Denúncia grave no GAECO questiona contratos da Saúde do Piauí com empresa citada no impeachment do ex-governador Wilson Witzel.

Uma denúncia considerada grave foi protocolada no Ministério Público do Estado do Piauí e encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), levantando suspeitas sobre contratos firmados pela Secretaria de Saúde do Estado do Piauí com organizações sociais responsáveis pela gestão de hospitais e serviços públicos de saúde. A representação foi apresentada pelo advogado Jacinto Teles, ex-vereador de Teresina pelo PT. Segundo ele, a iniciativa da denúncia também foi motivada por uma preocupação pessoal e social, já que membros de sua família dependem diretamente da rede pública hospitalar do estado. De acordo com o documento encaminhado ao Ministério Público, há indícios de falhas graves de fiscalização e possíveis irregularidades nos contratos firmados com Organizações Sociais de Saúde (OSS). A denúncia cita apontamentos feitos em relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), que teria identificado fragilidades no controle e na supervisão dos serviços terceirizados de saúde. Um dos pontos considerados mais preocupantes, segundo a representação, diz respeito ao modelo de remuneração adotado em alguns contratos. Conforme descrito nos documentos, cerca de 90% dos valores pagos às organizações sociais seriam repassados de forma fixa, independentemente do desempenho ou do cumprimento de metas assistenciais. Apenas uma pequena parcela estaria vinculada à performance dos serviços prestados, o que, na avaliação do autor da denúncia, enfraquece os mecanismos de controle e eficiência da gestão hospitalar. Entre as entidades citadas está a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), sediada em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A instituição já apareceu em investigações no estado fluminense relacionadas ao escândalo na área da saúde que culminou no Impeachment de Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro, além de investigações que resultaram na prisão do dirigente partidário Everardo Pereira. Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público do Piauí, o histórico da entidade reforçaria a necessidade de uma análise rigorosa sobre sua atuação em contratos públicos. Também é mencionada a Sociedade Brasileira Caminho de Damasco, entidade com sede em Garça (SP), que, segundo o documento apresentado, acumularia grande número de processos judiciais em diferentes regiões do país, situação que levanta questionamentos sobre sua atuação na gestão de serviços de saúde. A denúncia pede que o GAECO instaure investigação para apurar todos os contratos firmados pela Secretaria de Saúde com organizações sociais a partir de 2023, além da adoção de medidas investigatórias para esclarecer eventuais responsabilidades administrativas ou criminais. Os fatos narrados na representação dizem respeito ao período em que a Secretaria de Saúde era comandada por Antônio Luiz Soares Santos, atualmente titular da Secretaria de Segurança Pública do estado. Diante da gravidade das informações apresentadas, o autor da denúncia solicita que o Ministério Público aprofunde a investigação para esclarecer se houve irregularidades na aplicação de recursos públicos da saúde no Piauí e se o modelo de contratação adotado comprometeu a qualidade da assistência prestada à população.


Prefeitura de Teresina mantém silêncio sobre cancelamento de licitação do transporte escolar pelo TCE. 

A decisão do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) de cancelar a licitação do transporte escolar da Prefeitura de Teresina, após apontar irregularidades no processo, segue sem explicações convincentes por parte da gestão municipal. Mesmo com a repercussão do caso, a prefeitura ainda não apresentou esclarecimentos públicos sobre as falhas identificadas pelo órgão de controle nem sobre quais providências serão adotadas para corrigir o problema. Chama atenção o fato de que nem o prefeito Silvio Mendes nem o secretário municipal de Educação, Ismael Silva vieram a público tratar do assunto. O silêncio contrasta com o discurso de transparência frequentemente defendido pela administração. Enquanto isso, permanece a cobrança da sociedade por respostas claras sobre um processo que envolve recursos públicos e um serviço essencial para os estudantes da rede municipal. 


Pesquisa de bastidores 01-  Queda  de Rafael Fonteles acende alerta no Karnak. 

Uma pesquisa de opinião pública realizada na semana passada por um instituto ligado a setores do Palácio de Karnak começou a circular nos bastidores da política do Piauí e teria apontado queda na avaliação do governador Rafael Fonteles. Segundo relatos de interlocutores que tiveram acesso ao levantamento, a sondagem foi realizada em 49 municípios distribuídos em 12 territórios de desenvolvimento do estado. A pesquisa, no entanto, não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, razão pela qual seus números detalhados não podem ser oficialmente divulgados por esta coluna. Ainda assim, a informação que circula entre lideranças políticas indica que o governador teria registrado queda de 11 pontos percentuais em relação à sondagem anterior realizada pelo mesmo instituto. No levantamento passado, Rafael Fonteles aparecia com mais de 80% de pontuação sobre eventuais adversários, enquanto na medição mais recente teria recuado para a casa dos 70%. Nos bastidores, analistas políticos atribuem o desgaste a alguns episódios recentes. Entre eles, a repercussão da cobrança relacionada ao excedente de energia gerada por placas solares, medida que provocou reação negativa de consumidores e produtores de energia. Também teria pesado a repercussão de um episódio ocorrido no município de Amarante, quando uma moradora confrontou o governador durante agenda pública e o chamou de “sem coração”, vídeo que ganhou grande circulação nas redes sociais. Outro fator citado por interlocutores seria o clima político mais frio entre o governador e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, líder histórico do grupo governista no estado e responsável por lançar Rafael como sucessor no comando do Palácio de Karnak. Apesar da queda apontada no levantamento, o estudo indicaria que o desgaste não foi capitalizado diretamente pela oposição. O que teria crescido, segundo relatos, seria o número de eleitores indecisos ou que preferiram não opinar. Mesmo sem divulgação oficial, o conteúdo da pesquisa já circula entre aliados e adversários e acendeu sinal de alerta dentro do governo. A avaliação entre estrategistas políticos é que, se a tendência se confirmar em novos levantamentos, o favoritismo de Rafael Fonteles poderá começar a enfrentar seus primeiros sinais de desgaste no cenário eleitoral do estado.

Pesquisa de bastidores 02- Karnak aponta disputa equilibrada para o Senado e acende alerta no governo. 

Uma pesquisa de opinião pública realizada recentemente por um instituto ligado a setores do Palácio de Karnak continua repercutindo nos bastidores da política do Piauí. O levantamento, feito em 49 municípios distribuídos por 12 territórios de desenvolvimento, não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral e, por isso, seus números oficiais não podem ser divulgados por esta coluna. Além de apontar queda de 11 pontos na avaliação do governador Rafael Fonteles em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, a sondagem também teria testado o cenário para o Senado Federal do Brasil. Segundo relatos de interlocutores que tiveram acesso ao levantamento, o cenário indicado pela pesquisa mostraria uma divisão das duas vagas ao Senado, com um nome ligado ao governo e outro da oposição. Nos bastidores, a leitura política que circula no Karnak aponta que o senador Ciro Nogueira, principal líder da oposição no estado, apareceria em posição consolidada na disputa. Já entre os nomes do campo governista, o levantamento indicaria desempenho competitivo do senador Marcelo Castro, aliado do Palácio de Karnak e integrante da base política do governo estadual. Mesmo sem divulgação oficial dos números, o cenário descrito por aliados teria despertado preocupação dentro do governo, principalmente pelo fato de a liderança de Ciro Nogueira aparecer consolidada mesmo em um levantamento produzido por um instituto próximo ao próprio ambiente palaciano. Nos bastidores, interlocutores relatam que a reação teria sido imediata. Perfis e grupos ligados à comunicação política do governo intensificaram críticas ao senador nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. Parte das postagens passou a explorar menções ao nome do parlamentar em noticiários nacionais relacionados ao caso envolvendo o banco Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal do Brasil. As publicações, segundo observadores políticos, têm adotado tom mais agressivo e apelativo, o que para analistas seria reflexo da preocupação do núcleo político do governo com o desempenho do senador da oposição no cenário eleitoral projetado pela sondagem. Mesmo sem validade oficial por não estar registrada na Justiça Eleitoral, a pesquisa segue circulando entre lideranças partidárias e assessores políticos e passou a alimentar debates sobre o cenário da sucessão estadual e da disputa pelas vagas no Senado em 2026.

PT troca José Dirceu por José Guimarães no Piauí e vira alvo de ironia: sai o “ex-presidiário”, entra o “dinheiro na cueca”. 

A tentativa do Partido dos Trabalhadores de reduzir a repercussão negativa sobre a possível presença de José Dirceu nas articulações políticas no Piauí acabou gerando ainda mais comentários nos bastidores. Com o recuo do nome de Dirceu, passou a circular agora o do deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara dos Deputados do Brasil, para acompanhar as conversas políticas no estado. A mudança rapidamente virou motivo de crítica e ironia entre adversários políticos: “sai de campo o ex-presidiário e entra em campo o dinheiro na cueca.”Para críticos, a troca não resolve o desgaste e apenas reacende episódios polêmicos ligados a figuras históricas do partido. Nos bastidores, a avaliação é que a tentativa de apagar uma crise acabou alimentando outra.

Aluno assiste aula de guarda-chuva em escola estadual no Piauí e expõe contraste com discurso de “educação de excelência”. 

Um vídeo que circulou nas redes sociais no último fim de semana mostra um estudante assistindo aula com um guarda-chuva aberto dentro da sala da Unidade Escolar João Martins, localizada no município de Marcos Parente, no interior do Piauí. O motivo é simples e constrangedor: a chuva atravessa o teto da sala por meio de goteiras, obrigando o aluno a se proteger dentro do próprio ambiente de ensino. As imagens rapidamente se espalharam pela internet e provocaram indignação entre moradores e internautas. No vídeo, o estudante aparece sentado na carteira, segurando o guarda-chuva durante a aula, enquanto a água escorre do teto da escola. A cena contrasta com a narrativa oficial do governo do Estado, liderado pelo governador Rafael Fonteles, que frequentemente divulga nas redes sociais e em campanhas institucionais a ideia de que o Piauí vive um momento de “educação de excelência”. Para críticos da gestão, o episódio revela uma realidade diferente daquela apresentada na propaganda oficial. Se alunos precisam recorrer a guarda-chuvas dentro da sala para assistir aula, dizem, a excelência anunciada estaria mais presente nas peças publicitárias e nas redes sociais do que nas condições físicas de algumas escolas da rede pública. Após a repercussão do vídeo, a Secretaria de Estado da Educação informou que enviou uma equipe técnica para avaliar a situação da unidade escolar e realizar reparos na estrutura. O caso reacende o debate sobre a infraestrutura das escolas públicas e levanta questionamentos sobre a distância entre o discurso institucional e a realidade enfrentada por parte dos estudantes da rede estadual.

PV se organiza para 2026, reforça chapa proporcional e pode eleger até três parlamentares no Piauí. 

O Partido Verde no Piauí saiu na frente na articulação de sua chapa proporcional para as eleições de 2026 dentro da federação com o Partido dos Trabalhadores. A sigla já trabalha com nomes competitivos tanto para a Assembleia Legislativa do Piauí quanto para a Câmara dos Deputados do Brasil. Entre os principais nomes está o da ex-deputada estadual Tereza Britto, principal liderança do partido no estado e que articula o retorno ao parlamento estadual. Outro nome que entra na disputa é o do advogado criminalista Breno Macedo. Ele foi indicado para a corrida eleitoral após a decisão da deputada estadual Bárbara do Firmino de não disputar a reeleição. A estratégia do grupo político é manter a cadeira ligada ao legado do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho. A chapa também deve ganhar reforço com a filiação do deputado estadual Ziza Carvalho, que deve deixar o MDB para ingressar no PV e disputar a reeleição pela nova sigla. Para a Câmara Federal, o partido trabalha o nome do delegado Charles Pessoa, que vem se destacando na área da segurança pública e surge como uma das apostas da legenda para a disputa de deputado federal. Com a chapa sendo estruturada antecipadamente, dirigentes do partido avaliam que o PV pode chegar competitivo ao pleito, com potencial para eleger até dois deputados estaduais e um deputado federal dentro da federação. O tema será debatido no programa Vai Encarar, da Silas TV, nesta segunda-feira, a partir das 12h30. Um dos entrevistados será Breno Macedo, que falará sobre a decisão de entrar na disputa eleitoral e os planos políticos para as eleições de 2026.