Guerra silenciosa pela sucessão já movimenta o Palácio da Cidade.

Embora o calendário eleitoral ainda esteja distante do pleito municipal, os bastidores da Prefeitura de Teresina já vivem um clima de disputa antecipada pela sucessão do prefeito Silvio Mendes. Nos corredores do Palácio da Cidade, aliados relatam uma “guerra fria” entre dois polos de influência dentro da atual gestão. De um lado, o vice-prefeito Jeová  Alencar, que teria assumido compromisso político ainda na campanha de que Silvio não disputaria reeleição e o apoiaria para comandar o município na sucessão. De outro, o secretário municipal de Planejamento, Marco Antônio Ayres, considerado hoje o principal articulador interno da administração. Nos bastidores, Marco Antônio Ayres é apontado como o “primeiro-ministro” da gestão, concentrando poder estratégico e influência sobre decisões administrativas e políticas. Interlocutores afirmam que ele trabalha de forma discreta para viabilizar seu nome como alternativa à sucessão, construindo pontes junto a vereadores e fortalecendo alianças na base governista. Ainda segundo relatos políticos, há movimentações relacionadas à liberação de emendas parlamentares e articulações na Câmara Municipal, inclusive com influência na disputa interna que levou à eleição de Bruno Vilarinho para a presidência da Casa. As articulações teriam como pano de fundo a consolidação de um grupo político alinhado ao núcleo estratégico do governo. O ambiente, embora externamente institucional, é descrito por aliados como tenso. Secretários e vereadores estariam desconfortáveis com a antecipação do debate sucessório, temendo que a disputa interna prejudique a governabilidade. O cenário municipal guarda semelhança com o que já é comentado nos bastidores do Palácio de Karnak, onde movimentações políticas antecipadas envolvendo Rafael Fonteles e Wellington Dias projetam articulações com foco em 2030. No Palácio da Cidade, a lógica parece semelhante: a sucessão entrou no radar antes mesmo do calendário permitir.  Publicamente, os discursos  é de foco administrativo. Nos bastidores, porém, a corrida já começou.



Prefeito de Marcolândia contrata posto em Pernambuco e vai gastar R$ 4,1 milhões com combustível. 

O prefeito de Marcolândia, Dr. Corinto Matos (MDB), firmou contrato no valor de R$ 4.195.132,50 para fornecimento de combustíveis destinados à frota municipal. O que chama atenção é que o abastecimento será feito em um posto localizado em Araripina, cidade vizinha no estado de Pernambuco, apesar de Marcolândia contar com postos de combustíveis em seu próprio território e também em municípios próximos dentro do Piauí. O contrato, com vigência até janeiro de 2027, prevê fornecimento parcelado e sob demanda para atender veículos próprios, locados e cedidos da prefeitura e secretarias. Outro ponto que levanta questionamentos é o volume financeiro envolvido. Segundo informações públicas, a prefeitura possui menos de seis veículos próprios. Diante disso, o montante de R$ 4,1 milhões em combustíveis desperta debate sobre a proporcionalidade do gasto. A contratação foi realizada por meio de credenciamento eletrônico. Até o momento, não houve detalhamento público sobre a estimativa de consumo mensal, quantidade prevista de litros ou justificativa técnica para a escolha de fornecedor fora do estado.


Teresina enfrenta mato alto e sujeira na Zona Leste, e gestão Silvio Mendes é cobrada por solução definitiva. 

Moradores da Zona Leste de Teresina denunciam que ruas e calçadas seguem tomadas por mato alto e acúmulo de lixo, inclusive em áreas consideradas nobres da capital. As imagens que acompanham esta reportagem foram registradas nas proximidades da Avenida Dom Severino e no entorno do condomínio Goldenville, região de intenso fluxo de veículos e pedestres. Segundo relatos de moradores, o matagal já compromete a visibilidade em cruzamentos, oferecendo risco tanto para motoristas quanto para quem precisa atravessar as vias. Em alguns trechos, a vegetação invade calçadas e dificulta a circulação. A situação reacende cobranças ao prefeito Silvio Mendes. Embora a atual gestão tenha feito críticas à administração anterior, comandada por Dr. Pessoa, moradores afirmam que já se passou mais de um ano desde o início do novo mandato, tempo considerado suficiente para que serviços básicos como limpeza urbana e capina estivessem plenamente regularizados. A Prefeitura tem anunciado medidas para reorganizar a coleta e os contratos de limpeza, mas, na prática, moradores dizem que ainda não percebem melhora consistente em diversos pontos da cidade. A população cobra providências imediatas, especialmente em áreas de grande circulação, onde a falta de manutenção já ultrapassa o campo da estética e passa a representar questão de segurança pública.


Após carta aberta, encontro entre Wellington e Rafael expõe clima de indiferença e recados indiretos na Alepi. 

O reencontro entre o ministro Wellington Dias e o governador Rafael Fonteles, durante evento realizado na sede da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), foi marcado por um clima de aparente cordialidade institucional, mas com sinais claros de distanciamento político. A solenidade, promovida pelo ministério comandado por Wellington, reuniu prefeitos de diversas regiões para a entrega de vans a municípios piauienses. Apesar das tentativas públicas de demonstrar normalidade, o ambiente foi descrito por aliados como de “indiferença calculada” entre as duas principais lideranças do grupo governista. Questionado sobre a recente carta aberta que divulgou, Wellington Dias afirmou que “falta humildade, falta união” e destacou que conquistas coletivas só são possíveis quando se deixa de agir por interesses individuais em favor do interesse público. Sem citar nomes, defendeu que momentos de integração estadual, como o da entrega dos veículos, exigem desprendimento e espírito coletivo. Nos bastidores, as declarações foram interpretadas como um recado direto ao Palácio de Karnak, especialmente diante da decisão do governador de fortalecer o nome do vice-governador Washington Bandeira como peça central de um projeto político futuro. Para interlocutores, as palavras do ministro tiveram endereço certo. Enquanto Rafael manteve postura institucional e evitou embates públicos, Wellington reforçou a defesa do diálogo e da construção coletiva, sinalizando incômodo com o que aliados classificam como postura centralizadora dentro do próprio grupo. O episódio evidencia que, apesar da unidade formal no campo político, as tensões internas seguem latentes agora expostas em declarações que, embora indiretas, soaram como mensagens claras em um palco compartilhado.


Relação de Lulinha com lobista investigado no escândalo do INSS amplia desgaste político para o governo Lula. 

A admissão de que manteve relações e viagens ao exterior com lobista investigado por suspeitas de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) coloca o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no centro de um dos episódios mais delicados do cenário político nacional. Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele confirmou que esteve em Portugal com o investigado, inclusive com despesas de viagem custeadas pelo lobista. Embora negue ter participado de irregularidades ou fechado negócios, a revelação da proximidade com um personagem apontado como operador de fraudes contra aposentados amplia a repercussão e a pressão sobre o governo. As investigações conduzidas pela Polícia Federal apuram um esquema de descontos indevidos e repasses suspeitos que teriam causado prejuízos milionários a beneficiários do INSS. O caso já é explorado politicamente por adversários do Planalto, que cobram explicações e afirmam que o episódio inevitavelmente gera impacto no núcleo do poder. A defesa de Lulinha sustenta que ele não cometeu qualquer ilegalidade e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. As apurações seguem em andamento.