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Wellington Dias nega assinar carta a favor a Reforma da Previdência

Laurivânia Fernandes

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Na última quinta-feira (6), o governador Wellington Dias (PT) divulgou no site do governo que ele e outros oito governadores do nordeste assinaram uma carta direcionada à Presidência da República a respeito do projeto de reforma da Previdência, do governo federal.

De acordo com informações da matéria, a carta assinada por Wellington, enfatiza a necessidade de um entendimento para a aprovação da reforma.

Porém, parece que algo aconteceu de ontem para hoje, que Wellington Dias negou ter assinado essa carta. Segundo o site O Antagonista, além de Wellington, a governadora Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, afirmaram não ter assinado a carta de governadores pela manutenção de estados na reforma da Previdência.

“Não autorizei a minha assinatura no citado documento”, escreveu Fátima Bezerra no Twitter.

“Também não assinei, companheiro. Defendo a necessidade da Reforma, mas não da forma que está sendo apresentada”, disse Wellington Dias, pela mesma rede social, em resposta ao governador Flávio Dino.

Mas o nome de Wellington está entre os 25 governadores inscritos na carta. Confira na foto:

Mas o que será que aconteceu? Wellington assinou ou não a carta?

Entenda o caso:

O que aconteceu na verdade é que existiram duas cartas. Uma assinada por Wellington e divulgada nas mídias oficiais do governo e outra, divulgada na tarde da quinta-feira (6), feita pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A confusão se deu na verdade foi por causa das assinaturas dessa carta de Ibaneis, que não contava com o respaldo dos governadores do Nordeste.

O texto de Ibaneis -sobre o qual alguns governos discordaram, em sua primeira versão, critica duramente o Congresso, manifesta apoio à reforma e também defende a manutenção dos Estados no texto, mas não levanta os pontos com os quais os governadores não concordam.

Posto isso, os governadores do Nordeste fizeram uma nova carta sobre a Previdência e negaram apoio ao texto do governador do Distrito Federal.

Ainda sobre o assunto, o secretário de Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou a imprensa nacional que, de uma forma geral, os estados do Nordeste acreditam que é importante permanecer na reforma da Previdência, mas com algumas ressalvas.

“Foi divulgada uma carta conjunta em apoio à reforma, assinada por nove governadores da região, pedindo alterações em alguns pontos do texto. Com essas modificações que eles colocaram, os governadores tenderiam a apoiar a proposta. A questão é que alguns estão se posicionando contra a proposta que está colocada, não é? Então, havendo essas modificações, havendo uma proposta que atenda a esses pontos, eu acredito que haveria, sim, a adesão dos governadores também da região Nordeste”, declarou Fonteles.

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Daniel, Chico, Flordelis… a omissão do Congresso fragiliza a democracia, por Antônio Britto

Laurivânia Fernandes

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Foto: Michel Jesus/Cleia Viana/Beto Barata

Não fosse Daniel… (“como é mesmo o sobrenome dele?”) e o retorno de Chico Rodrigues ao Congresso Nacional teria merecido um maior e merecido destaque esta semana. Ele volta a exercer o cargo de senador da República, cinco meses depois de ter transformado as cuecas em cofre para guardar dinheiro. Em uma próxima sessão, Rodrigues poderá encontrar no plenário a deputada Flordelis e, se prestar bem atenção, a tornozeleira eletrônica que ela usa. Em poucos dias, vitorioso o plano em andamento liderado por Artur Lira, os dois terão a companhia de Daniel Silveira, o deputado preso por agredir as instituições democráticas.

O que os três têm em comum? São representantes, por menos que se goste, de segmentos brasileiros. O senador, de um perfil antigo mas que se recusa a deixar a cena política. Frequentou seis partidos, sofreu processo de cassação por abuso do poder econômico e, em outubro passado, a acusação de desviar recursos destinados ao combate à pandemia. Localizado em casa, foi precavido: guardou 30 mil reais nas cuecas. A deputada, eleita por um fenômeno recente: algumas igrejas, se assim puderem ser chamadas, que assumem espaço crescente junto ao brasileiro pobre, e promovem a perigosa aproximação entre desespero, manipulação, dinheiro (para os pastores) e voto. Acusada de participação no assassinato do marido, está liberada para tomar decisões sobre o futuro dos brasileiros se sua localização seguir ao alcance da policia, via tornozelo. Já Daniel é um dos tantos frutos do bolsonarismo, eleito por um coquetel que mistura a aparente rejeição à política, pregação autoritária, defesa da violência e o intenso uso das redes sociais.

Somados, os três falam mal da desigualdade social, da fragilidade partidária, das carências ainda visíveis no processo civilizatório brasileiro.  Mas, respeite-se, chegaram a Brasília pelo soberano, ainda que imperfeito, exercício do voto.

O que agride, por não ser democrática nem sensata, é a omissão do Congresso Nacional – diante de graves denúncias cometidas por seus integrantes. Aqui, não está mais em jogo a soberania do voto mas a conivência do Parlamento com os que, vestidos com a indispensável imunidade, a utilizam para o crime.

Chico Rodrigues até agora não teve seu caso examinado pela Comissão de Ética do Senado. Flordelis não mereceu a atenção da mesma Comissão, na Câmara dos Deputados. E Daniel, em uma confissão da inutilidade a que foi condenado o mecanismo de auto regulação pelo Parlamento, teve seu caso enviado às pressas para a Comissão de Ética como forma de tentar aliviar sua prisão.

Ou seja: ironicamente, o que deveria ser obrigação e rotina -o Congresso proteger sua imagem e sua independência, promovendo o rigoroso e ágil exame de quaisquer desvios ou acusações a seus membros- torna-se exceção lembrada apenas quando se quer ganhar tempo até que novo escândalo surja e ocupe a vaga do anterior como ocorreu com Rodrigues e Flordelis.

A atitude suicida do Congresso Nacional já registra consequências indesejáveis, entre elas a necessidade de o Supremo Tribunal Federal avançar, cada vez com maior frequência, em direção a medidas punitivas quando estas poderiam e deveriam ter sido tomadas pelo Parlamento. E, pior: fortalecem na sociedade o espaço para a pregação de atitudes contrárias à democracia.

O país fez a opção definitiva pela democracia, como demonstram a atitude desta semana do Supremo Tribunal Federal e o aplauso praticamente unânime que colheu. Em nome da mesma opção, o Congresso Nacional não pode continuar silente diante de corrupção, assassinatos e agressões às instituições. É sua obrigação corrigir, com base na Constituição e nos princípios democráticos, seus erros e desvios. Ao omitir-se, o Congresso também comete um crime político. Ajuda a fragilizar a democracia da qual, mais que resultado e símbolo, precisa ser guardião.

Por Poder 360

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Caso influencer: terceiro envolvido no assalto contra empresário é um PM

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Um policial militar do estado do Piauí está sendo investigado por ser o terceiro envolvido no assalto em uma residência, que vitimou o empresário Abel Landim, na zona leste de Teresina. O assalto foi resultado de uma “parada dada”, liderada pela digital influencer, Roani Sampaio, de 19 anos.

De acordo com uma fonte, que preferiu não ter a identidade revelada, pelo menos dois policiais militares participaram do crime, mas apenas um PM, do 17° Batalhão, foi identificado até o momento. A identificação do policial foi feita após câmeras de segurança terem flagrado a tatuagem no braço do suspeito.

A investigação identificou que Roani Sampaio foi a líder da quadrilha, e a intenção dos criminosos eram sequestrar o empresário, porém a Polícia Militar foi acionada e conseguir chegar na residência no momento do crime. Dois bandidos conseguiram fugir, e dois, a digital influencer e o namorado, foram presos em flagrante. O namorado de Roani, Francisco Moisés, é filho de um policial que trabalha em Teresina. 

O empresário foi amarrado com algemas de plástico, teve dinheiro roubado, foi agredido pelos assaltantes, e ainda torturado com a prática da ‘roleta russa’. O caso agora está sendo investigado pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO.

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Locação de viaturas para PM custaram R$19 milhões para o governo e tem deputado federal querendo pegar carona na boa fama

Redação Encarando

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Nesta última terça-feira (02), o governo do estado do Piauí realizou a entrega de 246 viaturas para a Polícia Militar. O contrato de locação com a empresa Zetta Frotas S/A custou R$ 19 milhões para os cofres públicos. Há quem diga que a solenidade de entrega não passou de um ‘espetáculo das viaturas’.

Em Campo Maior, as viaturas para o 15° Batalhão já chegaram, mas quem levou a fama foi o deputado federal Fábio Abreu. É importante ressaltar que as viaturas são novas, pois o contrato de locação antigo acabou, e foi renovado com nova empresa, e é por esse motivo que as viaturas são novas.

Além disso, o investimento na locação dos veículos foi feito por meio do programa Pró Piauí. Em Campo Maior, quando as viaturas chegaram, agradeceram ao deputado federal Fábio Abreu, mas convenhamos, isso é nada mais que uma pura campanha política maquiada.

Voltando para o valor do investimento, não seria melhor comprar os veículos?

Em São Paulo, com um pouco mais, o governador João Dória comprou 105 novas viaturas blindadas para a Polícia Militar e Civil. O investimento do governado de SP foi de R$ 23 milhões. Talvez seja mais fácil gastar milhões e milhões com contratos de locação, do que simplesmente realizar as manutenções adequadas para os veículos, que seriam bens móveis do estado.

E aí, vai Encarar?

Veja o vídeo!

O governo do estado do Piauí divulgou uma nota de esclarecimento informando que o contrato no valor de R$ 19,3 milhões é referente referente ao aluguel de 246 viaturas durante 30 meses. Ainda conforme a nota, a empresa será paga mensalmente. Ou seja, a empresa vai receber R$ 643,8 mil por mês.

Esclarecimento do Governo do Piauí

O Governo do Estado do Piauí vem esclarecer sobre os recursos usados na aquisição de 246 viaturas para uso da Polícia Militar do Piauí, ocorrida por meio de solenidade oficial na última terça-feira. A Polícia Militar realizou um contrato de locação de veículos com a empresa Zetta Frotas S/A, para a mesma disponibilizasse 246 viaturas do tipo picape S10 e SUV Duster por um período de 30 meses, no valor de R$ 19,3 milhões. A empresa não recebe o montante de uma vez, mas sim mensalmente. Ou seja, o Estado vai repassar à Zetta R$ 643,8 mil por mês, até completar o período do contrato de 30 meses. Com é de praxe no mercado, o custo da manutenção dos veículos, enquanto durar o contrato, é de responsabilidade da locadora. Com isso, haverá economia de recursos para os cofres públicos, que gastou R$ 7,8 milhões só com manutenção de viaturas da PM em 2020. Outro ponto importante do aluguel é que os veículos todos são zero Km e, quando o contrato encerrar, o Governo do Estado poderá renová-lo substituindo os veículos por novos modelos zero Km. Além disso, os veículos são entregues com todos os equipamentos necessários para uso policial, como por exemplo rádio, inclusive a plotagem das viaturas. A opção por locação vem sendo adotada em vários estados do Brasil, inclusive com aval dos Tribunais de Contas dos estados, que reconhecem a economia na modalidade de locação ao invés da compra.

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