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Política

Bolsonaro anuncia saída do PSL e criação do partido Aliança pelo Brasil

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Foto: Walterson Rosa/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (12) em uma rede social que decidiu deixar o PSL e criar um novo partido, chamado Aliança pelo Brasil.

Bolsonaro publicou a mensagem após ter se reunido, no Palácio do Planalto, com parlamentares filiados ao PSL.

“Hoje anunciei minha saída do PSL e início da criação de um novo partido: ‘Aliança pelo Brasil’. Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018”, escreveu.

A saída de Bolsonaro ocorre após uma série de desentendimentos entre ele e o presidente do PSL, Luciano Bivar. No mês passado, Bolsonaro afirmou a um apoiador para “esquecer” o partido, acrescentando que Bivar está “queimado para caramba”.

Essa declaração de Bolsonaro desencadeou uma crise no partido, dividindo as alas ligadas a ele e a Bivar.

O presidente da República já avaliava há alguns meses a possibilidade de deixar o partido e passou a ter conversas frequentes com parlamentares e com os advogados Karina Kufa e Admar Gonzaga (ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral).

Troca de partidos

Ao longo de três décadas de carreira política, Bolsonaro tem histórico de troca de partidos. O PSL foi o oitavo partido por onde Bolsonaro passou. Antes, o presidente teve passagens por: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC.

Em busca de um partido para disputar a eleição presidencial, Bolsonaro anunciou em janeiro do ano passado que trocaria o PSC pelo PSL, à época um partido nanico. A filiação ocorreu em março.

Durante o período eleitoral, Luciano Bivar transferiu a presidência da sigla para Gustavo Bebianno, então braço-direito de Bolsonaro. A chamada “onda bolsonarista” da eleição fez o PSL passar de 1 deputado eleito em 2014 para 52 em 2018, a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados.

Passada a eleição, Bivar reassumiu o comando da legenda. Já com o novo governo empossado, os desentendimentos internos e a disputa por controle de cargos e repasses de fundo partidário e eleitoral levaram a uma crise na relação entre os grupos de Bolsonaro e de Bivar.

A crise chegou ao ponto de uma guerra de listas, com empenho direto de Bolsonaro, derrubar da liderança do partido na Câmara o deputado Delegado Waldir (GO), apoiado pela ala bivarista. Ele foi substituído por Eduardo Bolsonaro (SP), um dos filhos do presidente da República.

Fundo partidário

Ao se tornar o segundo maior partido da Câmara, o PSL aumentou sua participação no fundo partidário: saltou de R$ 9,7 milhões em 2018 para R$ 110 milhões em 2019 – e a expectativa é que, em 2020, o valor fique entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.

Já com relação ao fundo eleitoral, a previsão para o pleito do próximo ano é que a legenda receba quantia superior a R$ 200 milhões – graças aos mais de 10% de representação na Câmara dos Deputados.

O dinheiro fica sob administração dos dirigentes do partido, no caso, de Bivar e seus apoiadores.

A disputa pelo controle dos recursos levou Bolsonaro e mais 23 parlamentares a pedirem no mês passado o bloqueio de repasses do fundo partidário ao PSL e o afastamento e Bivar da presidência da legenda.

O pedido foi feito em representação à Procuradoria Geral da República (PGR) e indicou haver elementos de ilegalidades cometidas na direção da agremiação.

Fonte: G1

Política

Bolsonaro oficializa Ciro Nogueira como novo ministro da Casa Civil

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Foto: Adriano Machado/Reuters

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi oficializado como novo ministro da Casa Civil. A nomeação assinada pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28).

A presença do presidente do PP no alto escalão do governo foi selada após reunião na manhã da terça-feira (27). Para Bolsonaro, a nomeação leva em conta a necessidade de buscar apoio no Congresso.

Ao sair do Palácio do Planalto, ele escreveu em uma rede social que havia aceitado o convite do presidente. “Peço a proteção de Deus para cumprir esse desafio da melhor forma que eu puder, com empenho e dedicação em busca do equilíbrio e dos avanços de que nosso país necessita”, afirmou. 

Com a nomeação do representante do Centrão, o governo busca fortalecer a base de apoio do governo e pode representar um importante passo para Bolsonaro se filiar ao partido do agora ministro para concorrer à reeleição em 2022.

O senador, além de aliado de Bolsonaro no Congresso, é um dos membros da CPI da Covid, que apura eventuais falhas do governo federal no combate à pandemia e supostos esquemas de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Fonte: R7

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Política

Polícia Legislativa não identifica entrada de suspeito no prédio de Joice Hasselmann

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Foto: Reprodução

A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) disse não ter identificado a entrada de nenhuma pessoa estranha no prédio em que mora a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) entre os dias 15 e 20 de julho. A parlamentar sofreu um incidente, ainda sem explicação sobre a causa, na madrugada do dia 18. Ela acordou com fraturas e hematomas pelo corpo e sem memória do que aconteceu. Além da Polícia Legislativa, a Civil também investiga o caso atualmente.

“A Depol realizou perícia em 16 câmeras do prédio onde se localiza o apartamento funcional da deputada Joice Hasselmann e concluiu que a parlamentar não saiu do imóvel de quinta (15) a terça-feira (20), momento em que teria saído para o hospital. Além disso, foram realizadas oitivas de funcionários que trabalham no local. Também não foi identificada a entrada de nenhuma pessoa estranha nesse período”, informa a Depol.

A assessoria da Câmara disse que há segurança nos locais onde se localizam os apartamentos funcionais dos parlamentares. “Os prédios possuem vigilância armada e porteiros, ambos 24 horas por dia, 7 dias por semana. Além disso, há câmeras de segurança e rondas ostensivas, com viatura caracterizada”, diz a nota. Ainda nesta terça-feira, 27, a Polícia Civil realizou uma perícia no apartamento da deputada e, na segunda, o carro dela foi vistoriado pelas autoridades.

Também na segunda-feira, 26, Joice prestou depoimento por mais de duas horas na Polícia Civil do Distrito Federal sobre os ferimentos no seu corpo – ela sofreu fraturas e hematomas e relatou ter acordado, ensanguentada, no domingo, 18, em seu apartamento funcional, em Brasília.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Política

‘Nova política do Bolsonaro é ficar refém do centrão?’, provoca Lula

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Principal rival de Jair Bolsonaro para as eleições de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a aproximação do Planalto com o centrão para criticar a contradição no discurso do atual mandatário.

“E o Bolsonaro que ficava falando que ia acabar com a ‘a velha política’… Qual é a nova política dele? Ficar refém do centrão? Não cumpriu uma coisa que ele falou”, escreveu Lula em rede social, onde divulgou também uma entrevista concedida à Rádio Difusora de Goiás.

Nesta manhã, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos líderes do centrão e ex-aliado de Lula, anunciou que aceitou o convite de Bolsonaro para assumir a Casa Civil.

O ex-presidente petista, que também governou com apoio de congressistas do centrão, ainda mencionou a mensagem de Fabrício Queiroz, que se queixou de aliados de Bolsonaro e escreveu em rede social “minha metralhadora tá cheia de balas. kkkk”. Queiroz é apontado com operador de esquema da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) na Assembleia do Rio.

“Falava tanto de corrupção… Ainda ontem a noite eu vi o Queiroz ameaçando ele”, afirmou Lula.

O petista ainda ironizou pedidos para que, em nome de uma união contra Bolsonaro em 2022, ele aceite ser candidato a vice.

“Quem tá pedindo pra eu ser candidato a vice deveria se lançar candidato a presidente…”, escreveu. “Quem quiser evitar polarização, se candidate. É simples. Eu lembro que em 89 entrei como azarão, disputando com 12 candidatos. E fui pro 2º turno… Cada partido que tiver incomodado, basta lançar candidato.”

Lula exaltou papel do vice um dia após Bolsonaro se queixar do vice-presidente, general Hamilton Mourão, e dizer que por vezes ele atrapalha.

“Um candidato a vice precisa ser parceiro. De confiança. Se eu for candidato, quero um vice que dê complementariedade nas funções do governo. Quero um vice atuante. E que seja uma pessoa que eu gosto, que eu vá dormir tranquilo. Sabendo que ele também vai cuidar do país”, disse.

O convite de Bolsonaro para que Ciro Nogueira vá para a principal pasta do Palácio do Planalto é a jogada mais robusta que o presidente fez até aqui para assegurar o apoio de partidos e da base de congressistas ao seu governo.

Aliados também esperam que Ciro Nogueira costure as alianças políticas necessárias para a campanha de reeleição de Bolsonaro.

Sobre o ex-presidente, Ciro já chegou a dizer que “Lula foi o melhor presidente da história, principalmente para o Piauí e Nordeste”. O senador mudou radicalmente o seu discurso a respeito de Bolsonaro, que já foi correligionário e colega de Câmara dos Deputados.

“O Bolsonaro eu tenho muita restrição, porque é um fascista, tem um caráter fascista, preconceituoso, é muito fácil você ir para a televisão, dizer que vai matar bandido. É um discurso muito fácil, mas isso não é para a Presidência da República”, disse Ciro Nogueira em uma entrevista de 2017 ao Programa Agora, da Rede Meio Norte, a mesma em que elogiou Lula.

Ao trazer o senador para o coração do governo, Bolsonaro sela seu casamento com o centrão -grupo de legendas fisiológicas que, na campanha de 2018, era frequentemente criticado pelo então presidenciável.

O episódio que marcou o discurso contra a velha política na campanha foi protagonizado pelo atual ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno.

“Se gritar pega centrão, não fica um, meu irmão”, cantou o general num ato partidário de 2018. Em sua versão, ele canta “centrão” no lugar de “ladrão”, que consta na letra original composta por Ary do Cavaco e Bebeto Di São João.

Pouco mais de dois anos depois, o discurso mudou radicalmente. “Eu nasci de lá [do centrão]”, afirmou Bolsonaro nesta quinta-feira (22), também em entrevista. “Eu sou do centrão.”

Atualmente, pesquisas indicam aumento na reprovação do governo e favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o pleito do próximo ano.

Lula cravou 58% a 31% em simulação de segundo turno, segundo a pesquisa mais recente do Datafolha.

Fonte: Folhapress

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