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Brasil

Ministério da Saúde muda formato de divulgação de dados de covid-19

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reuters

O Ministério da Saúde informou que passará a divulgar os dados de covid-19 em uma plataforma interativa que trará a análise de casos e mortes por data de ocorrência, de forma regionalizada. A nova ferramenta deverá ser disponibilizada nesta semana.

“O uso da data de ocorrência (e não da data de registro) auxiliará a se ter um panorama mais realista do que ocorre em nível nacional e favorecerá a predição, criando condições para a adoção de medidas mais adequadas para o enfrentamento da covid-19, nos âmbitos regional e nacional”, diz o comunicado, divulgado na noite de ontem (7).

Para o governo, a divulgação do acúmulo de casos, como vinha sendo feito até o momento, dificulta a verificação das mudanças dos cenários regionais, estaduais e municipais. “O dado acumulado pode indicar uma grande quantidade de casos em localidades que já estão em outra fase da curva epidemiológica”, informou.

Além da nova plataforma, o Ministério da Saúde disponibilizará às terças-feiras um boletim baseado na semana epidemiológica, que será apresentado em uma reunião técnica, com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Por convenção internacional, as semanas epidemiológicas são contadas de domingo a sábado e servem como padrão para comparação de dados e acompanhamento da evolução da dinâmica de transmissão da doença.

Paralelamente, foi criada uma base de disseminação de dados abertos – o OpenDatasus – que disponibiliza as notificações de síndrome gripal leve e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionadas ao covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso dessas ferramentas também estão em processo de melhorias, em parceria com estados e municípios.

Supressão de dados

Nos últimos dias, o governo já havia deixado de apresentar alguns dados consolidados e mudado a dinâmica de divulgação. Antes, a pasta divulgava boletins atualizados diariamente entre 17h e 18h, durante coletivas de imprensa. Desde a última quinta-feira (4), os dados têm sido divulgados próximo às 22h.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, no sábado (6), procedimento extrajudicial para apurar porque o Ministério da Saúde mudou a forma de divulgação dos dados do novo coronavírus no Brasil. Desde a última sexta-feira (5), a pasta também parou de divulgar os números totais da contaminação no painel oficial  e passou a divulgar apenas os números diários.

Segundo o ministério, a adequação dos horários de divulgação dos dados é parte da estratégia da obtenção de informações mais precisas, pois o momento de divulgação está atrelado ao fechamento dos boletins epidemiológicos estaduais.

De acordo com o último balanço divulgado à imprensa na noite de ontem, o Brasil registrou, até as 21h50 deste domingo, 691.758 casos confirmados da doença e 36.455 mortes. Nas últimas 24 horas, foram 18.912 novos casos e 525 mortes pelo novo coronavírus.

Divulgação paralela

Em meio a essas mudanças, o Conass disponibilizou ontem (7), em seu site, um painel próprio com dados atualizados sobre o número de casos da covid-19 no país. De acordo com a entidade, a iniciativa está pautada “pelo mais alto interesse público”, com vista à “defesa da saúde e da vida” dos brasileiros.

As informações da nova ferramenta serão fornecidas pelos estados e estarão disponíveis diariamente até às 18h. O conselho reúne os secretários de saúde das 27 unidades da federação.

De acordo com os dados do painel do Conass, até as 16h30 deste domingo o número de casos confirmados da doença já chegava a 680.456. Além disso, nas últimas 24 horas foram registradas 1.116 novas mortes, elevando para 36.151 o total de óbitos registrados desde que a circulação do novo coronavírus no Brasil foi confirmada, em meados de março.

Mudança

Em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia criticou a mudança na divulgação de dados do Ministério da Saúde. “É fundamental que em uma pandemia de tamanha magnitude tenhamos os números reais. Somente com informações epidemiológicas confiáveis será possível a avaliação das medidas atuais e o planejamento de ações para combater a propagação do novo coronavírus, que vem causando danos avassaladores no mundo e especialmente no Brasil”, diz o comunicado.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que a comissão externa que trata da covid-19 vai “se debruçar sobre as estatísticas”. Para Maia, “é urgente que o Ministério da Saúde divulgue os números com seriedade, respeitando os brasileiros e em horário adequado. Não se brinca com mortes e doentes”.

Fonte: Agência Brasil

Saúde

Piauí registra 11 óbitos e 726 casos de Covid-19 nas últimas 24h

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A Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) divulgou nesta terça-feira (26), que o estado do Piauí registrou em 24h, 11 óbitos e 726 casos de COVID-19. O estado já registrou 156.875 casos confirmados e 3.031 mortes.

Quatro homens e sete mulheres não resistiram às complicações da Covid-19. Eles eram naturais de Altos (64 anos), Parnaíba (79 anos), Santa Cruz do Piauí (73 anos) e São Miguel do Fidalgo (93 anos). Já as dos sexo feminino eram das cidades de Colônia do Piauí (75 anos), Guadalupe (69 anos) e Teresina (49, 58, 91, 92 e 96 anos). Apenas a vítima de 58 anos não possuía comorbidades.

Os casos confirmados no estado somam 156.875 distribuídos em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam a 3.031 e foram registrados em 205 municípios. Até agora, morreram 1.771 homens e 1.260 mulheres.

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Brasil

Sem leitos de UTI, Rondônia inicia transferência de pacientes para PR e RS

Laurivânia Fernandes

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Com o sistema de saúde pública colapsado e uma ocupação de 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o governo de Rondônia iniciou nesta segunda-feira (25) a transferência dos primeiros pacientes com Covid-19 para outros estados.

Seis pacientes que estavam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Sul foram transferidos para hospitais de Curitiba, no Paraná.

Ao todo, 65 pacientes com Covid-19 de Rondônia serão transferidos para estados do Sul do país, em uma operação intermediada pelo Ministério da Saúde e com o apoio das Forças Armadas.

Nesta terça-feira (26) 50 pacientes deixam Porto Velho e seguem para o Rio Grande do Sul. Destes, 20 serão enviados para o Hospital Universitário de Canoas. Os outros 30 ficarão em Porto Alegre -10 no Grupo Hospitalar Conceição, 10 no Hospital de Clínicas e 10 no Hospital Vila Nova.

“A solidariedade não tem distância nem fronteira”, afirmou nesta segunda-feira o governador em exercício do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior (PTB).

Além dos seis já transferidos nesta segunda, pelo menos outros nove pacientes devem ser transferidospara o Paraná, segundo o governo de Rondônia.

A prefeitura de Curitiba informou que preparou uma ala com 18 leitos de enfermaria no Hospital Vitória e outros 12 leitos na Santa Casa de Curitiba para pacientes que serão transferidos de Rondônia.

Rondônia vive uma escalada de novos e de hospitalizações de pacientes com a Covid-19. Com cerca de 1,7 milhão de habitantes, o estado registrou cerca de 117,2 mil casos da Covid-19, com 2.111 mortes pela doença desde o início da epidemia.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a ocupação de leitos de UTI estava em 100% nesta segunda-feira. Os leitos clínicos, destinados a pacientes com menos gravidade, estavam com 71% de ocupação.

Leia Também: Média móvel de mortes por Covid chega ao maior patamar desde o fim de julho de 2020

Além do avanço de casos no próprio estado, Rondônia também teve o seu sistema de saúde pressionado por pacientes de outros estados, principalmente do Amazonas, que vive uma situação de colapso.

José Azevedo Melo, 58 anos, trabalha em uma balsa de cargas que faz transportes entre Porto Velho e Manaus. Ele mora na capital amazonense, e segundo o filho, Davi Nobre, contraiu a doença de um colega de trabalho há duas semanas.

Como sistema de saúde em colapso em Manaus, incluindo escassez de oxigênio em parte da rede hospitalar a família optou por trazê-lo para Porto Velho.

“Esse companheiro de trabalho de meu pai não sabia que tinha Covid, mas ele acabou passando para todos que estavam na embarcação. Eles ficaram com sintomas leves e só meu pai que está na UTI em estado gravíssimo. Ele é hipertenso e isso contribuiu “, disse Davi.

Os médicos que atendem José Azevedo em Porto Velho falaram para a família que não será possível transferi-lo para outro estado pelas condições do paciente. “Só um milagre para o meu pai se salvar”, afirmou Davi.

A escassez de leitos fez com que o governo do estado endurecesse as medidas restritivas para evitar a disseminação do novo coronavírus.

No último dia 17 de janeiro, o Governo de Rondônia baixou um decreto fechando todo o comércio não essencial, instituindo toque de recolher das 20h às 6h da manhã. Também foi proibida a venda de bebidas alcoólicas no estado das 18h às 6h da manhã.

Funcionária da Prefeitura de Porto Velho, Francineide Oliveira, perdeu dois irmãos, o pai e ficou internada por 17 dias com Covid-19, em um espaço de um pouco mais de um mês, em maio do ano passado. Ela afirma que o clima é de apreensão com a segunda onda de casos da Covid-19.

“Tenho muito medo de ter uma recaída. Normalmente, a segunda infecção é mais grave e sofrida que a primeira. Já fiquei com algumas sequelas, na respiração e nos nervos. Sem contar que a gente pode não conseguir ser atendido com os hospitais lotados”, afirmou Francineide.

Segundo o governador Marcos Rocha (PSL), a falta de médicos é atualmente o principal entrave para abertura de novos leitos de UTI no estado.

O estado também enfrenta desabastecimento do banco de sangue do estado em razão da diminuição do fluxo dos doadores. Pelo menos três tipos de de sangue estão com estoque em nível baixíssimo.

De acordo com informações do governo estadual, a entidade necessita neste momento de 100 doadores diários para que o estoque seja renovado.

Por outro lado, ao contrário do vizinho Amazonas, Rondônia não enfrenta escassez nos estoque de oxigênio hospitalar.

Fonte: Folhapress

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Educação

Gabaritos do Enem serão divulgados nesta quarta-feira

Laurivânia Fernandes

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Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 poderão conferir amanhã (27) os gabaritos oficiais das provas objetivas do exame. O Enem impresso foi aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro. Os participantes resolveram questões objetivas de matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagens. Fizeram também a prova de redação, a única subjetiva do exame. 

Os gabaritos serão divulgados no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Mesmo com os gabaritos em mãos, não é possível saber a nota no exame. Isso porque o Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.

Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis.  

A previsão para a divulgação dos resultados finais é dia 29 de março. Nessa data, os participantes saberão também quanto tiraram na redação. No entanto, somente depois da divulgação do resultado, em data ainda a ser definida, os candidatos terão acesso à correção detalhada da prova de redação, apenas para fins pedagógicos. 

Ao todo, segundo o Inep, cerca de 2,5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano, número que representa menos da metade dos participantes inscritos nas provas. O Enem 2020 terá ainda uma versão digital, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As notas poderão ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que oferece vagas em instituições públicas – Programa Universidade para Todos (ProUni) – que oferece bolsas de estudo em instituições privadas – e, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece financiamento em condições mais vantajosas que as de mercado. 

Reaplicação

O Enem ocorreu em meio à pandemia do novo coronavírus e, por isso, adotou uma série de medidas de segurança, como o uso obrigatório de máscaras. Os participantes que estivessem com sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa não deveriam comparecer aos locais de prova.

Esses estudantes poderão fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Para isso, aqueles que ainda não o fizeram, têm até o dia 29 para solicitar a reaplicação na Página do Participante.] Podem também pedir para participar da reaplicação os candidatos que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de água ou luz e aqueles que foram impedidos de fazer o exame porque as salas estavam lotadas e era preciso garantir o distanciamento entre os participantes. Segundo o Inep, isso ocorreu em pelo menos 37 escolas de 11 cidades.

As provas foram canceladas no estado do Amazonas, em Rolim de Moura (RO) e em Espigão D’Oeste (RO) por causa da pandemia. Esses estudantes também deverão fazer o exame na data da reaplicação. Eles não precisarão, contudo, solicitar a participação. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do exame.

Fonte: Agência Brasil

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