Uma pesquisa de consumo interno atribuída ao Instituto IPPI passou a chamar a atenção no meio político piauiense. De acordo com informações que circulam entre lideranças e aliados do governo, o levantamento estaria sendo mantido sob reserva no Palácio de Karnak. Segundo essas informações, a pesquisa apresentaria um cenário diferente do observado em parte dos levantamentos divulgados recentemente no Estado, sem indicar, neste momento, uma vantagem considerada confortável para o governador Rafael Fonteles na disputa pelo Governo do Estado. Ainda conforme pessoas que afirmam conhecer os números, o senador Ciro Nogueira apareceria consolidado na disputa pelo Senado, enquanto a segunda vaga seria disputada por nomes ligados à base governista. A pesquisa não foi divulgada oficialmente, nem há informação pública sobre registro eleitoral do levantamento. Por isso, os dados citados não podem ser confirmados de forma independente. Em períodos pré-eleitorais, pesquisas internas costumam ser utilizadas pelas campanhas para orientar estratégias e não representam, necessariamente, o resultado das eleições.
OS MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS DO PIAUÍ JÁ DESENHAM SEUS FAVORITOS PARA DEPUTADO ESTADUAL.
Faltando pouco mais de três meses para as eleições, os cinco maiores colégios eleitorais do Piauí começam a desenhar os nomes que aparecem com mais força na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. A projeção considera o desempenho eleitoral anterior, a atuação política dos pré-candidatos e a movimentação dos grupos em cada região do Estado.
Teresina
Na capital, maior colégio eleitoral do Piauí, cinco nomes aparecem entre os mais cotados para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa:
- Draga Alana
- Fábio Novo
- Dr. Vinícius
- Enzo Samuel
- Pastor Gessivaldo
A disputa na capital reúne lideranças com atuação política, comunitária e religiosa.
Parnaíba
No segundo maior colégio eleitoral do Estado, os nomes que aparecem em evidência são:
- Gracinha Mão Santa
- Rubens Vieira
- Dr. Hélio
- Júnior Percy
- Flávio Júnior
Picos
No principal centro político da região de Picos, os nomes mais lembrados para a disputa são:
- Anayara Santos
- Dr. Erivelton
- Severo Eulálio
- Nerinho
- Dr. Thales
Piripiri
Na região dos Cocais, a disputa também deve ser concentrada entre lideranças conhecidas do eleitorado:
- Flávio Júnior
- Marden Menezes
- João Mádison
- Gracinha Mão Santa
- Júlio Filho
Floriano
Na Princesa do Sul, os nomes que aparecem entre os principais concorrentes são:
- Marcos Kalume
- Gustavo Neiva
- Fábio Xavier
- Marden Menezes
- Enéas Maia
O cenário ainda pode sofrer mudanças ao longo da campanha, mas a movimentação política já indica quais nomes chegam com maior competitividade nos principais colégios eleitorais do Estado.
DEMOCRATAS LANÇA JARDENYA BEZERRA COMO PRÉ-CANDIDATA AO GOVERNO DO PIAUÍ.
O partido Democratas confirmou nesta segunda-feira (13) o nome da jornalista e estudante de Biomedicina Jardenya Bezerra como pré-candidata ao Governo do Piauí nas eleições de 2026. A decisão faz parte da estratégia da legenda de disputar o Palácio de Karnak com candidatura própria. Além de Jardenya Bezerra, o partido definiu outros nomes para a eleição. A presidente estadual da sigla, Ravenna Castro, será pré-candidata ao Senado, enquanto o empresário João Ricardo foi escolhido como pré-candidato a vice-governador. Para a Presidência da República, o Democratas terá como pré-candidato Sued Haidar. Com a definição da chapa, o Democratas passa a integrar a disputa eleitoral no Piauí e apresenta seus nomes para concorrer aos principais cargos em 2026. A legenda amplia a presença de pré-candidaturas na corrida pelo Governo do Estado e pelo Senado, juntando-se aos demais partidos que já anunciaram seus projetos para as eleições.
PEC DA APOSENTADORIA ESPECIAL UNE CIRO E MARCELO EM APOIO AOS AGENTES DE SAÚDE.
Os senadores piauienses Ciro Nogueira e Marcelo Castro atuaram em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 14), que trata da aposentadoria especial e da valorização dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. A proposta prevê aposentadoria especial após 25 anos de atividade exclusiva para esses profissionais, considerando as condições de trabalho e a exposição permanente durante o exercício da função. Durante a tramitação no Senado Federal, os dois parlamentares participaram das articulações em torno da matéria. Ciro Nogueira defendeu o avanço da proposta, enquanto Marcelo Castro também manifestou apoio à PEC e ao reconhecimento dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Os agentes desempenham atividades ligadas à prevenção de doenças, acompanhamento das famílias e ações de saúde pública em municípios de todo o país, especialmente na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). A PEC 14 continua em tramitação no Congresso Nacional e é acompanhada pelas entidades que representam a categoria, que defendem a aprovação da proposta.
TONY RODRIGUES COBRA PARTICIPAÇÃO NAS DECISÕES DO PL PARA AS ELEIÇÕES DE 2026.
O pré-candidato do PL ao Governo do Piauí, Tony Rodrigues, usou as redes sociais para contestar declarações do vereador de Teresina Luiz André sobre os rumos do partido nas eleições de 2026. Em entrevistas, Luiz André afirmou que o PL estaria em conversas para apoiar o pré-candidato ao Governo pelo Progressistas, Joel Rodrigues e citou integrantes da direção estadual da legenda como participantes das tratativas. No vídeo publicado, Tony Rodrigues afirmou que decisões sobre o futuro do partido estão sendo discutidas sem a participação dele, apesar de ter colocado seu nome à disposição do PL para disputar o Governo do Estado. Tony também reafirmou a defesa de uma candidatura própria da legenda ao Palácio de Karnak e disse que o partido deve construir um projeto alinhado à direção nacional do PL. A manifestação evidencia posições diferentes dentro da sigla sobre a estratégia para as eleições de 2026. Enquanto parte da legenda defende uma candidatura própria, outro grupo mantém diálogo com o Progressistas sobre uma possível composição eleitoral.
TRE CONDENA WELLINGTON DIAS E FILHO POR CONDUTA VEDADA E APLICA MULTA.
A condenação do ministro Wellington Dias e de seu filho, Vinícius Dias, pela Justiça Eleitoral do Piauí por conduta vedada a agente público vai muito além do valor da multa aplicada. O episódio atinge diretamente o discurso da moralidade e da defesa das instituições, frequentemente utilizado pelo próprio grupo político do PT em seus embates nacionais e estaduais. Segundo o entendimento do TRE-PI, houve utilização de um evento oficial e da estrutura pública para favorecer politicamente a imagem de Vinícius Dias, apontado como um dos nomes da nova geração da família na política piauiense. A decisão da Justiça determinou multa e a retirada da publicação das redes sociais. O caso levanta uma pergunta inevitável: se a utilização da máquina pública para impulsionar projetos eleitorais é condenável quando praticada pelos adversários, por que seria aceitável quando envolve aliados ou integrantes do próprio grupo político? A condenação desmonta o discurso da superioridade moral que parte da classe política tenta sustentar perante a opinião pública. A legislação eleitoral existe justamente para impedir que quem ocupa o poder largue na frente na corrida eleitoral utilizando bens, eventos e estruturas que pertencem ao contribuinte. Embora a decisão não produza, neste momento, efeitos como inelegibilidade, o desgaste político é evidente. Em tempos de redes sociais e fiscalização permanente da opinião pública, a multa pode até ser pequena, mas o simbolismo da condenação é enorme. A Justiça Eleitoral deixou um recado claro: a máquina pública não pode se transformar em palanque e o patrimônio do Estado não pertence a governos, partidos ou famílias políticas, por mais influentes que sejam seus sobrenomes.
OAB PEDE A MORAES REVISÃO DE PROIBIÇÃO DE VISITA DE FLÁVIO BOLSONARO A JAIR BOLSONARO.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, ganhou um novo desdobramento. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou ao ministro a revisão da medida. Como Flávio Bolsonaro atua como advogado e está habilitado nos autos do processo envolvendo o ex-presidente, a OAB argumenta que a restrição pode atingir prerrogativas da advocacia e, por isso, deve ser reavaliada. No pedido encaminhado ao STF, a entidade defende que a comunicação entre advogado e cliente é um direito assegurado por lei e pede que Moraes reconsidere a proibição. Com a manifestação da OAB, o pedido de revisão da decisão passa a contar também com o posicionamento da principal entidade que representa os advogados do país. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o requerimento e decidir se mantém ou altera a restrição imposta ao senador Flávio Bolsonaro.