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Príncipe dos Emirados Árabes Unidos é encontrado morto em Londres aos 39 anos

Redação Encarando

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O príncipe Khalid Al Qasimi, de 39 anos, segundo filho de um dos xeiques dos Emirados Árabes Unidos, morreu nesta terça-feira (2), segundo o jornal britânica The Guardian. Ele era estilista e estava em Londres após se apresentar, há três semanas, na London Fashion Week.

A polícia londrina trata, até o momento, a morte do príncipe como inexplicada, segundo a BBC. A informação recebida foi de “uma morte súbita em uma propriedade residencial” e agora os investigadores aguardam resultados de exames pós-morte, pois os iniciais foram “inconclusivos”.

O xeique Sultan Bin Muhammad Al Qasimi, líder do Emirado de Sharjah e pai de Khalid, expressou seus sentimentos em uma publicação no Instagram dizendo que o filho estava “sob cuidados de Deus”. Um período de luto de três dias foi decretado nos Emirados Árabes Unidos.

Fonte: Isto É

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Papa Francisco tem encontro histórico com aiatolá

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O Papa Francisco se reuniu neste sábado (6) com o principal líder xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, em um encontro histórico. Depois, ele foi a Ur, onde nasceu o profeta Abraão, pai do judaísmo, cristianismo e islamismo.

O encontro ocorreu na cidade sagrada de Najaf, no sul do país. Foi a primeira vez que um papa se encontra com um líder xiita sênior.

A televisão estatal Ekhbariya mostrou o comboio do papa movendo-se por Najaf.

Sistani é uma das figuras mais importantes do islamismo xiita, tanto no Iraque como fora dele.

Ele exerce enorme influência sobre a política. Seus decretos enviaram iraquianos às urnas eleitorais pela primeira vez em 2005, reuniram centenas de milhares de homens para lutar contra o Estado Islâmico em 2014 e derrubaram um governo iraquiano sob pressão de manifestações em 2019.

Sistani, de 90 anos, raramente faz reuniões e recusou negociações com os atuais e ex-primeiros-ministros do Iraque, segundo autoridades próximas a ele.

Sistani concordou em se encontrar com o papa com a condição de que nenhuma autoridade iraquiana estivesse presente, informou uma fonte do gabinete do presidente à Reuters.

O Papa Francisco iniciou sua viagem mais arriscada ao exterior na sexta-feira (5), voando para o Iraque em meio à segurança mais rígida já vista para uma visita papal para apelar aos líderes do país e ao povo para que acabem com a violência e conflitos religiosos.

Francisco, de 84 anos, fez um apelo para que os iraquianos dessem uma chance aos pacificadores durante uma reunião de oficiais e diplomatas iraquianos no palácio presidencial.

Mais tarde, ele prestou homenagem às pessoas mortas em ataques motivados pela religião, visitando uma igreja de Bagdá onde homens armados islâmicos mataram cerca de 50 fiéis em 2010.

Fonte: G1

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Papa Francisco tenta costurar diálogo com Islã em visita inédita ao Iraque

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reuters

Em sua visita de três dias ao Iraque, que começa nesta sexta (5), o papa Francisco provavelmente tem em mente dois grandes objetivos que podem parecer contraditórios, mas que são, na verdade, complementares. Sua presença naquela região conflagrada ajudaria, de um lado, a proteger os acuados cristãos do Oriente Médio e, de outro, a fortalecer o diálogo da Igreja Católica com o Islã, em especial em sua versão xiita.

O momento historicamente mais importante da visita deve estar ligado a esse segundo ponto. Além de se tornar o primeiro papa a visitar o território iraquiano (João Paulo 2º e Bento 16 tentaram viajar para lá, mas nunca conseguiram), Francisco será o primeiro pontífice a se reunir com aquele que é considerado a principal autoridade dos muçulmanos xiitas, o grande aiatolá Ali Al-Sistani.

O encontro acontecerá em Najaf, cidade que, para essa grande subdivisão do islamismo, só perde em santidade para Meca e Medina, as duas capitais do profeta Maomé.

De certa maneira, Francisco tem caminhado nessa direção desde que era o arcebispo Jorge Bergoglio, responsável pela arquidiocese de Buenos Aires. Em sua terra natal, ele desenvolveu relações cordiais com o Centro Islâmico da República Argentina e se tornou amigo do imã Omar Abboud, com quem acabou viajando para a Terra Santa depois de se tornar papa.

Gestos de aproximação como esses já vinham sendo feitos por papas anteriores. Mas o pontífice argentino deu um passo além ao incluir outro parceiro muçulmano, o grande imã egípcio Ahmad Al-Tayyeb, no próprio texto de sua mais recente encíclica, a “Fratelli Tutti” (todos irmãos, em italiano). As encíclicas são hoje os documentos papais com maior peso doutrinário, e Francisco fez questão de dizer que a colaboração com Al-Tayyeb foi uma das grandes inspirações do trabalho.

“Francisco tem conseguido falar com ramos do mundo islâmico aos quais seus antecessores não conseguiam chegar tão facilmente. A linguagem dele também ajuda. Nenhum papa antes dele chamou o Islã de ‘parceiro’ para se alcançar a paz no Mediterrâneo. Isso diz muito”, afirma a vaticanista brasileira Mirticeli Medeiros, doutoranda em história do catolicismo pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Medeiros aponta ainda que a preocupação do papa com a questão dos imigrantes e da perseguição a minorias étnicas e religiosas tem se estendido a grupos muçulmanos, como os uigures, na China, e os rohingyas, em Mianmar. Francisco também criticou duramente a discriminação contra os imigrantes islâmicos na Europa. “Rejeitar um migrante em dificuldade, seja ele da religião que for, por medo de diluir a cultura ‘cristã’ é uma deturpação grotesca tanto do cristianismo quanto da cultura”, escreveu ele em seu mais recente livro, “Vamos Sonhar Juntos”.

Ao lado dessas preocupações humanitárias, há as geopolíticas e as que envolvem a importância da presença histórica do cristianismo no Oriente Médio. Nesses pontos, também há considerável alinhamento entre o Vaticano e algumas das principais autoridades muçulmanas.

Não interessa a boa parte da hierarquia do Islã, por exemplo, a expansão do fundamentalismo terrorista na região ou fora dela -não apenas pelos danos que ataques a civis causam à imagem dos muçulmanos, mas também pelo fato de que os próprios clérigos tradicionais, comparativamente mais moderados, podem se tornar alvos dos radicais.

Na década passada, boa parte da população do Iraque (e especialmente as minorias não muçulmanas da região) ficou sujeita a seguidos episódios de perseguição religiosa e limpeza étnica nas mãos dos terroristas do autoproclamado Estado Islâmico. O território abriga algumas das comunidades cristãs mais antigas do mundo, algumas das quais ainda usam, nas cerimônias religiosas ou mesmo no cotidiano, a língua siríaca -basicamente uma versão do aramaico, idioma materno de Jesus e seus primeiros discípulos.

Algumas dessas comunidades estão diretamente ligadas a Roma, como a Igreja Católica Caldeia, enquanto outras são independentes. Mas Francisco, que costuma falar de um “ecumenismo de sangue” forjado pela perseguição aos cristãos no mundo moderno, pretende usar a visita como um sinal de solidariedade a todas as igrejas da antiga Mesopotâmia. Ele deve, por exemplo, visitar localidades na planície de Nínive, historicamente o centro mais importante da fé cristã no país. Também está prevista uma ida à região da antiga cidade de Ur. Segundo a tradição, trata-se da terra de origem do patriarca bíblico Abraão, considerado ancestral biológico tanto dos judeus quanto dos árabes -e, espiritualmente, também dos cristãos, reforçando o caráter inter-religioso da visita papal.

Apesar do fim do Estado Islâmico, a situação das comunidades cristãs do Iraque ainda é crítica: centenas de milhares de cristãos iraquianos deixaram o país nas últimas décadas, e os que ficaram ainda sofrem com o descaso do governo iraquiano e a presença de milícias xiitas radicais no interior do país.

Se parece haver algo de pensamento mágico na ideia de que Francisco poderia trazer um pouco de paz ao Iraque, o papa argentino já mostrou que é capaz de influenciar positivamente negociações diplomáticas complexas, como as que envolvem ações contra a mudança climática e as relações entre EUA e Cuba. Em ambos os casos, é verdade, a extrema direita destruiu os avanços pelos quais o pontífice trabalhou. Resta saber o que acontecerá no complexo contexto iraquiano.

Fonte: Folhapress

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Mundo

Bolsonaro ameniza tom ao falar da Argentina e diz querer conversa a sós com Fernández

Laurivânia Fernandes

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Foto: Getty

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou o tom com o qual geralmente se refere à Argentina e, em sua live desta quinta-feira (4), disse querer uma reunião a sós com o presidente Alberto Fernández no fim do mês, quando vai ao país vizinho para encontro pelos 30 anos do Mercosul.

De país que Bolsonaro incluía no rol de comunistas desde a eleição de Fernández e rotineiramente usava como exemplo negativo em conversas com apoiadores, a Argentina voltou a ser chamada de “querida” pelo mandatário brasileiro.

“Eu vou estar agora, está previsto, dia 26 de março, estar em Buenos Aires. Nossa querida Argentina. Estaremos lá celebrando 30 anos da criação do Mercosul”, disse Bolsonaro.

O presidente chegou a dizer que o encontro do bloco, que inclui ainda Paraguai e Uruguai, aconteceria no Brasil, mas a presidência pro tempore é da Argentina.

O presidente brasileiro afirmou que a pandemia de Covid-19 trouxe dificuldades econômicas para todo o mundo e que torce para que a Argentina tenha sucesso nas negociações com FMI (Fundo Monetário Internacional), pois “a situação financeira da Argentina está bastante complicada”.

“O êxito econômico de países aqui da América do Sul, entre eles a Argentina, é interessante para todos nós da América do Sul. O Brasil, obviamente, é um dos grandes interessados.”

Bolsonaro lembrou que este será o primeiro encontro que terá com seu homólogo e disse que, caso Fernández tenha interesse, quer ter com ele “uma conversa reservada, nós dois num canto”.

Em 2019, o presidente chegou a lamentar a eleição do argentino.

“Eu não tenho bola de cristal, mas eu acho que a Argentina escolheu mal”, afirmou durante viagem aos Emirados Árabes.

Bolsonaro disse que pretende tratar com o presidente da Argentina sobre a compra de gás.

Em fevereiro, o secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República, almirante Flávio Rocha, esteve no país vizinho. Ele tem feito atividades diplomáticas em países que, por questões ideológicas, o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), tem dificuldades.

Na live, Bolsonaro elogiou o chanceler.

“Ao contrário do que a imprensa fala, ele é muito bem relacionado com todos os países do mundo”, disse o presidente brasileiro.

Fonte: Folhapress

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