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Brasil

Governo anunciará novos bloqueios no Orçamento nesta quarta

Desaceleração do PIB diminui receitas e leva a contingenciamento

Laurivânia Fernandes

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O Orçamento passará por um novo desafio na próxima quarta-feira (22). Em meio à desaceleração econômica, a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia anunciará mais um contingenciamento (bloqueio temporário de verbas) na nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

Publicado a cada dois meses, o relatório traz as atualizações das estimativas oficiais para a economia brasileira e o impacto dela nas previsões de receitas e despesas. Com base nas receitas, o governo revisa as despesas para garantir o cumprimento da meta de déficit primário (resultado negativo das contas do governo excluindo os juros da dívida pública) de R$ 139 bilhões e do teto de gastos federais.

Na última semana, o governo recebeu diversos sinais amarelos em relação à economia. O Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), indicou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) fechará o ano em 1,45%. A previsão deve baixar no próximo boletim, a ser divulgado na segunda-feira (20).

Outro alerta foi dado pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, que funciona como uma prévia do PIB. Famoso por antecipar tendências da economia, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 0,68% em dados dessazonalizados (que desconsideram as oscilações típicas de determinadas épocas do ano).

A desaceleração da economia reduz a arrecadação de tributos, impactando a receita do governo. A queda de receita deve ser parcialmente neutralizada pela alta no preço internacional do petróleo, que está no maior nível em sete meses. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento na última terça-feira (14), o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, confirmou que o próximo relatório terá bloqueios adicionais de verbas.

No fim de março, a Secretaria Especial de Fazenda tinha anunciado o contingenciamento de quase R$ 30 bilhões do Orçamento. De lá para cá, o volume total bloqueado não foi alterado, mas o governo fez remanejamentos que retiraram recursos da educação e desencadearam uma onda de protestos na última quarta-feira (15) pela manutenção das verbas.

Pela lei, somente despesas discricionárias (não obrigatórias) podem ser contingenciadas. O volume de contingenciamento, no entanto, pode ser parcialmente reduzido se a equipe econômica reestimar reduções de gastos obrigatórios, geralmente reservas para cumprimento de decisões judiciais ou de gastos com o funcionalismo.

Fonte: EBC

Brasil

Bolsonaro tem ‘ótima evolução clínica e sem complicações cirúrgicas’ após procedimento na bexiga em SP, diz boletim médico

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue com “ótima evolução clínica e sem complicações cirúrgicas” neste sábado (27), informa boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Na sexta-feira (25) o político passou por uma cirurgia para retirada de cálculo na bexiga. Além disso, nesta manhã foi retirada a sonda para que ele urine normalmente.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro postou uma foto do marido nas suas redes sociais nesta manhã. O presidente aparece sorrindo e fazendo um sinal de positivo com a mão. Ele usa uma camisa do time de futebol cearense Ferroviário Atlético Clube (FAC), de Fortaleza.

Logo após a operação, ainda na sexta, Bolsonaro já caminhava pelo quarto do hospital, segundo boletim médico divulgado anteriormente. O presidente apresentava “ótima evolução clínica”, de acordo com o documento.

“Segue sem intercorrências, afebril e em uso de sonda vesical, sem sangramentos. Iniciou dieta oral e caminhou no quarto’, dizia o boletim do Einstein.Segundo o primeiro boletim médico divulgado pelo hospital após o término da cirurgia, na manhã de sexta, Bolsonaro “foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga”. “O procedimento foi realizado sem intercorrências”, diz o boletim.

Fonte: G1

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Menino do Paraná faz oferta em aplicativo para comprar casa para família em Sergipe: ‘R$ 50 por mês até juntar R$ 110 mil’

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Preocupado se a mãe ia conseguir continuar pagando o alugar da casa onde moram em Maringá, no norte do Paraná, João Bernardo, de nove anos, entrou um aplicativo e fez uma oferta para comprar uma casa de R$ 110 mil por R$ 50 mensais.

A troca de mensagens entre o menino e o vendedor foi postada pela mãe dele, a diarista Daiana Campiolo, de 38 anos, nas redes sociais, e a postagem viralizou.

Pelo aplicativo, o menino ofereceu pagar uma casa em Sergipe, a mais de 2,5 mil quilômetros de onde eles moram, em parcelas de R$ 50 até chegar ao valor total do imóvel.

Ao fazer a oferta, o garoto justificou que estava procurando uma casa nova porque a casa onde moram é pequena e quer que a mãe pare de pagar aluguel.

Ele também disse que fica preocupado com o cachorro da família. “A nossa rua passa carro e as vezes nosso cachorro sai de casa”, disse.

Segundo a mãe do menino, João começou a mexer nos aplicativos de compra e venda pela internet quando colocou um jogo à venda para tentar comprar outro. “Ele queria comprar um jogo, o irmão dele deu a ideia de vender um antigo para comprar um novo, e desde então ele começou a mexer nesses aplicativos, mas não sabia que ele estava vendo ofertas de casas”, disse Daiana.

Daiana contou que o menino tem um sonho que a família tenha uma casa própria. Segundo a mãe, João tem um cofrinho onde ele guarda moedas para tentar ajudar a realizar o desejo.

Ela disse que o pai do menino morreu há dois anos, e que desde então a família está tentando retomar a vida.

“Estamos voltando aos poucos. Vivemos com a ajuda das pessoas por um tempo. Desde que isso aconteceu, ele colocou na cabeça que quer me ajudar de alguma forma, que vamos deixar o aluguel e sempre fala que vai comprar uma casa”, contou.

Segundo Daiana, a repercussão da postagem animou o filho. “Ele faz terapia, ainda tem um trauma muito grande da perda, mas a repercussão dessa história deixou ele feliz, o que é muito bom”, afirmou.

Fonte: G1

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Educação

Adolescentes cogitam abandonar o ensino médio com a pandemia

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Danielle Teixeira tem 15 anos e pensa em abandonar o 1º ano do ensino médio. Ela estuda em uma escola pública estadual de Itabirito (MG). Nos últimos meses, vieram a ansiedade, a depressão e as dificuldades financeiras. “Parece que tudo foi desfeito, estou confusa, talvez eu desista e vá trabalhar.”

Desde março, quando o colégio foi fechado por causa da pandemia, Danielle lida com preocupações na família. A mãe teve problemas de saúde, foi afastada do trabalho e ainda não recebeu o auxílio-doença do INSS. “Meu pai não consegue pagar todas as contas sozinho. Pensei na possibilidade de ser lojista ou de trabalhar com culinária. A situação financeira me pressiona muito”, diz.

A suspensão das atividades presenciais, que completa 6 meses na maior parte do país, e a crise econômica trazidas pela Covid-19 podem agravar um problema já observado: a evasão escolar. Tecnicamente, ela ocorre quando um estudante abandona as aulas e não retorna no ano letivo seguinte. A taxa tende a crescer em 2021 na visão de especialistas.

Uma das razões é a quebra de vínculo entre alunos e escola. O colégio de Danielle, por exemplo, não disponibilizou aulas on-line durante a pandemia, apenas apostilas de exercício. Ela sequer conhece seus professores. “Eles estavam em greve no início do ano, então não tenho o contato direto de nenhum deles. A coordenação passou um e-mail para tirarmos as dúvidas da matéria, mas ninguém responde”, afirma Danielle.

“Por mais que eu pesquise sozinha, não consigo, só vejo os exercícios se acumulando. Aí, a gente acaba desistindo.

Entre os jovens brasileiros de 15 a 17 anos, cerca de 30% deles não estão matriculados no ensino médio (20% deles seguem ainda no ensino fundamental e 10% já estão fora da escola), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2019, feita pelo IBGE.

O levantamento mostrou também que 48,8% dos brasileiros com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio. O principal motivo para a evasão escolar, apontado por 39,1% deles, foi a necessidade de trabalhar.

“Quando um jovem se afasta da escola, é muito difícil que retorne depois. Ele pode encontrar um ‘bico’ e ganhar seu dinheiro”, explica Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil.

“Há os jovens que sentem a necessidade de buscar o próprio sustento, os que já têm filhos e precisam bancá-los, e os que têm de ajudar os pais em casa”, afirma Noleto.

E quanto mais anos passados, mais dificuldades para a volta. “Se um aluno decidir retornar aos 18 anos, mas encontrar colegas de 15, não vai se inserir na turma. É um contexto totalmente favorável para afastá-lo de novo dos estudos”, diz Inês Kisil Miskalo, gerente executiva de articulação do Instituto Ayrton Senna.

Outras possíveis causas da evasão escolar na pandemia são:

  • aumento de casos de ansiedade e depressão;
  • maior exposição à violência doméstica;
  • incidência de gravidez na adolescência.

Fonte: G1

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