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Presos ficam sem água, colchão e comida na ala “Barroso” da Major César

Laurivânia Fernandes

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Você é a favor da frase “bandido bom é bandido morto?” Então você vai gostar de assistir a um vídeo que circula na internet, filmado por um agente penitenciário, dentro da Colônia Agrícola Penal Major César.

No vídeo, o agente faz um “tour” no presídio no período da noite, em especial na ala de triagem conhecida como “Barroso”. Segundo o relato dos presos que aparecem na filmagem, os detentos da “Barroso” ficam sem água para tomarem banho, sem colchão para dormir e comida decente, servida apenas uma vez ao dia.

Eu sou “meio” a favor da frase exposta no início desse texto, mas as imagens me fizeram repensar sobre o assunto, ao assistir as cenas de degradação humana impostas aos presos. Gosto da ideia de vê-los pagando severamente pelos crimes cometidos. Porém, tudo tem limite e o que vi ali foi um misto de sadomasoquismo com tortura.

As celas estavam úmidas, por conta de uma infiltração perceptível nas paredes. Os homens possuíam só as roupas do corpo, então, imagine o frio.

As torneiras e chuveiros não saem água para banho e asseio. Os detentos relatam que, ficam até as 15h sem comida e, quando chega, é apenas arroz duro, sem sal, com poucos pedaços de salsicha.

Então imagine a cena: vários homens, em um local fechado, úmido, fedendo a merda, dormindo no chão e com fome. É ou não tortura? É ou não uma bomba relógio para a sociedade? Veja o vídeo e tire suas conclusões.

Um presídio cheio de lixo, infiltrações e esgoto a céu aberto

Um segundo vídeo, feito pelo mesmo agente, mostra a parte externa da Major César. Nele, o policial reclama de calçadas quebradas e do esgoto a céu aberto, que pode ser um possível foco de doenças para os presos e consequentemente, para quem trabalha no local.

Segundo uma pesquisa inédita do instituto Ipsos, os direitos humanos defendem mais os criminosos que suas vítimas.

Os críticos de qualquer ideia sobre direitos humanos partem do seguinte pressuposto: esses presos no vídeo são pessoas ruins, merecem punições doloridas. Uma cela espaçosa e refeições razoavelmente variadas e nutritivas não fazem qualquer sentido. Apenas o sofrimento faz sentido. A morte talvez faça sentido. Conforto, jamais. Mas em casos como esse denunciado no vídeo, acho que os direitos humanos deveriam ser acionados para investigar o caso.

Esses detentos merecem o mínimo de dignidade, pois (queiram ou não) são seres humanos.

E você, ficou indignado ou se divertiu com o vídeo da situação dos presos da ala ” Barroso” da Major César? Vai Encarar?

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Desrespeito: idosos enfrentam calor e longas filas para a vacinação contra a Covid-19 em Teresina

Redação Encarando

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O início da vacinação contra a Covid-19 para idosos a partir dos 81 anos, em Teresina, foi marcada por extremo desrespeito. Os idosos tiveram que enfrentar longas filas, e calor para serem imunizados contra a Covid-19 nos locais de vacinação drive thru. O Portal Encarando recebeu dezenas de reclamações dos familiares de idosos, que chegaram até passam mal durante a espera.

Além das filas quilômetricas e desorganizadas, o excesso do calor acabou fazendo com que alguns idosos se sentissem mal. Há relatos de pessoas que ficaram mais de seis horas aguardando a imunização. No posto de vacinação do Centro Universitário UNINOVAFAPI, os idosos foram “salvos” pelos frentistas de um posto de combustível que disponibilizaram cadeiras e água mineral.

“Estamos em uma fila, suando, e não tem ar condicionado no mundo que dê conta. Os idosos estão todos passando mal dentro dos carros. A fila tá quilômetrica aqui, no Teresina Shopping. E lá, na Santo Agostinho eram não sei quantas ruas. Uma coisa triste. Não sei o porquê que não botaram nos postos de saúde”, lamenta uma testemunha, que preferiu não ser identificada.

Enquanto as pessoas sofrem em filas enormes, os gestores de Teresina ignoram a pandemia.

Veja os vídeos!

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Crise na PMT: enfermeiros anunciam paralisação em Teresina

Redação Encarando

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O Sindicato de Enfermeiros, Auxiliares, e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (SENATEPI) divulgou uma nota nas redes sociais informando que haverá uma assembleia para deliberar sobre uma possível greve em Teresina. A assembleia, com caráter extraordinário, será realizada na próxima terça-feira (02), às 8h, na Praça Marechal Deodoro da Fonseca.

Conforme a nota, a paralisação é em relação aos profissionais vinculados à Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS). Ainda de acordo com um profissional da área da saúde, que preferiu não ser identificado, a diminuição de 50% no valor dos plantões e 20% da insalubridade para quem está trabalhando na linha de frente do Covid-19 é o maior golpe realizado pela atual gestão da FMS na história de Teresina.

As principais pautas da assembleia extraordinária serão: corte da majoração da insalubridade; corte de adicional de plantão; corte de salários do setor Covid; descontos abusivos por faltas; uso de verbas do Previne sem repassar à categoria; paralisação de advertência; e greve por tempo indeterminado, caso não haja acordo.

É importante destacar o trabalho realizado pelos profissionais que estão trabalhando incansavelmente na pandemia, e a desvalorização da atual gestão para com os profissionais que estão na linha de frente.

A FMS informou, por meio de nota, que não houve redução de salários, e que os salários, insalubridade e plantão estão sendo pagos.

Confira a nota na íntegra!

A Fundação Municipal de Saúde informa que não teve redução real de salários dos profissionais que trabalham na área da saúde de Teresina. Os salários,insalubridade e plantão estão sendo pagos rigorosamente em dia. O que houve foi o fim do acréscimo temporário(até dia 31 de dezembro de 2020) de 20% no valor da insalubridade que foi autorizado em pelo Governo Federal,através do Ministério da Saúde,com aporte de recursos específico para essa finalidade.

No caso de segundo turno, também está sendo pago para os servidores cujos setores comprovem a necessidade. A FMS informa ainda que todas as medidas foram discutidas com as diretorias e informadas ao sindicato da categoria.

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Daniel, Chico, Flordelis… a omissão do Congresso fragiliza a democracia, por Antônio Britto

Laurivânia Fernandes

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Foto: Michel Jesus/Cleia Viana/Beto Barata

Não fosse Daniel… (“como é mesmo o sobrenome dele?”) e o retorno de Chico Rodrigues ao Congresso Nacional teria merecido um maior e merecido destaque esta semana. Ele volta a exercer o cargo de senador da República, cinco meses depois de ter transformado as cuecas em cofre para guardar dinheiro. Em uma próxima sessão, Rodrigues poderá encontrar no plenário a deputada Flordelis e, se prestar bem atenção, a tornozeleira eletrônica que ela usa. Em poucos dias, vitorioso o plano em andamento liderado por Artur Lira, os dois terão a companhia de Daniel Silveira, o deputado preso por agredir as instituições democráticas.

O que os três têm em comum? São representantes, por menos que se goste, de segmentos brasileiros. O senador, de um perfil antigo mas que se recusa a deixar a cena política. Frequentou seis partidos, sofreu processo de cassação por abuso do poder econômico e, em outubro passado, a acusação de desviar recursos destinados ao combate à pandemia. Localizado em casa, foi precavido: guardou 30 mil reais nas cuecas. A deputada, eleita por um fenômeno recente: algumas igrejas, se assim puderem ser chamadas, que assumem espaço crescente junto ao brasileiro pobre, e promovem a perigosa aproximação entre desespero, manipulação, dinheiro (para os pastores) e voto. Acusada de participação no assassinato do marido, está liberada para tomar decisões sobre o futuro dos brasileiros se sua localização seguir ao alcance da policia, via tornozelo. Já Daniel é um dos tantos frutos do bolsonarismo, eleito por um coquetel que mistura a aparente rejeição à política, pregação autoritária, defesa da violência e o intenso uso das redes sociais.

Somados, os três falam mal da desigualdade social, da fragilidade partidária, das carências ainda visíveis no processo civilizatório brasileiro.  Mas, respeite-se, chegaram a Brasília pelo soberano, ainda que imperfeito, exercício do voto.

O que agride, por não ser democrática nem sensata, é a omissão do Congresso Nacional – diante de graves denúncias cometidas por seus integrantes. Aqui, não está mais em jogo a soberania do voto mas a conivência do Parlamento com os que, vestidos com a indispensável imunidade, a utilizam para o crime.

Chico Rodrigues até agora não teve seu caso examinado pela Comissão de Ética do Senado. Flordelis não mereceu a atenção da mesma Comissão, na Câmara dos Deputados. E Daniel, em uma confissão da inutilidade a que foi condenado o mecanismo de auto regulação pelo Parlamento, teve seu caso enviado às pressas para a Comissão de Ética como forma de tentar aliviar sua prisão.

Ou seja: ironicamente, o que deveria ser obrigação e rotina -o Congresso proteger sua imagem e sua independência, promovendo o rigoroso e ágil exame de quaisquer desvios ou acusações a seus membros- torna-se exceção lembrada apenas quando se quer ganhar tempo até que novo escândalo surja e ocupe a vaga do anterior como ocorreu com Rodrigues e Flordelis.

A atitude suicida do Congresso Nacional já registra consequências indesejáveis, entre elas a necessidade de o Supremo Tribunal Federal avançar, cada vez com maior frequência, em direção a medidas punitivas quando estas poderiam e deveriam ter sido tomadas pelo Parlamento. E, pior: fortalecem na sociedade o espaço para a pregação de atitudes contrárias à democracia.

O país fez a opção definitiva pela democracia, como demonstram a atitude desta semana do Supremo Tribunal Federal e o aplauso praticamente unânime que colheu. Em nome da mesma opção, o Congresso Nacional não pode continuar silente diante de corrupção, assassinatos e agressões às instituições. É sua obrigação corrigir, com base na Constituição e nos princípios democráticos, seus erros e desvios. Ao omitir-se, o Congresso também comete um crime político. Ajuda a fragilizar a democracia da qual, mais que resultado e símbolo, precisa ser guardião.

Por Poder 360

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