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‘Que sirva de exemplo’, diz apresentadora Karla Berger após registrar denúncia contra perfil fake

Em entrevista concedida ao Portal Encarando, a apresentadora falou sobre os ataques que vêm sofrendo em suas redes sociais.

Laurivânia Fernandes

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A apresentadora da TV Meio Norte, Karla Berger, vem sofrendo com constantes ataques de perfis fakes em suas redes sociais. A apresentadora dos programas Revista MN e Canal Saúde conversou com o Portal Encarando sobre o assunto e informou registrou a denúncia na Delegacia de Crimes Virtuais.

“Já faz algum tempo que venho sendo vítima de contas fakes invadindo a minha privacidade. Nessas contas, eles fazem calúnias e difamação contra mim, principalmente quando posto alguma foto ou vídeo. Sofro com comentários ridículos por conta da diferença de idade entre mim e meu marido e também pela exposição dos meus filhos e, já não é de hoje que venho aguentando esse tipo de coisa. Então absurdos e absurdos são falados e eu não sou obrigada a ficar aguentando isso calada por tanto tempo”.

A apresentadora ainda afirmou que a iniciativa partiu para que sirva como exemplo e encoraje outras pessoas que sofrem com crimes virtuais.

“Para que esse caso sirva de exemplo para outras pessoas eu decidi ir até a delegacia para abrir um inquérito de investigação e registrar um Boletim de Ocorrência. Levei todos os comentários para que fossem anexados ao inquérito, de apenas uma das contas. Acredito que com isso, as outras pessoas que se utilizam de contas fakes para atingir a minha moral possam se exemplar e aprender a respeitar. Ao mesmo tempo, mostrar para quem sofre com esse tipo de crime que existe uma delegacia especializada em crimes virtuais e, que ela está aí, acessível para todas as pessoas, concluiu a apresentadora.

Karla ainda informou os ataques em suas redes sociais acontecem há pelo menos quatro anos, entretanto, o Boletim de Ocorrência foi registrado há um mês na Delegacia Geral de Polícia Civil.

“Há quatro anos venho sendo atacada. Mas só registrei o BO há um mês na Delegacia Geral. Dentro desse período, eu já tive uma audiência e as autoridades competentes me direcionaram para a Delegacia de Crimes Virtuais e agora estou aguardando o posicionamento deles para poder resolver”.

Engana-se quem pensa que o mundo virtual é livre de leis e de regras. Desde 2014, o espaço cibernético é regido pelo Marco Civil da Internet, que determina os direitos e deveres do internauta. A legislação prevê, ainda, punições a quem comete crimes virtuais, com o amparo do Código Penal e do Código Civil.

Ataques

Quem sofre um ataque nas redes sociais deve denunciar e fazer valer seus direitos. No entanto, nem todos sabem que estão sendo vítimas de um crime virtual. Os principais delitos na Internet são relacionados aos crimes contra a honra (injúria, difamação e calúnia), contra a liberdade pessoal e à falsidade ideológica:

  • injúria: ofender, xingar, chamar alguém de algo que se considera ofensivo, atingindo sua honra.
  • difamação: afirmar que alguém cometeu algo desonroso, como a traição, afetando sua reputação.
  • calúnia: acusar alguém de um crime que não cometeu. Dos três crimes contra a honra, é o mais grave.
  • ameaça: ameaçar alguém, por escrito, palavra ou gesto. É um crime contra a liberdade pessoal.
  • falsidade ideológica: criar um perfil falso nas redes sociais se passando por outra pessoa.

O que fazer quando se é vítima de um crime nas redes sociais?

O primeiro passo é reunir as provas do crime. Os especialistas recomendam anotar o endereço eletrônico do site onde o delito foi cometido e fazer uma captura da tela com os comentários que comprovem o crime. É importante salvar essas informações porque, normalmente, os autores apagam as publicações em seguida. Não se deve fazer modificações nas imagens e nos comentários, o conteúdo deve ser apresentado como prova em seu formato original. O material impresso deve ser reconhecido em cartório, como “fé pública”, para que tenha validade legal.

É válido também reunir testemunhas, que estejam dispostas a relatar o ocorrido na delegacia ou perante um juiz.

Com as provas em mãos, o próximo passo é registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia civil. Em um prazo de 30 dias, os fatos são avaliados, é definido que tipo de delito foi cometido e é apresentada uma denúncia criminal.

Também é possível levar o caso diretamente à Justiça. É indicado entrar com uma ação criminal e uma ação cível, em que é reivindicada uma indenização pelos constrangimentos sofridos e a remoção do conteúdo das redes sociais.

As redes sociais também permitem às vítimas de crimes virtuais a denúncia. Normalmente, é possível fazer isso na própria publicação, clicando em botões de “denunciar essa publicação”. Se considerar procedente, a rede social elimina o conteúdo, sem identificar a vítima ao criminoso.

Se você foi vítima de crimes nas redes sociais, é importante denunciar o ocorrido e buscar seus direitos com a orientação de um advogado especializado. Só assim os criminosos serão punidos e a onda de delitos virtuais será, pelo menos, amenizada.

Informações do MundoAdvogados.com

Opinião

Enquanto Abreu ‘brinca’ de herói da Segurança, número de jovens mortos pela criminalidade cresce no interior do PI

Redação Encarando

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Secretário Fábio Abreu em 'ação' durante a deflagração da Operação Codinomes em Teresina. Foto: Divulgação: SSP/PI

As cenas do secretário de Segurança, Fábio Abreu, empunhando uma arma em cada operação deflagrada pelas polícias do Piauí tem sido cada vez mais constantes. Não à tôa, pois as eleições municipais, nas quais o secretário já anunciou candidatura à Prefeitura de Teresina, estão chegando. O foco, é passar para a população a imagem do homem trabalhador que atua de frente no combate ao crime no estado.

A estratégia não foi diferente durante a ‘Operação Codinomes‘, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes. Onde a equipe de Abreu, distribuiu na mídia uma foto que o mostra em campo, dando a entender que o gestor atuou na linha de frente da operação, colocando-o como o super-herói.

Em contrapartida, dados divulgados pela própria secretaria de Segurança Pública no Relatório da Criminalidade, apontam que os crimes no interior do Piauí tiveram um crescimento de 16,77%, quando se é comparado os anos de 2018 e 2019. Com destaque para a crescente no número de Mortes Violentas Intencionais (MVIS), onde, no ano passado, foram contabilizadas 348 mortes, contra os 298 registradas em 2018. Dessas mortes, 90,85%, foram de pessoas pretas ou pardas, sendo 45% de jovens de até 29 anos.

Gráfico apresentado no Relatório da Criminalidade apresentado pela Secretaria de Segurança do Piauí. Fonte: SSP/PI.

O relatório ainda aponta que 51,15% dos crimes no interior, concentram-se em apenas em 18 municípios. São eles, Parnaíba, Piripiri, Cocal, Esperantina, Picos, Campo Maior, Floriano, Demerval Lobão, Luzilândia, Altos, Miguel Alves, Barras, José de Freitas, Paulistana, São Pedro do Piauí, São Raimundo Nonato, União e Batalha. Veja o ranking!

Números retirados do Relatório da Criminalidade apresentado pela Secretaria de Segurança do Piauí. Fonte: SSP/PI.

Clique aqui e acesse o relatório na íntegra!

Por fim, ao se fazer uma breve análise do cenário, observa-se que o secretário de Segurança Fábio Abreu, vem utilizando de artimanhas para se camuflar por trás de uma figura heróica e desviar a atenção da sociedade dos problemas que vem assolando a questão da segurança pública. Entretanto, fica difícil fugir de temas problemáticos, quando estes ultrapassam limites e colocam em risco a vida de milhares de pessoas. Dessa forma, o que resta é questionar se o então, pré-candidato à Prefeitura de Teresina está disposto a enfrentar os verdadeiros riscos em prol do bem estar da população, independente de questões políticas.

E aí, Vai Encarar?

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Policial Militar espanca travesti após tentar sair de motel sem pagar a conta em Teresina

Redação Encarando

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Um Policial Militar de identidade não revelada espancou uma travesti na madrugada desse domingo (12), após tentar sair de um motel sem pagar a conta na zona sudeste de Teresina.

Segundo uma fonte, que preferiu não ser identificada, o soldado estava visivelmente embriagado e se irritou, pois não quis pagar a conta. Durante a confusão, o policial espancou a acompanhante, uma travesti, e puxou várias vezes a arma de fogo para intimidar quem tentava se aproximar dele.

Durante a briga, portas, espelhos e vidros foram quebrados. As funcionárias do motel e clientes entraram em pânico sem saber o que estava acontecendo. Uma equipe do 8° Batalhão foi acionada para ocorrência, mas ainda não há informações se o soldado foi conduzido.

Conforme o major Wilton, comandante do 8° Batalhão, o caso ainda não foi repassado para ele. Com isso, ele irá produzir um relatório e encaminhar para Corregedoria da Polícia Militar.

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Vai Encarar?

Descaso: Pacientes são flagrados deitados no chão do Hospital Regional de Picos; assista o vídeo!

Laurivânia Fernandes

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Imagem feita durante vistoria da Comissão de Saúde da Alepi no Hospital de Picos, realizada em maio de 2019. Foto: Divulgação

Um vídeo encaminhado por um leitor ao Portal Encarando, mostra vários pacientes deitados no chão, no Hospital Regional de Picos-PI. Na gravação, pelo menos quatro homens aparecem na situação relatada, à espera de atendimento médico.

A pessoa, que preferiu não ser identificada, afirmou que casos como esse tem se tornado comum na unidade hospitalar. Materiais básicos para o atendimento, como macas, além da falta de leitos, tem prejudicado a população que chega ao local em busca de atendimento. Na gravação, também é possível ver o empenho de alguns profissionais para atender a demanda, mas a falta de estrutura adequada dificulta o trabalho dos profissionais.

O cenário não é muito diferente do que foi encontrado pelos parlamentares da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), durante vistoria realizada no centro de saúde, ainda no mês de maio deste ano. À época, a presidente da comissão, Teresa Britto (PV), chegou a comparar o hospital a uma ‘estrebaria de cavalos’.

Além disso, os deputados também constataram a paralisação das obras da segunda etapa da urgência, das alas A (obstétrica) e B (clínica médica), além do Centro de Partos Normais e um déficit orçamentário de R$ 600 mil por mês, para custeio do hospital.

Como em outras situações, todos os problemas relatados foram colocados em um relatório e encaminhado aos órgãos competentes, incluindo o governo do Estado. Mas a resposta, continua sendo a mesma: O silêncio!

Nossa equipe tentou contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) para comentar o caso, mas até a públicação da matéria, não obteve resposta. Entretanto, nosso espaço fica aberto para possíveis esclarecimentos.

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