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Casas abandonadas viram criadouros de dengue em Teresina

Laurivânia Fernandes

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Em época de chuvas em Teresina a preocupação é com a quantidade de casas e terrenos abandonados que viraram abrigos para o mosquito da dengue.

Nesta casa abandonada na zona Leste da cidade, a piscina se transformou num verdadeiro criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Dor de cabeça para os moradores que moram próximos que tem medo de contrair as doenças.

“A pessoa faz uma denúncia para a colab, de uma piscina cheia de água podre de uma casa fechada na zona leste e a resposta depois de 5 dias é se eu tenho o aplicativo da colab hunnffff. Passado com a demora e ainda me vem com uma dessas rum!Queria saber onde se pode fazer uma denúncia que seja resolvido mais rápida?”, questionou um morador que não quer ser identificado por medo de confusão com o dono.

A prefeitura não possui o número exato de casas e terrenos abandonados na cidade, mas estima-se que mais de 600 notificações foram realizadas somente pela SDU Leste em 2018. Sobre a referente casa localizada na avenida Lindolfo Monteiro, a prefeitura respondeu com a seguinte nota:

“A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU Leste), por meio da Gerência de Controle e Fiscalização (GCF), informou que localizará o proprietário e notificá-lo para que a limpeza seja providenciada no local. Caso o proprietário não realize a limpeza, a GCF o multará.”

A prefeitura tem o poder também de autorizar o ingresso forçado de agentes de endemias e das equipes de limpeza nesses tipos de locais caso nenhuma medida anterior resolva o problema. As multas variam de R$500 a R$ 2 mil.

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13 anos depois, obra do Centro de Convenções segue inacabada e Governo anuncia assinatura de PPP nesta quarta (09)

Laurivânia Fernandes

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Foto: Renato Bezerra

A ‘novela’ sobre a obra do Centro de Convenções de Teresina, localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, ganhará mais um capítulo.

Sob grande repercussão, a obra iniciada em 2008 nunca foi finalizada, até então. Seu orçamento inicial previsto para R$ 12 milhões, foi reajustado para R$ 22 milhões. Em 2013 e 2016 duas empresas chegaram a trabalhar no projeto no entanto, ambas abandonaram o serviço. No ano de 2017 parte da estrutura do teto desmoronou e, no final do ano de 2018, mais um escândalo: o Ministério Público Federal (MPF), denunciou dez pessoas por superfaturamento da obra.

Agora, 13 anos depois, o Governo do Estado anuncia a assinatura do contrato de concessão de uso do Centro de Convenções de Teresina. A cerimônia, acontecerá de forma restrita nesta quarta-feira (09/06), no Salão Azul do Palácio de Karnak. Conforme divulgado pelo governo, a gestão ficará com a empresa DMDL Montagens de Stands Ltda, vencedora da licitação para o contrato de Parceria Público Privado (PPP).

A empresa ganhadora terá o uso pelos próximos 20 anos, e será responsável pela modernização, exploração, operação e manutenção do equipamento. Toda a infraestrutura visa contribuir para o desenvolvimento do turismo de negócios e serviços da capital”, diz nota divulgada pelo governo, que ainda ressalta que a empresa DMDL Montagens de Stands, assumirá a conclusão do restante da obra, além de equipar e mobiliar o Centro de Convenções.

Ainda conforme o projeto, a obra contempla um auditório para 1.200 pessoas, um bloco para área administrativa com salas para eventos pequenos e médios, banheiros adaptados, um restaurante, um estacionamento com mais de 300 vagas, lanchonete, além das áreas externas.

Porém, a previsão para conclusão de todo o processo ainda não foi informada, e a pergunta que fica é: Será que dessa vez o Centro de Convenções será finalizado, ou esta será apenas mais uma cena reprisada? Que agora, essa obra tenha um final feliz!

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Albertão sem torcida, mas com aglomeração de políticos

Laurivânia Fernandes

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A partida entre 4 de Julho e São Paulo realizada nessa terça-feira (01/06), não contou com a participação do público, por outro lado, personalidades políticas do Piauí assistiram aos 90 minutos de camarote, dentro do estádio Albertão, em Teresina.


Foi caso do torcedor tricolor, o deputado estadual Georgiano Neto (PSD), e do secretário de Esporte e Lazer de Teresina, o empresário Eduardo Draga Alana. Regalias que seus cargos (públicos) oferecem.

O exemplo, no entanto, não foi dos melhores. Gestores públicos que pregam pelo bem da população, aglomerando, já que não haviam apenas os dois no estádio e outras pessoas os acompanhavam no local.

O torcedor piauiense fez sua parte e respeitou, enquanto os políticos…

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Copa América transforma Brasil em bomba-relógio para 3ª onda da pandemia

Laurivânia Fernandes

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Os altos números de casos da Covid-19, que indicam circulação intensa do coronavírus Sars-CoV-2 no país, e a vacinação ainda lenta contra a doença sinalizam que é inadequada a realização de uma competição como a Copa América no Brasil no atual momento, segundo médicos infectologistas.

“Trata-se de uma situação absurda e irresponsável. O campeonato está programado para ocorrer quando o país estiver atingindo a faixa das 500 mil vidas perdidas pela Covid-19, um total desrespeito”, afirma Leonardo Weissmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A média de novos casos de Covid-19 ficou em cerca de 56 mil por dia na última semana. Desde o início de maio, o número teve um crescimento que já está refletido na alta ocupação dos hospitais em diversas partes do país. A média diária de mortes causadas pela doença está acima de 1.000 há quase 130 dias. Até o domingo (30), o país registrava mais de 462 mil óbitos.

Os números indicam que a situação da pandemia está longe do controle –e os dados ainda não contam a história toda, uma vez que o Brasil faz muito poucos testes de Covid na população em comparação com países como Estados Unidos e Alemanha, e muitos casos da doença nem entram na conta.

“Quanto maior a disseminação do vírus, maiores as chances de termos mutações que o ajudam a ser mais transmissível e até capaz de gerar doença mais grave”, diz o infectologista e pediatra Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Por mais que esteja previsto um isolamento dos times, sabemos que eles ainda entram em contato com muitas pessoas; nos aeroportos, com pessoas que prestam serviços de alimentação e limpeza dos quartos, e com os jogadores de outros países”, afirma o médico.

Essa interação inevitável em diversos momentos colabora para que seja grande o risco de uma variante estrangeira ser introduzida no Brasil, ou uma variante em circulação no país escapar para o exterior.

“O Brasil concentra, atualmente, quase metade dos óbitos de Covid-19 da América Latina, que recentemente ultrapassou a marca de um milhão. A variante P.1 do vírus, que é extremamente contagiosa, está espalhada por todo o país. Não é momento para um evento desse porte no Brasil”, diz Weissmann.

A chegada de uma variante mais transmissível faz com que a doença rapidamente se alastre, como aconteceu em Manaus no início de 2021 com a P.1, e mais recentemente na Índia, com a variante B.1.617.

Assim, uma competição internacional traz maior risco do que torneios locais, como o Campeonato Brasileiro ou os campeonatos estaduais, realizados regularmente no país sem a presença de público. Muitos dos jogadores das seleções que competem na Copa América jogam por times europeus ou asiáticos.

Além das delegações oficiais, não há hoje como evitar que os torcedores de países vizinhos venham para o Brasil (mesmo que não haja público nos estádios), aumentando ainda mais a circulação de estrangeiros no país.

Segundo os infectologistas, é possível conduzir um torneio em meio à pandemia sem maiores riscos, mas o Brasil não tem demonstrado capacidade para seguir os protocolos com o rigor necessário.

O principal exemplo de um torneio realizado na pandemia com segurança é a temporada de 2019-2020 da NBA, principal liga de basquete dos Estados Unidos. Ali, um isolamento rígido foi seguido por jogadores e equipes envolvidas na competição, com testagem constante de todos. O campeonato acabou servindo como laboratório para que cientistas entendessem melhor como o vírus é transmitido e quais protocolos podem afastá-lo.

“Mas é possível organizar um protocolo para um evento dessa magnitude, em um formato de bolha, num período de apenas duas semanas? A conta seria paga pela Conmebol [Confederação Sul-Americana de Futebol] ou pelos contribuintes brasileiros, em sérias dificuldades pela pandemia?”, questiona Weissmann.

“Teríamos de fazer tudo que o país não tem feito até o momento: testar todos, com ou sem sintomas, pois quase metade dos contaminados não apresentam sintomas e podem transmitir o vírus mesmo assim. Devemos ainda ir atrás de todos os contatos do infectado para testá-los e fazer o isolamento. Máscara e distanciamento ajudam, mas precisamos de medidas mais rigorosas para evitar a disseminação do vírus”, diz Otsuka.

“Gostamos de futebol e queremos acompanhar nosso time. Mas realizar o torneio agora, e da forma como está prevista, pode trazer prejuízos para os atletas, para a imagem do futebol brasileiro e para a população”, conclui o infectologista.

Fonte: Folhapress

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