Integrantes do governo Lula, especialmente do Palácio do Planalto, têm evitado ataques públicos ao senador Ciro Nogueira após a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Milena Teixeira, a orientação dentro do governo é evitar qualquer associação direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o uso político da Polícia Federal, principalmente diante do novo embate entre o Palácio do Planalto e o Senado Federal.
A avaliação interna seria de que a viagem oficial de Lula aos Estados Unidos ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ajudaria a afastar politicamente o presidente da operação que atingiu aliados e pessoas próximas ao senador piauiense.
A reportagem também relembra que, no fim do ano passado, Ciro Nogueira buscou aproximação política com Lula visando sua reeleição no Piauí. Os dois chegaram a se reunir pessoalmente e, posteriormente, o senador também esteve com o governador Rafael Fonteles, na Suíça.
Nos bastidores, interlocutores apontam que houve um entendimento informal: Ciro reduziria o tom das críticas ao governo federal, enquanto o PT evitaria interferência direta na disputa eleitoral no Piauí.
Outro ponto que preocupa integrantes do governo envolve possíveis ligações de setores petistas com o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A coluna cita ainda que parentes do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, teriam figurado na folha de pagamento da instituição financeira.