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Brasil

Covid: Brasil bate recorde com maior média de óbitos; foram 3.125 por dia

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reuters

O Brasil registrou nesta segunda-feira (12) a maior média de mortes diárias por Covid-19 desde o começo da pandemia, segundo dados levantados junto às secretarias estaduais de saúde.

Considerando os últimos sete dias, morreram 3.125 brasileiros em média diariamente –é a chamada média móvel, recurso estatístico para diminuir distorções, como a diminuição de registros aos finais de semana. O recorde anterior havia sido no último dia 1º, de 3.119. É a quinta vez que esse número passa de 3.000, todas elas só neste mês.

Em números absolutos, os dados consórcio mostram que nesta segunda foram registradas 1.738 novas mortes. Ao todo, os registros oficiais contabilizam 355.031 mortes por Covid-19 no Brasil até agora.

Além disso, foram registrados 38.866 novos casos da doença. Assim, o Brasil soma 13.521.409 contaminações confirmadas pela Covid-19.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

Com esses números, o Brasil é hoje o país onde mais se morre pela pandemia. Logo atrás estão Estados Unidos, com população 56% maior que a brasileira, mas média de 970 mortos diariamente. Na sequência vem a Índia, com quase seis vezes mais habitantes que o Brasil, e média de 664 mortos por dia. Os dados são do Our World In Data, plataforma ligada à Universidade de Oxford.

Em números totais, do começo da pandemia até aqui, estamos atrás apenas dos Estados Unidos, que soma 562 mil mortes, segundo dados da universidade americana Johns Hopkins, que monitora o avanço da doença pelo mundo.

Logo abaixo do Brasil estão México, com 209 mil mortos, e a Índia, que tem população mais de seis vezes maior que a brasileira e registrou 170 mil mortes.

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid.

Ao todo, 23.847.792 pessoas já receberam a primeira dose do imunizante, e 7.391.544, a segunda, de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Na sexta (9), a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que o Brasil precisa tomar outras medidas além da vacina para domar a Covid-19.

Segundo a OMS, embora seja crucial imunizar idosos e profissionais de saúde para reduzir mortes desnecessárias, continua sendo essencial identificar pessoas infectadas e isolá-las rapidamente. Além disso, é preciso evitar contatos entre as pessoas para segurar a transmissão e evitar o aparecimento de novas variantes que escapem da vacina.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Fonte: Folhapress

Vacina

Governo distribui 1,1 mi de doses da vacina da Pfizer nesta segunda (10)

Laurivânia Fernandes

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O lote com 1,1 milhão de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 será distribuído nesta segunda-feira (10) para todas as capitais brasileiras. As vacinas vão sair de Guarulhos, em São Paulo, e, segundo o Ministério da Saúde, serão distribuídas entre os 26 estados da federação e o Distrito Federal de forma “proporcional e igualitária”. 

Por enquanto, as capitais estão sendo priorizadas por causa das dificuldades de armazenamento da vacina, que exige temperaturas muito mais baixas que as demais. 

As doses devem ser aplicadas em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiências permanentes. 

A distribuição das doses exige dos governos e dos estados uma operação logística específica, já que as vacinas da Pfizer precisam ser armazenadas em temperaturas mais baixas do que as da AstraZeneca e a Coronavac, as outras vacinas atualmente em uso no país. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as doses sairão do centro de distribuição em Guarulhos (SP), onde estão conservadas entre -90ºC e -60ºC, e irão para refrigeradores dos estados, expostas a temperaturas de -20ºC. Nas salas de vacinação, onde as doses ficarão armazenadas entre 2ºC e 8ºC, a aplicação deve acontecer em, no máximo, cinco dias.

Fonte: CNN

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Saúde

Covid-19: Estudo coordenado pela Fiocruz mostra que crianças têm baixa taxa de transmissão a adultos

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reprodução/Freepik

Após mais de um ano de pandemia, ainda não está totalmente esclarecido o papel das crianças na propagação do coronavírus. Mas um novo estudo de cientistas brasileiros e estrangeiros constata: elas têm maior probabilidade de serem infectadas por adultos do que de transmitirem a Covid-19 para eles — ou seja, menos chance de passar o vírus adiante. Informação preciosa, tanto para traçar estratégias de reabertura de escolas quanto para ampliação de planos de vacinação.

Os pesquisadores investigaram a transmissão da Covid-19 na comunidade de Manguinhos, de maio a setembro de 2020, e mostram que todas as crianças que testaram positivo para o Sars-CoV-2 haviam tido contato com adultos ou adolescentes com sintomas de Covid-19. A coordenadora do estudo, Patrícia Brasil, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, ressalta que os dados se referem a um momento diferente da pandemia, quando a variante P.1, mais transmissível e hoje dominante, ainda não havia surgido. O distanciamento social também era maior do que agora.

— Ainda assim não faz sentido manter as escolas fechadas com o restante da economia aberta — diz a cientista. — A vacinação dos profissionais de educação, no entanto, é essencial para a reabertura.

No início da pandemia, se acreditava que, a exemplo do que ocorre com a gripe e outras viroses respiratórias, as crianças poderiam ser grandes transmissoras de Covid-19. Contribui para isso o fato de que elas apresentam poucos sintomas e não conseguem seguir como os adultos medidas de higiene e de distanciamento social.

Mas, na prática, não se observou um papel significativo das crianças na propagação da pandemia, embora as escolas tenham permanecido fechadas. As crianças tampouco adoecem significativamente com o coronavírus e são o grupo menos atingido pela pandemia.

A pesquisa prossegue para investigar como ocorre a transmissão este ano, quando a pandemia se intensificou e novas variantes do coronavírus, principalmente a P1, estão em circulação.

Reabertura cuidadosa

Realizado por pesquisadores da Fiocruz, da Universidade da Califórnia e da Escola de Medicina Tropical e Higiene de Londres, o estudo foi aceito para publicação na revista Pediatrics, editada pela Sociedade Americana de Pediatria. Seus dados são importantes num momento em que as escolas do ensino fundamental do município do Rio de Janeiro se preparam para voltar às aulas presenciais amanhã — ao mesmo tempo em que a vacinação dos profissionais de educação está suspensa por falta de doses.

Os cientistas estão cientes dos dois lados do problema. Para eles, não há benefício claro em manter escolas fechadas se estão abertos outros locais onde o risco de contágio é maior, como shoppings, bares e restaurantes. Defendem, porém, que a volta às aulas seja feita, além da já citada vacinação dos profissionais de educação, cuidados de higiene, distanciamento social e uso de máscara.

A epidemiologista da Fiocruz Marilia Sá Carvalho, também autora do estudo, diz que, sem estes cuidados básicos, a reabertura das escolas aumentará a circulação do coronavírus. Mas, se tomadas as precauções, as escolas podem não ter grande impacto na transmissão.

Intitulado “A dinâmica da infecção de Sars-CoV-2 em crianças e contatos domiciliares numa comunidade pobre do Rio de Janeiro”, o estudo analisou dados de 323 crianças (de 0 a 13 anos), 54 adolescentes (14 a 19 anos) e 290 adultos. A base da pesquisa foi o acompanhamento de crianças atendidas no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), em Manguinhos. Foram 45 crianças que testaram positivo para o Sars-CoV-2 (13,9% do total).

Os cientistas fizeram visitas às residências dessas crianças e as testaram com PCR (para detectar o coronavírus) e sorologia (em busca de anticorpos que revelassem exposição ao Sars-CoV-2). Adultos e adolescentes que moravam com as crianças atendidas também foram testados.

A hipótese dos pesquisadores era a de que se a transmissão fosse principalmente de adultos e adolescentes para crianças, eles teriam anticorpos antes delas. Foi exatamente o que ocorreu.

Vacinação infantil

Os cientistas ressaltam que mesmo não tendo papel importante na transmissão da Covid-19, é preciso incluir as crianças nos ensaios clínicos de imunizantes.

Os pesquisadores lembram ainda que em países de alta incidência da Covid-19, como o Brasil, é preciso imunizar no mínimo 85% da população para de fato conter a pandemia. E esse percentual só será alcançado com a inclusão de crianças no programa de vacinação. No Brasil, 25% da população têm menos de 18 anos.

Atualmente, nenhuma das vacinas contra a Covid-19 foi aprovada para crianças. Elas não participaram dos ensaios clínicos por razão lógica: não são parte dos grupos prioritários. No entanto, os fabricantes de alguns dos imunizantes já iniciaram testes com crianças.

A Pfizer/BioNTech anunciou que pedirá autorização à agência reguladora europeia para vacinar, a partir de junho, a faixa etária entre 12 e 15 anos — que já recebe doses no Canadá. E a Pfizer espera para julho os resultados dos testes com o imunizante em crianças de 5 a 12 anos. Para setembro, por sua vez, estão previstos os resultados dos ensaios clínicos com bebês a partir de seis meses de idade.

Fonte: O Globo

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Brasil

Brasil teve 212 cidades com mais mortes em abril que em toda a pandemia

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O Brasil registrou em abril o recorde de mortes provocadas pela Covid-19 desde o início da pandemia. Só no mês passado, o país contabilizou 82.266 vidas perdidas para a doença. E em 212 cidades brasileiras, de todas as regiões, o número de óbitos foi maior do que em todos os meses anteriores desde a primeira vítima da enfermidade confirmada no país.

Com 45 cidades, São Paulo foi o estado que teve mais registros de municípios nessa situação, o que representa 7% de todas as cidades da unidade federativa. A análise foi feita pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, com base nos números de óbitos coletados na plataforma colaborativa Brasil.io.

Mococa, localizada a 265 km da capital de SP, foi umas das cidades que registraram esse triste indicador. Com população estimada em 68.980 pessoas, segundo o IBGE, ela computou, em 30 dias, a perda de 74 habitantes. O município havia confirmado 57 mortes até março deste ano. Hoje, a cidade tem 5.444 casos e 179 óbitos pela doença.

No mês passado, houve um surto de Covid-19 entre os idosos e funcionários do Lar dos Velhinhos Dr. Adolpho Barretto, localizado na cidade. Foram 38 casos. Um idoso que vivia no lar faleceu vítima da doença.

Fonte: Metrópoles

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