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Política

CPI do Óleo promete apontar responsável por manchas no Nordeste

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados instalou nessa quarta-feira (27) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Óleo, com o objetivo de apurar a origem das manchas de óleo que poluem as praias brasileiras. O deputado João Campos (PSB-PE), foi designado como relator da CPI e afirma que os deputados farão um “intensivo” nas próximas semanas para começar a avançar nas investigações.

Ainda nesta quinta (28), devem ser votados o plano de trabalho e os requerimentos da CPI, que promete fazer visitas externas, procurar órgãos como o Ministério Público Federal e ouvir autoridades como o ministro Ricardo Salles para identificar e punir os responsáveis pelo derramamento de óleo que já dura quase três meses.

Segundo João Campos, a CPI do Óleo terá três frentes de trabalho: Investigar a origem e o culpado pelo vazamento de óleo; avaliar as ações que foram tomadas e as que deixaram de ser tomadas por parte das autoridades federais e fazer a melhoria na legislação para tornar o Brasil um país mais preparado para evitar novos desastres.

“Vamos construir um trabalho sólido, acima de qualquer bandeira partidária. Aqui não vai ter governo ou oposição, vai ter quem está disposto a preservar o meio ambiente e quer justiça para punir os culpados. Nós temos que punir os culpados e cobrar que o nosso patrimônio natural seja protegido. E todas as pessoas que sofreram algum impacto, seja social ou econômico, devem ser ressarcidas”, defendeu João Campos. 

O prazo para conclusão dos trabalhos de uma CPI é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, mediante deliberação do Plenário. 

Os deputados também prometem ouvir e solicitar documentos da Marinha, do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério Público Federal, que também está investigando o caso. Autoridades como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também devem ser convidadas ou até convocadas se for preciso para apresentar explicações, assim como especialistas e estudiosos que têm acompanhado o avanço do óleo.

Com informações da Câmara Federal

Política

Cúpula do PSL quer Joice Hasselman como líder na Câmara

Laurivânia Fernandes

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Foto: Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo

A cúpula do PSL quer a deputada federal Joice Hasselman na liderança do partido na Câmara Federal.

Atualmente, o cargo é ocupado por Eduardo Bolsonaro (SP), mas o deputado – e outros 17 parlamentares da sigla – foram suspensos das atividades partidárias por uma decisão da direção do PSL.

O partido protocolou as suspensões na Secretara Geral da Mesa da Câmara e aguarda o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), efetivar as suspensões para apresentar uma nova lista para a liderança.

A cúpula do PSL quer emplacar Joice, que foi líder do governo no Congresso e hoje é ex-aliada da família Bolsonaro, no comando da bancada de 52 deputados – a segunda maior da Câmara.

O líder, além de orientar as votações no plenário, faz indicações de deputados para comissões estratégicas, em postos-chave.

O PSL na Câmara quer trocar deputados bolsonaristas que estão, por exemplo, na CPI das Fake News, por deputados bivaristas, ligados ao presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).

Os deputados suspensos estão rompidos com Bivar, mas não podem deixar o partido, pois correm o risco de perder o mandato. Só podem deixar o partido com justa causa, por exemplo, para integrar um novo partido, como a Aliança do presidente Bolsonaro – que ainda precisa ser formada e obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: G1

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Política

‘Reforma assassina’, diz oposição sobre proposta da Previdência enviada à Alepi pelo governo

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação/Alepi

Nesta quinta-feira (05), os deputados estaduais se reuniram com representantes da Associação dos Magistrados do Piauí, Sindicato dos Policiais Civis, Auditores Fiscais, e professores e outras entidades. O encontro aconteceu no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa do Piauí.

Os servidores solicitaram explicações sobre o pedido de urgência na tramitação da reforma da Previdência e contestaram agilidade na aprovação desta matéria. Os representantes alegam que a medida trará inúmeros prejuízos às categorias. 

A deputada Tresa Britto (PV) defendeu a retirada do regime de urgência e afirmou que as categorias estão solicitando a realização da audiência pública para debater o tema. A medida havia sido proposta pelos deputados opositores, entretanto, os parlamentares da base derrubaram a solicitação.

 “Todos os servidores do Piauí, porque todos ganham mais que um salário mínimo, serão pegos neste cheque em branco que o governador Wellington Dias quer ter desta Casa. O interesse no regime de urgência do governador está no fato de que o governos dos Estados, que aguardam repasse de empréstimo, só terão acesso aos recursos se o projeto for aprovado. Eu chamo isso de reforma assassina”, disse a deputada.

O deputado Marden Menezes (PSDB), também se pronunciou pela retirada de urgência da proposta e disse que a PEC precisa ser debatida por ambas as partes. O parlamentar ainda argumentou que a votação poderá ficar para fevereiro de 2020.

“O prazo estipulado pelo Governo Federal para aprovação da reforma é até julho. E o governo do Piauí quer fazer isso em dois dias. Precisamos de tempo para debater a proposição com os servidores que apresentarão sugestões visando o seu aperfeiçoamento”.

Por sua vez, o líder do governo na Alepi, Francisco Limma (PT) afirma que o caráter de urgência é necessário por conta do défcit previdenciário do estado, além disso, segundo o deputado, o governo busca aprovar a medida antes do período de recesso da Assembleia.

“É um desequilíbrio que vem se aprofundando, principalmente, em função do deficit da Previdência, que é cerca de R$ 80 milhões por mês, o que chega a praticamente R$ 1 bilhão ao ano. E se não resolvermos isso vamos chegar a uma situação ainda mais difícil”, disse Limma.

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Política

Deputado xinga petistas e sessão termina em pancadaria; Assista o vídeo!

Laurivânia Fernandes

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O deputado estadual Arthur do Val (sem partido) publicou um vídeo no seu canal do Youtube, o Mamãe Falei, para tentar explicar a briga que paralisou a sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nessa quarta-feira (04). Ele diz que os sindicalistas que estavam na galeria da Alesp para acompanhar a votação da reforma da Previdência tentaram lhe intimidar e o ameaçaram de morte.

Arthur do Val afirma, contudo, que essa briga não foi uma coisa momento. Para ele, é o resultado de um desgaste mais antigo sobre as prioridades orçamentárias dos deputados: Do Val acusa o PT, o DEM e o PSDB de liberarem R$ 40 milhões para a propaganda partidária e agora criticarem a reforma, enquanto deputados como ele e Janaina Paschoal (PSL-SP) tentam conter o déficit público com propostas como a da Previdência.

“O que aconteceu hoje não foi uma briga de agora, tem um contexto. O que está acontecendo é que a Mesa da Casa, que é composta pelo PT, PSDB e DEM apresentou um projeto nesta Casa para que se gaste R$ 40 milhões a mais com propaganda. Você já paga fundo eleitoral, fundo partidário e eles querem mais dinheiro. São R$ 10 milhões só de verba para internet para os deputados aparecerem bonitos no Instagram. Eu e Janaina estamos contra isso já algum tempo. E hoje Janaina desceu para mostrar o ponto de vista dela. Hoje está sendo votado o projeto de reforma da Previdência, um projeto de austeridade que mexe com o ânimo de todo mundo. E ela desceu para relacionar isso com um gasto de R$ 40 milhões. Mas a galera hoje estava cheia, e não é cheia de pessoas trabalhadoras, de população normal que vem na Casa de maneira espontânea, mas cheia de gente com faixa de Lula Livre, que veio aqui não para expor seu ponto de vista ou ouvir o que está acontecendo, mas para intimidar. Gritaram fascista e golpista quando a Janaina estava falando. Até o momento que passaram a chamá-la de nazista e assassina. Falaram que quem votava esse projeto de austeridade que estamos defendendo com base técnica, com argumentos e némeros era assassino. O que eu fiz? Eu desci pra defender a Janaina”, relata o deputado Arthur do Val.

Ele diz, então, que quando subiu à tribuna para defender a reforma da Previdência os sindicalistas o ameaçaram de morte. “Mas esse pessoal não vai me intimidar. No momento você se exalta mesmo. Eu me exaltei e xinguei do que são mesmo, xinguei de vagabundo. Vêm me ameaçar de morte e dizer que vão me pegar. Eu vou enfrentar isso. Essa técnica de intimidação e truculência não pode ficar em cima do debate técnico”, defendeu-se Arthur do Val, que ainda disse ter gravado o vídeo do seu canal Mamãe Falei na cozinha da Alesp. “Estou preso na Casa em que trabalho porque tem um monte de sindicalista lá fora querendo me matar”, afirmou o deputado, que conclui o vídeo dizendo que “não é fácil enfrentar isso todo dia”.

Citada por Arthur do Val no vídeo do canal Mamãe Falei, Janaina Paschoal não comentou os motivos da briga nas suas redes sociais. No Twitter, ela disse apenas que “cenas medievais” foram registradas na Alesp. Os deputados do PT que são acusados de terem partido para cima de Arthur do Val também não comentaram o assunto.

Arthur do Val, contudo, ganhou o apoio de diversos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual faz parte. Representante do MBL na Câmara, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), por exemplo, saiu em defesa do colega do MBL.

Assista o vídeo da briga!

Fonte: Congresso em Foco

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