Siga as Redes Sociais

Brasil

Datena desiste oficialmente de concorrer nas eleições 2020

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Divulgação/Band

jornalista José Luiz Datena, filiado ao MDB, deu “bom dia” aos seus ouvintes na Rádio Bandeirantes às 10h desta terça-feira, 30. Com isso, ele desiste oficialmente de concorrer nas eleições municipais deste ano. Isso porque, caso quisesse disputar o cargo de prefeito ou de vice-prefeito de São Paulo, como chegou a cogitar, ele teria que encerrar suas atividades no rádio e na televisão até ontem, prazo final estipulado pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo com o adiamento da data da eleição, em discussão na Câmara dos Deputados, este prazo não deve mudar. Segundo o texto aprovado no Senado, as prorrogações valerão apenas para os que ainda não venceram, e não atinge os já vencidos. Deputados, porém, ainda podem alterar a proposta antes de aprová-la.

Até pouco antes de entrar no ar, Datena dizia ainda estar em dúvida. No entanto, ele já tinha avisado ao partido que a tendência era não se lançar candidato neste ano, alegando a dificuldade de fazer campanha em meio à pandemia do coronavírus. O Estadão apurou que a pressão da grupo Bandeirantes, onde Datena é o principal apresentador, pesou na decisão.

“O projeto inicial sempre foi Senado 2022. Datena é e sempre será um nome forte em São Paulo”, disse Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. Uma das possibilidades era o apresentador concorrer como vice na chapa do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB).

Com um histórico de desistências na corrida eleitoral, o jornalista, ao se filiar ao MDB em 4 de março, disse que tudo indicaria que sairia candidato. “Dessa vez, eu acho que vou mesmo (sair candidato), difícil não ir, porque senti que tenho condição de colaborar”, afirmou ao Estadão.

Em fevereiro, Datena já tinha admitido em entrevista ao jornal que poderia ser vice de Covas e, na ocasião, marcou posição tentando se distanciar do presidente Jair Bolsonaro, que o queria como candidato em São Paulo. “Eu já tive um contato com ele (Bolsonaro) dizendo que ele está completamente liberado de me apoiar. Ele pode apoiar outra pessoa. Ele está liberado disso”, afirmou na época.

Em abril, em outra entrevista ao Estadão, Datena admitiu pela primeira vez que poderia não participar das eleições, diante das mortes e da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. “Não é minha prioridade, estou vendo tanta gente morrer, tanta gente passando fome, que não é minha prioridade. Estou vendo que meu papel como jornalista está sendo importante para ajudar as pessoas. Eu não sei se seria o momento de parar agora”, disse o apresentador na ocasião.

Na época, ele indicou que poderia adiar a entrada na vida política para concorrer ao Senado em 2022, que era sua pretensão inicial ao se filiar ao MDB. “Hoje não me faria falta a eleição. Sei lá, talvez eu aguarde para mais tarde para o Senado, o que eu sempre quis”, afirmou.

Fonte: Estadão Conteúdo

Brasil

Fundador da Ricardo Eletro é preso em operação contra sonegação fiscal

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Danilo Girundi/TV Globo

Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso no estado de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.

Outras duas pessoas foram presas na Região Metropolitana de BH: a filha de Ricardo, Laura Nunes, e o irmão dele, Rodrigo Nunes. A operação recebeu o nome de “Direto com o Dono”. De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados ao longo de cinco anos.

Ricardo Nunes, em foto publicada no instagram @ricardonuneseletro, no dia 22 de junho — Foto: Reprodução/Redes sociais

Além dos três mandados de prisão, a operação cumpre também 14 mandados de busca e apreensão. Em Minas Gerais, os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima. Em São Paulo, há alvos na capital e em Santo André.

A fraude

De acordo com o MPMG, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse. O órgão informou ainda que a empresa se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas.

Os bens imóveis de Ricardo Nunes não estão registrados no nome dele, mas de suas filhas, mãe e de um irmão. Ainda segundo a força-tarefa, o crescimento do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, caracterizando lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis de Ricardo, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, para ressarcir danos causados ao estado de Minas Gerais.

Fonte: G1

Continue Lendo

Saúde

Bolsonaro diz que Pazzuello não permanecerá no cargo de ministro

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, que o general Eduardo Pazzuello não permanecerá no cargo de ministro da Saúde, cargo que ocupa como interino. O chefe do Planalto não deu sinais, porém, que procura outro nome para a pasta. Em plena pandemia de covid-19, o ministério está há 53 dias sem um titular. A doença já provocou 66.093 mortes no Brasil até a tarde desta terça-feira, dia 7.

“É um nome que não vai ficar para sempre, está completando três meses como interino e já deu uma excelente contribuição para nós”, afirmou Bolsonaro ao falar sobre Pazzuello em uma entrevista a emissoras de TV no Palácio da Alvorada. Na mesma ocasião, o presidente da República disse estar com covid-19.

Bolsonaro não tem dado nenhuma sinalização de que está em busca de um nome para a pasta responsável por enfrentar a pandemia. Como mostrou o Estadão, é a primeira vez desde 1953 que o ministério fica tanto tempo sem um titular.

O presidente intensificou nos últimos meses a entrega de cargos a militares. Ele confirmou, inclusive, que o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), é cotado para o Ministério da Educação. No caso da Saúde, o chefe do Executivo federal classificou o ministro interino como “ruim de imprensa”, mas um “excelente gestor”.

Pazuello é apontado por colegas de governo e secretários locais de saúde como mais influente e poderoso do que Nelson Teich, último titular da pasta, que pediu demissão em 15 de maio. As trocas começaram após a demissão de Luiz Henrique Mandetta, no dia 16 de abril.

Fonte: Estadão Conteúdo

Continue Lendo

Economia

Governo corta auxílio de 565 mil por pagamento indevido, diz TCU

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) obtido pela Folha de S.Paulo diz que 565,3 mil beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 mensais, pago durante a pandemia do novo coronavírus, foram excluídos do cadastro do governo em maio, após se verificar que eles não tinham direito aos recursos.

Os contemplados receberam em abril a primeira parcela, mas, após ajustes no processamento de dados, constatou-se que não cumpriam os requisitos necessários.

Documentos do Ministério da Cidadania enviados à corte listam um amplo conjunto de motivos para o afastamento dos requerentes.

Há casos em que os beneficiários constam do cadastro de mortos da Receita Federal, moram no exterior, integram a população carcerária ou têm mandado de prisão em aberto.

Outros são militares ou recebem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, pago pelo governo aos trabalhadores que tiveram salários e jornadas laborais reduzidas. Há também situações em que o contemplado teve o benefício cancelado por via judicial ou administrativa, ou mesmo solicitou voluntariamente que ele não fosse pago.

O relatório do TCU, elaborado pela área técnica, compila informações sobre o auxílio emergencial em maio. O documento será levado pelo ao plenário pelo relator, ministro Bruno Dantas, durante julgamento nesta quarta (8).

O objetivo do acompanhamento é subsidiar diferentes órgãos, como a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, com dados a respeito do programa.

Relatório julgado na semana passada pelo tribunal, com mais detalhes sobre as fraudes no pagamento, apontou que 17 mil mortos constam do cadastro de beneficiários.

Na lista também estão aposentados do INSS, do Banco Central e da Justiça Federal, além de servidores federais.

Os pagamentos indevidos somaram R$ 427,3 milhões até abril. O TCU determinou que o governo busque o ressarcimento. Na semana passada, decidiu enviar ao MPF (Ministério Público Federal) a lista de possíveis fraudadores para a tomada de providências no âmbito penal.

No relatório que será levado a julgamento nesta quarta, o TCU estimou em até 60,4 milhões o número de pessoas com direito ao benefício, três milhões a menos do que os 63,4 milhões identificados como elegíveis pelo governo.

“Apesar das limitações da estimativa, essa diferença indica um risco de erro de inclusão, que pode chegar a mais de R$ 1,8 bilhão por mês”, escrevem os auditores.

O auxílio de R$ 600 mensais vem sendo pago desde abril pelo governo, como forma de socorrer principalmente trabalhadores informais que ficaram sem renda, desempregados e integrantes do Programa Bolsa Família.

Para recebê-lo, a renda tributável em 2018 não pode ter excedido R$ 28,5 mil. Há outros dois critérios: ou ter rendimento familiar mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 522) ou ter rendimento familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135).

Na semana passada, o governo anunciou a expansão do programa por mais dois meses. O pagamento mensal também será equivalente a R$ 600.

O TCU diz que o governo já gastou R$ 76,86 bilhões em abril e maio, valores transferidos a 59 milhões de pessoas. Diante dos números, a corte conclui que a medida é “efetiva para garantir renda aos trabalhadores informais, autônomos e desempregados, e para complementar a renda de beneficiários do Programa Bolsa Família”.

Diante do cenário de deterioração econômica, e da possibilidade de que seja necessário prolongar ainda mais os pagamentos, os auditores fizeram simulações do impacto orçamentário.

Se o prazo for dilatado até setembro (mais um mês), com benefícios a R$ 600 mensais, o total consumido pelo programa chegará a R$ 321,2 bilhões. Caso esse valor seja mantido até dezembro, as despesas seriam de R$ 465,8 bilhões.

Fonte: Folhapress

Continue Lendo
Acqua Blu

Trending

Copyright © 2018 Encarando - Silas Freire. Todos os Direitos Reservados.
WhatsApp: 86. 98183-1178 / Fixo: 3234-9879
Email: encarando.com@gmail.com

WhatsApp chat