congresso Nacional, que aprovou o adiamento em projeto no Senado.

Antecipando-se à votação na Câmara dos Deputados, Weintraub anunciou uma votação entre os alunos para a definição do calendário e admitiu a possibilidade de remarcar a avaliação para uma nova data, “de 30 a 60 dias” depois da data originalmente prevista.

Ainda em maio, as inscrições foram prorrogadas — o prazo final, então no dia 22, foi jogado para o dia 27. O ministro, porém, se mostrou satisfeito com o volume de inscrições feitas dentro do prazo original. “Praticamente todo mundo que ia se inscrever já se inscreveu (…), nem precisava ter adiado”, afirmou Weintraub no dia 25 daquele mês. No fim, 5.783.357 inscrições foram feitas.

No começo de julho, saiu o resultado da votação, que reuniu 1.113.350 de votos. 49,7% das pessoas votaram pela prova em maio de 2021: 553.033 (49,7%) optaram pela prova em maio de 2021.

392.902 (35,3%) votaram pela prova em janeiro 2021, 167.415 (15%) optaram pela prova em dezembro de 2020.

A enquete oferecia três opções de datas para as provas, tanto impressas quanto digitais:

Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020 / Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021 Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021 / Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021 Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021 / Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021.

Fonte: Uol

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Brasil

Decisões de Aras limitam atuação de MPF na pandemia

Laurivânia Fernandes

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© Getty

Sob o comando de Augusto Aras, a Procuradoria-Geral da República tem defendido uma série de medidas que buscam centralizar decisões. A mais polêmica delas é a criação de um órgão que concentraria investigações de corrupção em Brasília, afetando modelos bem-sucedidos como o da Lava Jato, mas não é a única. Pelo menos outras duas limitam a atuação de procuradores em temas relacionados à pandemia do novo coronavírus.

Desde abril, recomendações de procuradores de primeira instância a prefeitos e governadores relacionadas à crise de saúde precisam ser submetidas à análise do Gabinete Integrado de Acompanhamento à Epidemia do Coronavírus, do Ministério Público Federal. Aras tem justificado as ações com o argumento de que cabe à PGR “resolver conflitos, e não produzi-los”.

Em junho, na condição de presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Aras assinou nova recomendação para que procuradores não questionem atos de prefeitos e governadores relacionados à pandemia se não houver consenso científico sobre as medidas adotadas. A orientação é de que os atos do Executivo estadual e municipal sejam questionados pelo Ministério Público estadual, e não pelo Ministério Público Federal.

Com isso, procuradores não deveriam acionar a Justiça para obrigar um Estado a suspender ou a iniciar o fornecimento de cloroquina, uma vez que há divergências sobre sua eficácia.

Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PGR informou que as medidas buscam garantir ação mais coordenada no enfrentamento da pandemia.

A recomendação não impede a atuação dos procuradores, mas tem sido vista por parte do MPF como forma de intimidação, uma vez que foi assinada pelo corregedor, Rinaldo Reis, que tem o poder de abrir procedimentos disciplinares contra membros do órgão.

Na semana passada, a Associação Nacional de Procuradores da República e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho acionaram o Supremo Tribunal Federal para derrubar a recomendação. Elas classificam a medida como “indevida ingerência” por entender que ela impede procuradores de fiscalizarem os recursos públicos e as medidas adotadas pelos gestores no combate à pandemia.

No Espírito Santo, o governo estadual utilizou a recomendação de Aras para derrubar na Justiça um pedido do MP que buscava nominar os técnicos responsáveis por orientar as decisões quanto à abertura ou fechamento de estabelecimentos no Estado.

Em Mato Grosso, a Advocacia-Geral da União mencionou a mesma recomendação ao se posicionar contra pedido do MPF para impor lockdown em municípios com aumento nos casos de covid-19.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil

Governo suspende até setembro recadastramento de aposentados

Laurivânia Fernandes

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério da Economia suspendeu até 20 de setembro o recadastramento anual obrigatório de aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis. A medida foi publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União.

O anúncio, feito pela Secretaria Especial de Desburocratização, que faz parte do MInistério da Economia, amplia o prazo da Instrução Normativa nº 22, publicada em 18 de março e que teria duração de 120 dias (terminaria agora, em julho). 

Na prática, para evitar aglomerações e a exposição de pessoas do grupo de risco à covid-19, esse público não precisará ir ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) fazer a prova de vida. 

A instrução normativa estabelece que a suspensão não afeta o pagamento de proventos ou pensões aos beneficiários. Também define que a regra não se aplica ao recadastramento de aposentado, pensionista ou anistiado político cujo pagamento do benefício esteja suspenso na data de publicação desta Instrução Normativa.

Fonte: R7

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