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Saúde

Carta de médicos contra a vacina de Covid-19 inclui nomes sem autorização

Laurivânia Fernandes

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Médicos e especialistas da linha de frente no enfrentamento da pandemia de coronavírus se surpreenderam nessa quarta-feira (28) ao se depararem com seus nomes em uma carta contrária à obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19.

Na carta, endereçada aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal e do Senado, pelo menos nove dos 133 signatários dizem que não deram consentimento para assinar a petição.

Entre os especialistas incluídos à revelia estão figuras conhecidas como o infectologista, professor da USP Esper Kallás, o diretor do laboratório de imunologia do Incor Jorge Kalil, o infectologista Renato Kfouri, a epidemiologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, e os virologistas Paolo Zanotto (USP) e Ricardo Galler (Fiocruz).

A petição pede a revogação da lei 13.979/2020, assinada em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que prevê a obrigatoriedade da vacinação no país.

“Não assinei e nem concordo com ela [a petição]! Denuncio o uso indevido do meu nome. Nunca concordei com o uso político da ciência! Não admito que usem o meu nome com este fim!”, escreveu Kalil.

A partir daí, a história se espalhou e outros médicos e especialistas descobriram que também constavam na lista sem consentimento.

“A utilização de nomes de pessoas para tentar dar respaldo a afirmações que não se sustentam é condenável, antiética e mostra o despreparo das pessoas que construíram esse documento”, afirma Esper Kallás.

A infectologista Rosana Richtmann afirma que, ao receber o documento por WhatsApp, ficou surpresa de ver nomes de colegas próximos assinando o documento.

“Achei estranho, são pessoas que estão no nosso grupo que ajuda o Ministério da Saúde a construir um documento para as próximas decisões sobre a vacina. De repente, me deparei com o meu nome na lista. Foi um susto. Daí a gente vê como é fácil lançar fake news.”

Segundo ela, o que mais a deixou “enojada e triste” foi saber que colegas médicos estão envolvidos na disseminação do documento. “Isso é inadmissível na minha cabeça. É revoltante”, diz. A infectologista estuda a possibilidade de uma denúncia formal ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina).

Para ela, a discussão em torno da obrigatoriedade é totalmente fora de hora e foca uma vacina que ainda não é real. “Temos é que correr com o estudo clínico, fazer uma coisa segura e séria. Não faz sentido esse desgaste agora.”

Kalil concorda. “Não temos uma vacina ainda. Precisamos ver a qualidade da vacina que vai ser colocada para a população. Se forem as melhores vacinas, tem que tomar. Mas vai depender dos resultados. Não faz o menor sentido essa discussão agora.”

Entre os signatários “verdadeiros” estão a médica Nise Yamaguchi, afastada em julho do Hospital Israelita Albert Einstein após comparar o medo do coronavírus com o Holocausto, o pediatra Anthony Wong e o infectologista da Unifesp Paulo Olzon. Todos eles defendem em suas redes sociais o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, uma associação que não tem evidência de eficácia.

Os signatários argumentam que acelerar os testes de eficácia e segurança das vacinas pode ser potencialmente perigoso, falta informação sobre a duração da imunidade e como essas vacinas se comportam nos diferentes grupos e que algumas das vacinas em desenvolvimento usam metodologias inéditas –não existem hoje vacinas aprovadas que usem adenovírus ou RNA para produzir resposta imune.

Outro ponto seria a existência de tratamentos precoces, mais baratos e eficazes na redução da mortalidade e de estudos recentes que apontam para taxa de mortalidade de apenas 0,3%. Muitos desses argumentos não são consenso dentro da comunidade científica.

Para Zanotto, que participou nesta quarta de audiência pública virtual tratando da vacinação e se coloca a favor dos pontos da carta, a iniciativa em si de iniciar um debate no Judiciário e no Legislativo sobre a questão da imunização é louvável, mas a forma como foi feita foi um “tiro no pé”.

Segundo o pesquisador, ele enviou uma lista ao Presidente da República com sugestões de especialistas em vacinas e vírus que pudessem ajudar no debate das vacinas, mas não teve resposta.

Ele diz ter sido procurado depois por médicos que solicitaram informações sobre essa lista e que pediram autorização para enviá-la ao STF. Ele concordou, mas disse que não sabia que estava assinando uma petição junto.

“Eu não concordei em ter meu nome na carta, ninguém me consultou. O que eu fiz foi passar a lista de nomes que recomendo como os maiores especialistas em vacina do país. Meu nome não está nessa lista que eu mesmo indico. Não concordei em assinar petição”, afirma Zanotto.

Segundo ele, a confusão é culpa da psiquiatra do Rio Grande do Sul Akemi Scarlet Shiba, que teria organizado a carta e misturado duas listas: a de signatários com uma lista de amicus curiae (pessoas que podem ser convidadas ao tribunal durante uma ação, sem ser parte da mesma, para oferecer sua visão de especialista no debate).

Fonte: Folhapress

Saúde

Piauí registra seis óbitos e 664 casos de COVID-19 em 24h

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A Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) divulgou nesta quarta-feira (02), que o estado do Piauí registrou em 24h, 06 óbitos e 664 casos de COVID-19. O estado já registrou casos 129.096 confirmados e 2.650 mortes.

Quatro homens e duas mulheres não resistiram às complicações da Covid-19. Elas eram naturais de Cocal  (48  anos) e Teresina  (75 anos). Já os homens eram de Avelino Lopes (81  anos), Paulistana (60 anos), São José do Piauí  (81 anos) e Valença  (48 anos). Todas as vítimas  possuíam comorbidades.  

Os casos confirmados no estado somam 129.096 distribuídos em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam a 2.650 e foram registrados em 197 municípios. 

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Brasil

Quando as vacinas contra a Covid-19 estarão disponíveis para os brasileiros?

Karytha Leal

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Tão perto, mas ainda tão distante. O Instituto Butantan, centro de pesquisa biológica ligado ao governo de São Paulo,já armazena cerca e 120 mil doses de uma vacina potencialmente capaz de conter a pandemia da Covide-19.

As doses da Coronavac, vacina produzida pela chinesa Sinovac e testada no Brasil em parceria com o Butantan, foram importadas com a condição expressa imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de que não sejam aplicadas até que haja o registro efetivo do imunizante.

O instituto espera receber nas próximas semanas insumos para a produção de outras 40 milhões de doses. O Ministério da Saúde projetou ter quase 143 milhões de doses previstas pelos acordos que já estabeleceu, o que seria suficiente para imunizar um terço dos brasileiros.

Mas a pergunta que não quer calar: quando uma vacina estará disponível no Brasil?

Poucos arriscam datas. Em 23 de novembro, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, arriscou uma: espera que a vacina já seja possível em fevereiro talvez ainda em janeiro. Ele estabeleceu o cronograma considerando que o órgão conclua os estudos necessários ainda em 2020 e que a Anvisa analise o caso em torno de um mês.

A agencia federal não se comprometeu com prazos. O gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, incentivou os desenvolvedores a compartilhar o máximo de informações sobre os estudos, mesmo antes que estejam concluídos. “Somos cientistas e temos que avaliar estes dados com muito cuidado”, argumentou.

Para Mendes, são três as vacinas mais avançadas. Além da Coronavac, a vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca e a vacina da Pfizer/BioNTech estão no mesmo estágio de liberação, com a observação de que as duas primeiras já abasteceram a agência com informações técnicas.

Plano de Vacinação

No dia 1º de dezembro, o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou que a câmara técnica que foi formada para planejar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil conclui uma etapa da preparação dos trabalhos.

Segundo ele, os grupos prioritários para a vacinação serão os seguintes, divididos em quatro fases:

• idosos
• pessoas com comorbidades
• profissionais da saúde
• indígenas
• pessoas privadas de liberdade
• adultos 
• crianças 

Primeira fase: profissionais de saúde, idosos a partir dos 75 anos, quem têm 60 anos ou mais e vive em asilos ou instituições psiquiátricas, e indígenas.

Segunda fase: pessoas com idade entre 60 e 74 anos.

Terceira fase: pessoas com comorbidades que podem agravar a Covid-19, como doenças renais crônicas e cardiovasculares.

Quarta fase: professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.

No anúncio, Medeiros não mencionou nenhuma vacina em estudo, mas destacou que o governo considera todos os projetos de imunizantes em teste no país.

“O governo brasileiro não tem preferência por nenhum laboratório. Nossa preocupação sempre é a eficácia e a segurança da vacina, desde que seja devidamente registrada na agência regulatória, que é a Anvisa”, afirmou o secretário.

Apesar do anúncio, Ricardo Gazzinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), afirmou que nem toda a população será vacinada contra o novo coronavírus em 2021.

“Dificilmente toda a população brasileira será vacinada contra a Covid-19 em 2021. Temos que ter expectativa de que no primeiro ano vamos vacinar os grupos prioritários e áreas com transmissão mais intensa,” disse ele. 

“Apenas em 2022, podemos esperar um programa de vacinação nacional que seja abrangente e que alcance toda a população. Isso vai depender da necessidade de ter uma dose anual, outra questão que deve ser discutida.”

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Saúde

Pazuello diz que testes de covid-19 encalhados terão validade estendida

Laurivânia Fernandes

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (2) que a validade dos testes para Covid-19 que o governo mantém armazenados será estendida. 

Pazuello participou de uma audiência pública na Câmara. O ministro explicou que os kits, quando foram adquiridos, tinham uma validade “emergencial” e ‘bem pequena”, e que já estava previsto que o prazo seria alongado. 

Na semana passada, reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” revelou que o Ministério da Saúde armazena em São Paulo um estoque com milhões de testes que podem perder validade nos próximos meses. Nos dias seguintes, a pasta informou que recebeu relatório da Organização Panamericana de Saúde (Opas) atestando a possibilidade de extensão do prazo. O ministério também informou que pediu a ampliação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

“A caixa do kit, quando chegou, à época foi feito registro inicial com a Anvisa, e a empresa dando uma validade pequena, emergencial, para iniciar o uso. Bem pequena, de 8 meses. Essa validade inicial seria e será renovada. Porque os componentes do teste todos têm validade muito mais estendida”, disse o ministro. 

O ministério é responsável por repassar os testes para os estados. De acordo com o ministro, não faltarão kits para os governos estaduais.

“Vai ser renovada essa validade. Não vejo nenhum motivo para não. E, sim, vamos ter testes normalmente para atender as demandas dos estados”, completou o ministro. 

De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 7 milhões de testes parados no estoque: 

  • 2.814.500 têm data de validade que expira em dezembro;
  • 3.979.700 vencem em janeiro de 2021;
  • 212.900 expiram em fevereiro de 2021;
  • 70.800 vencem em março de 2021.

A extensão do prazo ainda depende do aval da Anvisa. 

Vacinas

Pazuello também foi questionado sobre as negociações do Brasil para adquirir as vacinas para Covid-19. O ministro disse que “duas ou três” empresas farmacêuticas das que estão desenvolvendo o imunizante atendem as necessidades do Brasil nos quesitos cronograma e quantidade de doses. 

Segundo o ministro, há uma competição entre as fabricantes com “produção, venda e publicidade muito fortes”, mas a “história é bem diferente” quando se senta para negociar”. 

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega no final das negociações e vai para o cronograma de entrega e fabricação, os números são pífios. Os números são pífios. Números de grande quantidade, realmente, se reduz a uma, duas, três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, afirmou Pazuello.

“Na hora que vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que tu quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é aquela”, acrescentou, sem citar nenhum laboratório. 

Durante a audiência, o ministro admitiu a possibilidade de comprar a vacina da farmacêutica Pfizer, por meio do Covax Facility, um consórcio de países criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso equitativo a uma futura vacina da Covid-19. 

A Pfizer ainda está negociando sua entrada no consórcio. O Reino Unido anunciou que vai começar a vacinar sua população com a vacina da empresa a partir da próxima semana. 

“O Brasil aderiu a esse consórcio desde o desenvolvimento das vacinas, já com opção de compra, recebimento de 42 milhões de doses, que poderá ser de uma das 10 fabricantes. Inclusive a própria AstraZeneca ou a Pfizer, por exemplo”, disse o ministro. 

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou, na segunda (1°), que idosos, profissionais da saúde e indígenas terão prioridade de imunização, mas ainda não há data prevista para o início da aplicação das vacinas. 

Fonte: G1

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