TCE suspende licitação de R$ 76 milhões da Prefeitura de Teresina e aponta possíveis irregularidades.

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 76 milhões da Prefeitura de Teresina, destinada à contratação do transporte escolar da rede municipal. A decisão cautelar foi assinada pelo conselheiro Alisson Felipe de Araújo, após análise técnica que identificou possíveis falhas no edital. Entre os pontos levantados está a ausência de previsão de cotas para micro e pequenas empresas, exigência prevista em lei para ampliar a competitividade e garantir maior participação no processo licitatório. A medida levanta questionamentos sobre a condução do certame, especialmente por se tratar de um contrato de alto valor que envolve recursos públicos. A suspensão ocorre durante a gestão do prefeito Sílvio Mendes, que tem como uma de suas bandeiras administrativas o rigor na gestão e a responsabilidade com o dinheiro público. Com a decisão do TCE, o processo licitatório fica suspenso até que a Prefeitura de Teresina apresente esclarecimentos e realize eventuais correções no edital. O caso passa agora a ser acompanhado de perto pelos órgãos de controle, diante da necessidade de total transparência em contratos dessa magnitude.


Aniversário de Wellington expõe frieza política e isolamento de Rafael Fonteles. 


A comemoração dos 64 anos do ministro Wellington Dias acabou revelando mais do que uma simples celebração. Nos bastidores, o evento evidenciou um clima de frieza política envolvendo o governador Rafael Fonteles dentro do próprio campo petista. Um dos pontos que mais chamou atenção foi a postura do deputado federal Guilherme Boulos. Durante sua participação, Boulos chegou a pedir votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não citou em nenhum momento a reeleição de Rafael Fonteles, gesto interpretado por observadores como sinal de distanciamento político. Até o fechamento desta coluna, Boulos também não havia feito qualquer registro em suas redes sociais ao lado do governador, mesmo tendo participado de uma agenda pública marcada justamente pelo aniversário de Wellington Dias. Outro detalhe que repercutiu nos bastidores foi a caravana de aliados petistas que saiu de Amarante rumo à comunidade quilombola Mimbó, mobilizada em torno da agenda de Wellington Dias, mas sem a presença de Rafael Fonteles entre os nomes destacados. Nem mesmo nas redes sociais do ministro o governador teve grande destaque. Na principal foto publicada sobre a celebração, o rosto de Rafael acabou parcialmente encoberto pelas velas que marcavam os 64 anos de Wellington. Nos bastidores do PT, a leitura é de que o clima entre as principais lideranças do partido no Piauí está azedado, em meio às discussões sobre as composições e candidaturas majoritárias. Diante desse cenário, cresce a expectativa de que o ex-ministro José Dirceu venha a Teresina para tentar aparar arestas e reorganizar o tabuleiro político dentro do PT no estado. 


Decisão de Flávio Dino suspende quebra de sigilo na CPI do INSS e acirra tensão entre STF e Congresso. 

Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a provocar forte reação política em Brasília ao suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida atinge investigações que haviam sido aprovadas pela CPMI do INSS, incluindo pedidos de quebra de sigilo relacionados ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão liminar, Dino argumentou que os requerimentos foram aprovados em votação “em bloco” e sem fundamentação individualizada, o que, segundo ele, violaria garantias constitucionais de sigilo e devido processo legal. Com isso, determinou a suspensão da execução das quebras de sigilo até nova análise ou votação individual pela comissão. A decisão, porém, provocou reação imediata no Congresso. O presidente da CPI afirmou ter recebido o despacho com “indignação institucional”, alegando que a medida interfere no trabalho investigativo do Parlamento e afeta o equilíbrio entre os poderes da República.Nos bastidores de Brasília, a decisão ampliou o debate sobre os limites entre Judiciário e Legislativo, especialmente quando se trata do poder das CPIs, que tradicionalmente possuem prerrogativa de investigação semelhante à de autoridades judiciais. O episódio ocorre em meio a uma crise política envolvendo denúncias de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, um escândalo que atingiu diretamente idosos e pensionistas e que está sendo apurado pelo Congresso. Para críticos da decisão, a suspensão das quebras de sigilo pode retardar ou enfraquecer o avanço das investigações, justamente em um caso que envolve recursos de beneficiários do sistema previdenciário brasileiro. Enquanto isso, em Brasília, cresce a disputa política entre governo e oposição sobre os rumos da investigação  e sobre até onde podem ir os poderes de uma CPI diante da intervenção do Supremo.

Citação a “Ciro” em mensagens de banqueiro gera debate, mas deputado diz que não é senador do Piauí

Reportagem da Coluna do Estadão trouxe novos detalhes sobre mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais aparece a menção ao nome “Ciro”. Segundo a publicação, o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) afirmou que a referência não seria ao senador piauiense Ciro Nogueira (PP-PI), mas ao advogado Ciro Soares. De acordo com o relato divulgado, a Polícia Federal identificou diálogos entre o parlamentar e o empresário. Em uma das mensagens, Pinato escreve: “Oi, amigo, precisamos fazer a videoconferência, eu, você e Ciro”. Vorcaro responde: “Opa, vamos. Só me chamar”. Dias depois, o banqueiro volta a perguntar quando a conversa poderia ocorrer. A Coluna do Estadão também relata que um ex-advogado de Vorcaro confirmou que a referência nas mensagens seria ao advogado Ciro Soares, reforçando a versão apresentada pelo deputado paulista. Além dessas conversas, também vieram à tona diálogos pessoais atribuídos a Vorcaro, inclusive com a namorada, nos quais ele menciona “Ciro” como um amigo estimado. No entanto, após o desmentido feito por Fausto Pinato, não há clareza sobre a quem exatamente o banqueiro se referia  se ao senador Ciro Nogueira ou ao advogado Ciro Soares. No Piauí, setores ligados ao Partido dos Trabalhadores, próximos ao governador Rafael Fonteles, passaram a explorar politicamente o episódio para tentar associar o caso ao senador. Apesar da repercussão política, as informações divulgadas até o momento indicam que a situação ainda é confusa e considerada prematura para estabelecer qualquer ligação direta, especialmente após o próprio deputado Fausto Pinato afirmar que a referência não seria ao senador piauiense.

Mesmo sendo investigado, vida íntima de Vorcaro não pode virar espetáculo policial


A investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, pode até revelar crimes graves e merece ser conduzida com rigor. Quem comete irregularidades deve responder perante a lei. No entanto, uma coisa é investigar crimes; outra, bem diferente, é transformar a vida íntima do investigado em material de exposição pública. Trechos de conversas pessoais e íntimas atribuídas ao banqueiro passaram a circular mesmo sem qualquer relação direta com os fatos investigados. Esse tipo de divulgação levanta um debate importante sobre os limites da atuação das autoridades, inclusive da Polícia Federal. A própria legislação brasileira estabelece limites claros. A Lei 9.296 determina que interceptações ou gravações que não tenham interesse para a prova devem ser descartadas. Ou seja, aquilo que diz respeito apenas à intimidade das pessoas não deveria sequer permanecer nos autos, muito menos ser exposto. Combater o crime é obrigação do Estado. Mas preservar o Estado de Direito também é. Transformar investigações em espetáculo ou devassar a vida privada de alguém, sem ligação com o crime investigado, não fortalece a Justiça  pelo contrário, enfraquece as instituições. Se Daniel Vorcaro cometeu crimes, que responda por eles. Mas a lei não autoriza que a intimidade de qualquer cidadão culpado ou inocente  seja tratada como entretenimento investigativo.


Revolta no Minha Casa Minha Vida: mães e pais denunciam possíveis irregularidades em seleção da Prefeitura de Piripiri. 

 

A distribuição de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Piripiri está provocando forte reação popular contra a gestão da prefeita Jove Oliveira. Dezenas  e possivelmente centenas  de mães e pais procuraram a coluna e o Portal Encarando.com para  denunciar o que consideram injustiça e possíveis irregularidades nos critérios de escolha dos beneficiários. Segundo os relatos, várias famílias afirmam que seus cadastros podem ter sido alterados ou descaracterizados durante o processo de seleção. Algumas mães relatam que, no cadastro inicial, constavam corretamente informações sobre a composição familiar  inclusive com três filhos ou mais. No entanto, quando a lista de contemplados foi divulgada e os cadastros reabertos para consulta, essas mesmas famílias afirmam que as informações sobre os filhos não apareciam mais, o que reduziria a prioridade social dessas famílias no programa. Moradores que acompanharam o processo levantam a suspeita de que o processo de escolha possa ter sido desvirtuado em larga escala, com estimativas de até 70% de inconsistências nas seleções, segundo relatos encaminhados à coluna. A justificativa apresentada por setores ligados à Prefeitura seria a de que parte das moradias foi destinada a pessoas em situação de rua, priorizadas dentro dos critérios sociais do programa federal. Entretanto, moradores contestam essa explicação. Segundo eles, Piripiri não possui uma população tão grande de pessoas em situação de rua que justificasse uma parcela tão significativa das unidades habitacionais. O resultado é indignação crescente entre famílias de baixa renda que aguardavam há anos pela oportunidade de conquistar a casa própria. Diante da gravidade das denúncias, cresce a pressão para que haja transparência e esclarecimentos públicos sobre o processo de seleção. A coluna irá acompanhar e toda essa situação será amplamente explanada, exibida e debatida nos próximos programas da Silas TV, onde moradores, denúncias e questionamentos sobre o processo de escolha do Minha Casa Minha Vida em Piripiri serão apresentados ao público.

OAB-PI critica proposta de parcelamento do IPTU e cobra revisão dos valores em Teresina

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI) reagiu à proposta da Prefeitura de Teresina de encaminhar à Câmara Municipal um projeto para parcelamento do IPTU, afirmando que a medida não resolve o problema central do imposto. Segundo o presidente da entidade, Raimundo Júnior, dividir a cobrança não corrige o que a Ordem considera um erro de origem: a forma como o imposto foi recalculado. Para a OAB, o IPTU precisa passar por uma reavaliação completa, com rediscussão dos critérios e escalonamento dos valores, e não apenas por um parcelamento da cobrança. A entidade sustenta que pareceres jurídicos apontam irregularidades na metodologia de avaliação aplicada no imposto, o que, na visão da Ordem, compromete a legalidade e a justiça tributária para os contribuintes da capital. A OAB também informou que já convocou a Prefeitura para reuniões institucionais, mas os encontros teriam sido remarcados e adiados, o que tem ampliado a tensão no debate sobre o tema. Diante do impasse, a Ordem afirmou que está preparada para agir dentro da esfera jurídica e institucional, com o objetivo de evitar que, segundo suas palavras, o teresinense seja penalizado por uma cobrança considerada desproporcional.