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Vai Encarar?

Tranquem as portas: 200 presos fogem da Major César quebrando tudo

Laurivânia Fernandes

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Eu havia falado nos posts anteriores que os direitos humanos deveria intervir na Penitência Agrícola Major César Oliveira para não haver rebeliões. Pois é, eu tinha razão.

Durante visita íntima entre os presos e suas companheiras, na tarde desta terça-feira (2), ocorreu uma rebelião, onde pelo menos cinco presos e dois agentes penitenciários ficaram feridos.

Segundo informações das esposas, durante a visita, os detentos já estavam com os ânimos acirrados por que um funcionário da Major César teria atirado no pé de um preso.

O estopim para começar a rebelião, teria sido no momento que um detento doente teria pedido para ser medicado e simplesmente ignoraram. Não deu outra, saíram revoltados. Quebraram tudo que encontravam pela frente.

De acordo com informações repassadas à imprensa, os detentos teriam incendiado uma viatura da polícia e destruído uma máquina de raio x caríssima, comprada recentemente para vistoriar os presos.

Segundo informações ainda, durante a confusão, um agente penitenciário teria feito um disparo acidental de arma de fogo e ficado ferido. Policiais atiraram também balas de borracha, para tentar conter a invasão na sala de direção e administração do prédio.

Agente ficou ferido após ser atingido por uma pedrada — Foto: Divulgação/Sinpoljuspi

Agente ficou ferido após ser atingido por uma pedrada — Foto: Divulgação/Sinpoljuspi

Enquanto uns invadiam, outros levavam os familiares para locais seguros fora do presídio. De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), pelo menos 200 presos fugiram da Penitenciária durante a rebelião. O prejuízo material ainda não foi contabilizado.

Área administrativa do presídio foi danificada durante rebelião na Major César — Foto: Divulgação/Sinpoljuspi

Área administrativa do presídio foi danificada durante rebelião na Major César — Foto: Divulgação/Sinpoljuspi

Será reformada por bem ou por mal

Há muito tempo que algo teria que acontecer para chamar atenção do Governo do Estado para a situação da Major César. E não é só na infraestrutura não. As condições mínimas de respeito aos direitos humanos tem que ser respeitadas também.

Imagine você, morando num local com esgoto a céu aberto, lixo acumulado, celas superlotadas, sem muita comida nem água. Somado a isso, ser humilhado periodicamente, sem o direito de reclamar.

É o mesmo que criar uma bomba relógio, onde estamos vendo os estragos agora. Quando (ou se recuperarem) esses presos que fugiram, o governo terá que fazer a reforma de qualquer forma.

Enquanto isso, tranquem bem as portas e cuidado. É que durante a fuga, eles teriam levado duas armas da unidade e um revólver de um servidor, que poderá ser usado para a prática de novos crimes. Vai Encarar?

Opinião

Enquanto Abreu ‘brinca’ de herói da Segurança, número de jovens mortos pela criminalidade cresce no interior do PI

Redação Encarando

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Secretário Fábio Abreu em 'ação' durante a deflagração da Operação Codinomes em Teresina. Foto: Divulgação: SSP/PI

As cenas do secretário de Segurança, Fábio Abreu, empunhando uma arma em cada operação deflagrada pelas polícias do Piauí tem sido cada vez mais constantes. Não à tôa, pois as eleições municipais, nas quais o secretário já anunciou candidatura à Prefeitura de Teresina, estão chegando. O foco, é passar para a população a imagem do homem trabalhador que atua de frente no combate ao crime no estado.

A estratégia não foi diferente durante a ‘Operação Codinomes‘, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes. Onde a equipe de Abreu, distribuiu na mídia uma foto que o mostra em campo, dando a entender que o gestor atuou na linha de frente da operação, colocando-o como o super-herói.

Em contrapartida, dados divulgados pela própria secretaria de Segurança Pública no Relatório da Criminalidade, apontam que os crimes no interior do Piauí tiveram um crescimento de 16,77%, quando se é comparado os anos de 2018 e 2019. Com destaque para a crescente no número de Mortes Violentas Intencionais (MVIS), onde, no ano passado, foram contabilizadas 348 mortes, contra os 298 registradas em 2018. Dessas mortes, 90,85%, foram de pessoas pretas ou pardas, sendo 45% de jovens de até 29 anos.

Gráfico apresentado no Relatório da Criminalidade apresentado pela Secretaria de Segurança do Piauí. Fonte: SSP/PI.

O relatório ainda aponta que 51,15% dos crimes no interior, concentram-se em apenas em 18 municípios. São eles, Parnaíba, Piripiri, Cocal, Esperantina, Picos, Campo Maior, Floriano, Demerval Lobão, Luzilândia, Altos, Miguel Alves, Barras, José de Freitas, Paulistana, São Pedro do Piauí, São Raimundo Nonato, União e Batalha. Veja o ranking!

Números retirados do Relatório da Criminalidade apresentado pela Secretaria de Segurança do Piauí. Fonte: SSP/PI.

Clique aqui e acesse o relatório na íntegra!

Por fim, ao se fazer uma breve análise do cenário, observa-se que o secretário de Segurança Fábio Abreu, vem utilizando de artimanhas para se camuflar por trás de uma figura heróica e desviar a atenção da sociedade dos problemas que vem assolando a questão da segurança pública. Entretanto, fica difícil fugir de temas problemáticos, quando estes ultrapassam limites e colocam em risco a vida de milhares de pessoas. Dessa forma, o que resta é questionar se o então, pré-candidato à Prefeitura de Teresina está disposto a enfrentar os verdadeiros riscos em prol do bem estar da população, independente de questões políticas.

E aí, Vai Encarar?

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Policial Militar espanca travesti após tentar sair de motel sem pagar a conta em Teresina

Redação Encarando

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Um Policial Militar de identidade não revelada espancou uma travesti na madrugada desse domingo (12), após tentar sair de um motel sem pagar a conta na zona sudeste de Teresina.

Segundo uma fonte, que preferiu não ser identificada, o soldado estava visivelmente embriagado e se irritou, pois não quis pagar a conta. Durante a confusão, o policial espancou a acompanhante, uma travesti, e puxou várias vezes a arma de fogo para intimidar quem tentava se aproximar dele.

Durante a briga, portas, espelhos e vidros foram quebrados. As funcionárias do motel e clientes entraram em pânico sem saber o que estava acontecendo. Uma equipe do 8° Batalhão foi acionada para ocorrência, mas ainda não há informações se o soldado foi conduzido.

Conforme o major Wilton, comandante do 8° Batalhão, o caso ainda não foi repassado para ele. Com isso, ele irá produzir um relatório e encaminhar para Corregedoria da Polícia Militar.

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Vai Encarar?

Descaso: Pacientes são flagrados deitados no chão do Hospital Regional de Picos; assista o vídeo!

Laurivânia Fernandes

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Imagem feita durante vistoria da Comissão de Saúde da Alepi no Hospital de Picos, realizada em maio de 2019. Foto: Divulgação

Um vídeo encaminhado por um leitor ao Portal Encarando, mostra vários pacientes deitados no chão, no Hospital Regional de Picos-PI. Na gravação, pelo menos quatro homens aparecem na situação relatada, à espera de atendimento médico.

A pessoa, que preferiu não ser identificada, afirmou que casos como esse tem se tornado comum na unidade hospitalar. Materiais básicos para o atendimento, como macas, além da falta de leitos, tem prejudicado a população que chega ao local em busca de atendimento. Na gravação, também é possível ver o empenho de alguns profissionais para atender a demanda, mas a falta de estrutura adequada dificulta o trabalho dos profissionais.

O cenário não é muito diferente do que foi encontrado pelos parlamentares da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), durante vistoria realizada no centro de saúde, ainda no mês de maio deste ano. À época, a presidente da comissão, Teresa Britto (PV), chegou a comparar o hospital a uma ‘estrebaria de cavalos’.

Além disso, os deputados também constataram a paralisação das obras da segunda etapa da urgência, das alas A (obstétrica) e B (clínica médica), além do Centro de Partos Normais e um déficit orçamentário de R$ 600 mil por mês, para custeio do hospital.

Como em outras situações, todos os problemas relatados foram colocados em um relatório e encaminhado aos órgãos competentes, incluindo o governo do Estado. Mas a resposta, continua sendo a mesma: O silêncio!

Nossa equipe tentou contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) para comentar o caso, mas até a públicação da matéria, não obteve resposta. Entretanto, nosso espaço fica aberto para possíveis esclarecimentos.

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