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As grandonas! Meio Norte estreia TV com programação 100% jornalística

Laurivânia Fernandes

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“Um dia disseram que era loucura fazer uma TV independente, com programação 100% local. Imagina o que diriam se ao invés de uma, fossem duas… Viva os loucos!”

Essas palavras são do diretor de conteúdo da TV Meio Norte, Marcos Monturil, traduzindo bem o tamanho do sonho de ter a primeira TV piauiense com programação 100% jornalística.

A partir de hoje, em fase definitiva, a programação da Rádio Jornal MN 90.3 também será transmitida pela TV através do Canal 20.1. O telespectador vai poder interagir, por exemplo, mandando seu vídeo através do seu celular, que os apresentadores irão mostrá-lo ao vivo durante o programa.

“Você será o nosso repórter! Mande seu conteúdo para o zap 86 981089003 do Programa Diálogo Franco, de segunda a sexta, de 9hs as 11 hs da manhã”, afirmou o apresentador Silas Freire em suas redes sociais, divulgando seu programa na nova TV.

Sobre a programação

O Grupo Meio Norte de Comunicação (GMNC) estreia, nesta segunda-feira (03), seu mais novo canal de televisão aberta: a TV Jornal Meio Norte, que entra no ar através do Canal 20.1. Com uma programação 100% jornalística, o canal inicia um novo ciclo da já consagrada Rádio Jornal Meio Norte, que funciona na frequência 90.3 FM.

Os programas que já são sucesso na rádio aparecem com uma nova roupagem, como o Notícias da Boa, com Cinthia Lages; Diálogo Franco, com Silas Freire; Banca de Sapateiro, com Arimatéa Carvalho; Fogo Cruzado, com Danio Sousa e Josafá Torres; Quintal Esportivo, com Francinito Loureiro, e Feed Noite, com Ivan Lima. Já Amadeu Campos, Carolina Durães e João Carvalho estreiam o Pauta Geral, de 19h às 20h. Além disso, a TV terá uma programação especial no final de semana.

A ideia é um conteúdo multifacetado, que será transmitido em tempo real via rádio, televisão e também pelo meionorte.com. “A TV Jornal é uma emissora de televisão diferente de tudo que já se fez de televisão no Brasil. Isso vai tornar a Rádio Jornal Meio Norte uma rádio rica em conteúdo pela diversidade de informações que vai exibir. A emissora vai utilizar-se da linguagem e recursos que a internet disponibiliza para que se faça uma comunicação diferenciada”, adianta Wrias Moura, diretor da Rede Meio Norte.

Ainda de acordo com o diretor, as matérias serão baseadas em gravações feitas por atores da sociedade em geral, por meio de seus aparelhos celulares e enviados via Whatsapp. Esse conteúdo será exibido na televisão, permitindo uma amplitude de produção de conteúdo muito grande. “Além disso, as pessoas vão poder utilizar do conteúdo publicado no feed e stories, postados por políticos, diretores, executivos, empresários, e a partir de um clique esse conteúdo será transformado em um produto de televisão com qualidade digital. Serão ainda realizadas entradas ao vivo via facetime, skype e ligação de vídeo por Whatsapp, fora entrevistas no estúdio e participação dos colaboradores da TV Jornal Meio Norte”, acrescentou.

O coordenador da TV Jornal Meio Norte, Daiton Meireles, esclarece que a nova experiência televisiva da Rede Meio Norte abraça o que há de mais novo e moderno em tecnologia e vai trazer uma comunicação diferente, para fazer uma televisão que é pioneira no mundo e que vai gerar um volume de conteúdo muito grande.

“A TV Jornal vem com uma proposta inédita, em que o telespectador e internauta vai poder fazer o jornal junto com a gente, participando ao vivo via qualquer rede social. Além disso, vamos ter os programas que já são da grade da Rádio Jornal Meio Norte, mas agora com o plus de correspondentes entrando ao vivo e um conteúdo muito mais dinâmico, através do qual o telespectador vai poder interagir e poder mandar seu vídeo pelo seu celular e vamos mostrar ao vivo, através de uma mídia alternativa”, afirmou.

Através da TV Jornal Meio Norte, o “tele-ouvinte-internauta” terá acesso às notícias sobre política, o que está acontecendo na cidade, esporte, cultura e entretenimento, das 06h às 22h, de segunda a sexta-feira. Isso porque a programação vai ao ar na TV aberta, permanece no rádio pela frequência 90.3 FM e também estará disponível no meionorte.com e nas redes sociais do GMNC.

Com informações Meio Norte

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13 anos depois, obra do Centro de Convenções segue inacabada e Governo anuncia assinatura de PPP nesta quarta (09)

Laurivânia Fernandes

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Foto: Renato Bezerra

A ‘novela’ sobre a obra do Centro de Convenções de Teresina, localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, ganhará mais um capítulo.

Sob grande repercussão, a obra iniciada em 2008 nunca foi finalizada, até então. Seu orçamento inicial previsto para R$ 12 milhões, foi reajustado para R$ 22 milhões. Em 2013 e 2016 duas empresas chegaram a trabalhar no projeto no entanto, ambas abandonaram o serviço. No ano de 2017 parte da estrutura do teto desmoronou e, no final do ano de 2018, mais um escândalo: o Ministério Público Federal (MPF), denunciou dez pessoas por superfaturamento da obra.

Agora, 13 anos depois, o Governo do Estado anuncia a assinatura do contrato de concessão de uso do Centro de Convenções de Teresina. A cerimônia, acontecerá de forma restrita nesta quarta-feira (09/06), no Salão Azul do Palácio de Karnak. Conforme divulgado pelo governo, a gestão ficará com a empresa DMDL Montagens de Stands Ltda, vencedora da licitação para o contrato de Parceria Público Privado (PPP).

A empresa ganhadora terá o uso pelos próximos 20 anos, e será responsável pela modernização, exploração, operação e manutenção do equipamento. Toda a infraestrutura visa contribuir para o desenvolvimento do turismo de negócios e serviços da capital”, diz nota divulgada pelo governo, que ainda ressalta que a empresa DMDL Montagens de Stands, assumirá a conclusão do restante da obra, além de equipar e mobiliar o Centro de Convenções.

Ainda conforme o projeto, a obra contempla um auditório para 1.200 pessoas, um bloco para área administrativa com salas para eventos pequenos e médios, banheiros adaptados, um restaurante, um estacionamento com mais de 300 vagas, lanchonete, além das áreas externas.

Porém, a previsão para conclusão de todo o processo ainda não foi informada, e a pergunta que fica é: Será que dessa vez o Centro de Convenções será finalizado, ou esta será apenas mais uma cena reprisada? Que agora, essa obra tenha um final feliz!

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Albertão sem torcida, mas com aglomeração de políticos

Laurivânia Fernandes

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A partida entre 4 de Julho e São Paulo realizada nessa terça-feira (01/06), não contou com a participação do público, por outro lado, personalidades políticas do Piauí assistiram aos 90 minutos de camarote, dentro do estádio Albertão, em Teresina.


Foi caso do torcedor tricolor, o deputado estadual Georgiano Neto (PSD), e do secretário de Esporte e Lazer de Teresina, o empresário Eduardo Draga Alana. Regalias que seus cargos (públicos) oferecem.

O exemplo, no entanto, não foi dos melhores. Gestores públicos que pregam pelo bem da população, aglomerando, já que não haviam apenas os dois no estádio e outras pessoas os acompanhavam no local.

O torcedor piauiense fez sua parte e respeitou, enquanto os políticos…

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Copa América transforma Brasil em bomba-relógio para 3ª onda da pandemia

Laurivânia Fernandes

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Os altos números de casos da Covid-19, que indicam circulação intensa do coronavírus Sars-CoV-2 no país, e a vacinação ainda lenta contra a doença sinalizam que é inadequada a realização de uma competição como a Copa América no Brasil no atual momento, segundo médicos infectologistas.

“Trata-se de uma situação absurda e irresponsável. O campeonato está programado para ocorrer quando o país estiver atingindo a faixa das 500 mil vidas perdidas pela Covid-19, um total desrespeito”, afirma Leonardo Weissmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A média de novos casos de Covid-19 ficou em cerca de 56 mil por dia na última semana. Desde o início de maio, o número teve um crescimento que já está refletido na alta ocupação dos hospitais em diversas partes do país. A média diária de mortes causadas pela doença está acima de 1.000 há quase 130 dias. Até o domingo (30), o país registrava mais de 462 mil óbitos.

Os números indicam que a situação da pandemia está longe do controle –e os dados ainda não contam a história toda, uma vez que o Brasil faz muito poucos testes de Covid na população em comparação com países como Estados Unidos e Alemanha, e muitos casos da doença nem entram na conta.

“Quanto maior a disseminação do vírus, maiores as chances de termos mutações que o ajudam a ser mais transmissível e até capaz de gerar doença mais grave”, diz o infectologista e pediatra Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Por mais que esteja previsto um isolamento dos times, sabemos que eles ainda entram em contato com muitas pessoas; nos aeroportos, com pessoas que prestam serviços de alimentação e limpeza dos quartos, e com os jogadores de outros países”, afirma o médico.

Essa interação inevitável em diversos momentos colabora para que seja grande o risco de uma variante estrangeira ser introduzida no Brasil, ou uma variante em circulação no país escapar para o exterior.

“O Brasil concentra, atualmente, quase metade dos óbitos de Covid-19 da América Latina, que recentemente ultrapassou a marca de um milhão. A variante P.1 do vírus, que é extremamente contagiosa, está espalhada por todo o país. Não é momento para um evento desse porte no Brasil”, diz Weissmann.

A chegada de uma variante mais transmissível faz com que a doença rapidamente se alastre, como aconteceu em Manaus no início de 2021 com a P.1, e mais recentemente na Índia, com a variante B.1.617.

Assim, uma competição internacional traz maior risco do que torneios locais, como o Campeonato Brasileiro ou os campeonatos estaduais, realizados regularmente no país sem a presença de público. Muitos dos jogadores das seleções que competem na Copa América jogam por times europeus ou asiáticos.

Além das delegações oficiais, não há hoje como evitar que os torcedores de países vizinhos venham para o Brasil (mesmo que não haja público nos estádios), aumentando ainda mais a circulação de estrangeiros no país.

Segundo os infectologistas, é possível conduzir um torneio em meio à pandemia sem maiores riscos, mas o Brasil não tem demonstrado capacidade para seguir os protocolos com o rigor necessário.

O principal exemplo de um torneio realizado na pandemia com segurança é a temporada de 2019-2020 da NBA, principal liga de basquete dos Estados Unidos. Ali, um isolamento rígido foi seguido por jogadores e equipes envolvidas na competição, com testagem constante de todos. O campeonato acabou servindo como laboratório para que cientistas entendessem melhor como o vírus é transmitido e quais protocolos podem afastá-lo.

“Mas é possível organizar um protocolo para um evento dessa magnitude, em um formato de bolha, num período de apenas duas semanas? A conta seria paga pela Conmebol [Confederação Sul-Americana de Futebol] ou pelos contribuintes brasileiros, em sérias dificuldades pela pandemia?”, questiona Weissmann.

“Teríamos de fazer tudo que o país não tem feito até o momento: testar todos, com ou sem sintomas, pois quase metade dos contaminados não apresentam sintomas e podem transmitir o vírus mesmo assim. Devemos ainda ir atrás de todos os contatos do infectado para testá-los e fazer o isolamento. Máscara e distanciamento ajudam, mas precisamos de medidas mais rigorosas para evitar a disseminação do vírus”, diz Otsuka.

“Gostamos de futebol e queremos acompanhar nosso time. Mas realizar o torneio agora, e da forma como está prevista, pode trazer prejuízos para os atletas, para a imagem do futebol brasileiro e para a população”, conclui o infectologista.

Fonte: Folhapress

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