O Conselho Estadual de Saúde questiona a contratação de uma Organização Social (Associação Reabilitar) para gestão da nova maternidade de Teresina, localizada na Avenida Presidente Kennedy, zona Leste da capital. As obras já estão mais de 95% concluídas e a inauguração deve acontecer ainda em 2022.
Em reunião realizada ontem (05), os conselheiros aprovaram uma resolução que pede a suspensão do contrato com a Organização Social, que já administra o CEIR (Centro Integrado de Reabilitação), e que deve ser responsável pela gestão da nova maternidade de Teresina.
Na avaliação da entidade, não existem justificativas para que a gestão do espaço seja terceirizada.
"A gente entende que não estão demonstradas pela secretaria estadual de saúde os motivos para que a gestão seja privada. Não se mostrou literatura científica. Não se mostrou que privatizando vai reduzir custos e melhorar o acesso da população à nova maternidade. Uma série de pontos e fatores que não foram esclarecidos e o conselho não participou dessa decisão”, explicou o professor Emidio Matos, 1º secretário do Conselho Estadual de Saúde.
A reunião do Conselho Estadual de Saúde contou a com a presença de representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, que acompanham o impasse envolvendo a gestão da nova maternidade. O secretário estadual de Saúde, Neris Júnior, também participou da reunião.