Prefeitura e Faculdade Uni CET são denunciadas por suposto conluio em bolsas de Medicina para ex-prefeito Doutor Pessoa

A Prefeitura de Teresina e a Faculdade Uni CET estão no centro de uma denúncia grave que veio à tona durante a CPI do Rombo, na Câmara Municipal de Teresina hoje.  O ex-secretário de Finanças e ex-vice-prefeito Robert Rios afirmou em depoimento que cinco bolsas do curso de Medicina foram ofertadas ao então prefeito Doutor Pessoa, sem vestibular.

Segundo Rios, uma das bolsas foi oferecida a ele, que recusou. O nome da instituição de ensino não foi citado diretamente durante a fala, mas o ex-vice-prefeito mencionou que a ex-primeira-dama, Samara Conceição, e também uma sobrinha do ex-prefeito estão matriculadas na faculdade em questão.

Com base nessas informações, foi possível identificar que se trata da Uni Cet onde a ex-primeira dama, Samara Conceição faz o oitavo período de medicina. 

Suposta troca de favores com a estrutura pública de saúde. 

A apuração do portal Encarando  aponta que a concessão das bolsas teria ocorrido em troca do acesso da Uni CET às unidades de saúde do município, permitindo que os alunos da instituição realizassem estágios, internatos e atividades práticas no sistema público de saúde.

Se confirmado, o caso caracteriza uso da estrutura pública para benefício privado e pessoal, levantando suspeitas de conluio entre a instituição de ensino e a gestão municipal da época.

Transparência urgente

Diante da gravidade dos fatos, tanto a Uni CET quanto a Prefeitura de Teresina (gestão passada) precisam se posicionar publicamente. A sociedade exige respostas:

  • Houve concessão de bolsas fora do processo seletivo?
  • Quais os critérios e beneficiados?
  • Existia convênio oficial entre a Unicet e o município?
  • Qual era a contrapartida?

Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi divulgada pela faculdade ou pelos citados.


Formação médica em xeque


Oferecer vagas em cursos de Medicina sem critérios técnicos e meritocráticos coloca em risco a qualidade da formação médica e, consequentemente, a vida da população. O curso de Medicina exige responsabilidade e não pode ser moeda de troca política.

O caso precisa ser apurado com profundidade pelos órgãos competentes. A CPI do Rombo deve avançar nessa investigação. E a Faculdade Uni CET deve explicações públicas sobre o possível favorecimento político com recursos educacionais.