Pouco mais de dois meses para a eleição, maiores colégios eleitorais do Piauí já desenham favoritos para deputado federal.

Com pouco mais de dois meses para a eleição, os cinco maiores colégios eleitorais do Piauí já começam a definir as candidaturas mais competitivas na disputa pelas vagas da bancada federal.

A força das lideranças locais, o trabalho de base e as alianças regionais já começam a pesar na corrida eleitoral. Em cada cidade, alguns nomes aparecem com maior força e despontam entre os favoritos do eleitorado.

TERESINA 

  1. Del Charles Pessoa
  2. Georgeano Neto
  3. Samantha Cavalca
  4. Fábio Abreu
  5. Marco Aurélio

PICOS 

  1. Jardiel Jupi
  2. Gil Paraibano
  3. Dr. Francisco
  4. Wilson Martins
  5. Castro Neto

FLORIANO 

  1. Dr. Francisco
  2. Júlio Arcoverde
  3. Georgeano Neto
  4. Del Charles Pessoa
  5. José Santana

PiRIPIRI

  1. Flávio Nogueira
  2. Átila Filho
  3. Alan Osório
  4. Georgeano Neto
  5. Jardiel Jupi

PARNAÍBA 

  1. Florentino Neto
  2. Del Charles Pessoa
  3. Jardiel Jupi
  4. Flávio Nogueira
  5. Ilderes Monção

O cenário apresentado é resultado de uma avaliação política baseada em números de pesquisas internas não registradas e na força das lideranças de cada candidato nos municípios. Não se trata, portanto, de uma pesquisa eleitoral oficial, mas de uma leitura do momento político e da presença das candidaturas nos cinco maiores colégios eleitorais do Piauí. Com pouco mais de dois meses para a eleição, o quadro ainda pode sofrer alterações, mas os números e a força política local já indicam quais nomes aparecem, neste momento, com maior competitividade na disputa pelas vagas do Estado na Câmara dos Deputados.


MÁ CONDUÇÃO NO PL DEIXA PARTE DO ELEITORADO BOLSONARISTA FORA DA ALIANÇA COM O PROGRESSISTAS. 

 

A decisão do Partido Liberal no Piauí de abandonar a candidatura própria para aderir ao projeto oposicionista liderado pelo Progressistas e pelo pré-candidato ao Governo Joel Rodrigues expôs divergências internas e deixou sequelas dentro da militância bolsonarista no Estado. Após dias de troca de declarações públicas entre o então pré-candidato Tony Rodrigues e dirigentes da sigla, ficou evidente a falta de habilidade política na condução do processo de transição da candidatura própria para o apoio à aliança oposicionista. Tony Rodrigues deixou o processo visivelmente insatisfeito, sentimento compartilhado por parte dos filiados e apoiadores que defendiam a manutenção da candidatura do PL ao Palácio de Karnak. Para esse grupo, a mudança de rumo ocorreu sem o diálogo e a construção política necessários para preservar a unidade partidária. A direção liberal sustenta que pesquisas internas apontavam que quase metade do eleitorado identificado com o partido preferia uma composição com o Progressistas e apoio a Joel Rodrigues já no primeiro turno, enquanto apenas uma parcela menor defendia a permanência da candidatura própria. Entretanto, o desgaste provocado pela forma como a decisão foi conduzida poderá ter consequências eleitorais. A avaliação é de que nem todo o eleitor bolsonarista migrará automaticamente para o palanque oposicionista liderado pelo Progressistas. Parte desse eleitorado poderá optar por outras alternativas dentro da oposição ou simplesmente adotar uma posição de neutralidade durante a disputa. O episódio deixa como principal lição política a importância da condução dos processos internos partidários. Mais do que a decisão em si, foi a forma como ocorreu a migração da candidatura própria para a aliança que gerou desconforto e abriu fissuras em um segmento considerado estratégico para a oposição piauiense.

DISCURSO DE FLÁVIO NOGUEIRA SOBRE EXPORTAÇÃO PELO PORTO DE LUÍS CORREIA GERA CONTESTAÇÃO. 

O pronunciamento do deputado federal Flávio Nogueira na tribuna da Câmara dos Deputados, ao afirmar que o Piauí já estaria exportando minério para a China através do Porto de Luís Correia, gerou contestação no meio político e nas redes sociais.  Até o momento, não há registro público de embarques regulares de minério piauiense destinados ao mercado chinês utilizando a estrutura portuária de Luís Correia. O modelo logístico de transbordo defendido pelo Governo do Estado ainda enfrenta desafios operacionais e estruturais. Entre as dificuldades está o calado necessário para a operação das embarcações envolvidas no transporte do minério até navios de maior porte em alto-mar. A operação também depende de dragagem e do aprofundamento da área para viabilizar o transporte em escala comercial. A declaração de Flávio Nogueira, portanto, trata como realidade uma operação que ainda não está consolidada na prática.

ÁGUA VIRA COBRANÇA CONSTANTE NAS ANDANÇAS DE RAFAEL PELO PIAUÍ. 

Fonte:Aqui

Enquanto o governador Rafael Fonteles segue anunciando obras de asfalto, calçamento, projetos de hidrogênio verde e investimentos no litoral, uma demanda básica continua acompanhando cada agenda pelo interior do Estado: a falta de água nas comunidades piauienses. Desta vez, a cobrança partiu da presidente da Câmara Municipal de Morro Cabeça no Tempo, Edneia Fernandes, que aproveitou a presença do governador para cobrar publicamente providências para o abastecimento da população. O vídeo do momento rapidamente se espalhou pelas redes sociais e grupos de mensagens. Segundo relatos que circulam junto às imagens, a resposta do governador teria sido curta: “Vai melhorar”. A frase, porém, não foi suficiente para amenizar a insatisfação de moradores que convivem diariamente com a escassez de água e aguardam uma solução concreta para um problema histórico da região. A oposição e críticos da gestão estadual afirmam que o governo concentra esforços e recursos em grandes projetos de infraestrutura e desenvolvimento econômico, enquanto comunidades do interior ainda esperam por serviços essenciais, como o abastecimento regular de água. Essa é uma  realidade que tem se repetido em diversas cidades: o governador encontra dificuldade para percorrer o Piauí sem ouvir cobranças relacionadas à falta de água, tema que continua entre as principais preocupações da população do semiárido piauiense.



JUSTIÇA MANDA PREFEITURA DE TERESINA RECUPERAR 19 CRAS ABANDONADOS E DÁ 90 DIAS PARA APRESENTAR PLANO DE AÇÃO

A Justiça do Piauí determinou que a Prefeitura de Teresina promova a reestruturação dos 19 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital, após ação movida pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) apontar graves problemas nas unidades responsáveis pelo atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade social. A decisão da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública acolheu os pedidos do Ministério Público e obriga o município a recuperar a estrutura física dos CRAS, garantir equipes técnicas suficientes, disponibilizar equipamentos, mobiliário e materiais de trabalho, além de assegurar a continuidade dos serviços oferecidos à população. Durante as investigações, foram identificados prédios deteriorados, falta de profissionais, deficiência de equipamentos e falhas na prestação dos serviços socioassistenciais, situação que compromete diretamente o atendimento às famílias mais pobres de Teresina. A sentença também determina que a Prefeitura apresente, no prazo de 90 dias, um plano detalhado de adequação contendo diagnóstico de cada unidade, cronograma das obras e prioridades para execução das melhorias. O Ministério Público acompanhará o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça. Os CRAS representam a porta de entrada da assistência social nos bairros e são responsáveis por serviços essenciais voltados a crianças, idosos, famílias em vulnerabilidade e beneficiários de programas sociais. A decisão judicial evidencia a necessidade urgente de recuperar estruturas que, em muitos casos, chegaram a um estado de abandono incompatível com a importância do serviço prestado à população.