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Justiça

Ex-prefeita é condenada por locação de equipamentos para shows e gastos com transporte de alunos sem licitação

Laurivânia Fernandes

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O Ministério Público do Estado do Piauí, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, obteve sentença favorável em ação civil pública movida contra a ex-prefeita do município de Lagoa do Barro do Piauí por ato de improbidade administrativa. A ação civil pública decorreu do inquérito civil instaurado para apurar as despesas com locação de equipamentos e shows, além de gastos com transporte de alunos sem qualquer procedimento licitatório. O promotor Jorge Luiz da Costa Pessoa é o autor da ação.

Segundo informações do Inquérito Civil Público nº109/2018 e do processo TCE nº 015.425/14, a ex-prefeita Ducilene da Costa Amorim no exercício de 2014, realizou despesas com locação de equipamentos e serviços artísticos com a empresa José Raimundo Ferreira Almeida sem licitação, que foi constatado pela ausência de cadastro no sistema Licitações Web. Verificou-se, também, gastos com transporte de alunos e a respectiva fragmentação de despesas.

 As despesas totalizaram o valor aproximado de R$ 186.768,00 reais, sem que fosse observado o devido processo licitatório. A defesa manifestou-se alegando que os shows artísticos e equipamentos necessários para realização dos mesmos foram contratados de forma direta, de um único fornecedor, e que o contratado era o único a prestar o serviço de produção de festas e eventos na região de Lagoa do Barro. Também alegou que a contratação dos serviços de transporte foi feita mediante procedimento licitatório e que não existiu fragmentação de despesas.

O representante do Ministério Público enfatiza que tal argumentação, é frágil, pelo fato de não estar acompanhado de documentos que demonstrem o que foi alegado e sequer foi apresentada cotação de preços de outros municípios da região, associado ao fato de inexistir documentos mínimos que indicassem a realização da cotação do preço do mercado. Além disso, não foi realizada comparação de preços caso fossem escolhidas outras bandas/artistas.

A ação foi julgada procedente, e ficou determinado que a ex-prefeita, pague as custas processuais, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária e a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos.

Justiça

PI: Acusado de matar advogado é condenado pela justiça a 18 anos de prisão

O réu foi condenado a 12 anos de reclusão pelo homicídio de Kelson Dias Feitosa, e a mais seis anos pela tentativa de homicídio do comerciante Sebastião da Silva Veloso, no ano de 2016 em Barras-PI.

Laurivânia Fernandes

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O julgamento ocorreu na 2ª Vara da Comarca de Barras-PI – Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) obteve a condenação de Francisco de Sousa Rosa pelo homicídio qualificado do advogado Kelson Dias Feitosa e pelo homicídio tentado qualificado contra o comerciante Sebastião da Silva Veloso. Os fatos aconteceram em junho de 2016.

O advogado foi morto dentro do seu escritório, com vários tiros disparados à queima-roupa. Em seguida, o réu se dirigiu até o local de trabalho da outra vítima, que era cliente do advogado, e atentou contra sua vida, mas não obteve êxito.

Francisco de Sousa foi condenado a 12 anos de reclusão pelo homicídio de Kelson Dias Feitosa, e a mais seis anos pela tentativa de homicídio da outra vítima, o que totalizou 18 anos de prisão, sem direito de apelação em liberdade. O Ministério Público recorrerá para pleitear a majoração da pena.

A sessão de julgamento foi realizada no auditório do Senac em Barras, com transmissão ao vivo pelo YouTube e sob a presidência do juiz de Direito João Manoel de Moura Ayres. O Ministério Público foi representando pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça de Barras, Silas Sereno Lopes. O Conselho de Sentença acolheu a tese do MPPI para caracterização da qualificadora de utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas, nos dois crimes.

O julgamento foi acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI). Todos os presentes no plenário foram previamente submetidos a testes para detecção da Covid-19.

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Justiça

MP aciona governo do PI para realização de concurso na área da saúde

Laurivânia Fernandes

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O promotor Fernando Santos, informou que Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) ingressou com duas ações na Justiça para obrigar o Governo do Estado a realizar concursos públicos para a contratação de profissionais para atuação na rede pública de saúde.

Conforme o promotor, milhares de profissionais prestam serviços à Secretaria Estadual de Saúde através de contratos precários e muitos deles não conseguem se aposentar depois de várias décadas trabalhando no serviço público estadual porque a Constituição Federal estabelece que a contratação deve ocorrer somente através de concurso público.

Fernando Santos ainda declarou que o Ministério Público tem realizado várias ações para evitar o aumento dos contratos precários dos profissionais de saúde, mas a situação tende a se agravar. Ele salientou que testes seletivos têm sido usados como uma forma de burlar a realização de concurso público na área da saúde. 


Serviços prejudicados – O presidente do Conselho Regional de Medicina, Sérgio Ibiapina, disse que a insegurança jurídica dos profissionais de saúde, devido aos contratos precários, prejudica os serviços prestados por eles à população porque os salários que recebem são baixos. Ele defendeu que os profissionais tenham melhores salários para que possam prestar um melhor serviço aos piauienses.

Respondendo indagação da deputada Teresa Britto (PV), o representante da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Franklin Veras, disse que os profissionais contratados pela FMS após teste seletivo estão recebendo adicional de insalubridade de acordo com o estabelecido no edital do certame. Ele afirmou ainda que profissionais que substituem outros colegas recebem o adicional de acordo com o salário dos detentores dos cargos.

Com informações da Alepi

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Justiça

TJ abre investigação e afasta juiz que mandou soltar o próprio filho no PI

Laurivânia Fernandes

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Juiz Noé Pacheco — Foto: Reprodução


O Tribunal de Justiça do Piauí, emitiu nota comunicando a abertura de procedimento para apuração de eventuais irregularidades na conduta  do juiz Noé Pacheco de Carvalho, da 1º Vara da Comarca de Floriano, que mandou soltar o próprio filho, Lucas Manoel Soares Pacheco, preso em flagrante pelo crime de embriaguez ao volante e provocar um acidente que deixou uma pessoa ferida. 

Na decisão do dia 29 de março de 2021, o juiz Noé Pacheco decidiu, ‘considerando a urgência que o caso requer’, pela concessão de liberdade provisória ao filho, independente da prestação de fiança. 

O autuado é meu filho e nessa condição eu estaria tecnicamente impedido de me manifestar neste procedimento, todavia algumas situações devem ser levadas em consideração: O meu substituto legal encontra-se em gozo de férias, não havendo previsão legal indicando qual o outro juiz teria competência para atuar neste feito; somente o Tribunal de Justiça poderá designar outro juiz para conduzir este procedimento, o que certamente levará tempo, acarretando demora injustificada na defesa do autuado; o crime imputado ao autuado comporta liberdade provisória, com ou sem fiança“, justificou o juiz na época.

Em contrapartida, o TJ-PI explicou que, impedido ou se declara suspeito de julgar um processo, cabe ao substituto legal a competência para decidir no processo pertinente, conforme tabela de substituições automáticas expedida pela Corregedoria, o que não aconteceu no caso juiz.

Quando um juiz está impedido ou se declara suspeito de julgar um processo, cabe ao substituto legal a competência para decidir no processo pertinente, conforme tabela de substituições automáticas expedida pela Corregedoria; Caso o substituto imediato se encontre afastado por qualquer motivo (férias, licenças, etc), cabe à Presidência do TJ a indicação de outro juiz para atuar no processo, o que é feito por Portaria da Presidência, após a provocação formal do juiz impedido ou declarado suspeito, em espaço de tempo que cumpra o necessário normativo constitucional de eficiência do serviço público”, explicou o TJ-PI.

Leia na a nota na íntegra:

A respeito de decisão do magistrado Noé Pacheco de Carvalho, juiz da 1ª Vara da comarca de Floriano, proferida no dia 29/03, em favor de seu filho Lucas Manoel Soares Pacheco, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI) e a Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Piauí (CGJ-PI) informam que:

Foi determinada, pela CGJ-PI, a abertura de procedimento para apuração de eventuais irregularidades na conduta do magistrado, sendo- lhe assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa;

Quando um juiz está impedido ou se declara suspeito de julgar um processo, cabe ao substituto legal a competência para decidir no processo pertinente, conforme tabela de substituições automáticas expedida pela Corregedoria;

Caso o substituto imediato se encontre afastado por qualquer motivo (férias, licenças, etc), cabe à Presidência do TJ a indicação de outro juiz para atuar no processo, o que é feito por Portaria da Presidência, após a provocação formal do juiz impedido ou declarado suspeito, em espaço de tempo que cumpra o necessário normativo constitucional de eficiência do serviço público.

Por fim, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI) e a Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Piauí (CGJ-PI) ressaltam o compromisso do Poder Judiciário Estadual com a sua missão de distribuir justiça segundo os princípios previstos no artigo 37, da Constituição Federal.

Desembargador José Ribamar Oliveira

Presidente do TJ-PI

Desembargador Fernando Lopes e Silva Neto

Corregedor-geral da Justiça do Estado do Piauí

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