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Saúde

Anvisa aprova regras para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reprodução

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje regras que autorizam o uso emergencial e em caráter experimental de vacinas contra o novo coronavírus. Isso significa que a Anvisa poderá analisar pedidos de laboratórios e conceder ou não autorização temporária para aplicação de doses.

A autorização para uso de vacinas poderá ser concedida desde que sejam cumpridos requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia. Com isso, vacinas no Brasil podem entrar em uso emergencial mesmo sem todo o processo de registro. Segundo a Anvisa, ainda não há pedidos de registro em caráter emergencial.

“A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”, disse Alessandra Bastos Soares, diretora da Anvisa.

O registro temporário permite a aplicação de doses da vacina a públicos específicos definidos pelas autoridades sanitárias. Esse tipo de permissão não substituiu o registro sanitário no Brasil, condição necessária para venda de vacinas e aplicação em toda a população.

A aprovação aconteceu em reunião virtual da diretoria do órgão. Os parâmetros dessa proposta já tinham sido anunciados no começo do mês, e hoje foram oficializados.

As regras aprovadas pela Anvisa hoje são semelhantes às adotadas no Reino Unido, onde já ocorre a vacinação de maneira emergencial, e não para toda a população.

Com informações do Uol

Saúde

Estudo mostra efeitos da covid-19 na placenta e reflexos nos fetos

Laurivânia Fernandes

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Imagem: TV Brasil

Estudo feito por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPPPP) constatou que a covid-19 pode afetar a placenta de gestantes, com reflexos nos fetos. Entre esses reflexos estão o nascimento prematuro e até mesmo a morte intrauterina do bebê.

A pesquisa foi desenvolvida no Hospital de Clínicas e no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, com consentimento das pacientes e aprovação do Comitê de Ética das instituições.

A principal conclusão do estudo foi que na grande maioria das pacientes com forma assintomática ou leve da doença, que não precisaram de internação, o vírus não teve qualquer efeito para o bebê. “Não encontramos efeito nem a longo prazo e nem imediatamente com a mãe que está em casa, já no finalzinho da gestação, que está com covid e foi para o hospital ganhar o bebê. A gente não encontrou nenhum evento adverso”, disse a professora Lucia de Noronha, da Escola de Medicina da PUCPR, uma das coordenadoras do estudo.

Praticamente todas as mães que que foram hospitalizadas com uma forma moderada ou grave de covid-19 tiveram eventos adversos, seja um parto prematuramente induzido, porque o bem-estar fetal estava comprometido, seja a perda do bebê. “Foi o evento mais raro, mas aconteceu nas formas moderadas e graves que necessitaram de hospitalização. As formas leves não tiveram problemas, o que é uma excelente notícia, porque significa que a imensa maioria das mães vai ter seus bebês normalmente”, afirmou Lúcia.

Ela chamou a atenção para o fato de que todas as mulheres com formas moderadas e graves da doença tinham comorbidades, como obesidade, diabetes e hipertensão. “Mas os bebês não morreram por causa da comorbidade e sim por causa da covid. As mães tiveram forma grave porque tinham comorbidades”, disse. Entre as mulheres assintomáticas ou com casos leves da covid-19 nem todas tinham comorbidades.

Foco 

O foco do trabalho era observar o efeito sobre a placenta das mulheres grávidas. Os pesquisadores encontraram alterações na placenta, decorrentes da doença vascular da covid-19. “A covid é uma doença vascular e a placenta é o pulmão do bebê. É por onde o bebê respira e recebe nutrientes, por meio dos vasos da mãe. Se a covid-19 afeta os vasos da mãe, o bebê passa a não receber nutrientes nem oxigênio. O bebê entra em hipófise fetal”, explicou a professora. Nesse momento, segundo ela, o médico tem de tirá-lo da barriga da mãe, para salvar a vida dele. É o parto prematuro induzido.

Os pesquisadores buscaram entender como a placenta, estando no meio, entre o bebê e a mãe, era afetada pela covid-19. “É a forma grave da doença que faz essa lesão vascular importante. E essa lesão vascular é no corpo todo da mãe, incluindo a placenta, que é a comunicação da mãe com o bebê. E os vasos têm de estar saudáveis”, acrescentou Lúcia.

Nova etapa

Na etapa preliminar do trabalho, foram estudadas 40 pacientes, sendo 20 com covid-19 e 20 sem a doença, na mesma época, com as mesmas comorbidades, para entender o que era comorbidade e o que era covid-19. Essas mulheres já estavam grávidas quando a pandemia foi declarada no Brasil. Agora, em uma segunda fase da pesquisa, serão estudadas 60 pacientes afetadas pela doença e 60 que têm teste negativo. Diferentemente das pacientes da primeira etapa do trabalho, essas  engravidaram durante a pandemia. 

As novas pacientes serão acompanhadas pelos pesquisadores em todos os momentos da gestação e da doença. Elas incluem mulheres com e sem comorbidades. Os cientistas pretendem estudar de maneira mais profunda também as formas mais leves da doença, para ver se a conclusão de que não não há consequência nenhuma para o bebê está correta.

Lúcia de Noronha adiantou que a ideia é acompanhar ainda o desenvolvimento do bebê, no período de puericultura, para ver se vai crescer da mesma forma que outras crianças. “Ao que tudo indica, não tem problema nenhum nas formas leves. A gente quer olhar minuciosamente para tudo isso”, disse a pesquisadora.

O estudo Association between Covid-19 pregnant women symptoms severity and placental morphologic features foi publicado no periódico Frontiers in Immunology, revista científica que é referência em imunologia.

Fonte: Agência Brasil

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Piauí

Com instabilidade no sistema, somente 243 novos casos de Covid-19 são registrados no Piauí em 24h

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A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (08), que em apenas 24h, 243 casos foram confirmados e 13 mortes, causadas pela Covid-19, foram registradas no Piauí. Hoje, também foram confirmados mais 10 óbitos acumulados de períodos anteriores e que estavam em investigação epidemiológica. Ainda conforme a Sesapi, 322 infectados estão na UTI.

Sete mulheres e seis homens foram vítimas da Covid-19. Eles eram de Baixa Grande do Ribeiro (56 anos), Pedro II (86 anos), São Pedro do Piauí (56 anos), Teresina (30 e 57 anos), Uruçuí (66 anos). As do sexo feminino eram das cidades de Cajueiro da Praia (44 anos), Corrente (40 anos), Parnaíba (66 anos), Pedro II (94 anos) e Teresina (22, 58 e 64 anos).

Dos óbitos acumulados, os três homens eram de Teresina (46 e 85 anos) e Valença do Piauí (66 anos). Já as sete mulheres eram de Coronel José Dias (83 anos), Demerval Lobão (72 anos), Pimenteiras (73 anos), Piracuruca (44 e 71 anos), Santana do Piauí (91 anos) e São Pedro do Piauí (86 anos).

Por instabilidade no sistema e-SUS, que é de responsabilidade do Ministério da Saúde, os casos estão sendo divulgados parcialmente. Dos leitos existentes na rede de saúde do Piauí para atendimento à Covid-19, há 977 ocupados, sendo 630 leitos clínicos, 322 UTIs e 25 em leitos de estabilização.

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Piauí

Piauí registra 17 óbitos por Covid-19 em 24h

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A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda (07), que em apenas 24h, 416 casos foram confirmados e 17 mortes, causadas pela Covid-19, foram registradas no Piauí. Hoje, também foram confirmados mais oito óbitos acumulados de períodos anteriores e que estavam em investigação epidemiológica. Ainda conforme a Sesapi, 340 infectados estão na UTI.

Seis mulheres e onze homens não resistiram às complicações da Covid-19. Elas eram das cidades de Barras (67 anos), Corrente (66 anos) Parnaíba (49 anos), Padre Marcos (43 anos) e Teresina (54 e 55 anos).

Já os homens eram naturais de Assunção do Piauí (34 anos), Campo Maior (57 anos), Corrente (64 anos), Jacobina do Piauí (44 anos), Queimada Nova (86 anos), Picos (50 anos) Piracuruca (61 anos), Sebastião Leal (27 anos) e Teresina (40, 73 e 76 anos).

Dos leitos existentes na rede de saúde do Piauí para atendimento à Covid-19, há  981 ocupados, sendo 623 leitos clínicos, 340 UTIs e 18 em leitos de estabilização. 

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