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Política

CRM-PI repudia declarações de Regina Sousa ao classificar médicos como ‘racistas e xenofóbicos’ em rede social

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação

O Conselho Regional de Medicina (CRM-PI) se manifestou sobre as declarações da Vice-Governadora do Piauí, Regina Sousa, que em uma rede social chamou médicos de ‘racistas e xenofóbicos’, ao compartilhar uma publicação que tecia críticas sobre a classe.

Publicação compartilhada pela Vice-Governadora no Twitter.

Na nota, além de repudiar a atitude da Vice-Governadora, o Conselho lamentou o fato do não reconhecimento do trabalho dos profissionais de saúde na linha de frente da pandemia do coronavírus, por parte de uma representante de estado.

“Lamenta-se que, neste momento em que se espera a atenção do poder público no sentido de garantir aos profissionais de saúde os recursos necessários para a prestação de um serviço de saúde de qualidade, a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa, não tenha o mínimo de ponderação para analisar a real situação da saúde em nosso Estado antes de ratificar comentários fora da realidade e que afrontam aqueles que trabalham muito com poucos recursos. Por fim, este Conselho Regional de Medicina, ao tempo em que solicita que a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa, apresente retratação pública em relação ao caso, informa que ajuizará a medida judicial cabível, sempre objetivando coibir o desrespeito aos profissionais médicos”, diz um trecho da nota.

Ness quarta-feira (29), Regina Sousa, retificou o texto e pediu desculpas, afirmando que “queria apenas reprovar a atitude do CRM do Pará”.

Leia a nota completa

NOTA DE REPÚDIO

Os (as) Conselheiros(as) que compõem o Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí – CRM-PI vêm a público REPUDIAR a atitude da Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa, a qual publicou, na sua conta na rede social Twitter, na data de 28.04.2020, postagem de outrem que fez comentários descabidos, injustos e ofensivos direcionados à classe médica nacional.

Consta da postagem original:
“Médicos Brasileiros preferem que as pessoas morram do que ter concorrência de médicos de Cuba. Mesmo que essa concorrência seja só pra provar que muitos médicos brasileiros são tão incompetentes quanto o Ministro da Saúde Nelson do 3° Reich!”

Não bastasse a ofensividade da postagem por si só, a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, que assim se identifica na rede social, além de publicar tal mensagem em sua própria conta no Twitter, acrescentou os termos “Racistas e xenófobos”.

Em nova postagem, datada de 29.04.2020, a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí ratificou a mensagem em questão, agravando ainda mais o teor desrespeitoso da mensagem:

“Num momento em que se antecipa a diplomação de jovens, que nem terminaram seus cursos,mas estão nos hospitais salvando vidas. Rejeitar os cubanos é racismo e xenofobia, isso eu reafirmo.”

Com efeito, o que se espera, sobretudo neste momento de combate à pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19), é que os médicos e demais profissionais de saúde tenham o devido reconhecimento e respeito por estarem na linha de frente dessa árdua batalha, a qual tem vitimado inclusive estes profissionais que têm colocado em risco suas próprias vidas em prol da vida de seus pacientes. É sabido que, muito embora os esforços de todos os médicos, independentemente da nacionalidade, sejam muito bem-vindos nessa luta, é necessário o cumprimento dos requisitos legais para atuação em território brasileiro. Assim, comentários desrespeitosos e ofensivos desta natureza, além de completamente incompatíveis com a postura que se espera de quem ocupa relevante cargo, são totalmente inadmissíveis e inaceitáveis

Lamenta-se ainda que, neste momento em que se espera a atenção do poder público no sentido de garantir aos profissionais de saúde os recursos necessários para a prestação de um serviço de saúde de qualidade, a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa, não tenha o mínimo de ponderação para analisar a real situação da saúde em nosso Estado antes de ratificar comentários fora da realidade e que afrontam aqueles que trabalham muito com poucos recursos. Por fim, este Conselho Regional de Medicina, ao tempo em que solicita que a Senhora Vice-Governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa, apresente retratação pública em relação ao caso, informa que ajuizará a medida judicial cabível, sempre objetivando coibir o desrespeito aos profissionais médicos.


Teresina-PI, 29 de abril de 2020.
MÍRIAN PERPÉTUA PALHA DIAS PARENTE
PRESIDENTE
CORPO DE CONSELHEIROS DO CRM-PI

Política

Em encontro com vereadores, Dr. Pessoa fala sobre mudança na estrutura administrativa da Prefeitura

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação

O prefeito, Dr. Pessoa (MDB), se reuniu nesta terça-feira (26/01), com 27 vereadores de Teresina no Palácio da Cidade para discutir sobre medidas que devem ser adotadas em sua gestão ainda este ano.

O prefeito destacou a importância do diálogo com o Legislativo e afirmou ainda que, não haverá ‘toma lá dá cá’, para que as matérias encaminhadas pelo Executivo sejam aprovadas pela Casa.

“A Câmara Municipal de Teresina é um poder independente e esse diálogo precisa fluir. É o que estou fazendo. Não é o toma lá dá cá, esse não é o meu modelo. Meu modelo é servir bem o povo da nossa cidade. Com certeza o poder executivo respeitará o legislativo para que Teresina ganhe cada vez mais com um novo olhar dessa administração que se inicia”, frisa o prefeito.

Na oportunidade, Dr. Pessoa tratou sobre um dos projetos que devem passar por apreciação dos vereadores. Um deles diz respeito às mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura.

“A intenção do prefeito é conversar, pois como a mensagem será encaminhada, quer mostrar aos vereadores e vereadoras o que pretende fazer”, pontua o vereador Renato Berger, líder do prefeito na Câmara Municipal.

O vereador Jeová Alencar (MDB), presidente da Câmara, destacou e parabenizou a iniciativa do chefe do executivo em buscar o diálogo com todos os parlamentares, independentemente das posições políticas de cada um. “Isso demonstra uma harmonia dos poderes para o bem da cidade, um espírito de trabalharmos unidos nesse momento tão difícil pelo qual passa nossa capital e da população”, afirma.

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Política

Deputada Margarete Coelho é cotada para vaga no STF, aponta colunista

Laurivânia Fernandes

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A deputada federal Margarete Coelho (PP), pode ser candidata à próxima vaga de ministra do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi divulgada na Coluna Painel, da Folha de São Paulo. Conforme noticiado pela jornalista Camila Matoso, as integrantes da bancada feminina que querem Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara vão atuar pela indicação da deputada piauiense para o Supremo. 

Ainda conforme a publicação, a parlamentar já é chamada de ministra no grupo de WhatsApp das colegas.

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Política

Presidente da Eletrobras renuncia ao cargo

Laurivânia Fernandes

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Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Eletrobras comunicou no domingo (24) que Wilson Ferreira Junior, atual presidente da empresa e membro do Conselho de Administração, renunciou ao cargo. Em fato relevante, a empresa afirma que a decisão foi tomada por motivos pessoais. 

Ferreira Jr. ficará no cargo até o dia 5 de março para fazer transição para seu sucessor, que ainda será indicado. Ele deve fazer um pronunciamento nesta segunda-feira (25).

Ferreira Jr. é grande defensor da privatização da empresa. No cargo desde julho de 2016, ele foi nomeado pelo ex-presidente Michel Temer. Depois, foi convidado pelo governo de Jair Bolsonaro para continuar no comando da estatal. 

Em dezembro, o governo anunciou que pretende realizar nove privatizações em 2021, entre as quais a da Eletrobras. A venda da estatal, porém, é um dos grandes desafios do governo Bolsonaro. 

A expectativa da pasta era que o projeto fosse aprovado ainda no primeiro semestre. Mas, na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que não haverá prejuízo se a votação pelo Congresso Nacional da privatização da companhia ficar para o segundo semestre deste ano. 

O governo prevê levantar cerca de R$ 16 bilhões com a privatização da Eletrobras, por meio de uma capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações e envolve pagamento de outorgas à União. 

O governo anterior, de Michel Temer, falava em promover uma desestatização da Eletrobras, por meio de uma operação em que a empresa emitiria novas ações e diluiria a fatia governamental na companhia para uma posição minoritária. A gestão Bolsonaro passou a adotar o termo “capitalização” para se referir ao processo. 

Último balanço mostra que a Eletrobras teve lucro de R$ 95,764 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 86,6% em relação ao mesmo período de 2019, quando o ganho ficou em R$ 715,872 milhões. A empresa justificou a queda do lucro ao aumento das provisões por redução na geração de energia, por processos judiciais e de contratos onerosos. 

Privatizações empacadas

A equipe do ministro Paulo Guedes teve grande dificuldade para avançar em 2020 com o programa federal de privatizações. Em dois anos de governo, nenhuma estatal de controle direto da União foi vendida e muitos dos leilões de concessão ou de parceria com a iniciativa privada previstos para o ano foram adiados ou cancelados. 

Em novembro, Guedes admitiu estar “bastante frustrado” por ainda não ter conseguido vender uma estatal. Na ocasião, ele afirmou que “acordos políticos” no Congresso têm impedido as privatizações. 

Em 2020, apenas 9 projetos federais da carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) foram anunciados como concluídos. Em janeiro de 2020, o governo previa leiloar ao menos 64 projetos.

A lista de promessas frustradas em 2020 inclui, entre outros, a venda de estatais como a Eletrobras, o leilão do 5G (tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet e que vem sendo alvo de disputas entre EUA e China), 22 aeroportos, 6 rodovias, 3 parques e 2 ferrovias. 

Quando assumiu o cargo, Guedes estimou que a privatização das estatais poderia render mais de R$ 1 trilhão para os cofres públicos – valor considerado superestimado pelos analistas. 

Mesmo após o choque trazido pela pandemia do novo coronavírus, Guedes pretendia fazer ao menos quatro grandes privatizações em 2020: Eletrobras, Correios, Porto de Santos e Pré-Sal Petróleo S.A. Em agosto, afirmou que o governo anunciaria “três ou quatro grandes privatizações” em até dois meses. 

Nenhuma estatal de controle direto da União, no entanto, foi vendida até o momento. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro decidiu se posicionar conta a privatização de empresas federais incluídas no PPI, como Casa da Moeda e Ceagesp. 

A nova meta da equipe econômica é realizar 104 leilões em 2021, incluindo 9 privatizações, entre as quais Eletrobras e Correios, além de 25 projetos de estados e prefeituras. Se os projetos saíram do papel, a expectativa é que resultem em mais de R$ 371 bilhões em investimentos ao longo dos anos de contrato. 

Secretário de Privatização deixou governo

Em agosto, o então secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, pediu demissão, alegando estar insatisfeito com o ritmo das privatizações, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. 

“O que ele me disse é que é muito difícil privatizar, que o estabilishment não deixa a privatização, que é tudo muito difícil, tudo muito emperrado”, declarou Guedes à época, emendando que o governo manteria o objetivo de fazer privatizações. 

Leia abaixo a íntegra do comunicado da Eletrobras:

Centrais Elétricas Brasileiras S/A (“Companhia” ou “Eletrobras”) (B3: ELET3, ELET5 & ELET6; NYSE: EBR & EBR.B; LATIBEX: XELT.O & XELT.B) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, Wilson Ferreira Junior, atual Presidente da Companhia e membro do Conselho de Administração, renunciou ao cargo de Presidente da Companhia, por motivos pessoais.

Wilson permanecerá no referido cargo de Presidente até o dia 5 de março de 2021, permitindo a adequada transição para seu sucessor, ainda a ser indicado. 

A Companhia aproveita o ensejo para agradecer ao Wilson por sua reconhecida liderança na reestruturação organizacional e financeira do Sistema Eletrobras durante seu mandato de cerca de 4,5 anos. Sob sua gestão, a Companhia atingiu lucros históricos, reduziu sua alavancagem a patamares compatíveis com a geração de caixa, reduziu custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência, colocou em operação obras atrasadas, simplificou a quantidade de participações acionárias, com a venda, incorporação e encerramento em cerca de 90 sociedades de propósito específico, aprimorou seu Programa de Compliance, padronizou estatutos sociais e alçadas de aprovação das Empresas Eletrobras e resolveu contenciosos importantes nos Estados Unidos decorrentes de reflexos da Operação Lava Jato, dentre outras realizações relevantes.

Em razão do objeto deste Fato Relevante, a Companhia convida a todos investidores para uma teleconferência às 15h de amanhã, dia 25 de janeiro, com a participação do Wilson.

Fonte: G1

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