Piauí tem o pior salário de professores do Brasil enquanto governo fala em “educação de excelência”.

Um levantamento nacional divulgado pelo portal G1, com base em dados do Movimento Profissão Docente, revela um dado preocupante para a educação pública do estado: o Piauí aparece na última posição do país no salário final pago a professores da rede estadual. De acordo com o infográfico do estudo, a remuneração final média no Piauí chega a R$ 5.090,10, o menor valor entre todas as unidades da federação. O contraste é grande quando comparado a estados como Mato Grosso do Sul, que lidera o ranking com salários superiores a R$ 26 mil, ou Ceará e São Paulo, onde os valores ultrapassam R$ 14 mil em determinadas condições. O dado chama atenção porque ocorre justamente no estado cujo governo divulga frequentemente uma política de “educação de excelência” como uma de suas principais vitrines administrativas. Nos bastidores políticos, a divulgação do ranking também reacende críticas à gestão da Secretaria de Educação durante o período em que esteve sob comando de Washington Bandeira, nome que é apontado como provável candidato a vice-governador na chapa do atual governador Rafael Fonteles. Para críticos da política educacional do estado, o levantamento expõe uma contradição: o mesmo sistema de ensino apresentado na propaganda oficial como modelo nacional é também o que menos remunera professores no país. Educadores e observadores da área afirmam que o quadro revela uma relação considerada frágil entre o governo estadual e o magistério, já que, mesmo com avanços em indicadores educacionais divulgados pela gestão, o reconhecimento financeiro da categoria permanece entre os mais baixos do Brasil. Com Washington Bandeira cotado para integrar a chapa majoritária do governo e visto por aliados como um possível nome forte para o futuro político do estado, o debate sobre valorização docente e política salarial para professores tende a ganhar ainda mais espaço no cenário político piauiense.

Fonte: G1

Karnak anuncia que Wellington Dias perdeu a guerra e Washington Bandeira será o vice de Rafael Fonteles. 

Mesmo ainda cercado de indefinições e negociações de bastidores, o Palácio de Karnak já sinaliza para aliados e para a base governista que o anúncio oficial da escolha do vice na chapa do governador Rafael Fonteles deve ocorrer nesta quinta-feira, 13 de março. A informação começou a circular em veículos de comunicação alinhados ao governo estadual, entre eles a TV Cidade Verde, que pertence ao grupo empresarial ligado à família do governador. As publicações indicam que o atual secretário Washington Bandeira será confirmado como candidato a vice-governador na chapa de reeleição. Nos bastidores do Karnak, a avaliação é de que a escolha representa também o desfecho de uma disputa política interna com o ministro Wellington Dias, que defendia outro arranjo político para a sucessão estadual. Segundo relatos de fontes palacianas e de interlocutores do governo, teria havido um acordo político para pacificar o impasse: Wellington Dias abriria espaço agora para a indicação de Washington Bandeira e, em troca, teria o apoio do grupo governista em 2030, quando poderia disputar o cargo que desejasse  seja uma vaga no Senado ou até mesmo um retorno à disputa pelo Governo do Piauí. Nos bastidores da política local, porém, há quem veja o acordo com desconfiança. Aliados lembram episódios de tensão entre os dois líderes petistas durante o atual governo. Um dos exemplos citados é a corrida pela indicação de Rejane Dias ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí, quando Wellington Dias teria acelerado a articulação para que a então governadora Regina Sousa realizasse a nomeação ainda antes da posse de Rafael Fonteles. O episódio foi interpretado por parte da classe política como um sinal de desconfiança sobre como seria conduzida a decisão pelo novo governo. Agora, entretanto, a leitura predominante entre observadores do cenário político piauiense é de que a disputa interna perdeu intensidade. “A fogueira baixou e a fumaça dissipou”, resumiu um interlocutor do governo, avaliando que Wellington Dias teria se conformado com o arranjo. Se confirmado o anúncio nesta quinta-feira, Washington Bandeira passa a ser oficialmente o nome escolhido para compor a chapa com Rafael Fonteles na corrida pela reeleição ao Palácio de Karnak.



Decisão de Flávio Dino sobre o Piauí reacende debate após estadia em resort do sogro de Rafael Fonteles. 

Uma decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, envolvendo o governo do Piauí voltou a provocar comentários nos bastidores da política nacional. O episódio foi citado na coluna do jornalista Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo. No início deste ano, Dino esteve no litoral piauiense, em Barra Grande, um dos destinos turísticos mais conhecidos do estado. Na ocasião, o ministro se encontrou com o governador Rafael Fonteles e com a primeira-dama Isabel Fonteles. Durante a estadia, ficou hospedado no Manati Resort, empreendimento turístico pertencente ao empresário Araujinho, sogro do governador. Meses depois do encontro, Dino concedeu uma liminar em ação relacionada ao governo do Piauí envolvendo questionamentos sobre medidas que poderiam impactar contratos na área da saúde que estão sob investigação de órgãos federais. Na decisão, o ministro determinou que eventuais medidas não prejudiquem a continuidade dos serviços públicos de saúde enquanto o processo segue em análise no Supremo. A coincidência entre o encontro no início do ano e a decisão judicial passou a ser comentada nos bastidores políticos e no meio jurídico, reacendendo discussões sobre a relação institucional entre autoridades que mantêm interlocução política e, posteriormente, se encontram em processos analisados pela mais alta Corte do país.

Delegado que indiciou Bolsonaro vira assessor de Moraes no STF e decisão acende novo debate sobre imparcialidade. 

A nomeação do delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor para o cargo de assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal, provocou forte repercussão no meio político e jurídico. Shor foi um dos responsáveis por investigações da Polícia Federal do Brasil que resultaram no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro em diferentes inquéritos. A nomeação foi oficializada por ato administrativo assinado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União. O delegado atuou diretamente em investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, à apuração sobre tentativa de golpe e também no caso das joias sauditas envolvendo Bolsonaro. Nos bastidores de Brasília, a decisão passou a ser alvo de questionamentos de setores políticos que veem na escolha um fator que pode alimentar dúvidas sobre a separação entre as etapas de investigação policial e o gabinete responsável por conduzir processos no Supremo. Juristas que defendem a medida afirmam que a nomeação segue critérios técnicos e que delegados e especialistas frequentemente são chamados para auxiliar gabinetes de ministros em análises complexas de investigações. O episódio, porém, ocorre em um momento de forte polarização política no país e tende a ampliar o debate público sobre a condução dos processos envolvendo o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal.

Queda de popularidade de Rafael Fonteles em grandes cidades do Piauí preocupa base aliada. 

Levantamentos internos atribuídos a aliados do Palácio de Karnak, ainda sem registro no Tribunal Superior Eleitoral, indicam um cenário de alerta para o governador Rafael Fonteles nas principais cidades do Piauí. Segundo informações que circulam entre integrantes da base governista, pesquisas de consumo interno mostram redução na margem de vantagem do governador, especialmente em Teresina e Parnaíba. De acordo com esses dados, quando a simulação de disputa inclui o ex-prefeito Joel Rodrigues, o governador ainda aparece à frente na capital, mas com uma margem considerada apertada. O mesmo levantamento aponta crescimento da oposição, com avanço do campo oposicionista e fortalecimento da pré-candidatura de Tony Rodrigues. Em Parnaíba, ainda conforme relatos de interlocutores políticos, o quadro seria ainda mais sensível para o governo estadual, com números que já se aproximariam de um empate técnico em cenários estimulados. Nos bastidores, os dados têm causado inquietação entre aliados do Karnak, que veem a necessidade de reorganizar a estratégia política e reforçar a presença do governo nas maiores cidades do estado diante do crescimento de nomes da oposição. Embora os levantamentos não tenham sido registrados no Tribunal Superior Eleitoral e, portanto, não possam ser divulgados oficialmente como pesquisa eleitoral, a circulação dessas informações nos meios políticos tem elevado a temperatura do debate sobre o cenário eleitoral no Piauí.

Dirigente do PT admite fragilidade do partido contra Ciro Nogueira e defende Júlio César como candidato ao Senado. 

Uma declaração do vereador de Teresina Dudu Borges, conhecido como vereador Dudu e dirigente do Partido dos Trabalhadores, movimentou os bastidores da política piauiense ao reconhecer publicamente a dificuldade do partido em enfrentar o senador Ciro Nogueira em uma disputa eleitoral. Segundo Dudu, nenhum dos nomes atualmente cogitados dentro do PT teria força suficiente para competir de igual para igual com Ciro Nogueira em uma eleição para o Senado. O vereador citou diretamente alguns quadros do partido, afirmando que nomes como Chico Lucas, Francisco Costa, Merlong Solano e Flávia Nogueira não teriam, na avaliação dele, competitividade suficiente para enfrentar o atual senador. Para o dirigente petista, a única estratégia viável para enfrentar Ciro Nogueira seria a candidatura do deputado federal Júlio César, que integra a base política do Palácio de Karnak. Dudu argumenta que Júlio César possui um diferencial importante no interior do estado: uma ampla rede de prefeitos aliados e um grupo político consolidado, fatores que poderiam equilibrar a disputa. Mesmo assim, o vereador avaliou que nem mesmo Júlio César teria vitória garantida, estimando que o parlamentar teria cerca de 50% de chances de vencer Ciro Nogueira em uma eventual disputa. “Se com Júlio César já é uma disputa difícil, imagine com outros nomes do PT”, teria afirmado. Diante desse cenário, Dudu defendeu que a estratégia política desenhada no Palácio de Karnak seja mantida, com Júlio César como candidato ao Senado na chapa governista, sem substituição por um nome do PT. A declaração evidencia a preocupação dentro da base governista com o peso eleitoral de Ciro Nogueira no Piauí e reforça o debate interno sobre qual seria a formação mais competitiva para enfrentar a oposição nas próximas eleições majoritárias no estado.

Disputa interna na base do Karnak: PT e MDB tentam barrar chapas do Republicanos e geram reação de Jadyel Alencar.

A formação das chapas proporcionais para as próximas eleições já provoca tensão dentro da base aliada do Palácio de Karnak. Informações de bastidores apontam que dirigentes do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Democrático Brasileiro estariam articulando para impedir a formação das chapas proporcionais do Republicanos tanto para deputado estadual quanto para deputado federal. Segundo relatos de interlocutores da base governista, a movimentação seria conduzida pelo senador Marcelo Castro, presidente estadual do MDB, e pelo deputado estadual Fábio Novo, dirigente do PT no estado. A estratégia discutida nos bastidores seria esvaziar politicamente a construção das chapas do Republicanos, reduzindo o número de candidatos competitivos e inviabilizando a formação de uma nominata forte. Uma das medidas cogitadas seria retirar resistências dentro do PT e do MDB à filiação de nomes ligados ao Partido Social Democrático que poderiam migrar para partidos da base governista, evitando que esses quadros reforcem a chapa do Republicanos. Entre os nomes citados nas articulações estão o vereador Draga Alana e Edmilson Bombado, irmão do prefeito Capote, de Barras. Dentro da base governista, há quem avalie que essas candidaturas carregariam riscos jurídicos eleitorais, podendo gerar questionamentos ou processos que comprometeriam o desempenho das chapas. Mesmo assim, a avaliação política seria de que vale o risco de absorver esses nomes em outras legendas da base, desde que isso impeça a estruturação de uma chapa competitiva do Republicanos. A movimentação, porém, provocou reação imediata do deputado federal Jadyel Alencar, principal liderança do Republicanos no estado. Segundo aliados do parlamentar, ele reagiu de forma dura à tentativa de interferência. Jadyel teria afirmado que não aceitará que PT e MDB tentem “matar” a chapa do Republicanos, ressaltando que cada partido deve cuidar de sua própria organização interna. Nos bastidores, a mensagem transmitida pelo deputado foi direta: a tentativa de intervenção não ficaria sem resposta política. Com o episódio, o clima entre partidos que integram a base do governador Rafael Fonteles se tornou mais tenso. A disputa por espaço nas chapas proporcionais e o cálculo eleitoral sobre quociente e número de cadeiras já começam a provocar choques internos dentro da própria aliança governista.