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Príncipe dos Emirados Árabes Unidos é encontrado morto em Londres aos 39 anos

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O príncipe Khalid Al Qasimi, de 39 anos, segundo filho de um dos xeiques dos Emirados Árabes Unidos, morreu nesta terça-feira (2), segundo o jornal britânica The Guardian. Ele era estilista e estava em Londres após se apresentar, há três semanas, na London Fashion Week.

A polícia londrina trata, até o momento, a morte do príncipe como inexplicada, segundo a BBC. A informação recebida foi de “uma morte súbita em uma propriedade residencial” e agora os investigadores aguardam resultados de exames pós-morte, pois os iniciais foram “inconclusivos”.

O xeique Sultan Bin Muhammad Al Qasimi, líder do Emirado de Sharjah e pai de Khalid, expressou seus sentimentos em uma publicação no Instagram dizendo que o filho estava “sob cuidados de Deus”. Um período de luto de três dias foi decretado nos Emirados Árabes Unidos.

Fonte: Isto É

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Taleban dá mais um passo para voltar a ser governo com apoio da China

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Foto: iStock (imagem ilustrativa)

A retirada acelerada das tropas americanas do Afeganistão segue chacoalhando a geopolítica da região, com China e Rússia tomando atitudes rápidas na esteira do avanço do Taleban de volta ao poder.


O grupo fundamentalista islâmico, que governou de 1996 até ser expulso pela invasão dos EUA em 2001, deu um passo importante na consolidação de sua posição política e militar nesta quarta (28).

Uma delegação de nove membros de sua cúpula, liderada pelo negociador-chefe mulá Abdul Ghani Baradar, um dos fundadores do grupo, encontrou-se com o chanceler chinês, Wang Yi, em Tianjin (norte da China).

Wang falou o que os visitantes queriam ouvir. “O Taleban é uma força política e militar central para o Afeganistão, e vai exercer um importante papel no processo de paz, reconciliação e reconstrução do país”, disse.

Em outras palavras, a China está pronta para apoiar os talebans caso venham a desalojar o governo central em Cabul, que tem suporte dos americanos e dos aliados ocidentais.

O chanceler também apresentou o seu pedágio: que o Taleban pare de apoiar o grupo terrorista islâmico Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, que age contra alvos chineses na região de maioria muçulmana uigur de Xinjiang.

“O grupo é listado como terrorista pelo Conselho de Segurança da ONU. Espero que o Taleban corte seus laços com terrorista como ele e tenha um papel ativo na estabilidade regional”, disse Wang, segundo as agências chinesas.

A esperança chinesa é integrar Cabul à sua zona de influência asiática, que já conta com o Paquistão, país vizinho onde o grupo terrorista foi formado nos anos 1990 para combater na guerra civil afegã que seguiu a retirada soviética de 1989.

Os paquistaneses já integraram suas redes de transporte à Iniciativa Cinturão e Rota de comércio chinês, e para Pequim a adição de um novo aliado ainda teria o peso de espicaçar os rivais EUA, que dominaram os rumos afegão por 20 anos.

Negociar com o Taleban não é, claro, exclusividade de Pequim. A retirada americana ocorreu após o governo de Joe Biden cumprir o acertado entre seu antecessor, Donald Trump, e o grupo –que aproveitou o fato de ela não ocorrer em maio, como inicialmente previsto, para manter uma posição de desafio.

Com efeito, nas últimas semanas Washington autorizou bombardeios aéreos a posições do Taleban, em apoio ao Exército afegão, que ajudou a montar desde que instalou-se no país após a queda dos extremistas religiosos que haviam dado guarida à rede terrorista Al Qaeda –autora dos ataques do 11 de setembro de 2001 nos EUA.

A derrota dos americanos em sua mais longa guerra se cristalizou com o avanço dos talebans em vários distritos afegãos desde o anúncio da retirada das forças da Otan (aliança militar liderada pelos EUA), efetuada a partir do mês passado.

Um mapa elaborado pelo serviço afegão da rede britânica BBC mostra a maior parte do país tomada pelo Taleban ou sob ameaça de capitulação, com o governo mantendo alguns pontos, como o estratégico corredor central de Cabul à fronteira paquistanesa a leste.

Hoje os fundamentalistas cercam cidades importantes como Kunduz, Herat e Kandahar, e trechos importantes como a fronteira com Xinjiang, o que levou a delegação à China, e com o Tadjiquistão.

Neste último ponto, o entrechoque geopolítico é com Moscou, que sempre teve uma atitude ambígua em relação aos talebans –sendo acusada pelos EUA até de pagar pela morte de soldados americanos no país asiático, o que nega.

Também nesta quarta, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, visitou o Tadjiquistão e prometeu reforçar militarmente o aliado para conter a “deterioração da situação no Afeganistão”.

Desde o mês passado, tropas afegãs invadiram o território tadjique fugindo da ofensiva taleban que ora ocupa os principais pontos de passagem de fronteira entre os dois países.

Em resposta, mais de 200 mil homens de países da Ásia Central e da Rússia fizeram exercício de mobilização militar na região e, na semana que vem, forças do Kremlin vão coordenar uma simulação de guerra fronteiriça com os tadjiques e os uzbeques.

A preocupação imediata de Moscou é com a instabilidade em sua fronteira na Ásia Central, uma das grandes rotas estratégicas históricas de invasões, com eventual infiltração de elementos radicais islâmicos.

O Tadjiquistão é seu principal aliado por lá, onde mantém a maior base militar remanescente dos tempos em que tudo aquilo era a União Soviética.

Essa unidade, na capital tadjique, Dushanbe, tem 7.000 homens, 100 tanques, 300 blindados e até uma pequena esquadrilha com 5 aviões de ataque ao solo e 8 helicópteros. Ela também, segundo Choigu, será reforçada.

Fora da equação, até aqui, está a situação dos direitos humanos no Afeganistão, caso os talebans voltem a governar. O país não é exatamente um exemplo de abertura, mas vive uma situação escandinava se comparado aos anos do Taleban no poder, quando mulheres e minorias eram tratadas brutalmente.

Fonte: Folhapress

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Tóquio registra segundo recorde diário de casos de coronavírus

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Estação de trem em Tóquio, no Japão, em 28 de julho de 2021 — Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP

O número de infecções diárias de Covid-19 em Tóquio, no Japão, chegou a 3.117 nesta quarta-feira (28) —foi a primeira vez que a região superou os 3.000 mil casos. Regiões vizinhas estudam a possibilidade de impor restrições de emergência para conter o coronavírus. 

A cidade realiza os Jogos Olímpicos. Foi o segundo dia seguido de recorde de contaminações.

A governadora Yuriko Koike pediu a população que evite saídas desnecessárias e não urgentes. 

A pandemia no Japão causou cerca de 15 mil mortes. O programa de vacinação avança lentamente no Japão, onde pouco mais de 25% da população recebeu as duas doses. 

“Quero que os jovens sejam vacinados. O comportamento dos jovens é essencial. Peço por favor que colaborem”, disse Koike. 

O atual estado de emergência em Tóquio restringe o horário de funcionamento de bares e restaurantes e proíbe a venda de bebidas alcoólicas. Os especialistas alertam para um relaxamento no cumprimento das restrições e um aumento dos casos entre os jovens. 

O número de casos também está aumentando em outras áreas. Três regiões ao redor de Tóquio —Chiba, Saitama e Kanagawa— estão considerando medidas de emergência. 

Enquanto isso, persiste o temor de que os Jogos Olímpicos provoquem contágios, apesar de os participantes estarem sujeitos a restrições, como testes frequentes e limitações de deslocamentos. 

Foram realizados 124.358 testes em atletas e membros de equipes neste mês, e, desses, foram identificados 22 casos positivos, segundo os organizadores de Tóquio-2020. O número não inclui testes nos aeroportos. 

O porta-voz do governo, Katsunobu Kato, pediu aos japoneses que evitem reuniões e beber em grupos e sugeriu que assistam as Olimpíadas “de casa”.

Os torcedores estão proibidos de entrar em quase todas as instalações olímpicas, mas as competições estão sendo amplamente assistidas fora de casa.

Fonte: G1

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Mudanças climáticas: os preocupantes sinais que unem frio recorde no Brasil a enchentes e calor pelo mundo

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Praia do Canadá com moluscos mortos após onda de calor no fim de junho de 2021 — Foto: Chek News/Reuters

A onda de frio extremo que chega ao Sul e Sudeste do Brasil nesta semanapoderá fazer com que alguns brasileiros questionem se o planeta está, de fato, aquecendo. Sim, está — e há fortes indícios de que a onda de frio seja ela mesma intensificada pelas mudanças climáticas em curso. 

A onda deve derrubar as temperaturas nos estados do Sul, Sudeste e de parte do Centro-Oeste até o próximo domingo (1º/8). 

Nas serras catarinense e gaúcha, as mínimas previstas são de -10ºC, com sensação térmica de até -25ºC, enquanto Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória devem registrar as menores temperaturas do ano.

Será a segunda onda de frio intenso a atingir a região em menos de um mês. Em 30 de junho, várias cidades do Sul e Sudeste tiveram as menores temperaturas dos últimos anos — marcas que agora poderão ser batidas pela nova onda. 

O frio extremo atinge o sul do Brasil enquanto, no Hemisfério Norte, vários países registram recordes de calor e de volume de chuvas. 

No Canadá, os termômetros na cidade de Lytton mediram 49,6ºC no fim de junho — marca que superou em 4,6ºC a temperatura mais alta registrada no país até então.

Poucas semanas depois, chuvas muito acima dos padrões inundaram cidades na Alemanha e na China. Os eventos extremos nos três países provocaram centenas de mortes.

É mais fácil entender como as mudanças climáticas favorecem recordes de calor e de chuva. 

Intensificados nas últimas décadas, a queima de combustíveis fósseis (como o petróleo e o carvão) e o desmatamento ampliam a quantidade na atmosfera de gases causadores do chamado efeito estufa. 

Esses gases dificultam a dispersão do calor dos raios solares que atingem o planeta, o que tende a aumentar a temperatura no globo como um todo.

Temperaturas mais altas, por sua vez, aceleram a evaporação da água, o que facilita a ocorrência de temporais.

A temperatura da Terra já subiu cerca de 1,2ºC desde o início da era industrial, e as temperaturas devem continuar aumentando a menos que os governos ao redor do mundo tomem medidas para reduzir as emissões. Porém, o aumento das temperaturas médias não quer dizer que ondas de frio não continuarão a ocorrer — nem mesmo que elas não possam se intensificar em situações específicas. 

É o caso da massa polar que chega ao Brasil nesta semana, diz à BBC News Brasil o geógrafo e climatologista Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Aquino foi um dos primeiros pesquisadores a estudar as conexões climáticas entre o sul do Brasil e Península Antártica — tema de sua tese de doutorado, em 2012. 

Ele diz que, ao longo do ano, massas de ar circulam em sentido horário entre as duas regiões: o sul do Brasil envia à Antártida massas de ar quente e recebe dela massas de ar frio. 

Segundo Aquino, a velocidade dessa circulação se acelera conforme a mudança climática eleva a temperatura no Brasil no inverno, época do ano em que a Antártida está bem gelada por não receber qualquer insolação. 

Além disso, o calor acima do habitual no sul do Brasil “perturba” o sistema de trocas, induzindo o ar quente a entrar na Antártida e abrindo o caminho para a chegada de ar frio. 

Não por acaso, diz ele, exceto pelas ondas pontuais de frio de 2021, o centro-sul do Brasil tem tido um inverno mais quente que a média — o que também tem ocorrido nos últimos anos. 

Na véspera da chegada desta massa polar, os termômetros em cidades como Porto Alegre e São Paulo beiravam os 30ºC. Em pleno inverno. 

Outro ponto que tende a ampliar o impacto desta onda de frio, diz Aquino, é que a massa que chega ao país se resfriou ainda mais ao passar pelo mar de Weddell — uma das regiões mais geladas da Antártida.

As condições são tão propícias ao avanço da massa, diz ele, que a onda deve derrubar as temperaturas até o sul da Amazônia. 

Aquino afirma que especialistas já previam há cerca de 15 anos a ocorrência dos eventos que hoje observamos no centro-sul do Brasil — incluindo ondas de frio extremo em meio a invernos quentes e secos. 

“Caminhamos para um cenário de estiagens mais longas e secas no Brasil, com o desmatamento e as queimadas intensificando esses processos”, ele diz. 

Aquino afirma que o planeta caminha rumo aos “limiares mais perigosos possíveis” dos cenários projetados para 2030 ou 2050. 

Embora o Acordo de Paris tenha estabelecido a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação aos padrões pré-industriais, ele diz que os esforços foram comprometidos pelos anos em que Donald Trump exerceu a presidência nos EUA. 

Trump retirou os EUA do acordo e estimulou setores poluentes, o que atrasou a implantação das metas mundo afora. 

“O que a comunidade científica entende hoje é que com certeza vamos ultrapassar os 1,5 ou 2 graus.” 

Para Aquino, os eventos extremos em curso “já dão sinais de que as mudanças podem ser mais intensas do que as previstas pelos cenários mais ruins”.

Fonte: G1


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