Um dia após participar do encontro da APPM, no qual o ministro Wellington Dias afirmou publicamente, ao lado do governador Rafael Fonteles, que a escolha do vice seria construída por meio de consenso entre o PT e os aliados governistas, o governador decidiu seguir caminho oposto. Sem aguardar qualquer rodada de articulação política, Rafael anunciou que a vaga de vice já está definida. O anúncio foi feito antes mesmo de o governador sair oficialmente de férias com a família e foi interpretado por críticos e aliados como um gesto abrupto, visto por muitos como o clássico embate entre criatura e criador. Wellington Dias foi o principal fiador político de Rafael Fonteles quando da sua eleição ao governo, há quatro anos, e esperava participar do processo decisório. Nos bastidores, aliados de Wellington classificaram a atitude como brusca e desrespeitosa, destacando que não houve diálogo prévio nem tentativa de construção política. Para esse grupo, Rafael dobrou a aposta ao anunciar unilateralmente a decisão, contrariando o discurso de consenso feito publicamente na véspera. O episódio ampliou o desgaste interno e foi interpretado como uma humilhação política ao ex-governador, aprofundando fissuras dentro do grupo que sustenta o governo estadual.
Wellington deve assumir a articulação política de Lula e promete reviravolta na chapa majoritária no Piauí.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, deverá assumir em abril o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), pasta responsável pela articulação política do governo Lula junto ao Congresso Nacional e às forças da base aliada. Trata-se de um cargo de natureza eminentemente política, com status ministerial e acesso direto à antessala do presidente, em pleno ano eleitoral. A mudança deve ocorrer com a desincompatibilização da atual ministra Gleisi Hoffmann, deputada federal pelo Paraná e presidente nacional do PT, que precisará deixar o cargo para disputar as eleições proporcionais de 2026. Nos bastidores do Palácio do Planalto, já é tratado como fato o convite feito por Lula a Wellington para assumir a SRI. À frente da articulação política, Wellington terá a missão de unificar e ampliar a base do governo, com atenção especial aos estados do Nordeste, como Ceará e Bahia, além de influenciar diretamente a construção e o alinhamento das chapas majoritárias nos estados. No Piauí, a movimentação tende a aprofundar o embate com o governador Rafael Fonteles. Aliados do ministro avaliam que, munido do peso político do cargo e do respaldo direto do presidente Lula, Wellington poderá atuar para reorganizar o cenário sucessório estadual, inclusive tentando interferir na composição da chapa governista. A leitura interna é de que a disputa não se encerra com o anúncio do vice. Com um posto estratégico no coração do Planalto, Wellington Dias retorna ao centro das decisões políticas, indicando que o conflito dentro do grupo governista piauiense tende a se intensificar ao longo do processo eleitoral.
MDB aceita ser cozinha do PT e ajuda a rebaixar seus próprios aliados.
O MDB do Piauí segue aceitando, sem grande constrangimento, o papel de coadjuvante no governo Rafael Fonteles. O partido não só admite perder a indicação do vice hoje ocupada por Temístocles Filho como também embarca na articulação para apoiar um vice do próprio PT, repetindo o enredo de 2018. Naquele ano, é bom lembrar, o então governador Wellington Dias não teve pudor em dar um balão no MDB e preterir Temístocles para impor Regina Souza. Ou seja, não há inocentes nessa história. Todos conhecem bem as regras do jogo. O que chama atenção agora é o grau de submissão. Lideranças do MDB, como João Mádison, têm sido usadas pelo Palácio de Karnak para difundir a tese de que Wellington Dias virou “passado” e que quem manda no processo eleitoral é exclusivamente Rafael Fonteles uma ironia para um partido que só sobreviveu politicamente por anos sob a sombra de Wellington. Nos bastidores, o MDB tenta justificar a perda do espaço jogando a culpa no próprio Wellington, alegando que ele teria entrado na disputa para emplacar o filho e, assim, “tirado” a vaga de Temístocles. O desfecho foi ainda mais amargo: Rafael Fonteles bancou um nome do PT, atropelando tanto o MDB quanto o ministro. Resultado: o MDB perde a vice, perde protagonismo e ainda ajuda a desidratar antigos aliados, tudo em nome de continuar sentado à mesa do poder mesmo que seja apenas na cozinha.
Lei de autoria do vereador Roncallin garante validade permanente de laudo para pessoas com DM1 em Teresina .
Foi sancionada a lei de autoria do vereador Roncallin que assegura validade por prazo indeterminado ao laudo médico pericial de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) no município de Teresina. A medida elimina a exigência de renovação periódica do documento para uma condição de caráter permanente. A iniciativa é considerada um avanço por reduzir a burocracia e trazer mais praticidade e respeito às pessoas que convivem com o diabetes tipo 1. A norma foi sancionada como Lei nº 6.312, de 23 de dezembro de 2025, e já está em vigor. A proposta reforça a importância de políticas públicas voltadas à simplificação de procedimentos e à atenção às dificuldades enfrentadas por pacientes com doenças crônica.
Presidente do TJ assume o Governo do Estado durante férias de Rafael Fonteles.
O governador Rafael Fonteles anunciou que se afastará do cargo por 10 dias de férias, período em que também estarão ausentes o vice-governador Themistocles e o presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio, que se ausentou temporariamente da presidência do Legislativo estadual. Com a ausência simultânea dos dois primeiros nomes da linha sucessória, o comando do Governo do Estado será exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Aderson Nogueira, conforme prevê a Constituição Estadual. A posse temporária do chefe do Judiciário no comando do Executivo é vista nos bastidores como um gesto de cortesia institucional do Governo do Estado em relação ao Tribunal de Justiça, reforçando a harmonia entre os poderes. Durante o período, o desembargador responderá pela governabilidade do Estado até o retorno do governador. A movimentação chama atenção pelo simbolismo de a cúpula do Judiciário estadual assumir, ainda que de forma interina, a chefia do Executivo piauiense.
Governo apoia preservação histórica da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo em Teresina.
Em mais uma ação que valoriza a memória e o patrimônio cultural do Piauí, o projeto da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, em Teresina, foi habilitado no Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (SIEC) 2025 da Secretaria de Estado da Cultura um dos mecanismos de fomento mais importantes do estado. A antiga igreja, primeiro templo católico da capital piauiense, cuja construção remonta ao início do povoamento de Teresina e cuja pedra fundamental foi lançada em 1850, é um ícone histórico que simboliza a fé e a identidade cultural da cidade. Com o apoio do governo estadual, articulado pelo deputado Fábio Novo junto à Secult, a obra de reforma e conservação do templo ganhará impulso, garantindo que a edificação esteja adequadamente preservada para os 200 anos de história que a igreja completará em 2027. O trabalho silencioso e dedicado do padre Antônio de Pinho, que já conduziu cerca de 70% da reforma do templo, agora recebe um reforço institucional que promete acelerar a conclusão dos serviços, respeitando a importância patrimonial e histórica do espaço. 
Silas Freire