Instituto que apontou 63% para Rafael em pesquisa recebeu R$ 146 mil em contratos da Secom

O instituto AtlasIntel, que mantém relação comercial com o poder público e aparece ligado a contratos que somariam cerca de R$ 146 mil, divulgou ontem pesquisa apontando ampla vantagem para o governador Rafael Fonteles. O resultado rapidamente provocou reação e desconfiança nos bastidores políticos. Além da proximidade comercial, outro fator veio a tona: a metodologia online e anônima utilizada pelo instituto. O formato dificulta mecanismos tradicionais de controle e fiscalização da amostragem, abrindo espaço para dúvidas sobre a confiabilidade dos números apresentados. O certo é que , quando um instituto com vínculo financeiro com o governo divulga números tão favoráveis ao chefe do Executivo, a imparcialidade da pesquisa passa inevitavelmente a ser contestada. No fim, a pesquisa serve para quem deseja acreditar. Mas, para boa parte da classe política, os números apresentados e a relação comercial entre AtlasIntel e governo acabam aumentando ainda mais a desconfiança sobre o levantamento.



PL aciona TSE contra AtlasIntel e denuncia suposta indução em pesquisa com áudio de Flávio Bolsonaro. 


O Partido Liberal (PL) ingressou no Tribunal Superior Eleitoral contestando a pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel após a inclusão de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro em seu questionário eleitoral. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o partido acusa o instituto de criar um ambiente de indução contra o pré-candidato bolsonarista.  De acordo com a ação, os entrevistados ouviam uma conversa atribuída a Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, antes de responderem avaliações políticas. O PL sustenta que o material poderia influenciar diretamente a percepção dos eleitores e comprometer a neutralidade da pesquisa. A CNN divulgou ainda que o pedido inicialmente seria analisado por uma ministra auxiliar da propaganda eleitoral no TSE. No entanto, o PL requereu que o caso fosse encaminhado diretamente ao presidente da Corte, ministro Nunes Marques, alegando urgência diante da gravidade da situação e pedindo providências imediatas para impedir o que classificou como “manipulação” em pesquisas de opinião pública.    A AtlasIntel afirmou à CNN que o áudio foi reproduzido apenas após o encerramento do questionário principal e que não teria impacto sobre os cenários eleitorais medidos pelo levantamento. 


Empenhos milionários para empresas ligadas ao 180 Graus levantam questionamentos e podem ser alvo de investigação do MP. 

Documentos de empenho do Governo do Estado do Piauí mostram valores destinados a contratos relacionados à realização de feiras, treinamentos e eventos ligados ao programa Avança Piauí, por meio da Secretaria de Turismo, envolvendo empresa ligada ao portal 180 Graus. Os registros apontam recursos destinados a serviços classificados como “Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica”, contemplando ações de empreendedorismo, turismo e economia criativa em municípios como Teresina, Piripiri e São Raimundo Nonato. Os valores chamam atenção pelo volume dos contratos e pela ligação da empresa com um portal de notícias que frequentemente divulga pautas relacionadas às ações do governo Rafael Fonteles. Somados, os empenhos apresentados indicam contratos de alto valor destinados à realização de eventos e ações institucionais financiadas com recursos públicos. Com a repercussão do caso, aumentam os pedidos por análise da regularidade dos contratos, da execução dos serviços prestados e da aplicação dos recursos. A discussão gira em torno da transparência e da utilização dos recursos públicos, tema que segue repercutindo nos bastidores políticos do estado.

Ciro reage a rumores sobre recuo e exibe força com apoio de mais de 200 prefeitos em Brasília

Durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o senador Ciro Nogueira demonstrou força política ao receber, em seu gabinete, a visita e o apoio de mais de 200 prefeitos piauienses e lideranças municipais. Em conversa com a imprensa, Ciro rebateu rumores de que poderia mudar sua estratégia eleitoral para 2026 e desistir da disputa por uma vaga ao Senado Federal. O senador foi enfático ao afirmar que essa narrativa estaria sendo criada por “milícias digitais patrocinadas pelo governo Rafael Fonteles”. Ciro disse seguir firme no projeto de reeleição, sustentado pelo apoio popular e pelas lideranças políticas do estado. “Como recuar estando em primeiro lugar nas pesquisas e com o apoio do povo e das lideranças?”, declarou. Ainda segundo aliados presentes no encontro, Ciro apareceu entusiasmado e confiante com a mobilização dos prefeitos durante a agenda em Brasília. O clima no gabinete foi interpretado como demonstração de força política e de articulação visando as eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio ao cenário de pré-campanha no Piauí, onde os bastidores da sucessão estadual começam a ganhar intensidade entre governo e oposição. 

No PT, derrota de Ciro vira obsessão de Fábio Novo, enquanto Rafael evita confronto direto com prefeitos. 

Fonte:Aqui

Nos bastidores do PT do Piauí, já existem diferenças claras sobre a estratégia para enfrentar o senador Ciro Nogueira nas eleições de 2026. Embora o desejo de derrotar o líder progressista seja tratado como prioridade dentro do grupo governista, o tom adotado por algumas lideranças começa a revelar divisões internas e preocupações eleitorais. No encontro do PT realizado no último fim de semana, o deputado Fábio Novo subiu o tom ao afirmar que uma derrota de Ciro Nogueira “seria o maior presente para o Brasil e para o presidente Lula”. A declaração foi interpretada por aliados como uma demonstração pessoal de enfrentamento político e até de birra eleitoral contra o senador. Já o governador Rafael Fonteles adotou discurso mais cauteloso durante agenda em Brasília. Ao comentar a eleição de 2026, Rafael afirmou que irá orientar os piauienses a votarem nos parlamentares ligados à base do governo e no projeto do presidente Lula, mas evitou radicalizar na disputa pelas vagas do Senado. A postura do governador foi vista por líderes políticos como um movimento estratégico para não criar atritos com prefeitos e lideranças municipais que mantêm proximidade política com Ciro Nogueira. Nos bastidores, cresce a avaliação de que transformar a disputa pelo Senado em uma obsessão pessoal pode acabar dividindo a base governista e provocando perda de votos importantes no interior. Aliados do Palácio de Karnak admitem que Rafael também deseja derrotar Ciro politicamente, mas entendem que o governador tenta equilibrar o discurso para preservar alianças municipais. Já Fábio Novo estaria assumindo um enfrentamento mais direto, elevando o tom contra o senador progressista e pressionando o PT a transformar a eleição senatorial em um verdadeiro troféu político. O problema, segundo lideranças ouvidas nos bastidores, é que muitos prefeitos preferem cautela. Há receio de que uma guerra aberta contra Ciro Nogueira provoque desgaste dentro das próprias bases municipais, especialmente em cidades onde o senador mantém forte influência política e eleitoral.

Perda de verba federal expõe falta de responsabilidade da gestão de Luís Correia com a educação. 

A investigação aberta pelo Ministério Público do Piauí contra a gestão da prefeita Maninha Fontenele trouxe à tona um problema grave: a perda de recursos federais da educação por descumprimento de metas educacionais no município de Luís Correia. O caso envolve a exclusão da cidade da complementação-VAAR do Fundeb, verba federal destinada justamente a municípios que conseguem avançar na qualidade do ensino e no cuidado com estudantes em situação de vulnerabilidade social. A situação revela falta de responsabilidade administrativa com a educação pública e levanta preocupação sobre o acompanhamento dado às crianças da rede municipal. Enquanto outros municípios conseguem cumprir metas e garantir investimentos, Luís Correia acabou ficando fora da lista de cidades aptas a receber os recursos. O Ministério Público agora cobra explicações da prefeitura sobre o descumprimento dos indicadores educacionais e sobre as medidas adotadas para combater evasão escolar, melhorar o aprendizado e reduzir desigualdades dentro das escolas municipais. A perda dos recursos atinge diretamente os alunos, especialmente os mais pobres, que dependem da estrutura pública de ensino.