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Política

Governo nomeia novo secretário de Vigilância em Saúde, indicado pelo Centrão

Laurivânia Fernandes

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O governo nomeou Arnaldo de Medeiros como o novo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Ele é mais uma indicação do Centrão a assumir um cargo no governo.

A nomeação foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, e publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (5) sem a assinatura do ministro interino da pasta, Eduardo Pazuello.

Medeiros é professor universitário com experiência em gestão hospitalar (veja currículo ao final da reportagem) e vai assumir a secretaria no lugar de Wanderson de Oliveira. Servidor público com mais de 15 anos no ministério, Oliveira pediu para deixar o cargo no último dia 15, em meio à crise da pandemia do novo coronavírus.

Oliveira era auxiliar próximo do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Ambos defendiam o isolamento social como estratégia de contenção do vírus, diferente do que acredita o presidente Jair Bolsonaro. Mandetta deixou o comando da pasta após discordâncias com o presidente sobre as medidas de combate à pandemia.

A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável pelas ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis e tem papel fundamental no combate à Covid-19. Dentre as suas funções está a de coordenar programas de relevância nacional, como os de aids, dengue e malária.

Centrão

O governo Bolsonaro vem se aproximando do Centrão nos últimos meses, oferecendo cargos no governo em troca de apoio no Congresso. O Centrão reúne partidos de centro-direita e é conhecido por estar aberto a negociações por cargos em troca de dar ao Planalto sustentação no parlamento.

A aproximação do governo com o Centrão é parte da tentativa de garantir apoio a Bolsonaro caso um eventual processo de impeachment contra ele comece a tramitar no Congresso.

Nesta segunda (1º), como parte das indicações feitas pelo Centrão, o governo nomeou para a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) o chefe de gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI), Marcelo Lopes da Ponte.

No último dia 18, o governo havia nomeado outro indicado pelo Centrão para cargo no FNDE. Garigham Amarante, homem de confiança do ex-presidente do PL, Valdemar da Costa Neto Pinto, foi nomeado diretor de Ações Educacionais do fundo.

A nomeação do novo presidente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), em maio, também contemplou um indicado ao Centrão.

Quem é o novo secretário

O novo secretário é graduado em ciências farmacêuticas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele tem mestrado em bioquímica e imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em ciências biológicas (Bioquímica) pela Universidade de São Paulo (1995), com programa de Doutorado sanduíche no Imperial Cancer Research Foundation (Londres) e Especialização em Gestão Hospitalar pelo Hospital Sírio-Libanês.

De acordo com a plataforma Currículo Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o novo secretário de Vigilância em Saúde era, até pelo menos 20 de abril, professor titular da Universidade Federal da Paraíba.

Na área administrativa, ele tem experiência em gestão hospitalar como superintendente e diretor de Planejamento do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da UFPB, e gestão pública como pró-reitor adjunto da Pró-Reitoria de Promoção e Assistência ao Estudante da UFPB. Ele também foi diretor de Atenção á Saúde e Vice-Presidente Executivo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Fonte: G1

Política

Após polêmica com compras, Portal da Transparência sai do ar

Laurivânia Fernandes

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Governo gastou R$ 15 milhões com leite condensado — Foto: Pixabay

O Portal da Transparência do governo federal, meio pelo qual a administração presta contas dos gastos públicos, saiu do ar na noite dessa terça-feira (26), e permanecia sem acesso até o início da manhã desta quarta-feira (27). Mas já estava no ar por volta das 8h30, horário de publicação desta matéria. O portal se tornou inacessível após os gastos do Executivo com alimentos – incluindo os R$ 15 milhões pagos em leite condensado – virarem centro do debate público.

Os gastos alimentícios do governo federal somaram mais de R$ 1,8 bilhão em 2020. Além dos R$ 15 milhões gastos com leite condensado, R$ 2,2 milhões pagos em chicletes e R$ 32,7 milhões em pizza e refrigerante. O total gasto em alimentos em 2020 é 20% maior que em 2019.

Os altos valores das compras do Executivo entraram na mira da oposição. Parlamentares formalizaram uma representação no TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo a abertura de investigação sobre as compras do Executivo. Um documento protocolado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) argumenta que o aumento das despesas fere o princípio da moralidade administrativa.

“Em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados”, diz um trecho da representação.

Representantes do PSOL, o deputado David Miranda (RJ) e as deputadas Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bomfim (SP) e Vivi Reis (PA) protocolaram uma ação para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, abra investigação sobre os gastos de R$ 1,8 bilhão.

Governo gastou mais com alimentos que com Inpe e ICMBio

Algumas comparações mostram o tamanho do gasto do governo federal com alimentos. Apenas o montante pago pelo leite condensado é cinco vezes mais que tudo que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) recebeu para fazer o monitoramento por satélite de toda a Amazônia, Pantanal e demais regiões do País – R$ 3,2 milhões no mesmo período, segundo dados levantados pela consultoria Rubrica.

Nos últimos dois anos, o Inpe – principal órgão federal responsável pelas pesquisas espaciais e monitoramento -, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tiveram seus orçamentos reduzidos, o que comprometeu a capacidade de o governo realizar ações estruturais de proteção, fiscalização e combate do desmatamento nas florestas nacionais – a Amazônia registrou volume recorde de queimadas no ano passado.

Fonte: R7

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Política

Senadores e deputados pedem que TCU investigue compras de alimentos de R$ 1,8 bi do governo

Laurivânia Fernandes

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Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) protocolaram, nesta terça-feira (26/1), uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU)contra a Presidência da República. Os parlamentares querem que o órgão investigue os gastos do Executivo em alimentação, que somaram R$ 1,8 bilhão em 2020.

De acordo com os congressistas, “esse cenário, como se passará a demonstrar, exige uma análise detida e criteriosa por parte do Tribunal de Contas da União”.

Segundo dados do Ministério da Economia, no último ano, todos os órgãos do Executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos – um aumento de 20% em relação a 2019.

Chiclete, leite condensado e alfafa

Só em goma de mascar, foram R$ 2.203.681,89 aos cofres públicos. Sem contar a compra de molhos shoyo, inglês e de pimenta que, juntos, somam mais de R$ 14 milhões do montante pago. Pizza e refrigerantes também fizeram parte do cardápio do ano. O custo foi de R$ 32,7 milhões para a União.

Para alguns órgãos, a conta custou mais e o cardápio foi bem mais variado. A maior parte das compras e o montante mais alto é ligado ao Ministério da Defesa. Foram mais de R$ 632 milhões com alimentação das tropas. A compra de vinhos, por exemplo, que somou R$ 2.512.073, 59, foi quase toda bancada pela pasta.

Na representação, os parlamentares ressaltam que, “em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos apontado pelas matérias é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados”.

Fonte: Metrópoles

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Política

Em encontro com vereadores, Dr. Pessoa fala sobre mudança na estrutura administrativa da Prefeitura

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação

O prefeito, Dr. Pessoa (MDB), se reuniu nesta terça-feira (26/01), com 27 vereadores de Teresina no Palácio da Cidade para discutir sobre medidas que devem ser adotadas em sua gestão ainda este ano.

O prefeito destacou a importância do diálogo com o Legislativo e afirmou ainda que, não haverá ‘toma lá dá cá’, para que as matérias encaminhadas pelo Executivo sejam aprovadas pela Casa.

“A Câmara Municipal de Teresina é um poder independente e esse diálogo precisa fluir. É o que estou fazendo. Não é o toma lá dá cá, esse não é o meu modelo. Meu modelo é servir bem o povo da nossa cidade. Com certeza o poder executivo respeitará o legislativo para que Teresina ganhe cada vez mais com um novo olhar dessa administração que se inicia”, frisa o prefeito.

Na oportunidade, Dr. Pessoa tratou sobre um dos projetos que devem passar por apreciação dos vereadores. Um deles diz respeito às mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura.

“A intenção do prefeito é conversar, pois como a mensagem será encaminhada, quer mostrar aos vereadores e vereadoras o que pretende fazer”, pontua o vereador Renato Berger, líder do prefeito na Câmara Municipal.

O vereador Jeová Alencar (MDB), presidente da Câmara, destacou e parabenizou a iniciativa do chefe do executivo em buscar o diálogo com todos os parlamentares, independentemente das posições políticas de cada um. “Isso demonstra uma harmonia dos poderes para o bem da cidade, um espírito de trabalharmos unidos nesse momento tão difícil pelo qual passa nossa capital e da população”, afirma.

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