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Brasil

Hamas critica visita de Bolsonaro a Jerusalém e pede reação de países árabes

Redação Encarando

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O Hamas, movimento palestino que controla a Faixa de Gaza, condenou nesta segunda-feira, 1º, a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel. Em nota, o grupo afirmou que a visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais. 

“Em particular, o Hamas denuncia a visita do presidente brasileiro à Cidade Sagrada de Jerusalém acompanhada do primeiro-ministro de Israel”, diz o texto. “O Hamas também condena os planos de abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém.”

Na nota, o grupo palestino, apontado como uma entidade terrorista por Estados Unidos e Israel, pede que o Brasil reverta sua política para a região e pede que a Liga Árabe pressione o governo brasileiro para por fim ao apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos. 

“Essa política não ajuda a estabilidade e a segurança da região e ameaça os laços do Brasil com países árabes e muçulmanos”, conclui o texto. 

Mais cedo, Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações ao lado do premiê Binyamin Netanyahu. O muro, que é o lugar de culto mais importante para os judeus, Bolsonaro e Netanyahu fizeram uma oração e acenaram para a imprensa. 

Instantes antes, o presidente brasileiro esteve na basílica do Santo Sepulcro, o templo mais sagrado para o cristianismo. Os dois locais ficam na Cidade Velha de Jerusalém, em uma área cujo controle é disputado por israelenses e palestinos.

Fonte: Correio 24 h

Saúde

Vacinas da Índia devem chegar hoje ao Rio

Laurivânia Fernandes

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Foto: Dado Ruvic/Reuters

As vacinas contra a covid-19 desenvolvidas em parceria entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford devem chegar ao Brasil, vindas da Índia, nesta sexta-feira (22). A informação foi dada pelo Ministério das Comunicações por meio de nota oficial na tarde de hoje (21). À noite, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também divulgou uma nota sobre a chegada da vacina.

As 2 milhões de doses serão enviadas por meio de um voo comercial da companhia aérea Emirates. A previsão é que a carga chegue no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo às 17h40 e, após os trâmites alfandegários,  a carga será embarcada em outro avião que segue para o Aeroporto Internacional do Galeão, de onde será levada para a Fiocruz. As vacinas foram fabricadas pelo laboratório indiano Serum.

O governo brasileiro tenta desde a semana passada trazer a carga de imunizantes do país asiático. A previsão inicial era que elas estariam aqui no domingo passado (17). Contudo, o governo da Índia recuou e as autoridades brasileiras passaram a dialogar para liberar a carga.

A Índia anunciou nesta semana a exportação de vacinas para seis países, sem incluir o Brasil. Na noite de ontem, o secretário de Relações Exteriores da Índia, Harsh Srhingla, confirmou à Agência Reuters a liberação da exportação.

O presidente Jair Bolsonaro publicou nas suas redes sociais sobre a liberação das exportações da vacina e cumprimentou o ministro das relações exteriores Ernesto Araújo e os servidores do Itamaraty pelo trabalho.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil

Índia libera exportação da vacina de Oxford para o Brasil

Laurivânia Fernandes

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Foto: Dado Ruvic/Reuters

O governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a Covid-19, e as primeiras remessas serão enviadas na sexta-feira para Brasil e Marrocos, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia à Reuters. 

As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor mundial de vacinas, que recebeu pedidos de países de todo o mundo. 

O Brasil, que tem o segundo maior número de mortes da Covid-19 do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, vinha pedindo à Índia o envio de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que teve o uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no domingo.

As doses prontas serão importadas da Índia pois a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sofreu um atraso na chegada dos insumos a serem enviados da China para iniciar a produção própria da vacina da AstraZeneca. 

A previsão inicial da Fiocruz era entregar o primeiro 1 milhão de doses ao Ministério da Saúde até meados de fevereiro, mas a fundação afirmou nesta semana que o prazo foi adiado para o início de março, uma vez que os insumos que estavam previstos para chegar em 9 de janeiro ainda não foram recebidos. 

O Ministério da Saúde chegou a anunciar que um avião sairia na semana passada do Brasil para buscar os 2 milhões de doses na Índia, mas o país asiático suspendeu a exportação de doses até iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado.

O secretário das Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla, disse que o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, de acordo com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seria usada por toda a humanidade para combater a pandemia. 

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuito nesta semana para Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal. 

“O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã, começando por Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita”, acrescentou.

Fonte: Reuters

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Brasil

TCU vai fiscalizar Ministério da Saúde por falta de oxigênio em Manaus

Laurivânia Fernandes

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Fito: Igo Estrela/Metrópoles

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, na noite dessa quarta-feira (20/1), pela abertura de uma fiscalização contra o Ministério da Saúde diante da falta de oxigênio em Manaus para tratar pacientes internados com Covid-19.

A decisão contou com um voto estreante no tribunal do ministro Jorge Oliveira. Nomeado ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República em junho de 2019, Oliveira tomou posse como ministro do TCU em dezembro de 2020. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Manaus vive um colapso na saúde por conta da falta de oxigênio, devido a aumento de casos do novo coronavírus. A segunda onda que atinge o estado, mais veloz e letal, segundo especialistas, já matou mais de 6 mil pessoas no estado do Amazonas.

Na segunda-feira (18/1), obrigada a prestar contas sobre a atuação na crise sanitária que assola o Amazonas pelo Superior Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que o governo federal sabia, desde o início de janeiro, que o sistema de saúde de Manaus sofria a “possibilidade iminente de colapso em 10 dias”, que poderia provocar “aumento da pressão sobre o sistema entre o período de 11 a 15 de janeiro”, como efetivamente ocorreu.

Fonte: Metrópoles

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