Siga as Redes Sociais

Saúde

Restrição de circulação e fechamento de comércio começam a valer em cidade do interior de SP

Avatar

Publicado

em

Após ficar com UTIs lotadas por seis dias com a escalada de casos de Covid-19, Araraquara (SP) iniciou neste domingo (21), às 12h, uma quarentena total de 60 horas com as restrições mais severas já impostas desde o início da pandemia.

O município é o que tem o maior número de confirmações (12 no total) da variante brasileira do novo coronavírus no estado de SP e ela pode ter relação com a alta de casos, internações e mortes, segundo a secretária de Saúde, Eliana Honain.

Pelas novas regras, até as 23h59 de terça-feira (23), esta proibida a circulação de carros e pessoas no município, exceto para trabalhar ou para atendimento médico e compra de medicamentos. Além disso, haverá o fechamento de serviços considerados essenciais, como bancos, supermercados e postos de combustíveis, e o transporte público não irá operar.

A cidade soma 171 mortes pela doença e, no sábado, bateu recorde de novos casos: 248, somando 13.454.A prefeitura classifica o novo momento de restrições como um ‘lockdown’, expressão em inglês que, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total. Américo Brasiliense e Santa Lúcia, que ficam na mesma região, também terão as medidas.

Fonte: G1

Saúde

Com tendência de alta, Piauí registra 16 óbitos por Covid-19 em 24h

Avatar

Publicado

em

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) divulgou nesta quinta-feira (25), que o estado do Piauí registrou em 24h, 16 óbitos e 857 casos de COVID-19. Conforme a Sesapi, 226 pessoas estão internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Dez homens e seis mulheres não resistiram às complicações da Covid-19. Elas eram de Barra D’ Alcântara (81 anos), Boqueirão do Piauí  (80 anos), Marcolândia (91 anos), Teresina (72 e 76 anos) e Vera Mendes (79 anos). Os homens eram naturais de Buriti dos Lopes (79 anos), Guadalupe (74 anos), Parnaíba (60 e 79 anos), Pedro Segundo  (83 anos), Regeneração (65 anos), São Felix do Piauí (65 anos) e Teresina (69 e dois de 85 anos). Todas as vítimas possuíam doenças preexistentes.

Os casos confirmados no estado somam 172.525 distribuídos em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam a 3.305 e foram registrados em 209 municípios. A cidade de Vera Mendes registrou a primeira morte pela doença. Até agora, morreram 1.936 homens  e 1.369 mulheres. 

Continue Lendo

Notícias

Sequelas da Covid-19 podem persistir por longo prazo até em casos leves

Karytha Leal

Publicado

em

Pouco mais de um ano depois do surgimento dos primeiros casos de Covid-19, cientistas ainda tentam entender os efeitos da doença sobre o corpo e por quanto tempo eles podem durar. 

Uma pesquisa publicada na última semana no periódico médico Jama Network mostrou que 30% dos participantes ainda relatavam sintomas nove meses após contrair o vírus. A maior parte dos indivíduos acompanhados pelo estudo tiveram casos leves da doença. 

Fadiga e perda do olfato ou paladar foram os sintomas mais comuns, mas problemas para respirar e confusão mental também foram relatados por alguns. 

No Brasil, já há hospitais que oferecem reabilitação especializada para esses pacientes que continuam a sentir os efeitos da doença. 

Heron Rached, coordenador do Centro de Cardiologia e do Centro de Tratamento Pós-Covid do Grupo Leforte, conta que vê um paralelo entre a gravidade da infecção e as sequelas deixadas.

“Pacientes com infecções mais graves vão apresentar mais sequelas, a relação é proporcional. Mas isso não quer dizer que pacientes com infecções moderadas não apresentem”, diz. 

Ele cita um estudo, também publicado no Jama Network, em que pacientes pós-Covid foram submetidos a tomografias cardíacas. Dentre esses, um terço havia sido hospitalizado; o restante recebeu atendimento em pronto-socorro ou se tratou em casa e 78% deles tinham alguma sequela no coração. 

“O que é importante que esse estudo mostra é que, mesmo que esses pacientes não sintam nenhuma manifestação clínica dessa alteração, existe uma sequela que não foi documentada. Precisamos ver como esses efeitos vão evoluir daqui a cinco, dez, quinze anos”, diz. 

Para ele, haverá um aumento de doenças associadas a esses efeitos no futuro. “Vai ser difícil atribuir a sequela à Covid, porque não temos como isolar e dizer que foi o vírus. Mas a prevalência de insuficiências renais, cardíacas, arritmias e infartos vai aumentar como resultado da pandemia”, afirmou.

“Isso é o que a gente está vendo no dia a dia: pacientes que tinham lesões estáveis que passaram a instabilizar depois de contrair a Covid”. 

Karina Tavares, fisioterapeuta do departamento de pacientes graves do Hospital Israelita Albert Einstein, cita ainda outras sequelas que podem ser deixadas pelo vírus. 

Além do impacto respiratório, muscular, cardíaco e neurológico, ela lembra da parte psicológica. “Tem a questão do estresse pós-traumático, que pode acontecer com qualquer doença grave, mas que é agravado com a Covid, dá mais medo por ser uma doença nova”, disse. “A pandemia também aumenta a ansiedade e transtornos psiquiátricos”.

Na experiência dela, a maior parte dos pacientes relata fadiga, que pode tanto estar relacionada à parte respiratória – afetada pela infecção – quanto à parte muscular, já que o paciente fica em repouso e tem menos apetite durante a fase aguda da doença. 

Tratamento 

Rached, do grupo Leforte, ressalta a importância de procurar atendimento mesmo depois de testar negativo para o vírus.

“Imaginemos um paciente que sente um cansaço, mas que não faz o acompanhamento porque era tolerável. A longo prazo, ele pode ter um acometimento maior e um comprometimento da capacidade respiratória. Se ele tivesse sido acompanhado, poderíamos ter tratado anteriormente, com prejuízo menor à saúde”, diz. 

Ele diz que o programa de reabilitação é prescrito conforme a necessidade do paciente e pode envolver fisioterapia e exercícios de recondicionamento. 

Tavares, do Einstein, complementa e diz que o paciente pode precisar de acompanhamento psicológico, de um terapeuta ocupacional e, às vezes, até de um fonoaudiólogo, pelos danos causados pela intrubação.

“Tem várias áreas de atuação possível”, declarou ela, acrescentando que, assim como não há protocolo padrão, ainda não há tempo estimado para o tratamento.

“É importante destacar que não é todo mundo que vai ter sequela pós-Covid. Tudo depende de como cada indivíduo vai evoluir. Também não há um tempo de recuperação estimado. Alguns vão demandar um tempo maior de reabilitação”, afirmou. 

Continue Lendo

Saúde

Desde início da vacinação, Brasil registra pelo menos 4,7 mil denúncias de fura-filas

Laurivânia Fernandes

Publicado

em

O Brasil registrou pelo menos 4,7 mil denúncias de fura-filas desde o início da vacinação contra a Covid-19, que começou em 17 de janeiro. Os dados são de um levantamento feito pelo ‘Profissão Repórter’ com base nas reclamações recebidas pelos Ministérios Públicos Estaduais e pela Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Apenas os MPs de Minas Gerais e Paraná não disponibilizaram os dados. 

O número de denúncias é ainda mais alto em todo o país, já que elas também podem ser feitas em outros órgãos, como nas ouvidorias dos governos dos estados e nas secretarias de saúde. 

Além disso, alguns Ministérios Públicos Estaduais apenas conseguiram passar dados parciais para o levantamento, de apenas algumas cidades ou setores do órgão, por conta da falta de consolidação das reclamações. 

Da denúncia à responsabilização

As denúncias de fura-filas são reclamações sobre supostas fraudes na imunização contra a Covid-19, em que pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários foram vacinadas antes das outras. 

Foram 4.675 casos recebidos pelos Ministérios Públicos — mas isso não quer dizer que estas denúncias envolvem 4.675 pessoas que furaram a fila da prioridade. Isso porque, depois que as denúncias são recebidas, os órgãos geralmente fazem um processo de triagem para identificar quais casos devem ser, de fato, encaminhados às Promotorias de Justiça competentes para serem investigados.

A triagem é necessária para eliminar casos duplicados, incoerentes ou que não apresentem indícios de ilegalidades. 

No Rio de Janeiro, por exemplo, o MP recebeu 519 reclamações sobre fura-filas. Após a análise desses casos, as promotorias instauraram 27 procedimentos administrativos, 3 inquéritos civis e 1 procedimento investigatório criminal. 

Já no Rio Grande do Sul, das 787 denúncias recebidas, 58 foram devolvidas aos destinatários para complementação de informação, 58 foram enviadas aos Centros de Apoio Operacional Cível e Criminal, 30 foram devolvidas aos denunciantes por não se tratar de caso de fura-fila e 641 foram enviadas às promotorias competentes. 

Se a investigação desses casos apontar que realmente houve ilegalidade na aplicação da vacina, o Ministério Público pode oferecer uma denúncia criminal ou entrar com uma ação por improbidade administrativa contra a pessoa que furou a prioridade da vacinação. 

Há também casos em que o órgão se reúne com integrantes da secretaria de Saúde da cidade para solicitar o cumprimento dos critérios de prioridade na campanha de vacinação local. 

Falta de dados

Não é possível saber quantas denúncias ou casos de fura-filas foram registrados em todo o Brasil como um todo desde o início da vacinação, pois, como já foi explicado, há diversos órgãos que podem receber esse tipo de reclamação.

Mesmo entre os Ministérios Públicos, há dificuldade para a consolidação do número total de denúncias recebidas. O MP de Minas Gerais, por exemplo, afirma que “não existe um canal centralizado de recebimento de denúncias” e que elas podem chegar “tanto pela ouvidoria, quanto diretamente à promotoria de justiça da comarca”. 

“Como os promotores têm independência funcional, não há uma centralização desses dados com o nível de detalhe necessário para saber se a denúncia é referente a fura-fila de vacina ou a outra questão referente ao programa de imunização. Por isso, mesmo quando solicitamos dados na ouvidoria, eles não representam a realidade devido a essa forma pulverizada de recebimento de denúncias”, afirma o MP-MG em nota. 

O Ministério Público do Paraná também afirma que não há centralização de recebimento de denúncias. “Aqui, no Ministério Público, cada promotoria tem um procedimento para acompanhar a aplicação das vacinas, e, no âmbito desses procedimentos, são investigadas eventuais denúncias. Mas essas denúncias são recebidas em cada comarca”, diz o órgão. 

Veja o número de denúncias recebidas pelos MPs de cada estado e pela Ouvidoria Nacional do MP:

Continue Lendo
Casas Duplex

Trending

Copyright © 2018 Encarando - Silas Freire. Todos os Direitos Reservados.
WhatsApp: 86. 98183-1178 / Fixo: 3234-9879
Email: encarando.com@gmail.com

WhatsApp chat