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Política

Ala militar se vê traída e discute se segue com Bolsonaro

Karytha Leal

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em

A ala militar do governo Jair Bolsonaro entrou em crise com a bombástica saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A retirada do apoio ao presidente é uma das hipóteses na mesa que, se concretizada, pode levar a uma renúncia.

Dois fatos contrariaram os militares e fizeram elevar a pressão de setores importantes da cúpula da ativa sobre seus enviados ao governo.

Primeiro, a publicação no Diário Oficial da exoneração do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, sem consulta aos fardados. Os generais palacianos passarem a quinta (23) tentando costurar uma forma de Moro permanecer no governo, e se viram traídos pelo modus operandi do presidente.

Segundo, o pronunciamento explosivo de Moro em sua saída. Um interlocutor direto da ala militar afirmou que os generais ficaram chocados com a acusação explícita de interferência na Polícia Federal.

Como diz esse oficial-general, não se trata de achar que Bolsonaro não desejaria fazer isso, dado seu histórico de proteção aos interesses de sua família. Mesmo a mudança de Valeixo estava no preço. Mas o pedido explícito e, claro, a exposição pública da situação, foram vistos como injustificáveis.
Na avaliação os militares, o presidente isolou-se de vez com os fatos desta sexta.

Além da pressão interna, os militares do governo estão vendo subir a insatisfação do serviço ativo com a condução da crise do coronavírus. Segundo relatos, o comandante do Exército, general Edson Pujol, está cada vez falando menos a mesma língua que a do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

Como em questão estão princípios hierárquicos, e Azevedo é o chefe de Pujol, não se espera nenhum sinal público dessas divergências. Mas elas elevam a pressão sobre os fardados no governo para se posicionar caso Bolsonaro não dê uma explicação minimamente palatável para a acusação de Moro.

Como parece impossível isso acontecer, o nó aperta. Moro, ao contrário de outro antigo pivô do governo, Paulo Guedes (Economia), é muito bem visto entre os militares.

Tanto é assim que generais da ativa compartilhavam, no começo desta tarde, não memes chamado Moro de traidor ou comunista, mas sim um no qual um jogador de futebol em aquecimento ganha a cabeça do vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB).

O vice, que nunca foi uma unanimidade entre seus pares de Alto Comando do Exército, é hoje a alternativa constitucional sempre falada pelos militares.

Teve voto, segundo a regra, e é indemissível. Não se espera nenhum movimento dele, dada a lembrança recente do balé entre Michel Temer e Dilma Rousseff, no qual o então vice ganhou a pecha de conspirador do processo de impeachment da petista em 2016.

Para um político com trânsito livre entre os militares, a situação é irreversível para Bolsonaro. O presidente só tem hoje a família, os fardados palacianos e alguns poucos nomes no Congresso para se apoiar.

Como os filhos atrapalham, mas não ajudam a governar, e o Congresso está majoritariamente contrário ao Planalto, resta a ala militar. Ameaçando sair, convida Bolsonaro a renunciar na prática.

Fonte: Uol

Política

Quem votar em Lula ‘merece sofrer’, diz Bolsonaro

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu possível adversário nas eleições de 2022, dizendo que quem votar nele “merece sofrer”. Nem Bolsonaro nem Lula confirmaram publicamente que irão concorrer no ano que vem, mas os dois — que lideram as pesquisas de intenção de voto — já  articulam suas candidaturas nos bastidores.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro comentou o julgamento da semana passada em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a três, anular as condenações impostas a Lula no âmbito da Operação Lava-Jato. A decisão devolveu a elegibilidade ao petista.

— Foi 8 a 3 o placar lá. Você interprete como quiser. Agora, pelo amor de Deus, o povo que por ventura vote em um cara desses, é um povo que merece sofrer — disse o presidente.

Bolsonaro também afirmou que espera definir um novo partido até o fim deste mês — antes, o presidente havia colocado março como prazo final para definir sua nova sigla. Ele também confirmou que é “muito pequena” a chance de conseguir criar o Aliança pelo Brasil.

— Aliança? Quase…Muito pequena a chance de sair. Já estou atrasado, já, não tenho outro partido, espero que esse mês eu resolva — disse, acrescentando depois: — Abril está bom. O duro foi quando eu me candidatei que eu acertei fevereiro, março, em cima da hora.

Após Lula recuperar a elegibilidade, aliados passaram a defender que Bolsonaro retorne ao PSL, partido pelo qual foi eleito presidente, mas de onde saiu em 2019 após uma disputa pelo comando da legenda. O presidente também conversa com Patriota e PMB, entre outras siglas.

Fonte: O Globo

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Política

Projeto apresentado por deputado prevê suspensão dos prazos de validade de concursos públicos no PI

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Divulgação

O deputado estadual Dr. Hélio (PL) deu entrada, nesta segunda-feira (19/04), no Projeto de Lei que prevê a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos realizados pela Administração Pública direita e indireta. A proposta diz respeito aos processos já homologados e em fase de convocação dos aprovados e prevê a suspensão dos prazos de vencimento até o término do decreto de estado de calamidade pública, decorrente da pandemia da Covid-19.

“Diante da pandemia causada pelo Covid-19, e da paralisação de determinadas atividades no Brasil e no Estado do Piauí, diversos estudantes aprovados em concursos públicos correm o sério risco de perder as suas nomeações. Neste cenário de incertezas e inseguranças, não é razoável permitir que os concursos públicos percam os prazos de validade, frustrando as expectativas daqueles que participam do certame e gerando gasto desnecessário de recursos públicos com a realização de novos concursos”, defende Dr. Hélio. 

O documento engloba os concursos públicos promovidos pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como pelo Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública e pelas Fundações e Autarquias do Estado. Pela proposta, prazos dos concursos terão continuidade na sua contagem no dia útil seguinte após o encerramento do estado de calamidade reconhecido pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

O projeto de lei também se ampara na Lei Complementar nº 173, Art. 8º, que estabelece proibição de “admitir ou contratar pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia, de direção e de assessoramento que não acarretem aumento de despesa, as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios, as contratações temporárias de que trata o inciso IX do caput do art. 37 da Constituição Federal, as contratações de temporários para prestação de serviço militar e as contratações de alunos de órgãos de formação de militares”, pontuou o deputado.

“Em todo o país, concursos públicos que estavam com cronogramas de provas em andamento foram adiados e alterados por orientação do Ministério da Saúde e de diversos decretos governamentais, buscando evitar a proliferação e a disseminação do coronavírus. Dessa forma, com a expiração dos prazos dos concursos atualmente vigentes e a impossibilidade de reposição de pessoal, ficará comprometido o funcionamento da própria máquina pública, inclusive das funções essenciais do Estado”, conclui.

Com informações da Ascom

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Política

Senado tem 10 pedidos de impeachment contra ministros do STF

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a instalação da CPI da Covid-19 no Senado Federal fez o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estimular a Casa a abrir processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

Atualmente, há 10 pedidos de afastamento de ministros do STF tramitando no Senado, mas Barroso não é o recordista. Este posto é do ministro Alexandre de Moraes, com sete – sendo seis pedidos específicos contra ele e um que reúne todos os 11 integrantes da Corte.

Moraes é o relator de dois inquéritos que atingem diretamente os bolsonaristas: o que investiga atos antidemocráticos realizados em 2020 e outro sobre divulgação de fake news.

Contando com o pedido que atinge todos os ministros, Edson Fachin tem dois na conta, Gilmar Mendes, dois, e Cármen Lúcia, dois.

Indeferidos

Consta ao menos 65 pedidos de impeachment de ministros desde 2008, sendo 55 indeferidos. Algumas dessas petições pedem a destituição de mais de um ministro.

Moraes, com 24 pedidos, é o recordista, seguido por Dias Toffoli, com 14, e Mendes, 12. Barroso foi alvo de sete pedidos e Ricardo Lewandowski, de seis. Marco Aurélio Mello e Fachin receberam cinco, cada. Cármen Lúcia e Luiz Fux aparecem com três, cada. Rosa Weber figura com dois. Nunes Marques tem um.

Os ex-ministros Joaquim Barbosa foi alvo de um pedido, e Celso de Mello, três petições.

O primeiro pedido que consta no sistema do Senado remonta a 2008, com Gilmar Mendes como foco. Entretanto, é a partir de 2016 que as petições passam a ser mais frequentes.

Fonte: Metrópoles

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