O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, seu sobrinho Bruno Pessoa, o vice-presidente da Federação de Futebol do Piauí, Daniel Araújo, e mais três pessoas foram indiciados por associação criminosa e manipulação de dados em sistema público, segundo informações do delegado Ferdinando Martins, do Departamento de Combate à Corrupção (Deccor).
O grupo foi alvo da Operação Reset, que investigou a exclusão ilegal de 2.215 multas de trânsito na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), entre fevereiro e junho de 2024, causando prejuízo superior a R$ 503 mil aos cofres do município. A fraude também resultou na remoção de 12.393 pontos das carteiras de habilitação de condutores favorecidos.
Segundo a Polícia Civil, o esquema era liderado por Bruno Pessoa, então superintendente da Strans, que repassava ordens para a exclusão das infrações. O servidor Lucas Rocha Lima, da Gerência de Gestão de Trânsito (GGT), era responsável por apagar as multas usando seu próprio login.
Durante a operação, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica para os investigados. Apenas Bruno Pessoa chegou a ser monitorado; Daniel Araújo conseguiu habeas corpus e Lucas Rocha Lima foi liberado após colaborar com as investigações.
Os indiciados poderão responder por exclusão indevida de dados em sistema público, cuja pena pode chegar a 12 anos de reclusão, além de associação criminosa e outros crimes correlatos.