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Conclusão do inquérito de Ciro Nogueira por corrupção e lavagem de dinheiro é adiado

Laurivânia Fernandes

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A expectativa é grande para a conclusão do processo de investigação de corrupção e lavagem de dinheiro do Senador Ciro Nogueira (PP). Porém, pelo andar da carruagem, teremos que esperar muito ainda para saber o resultado.

A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, pediu recentemente mais 60 dias para concluir o inquérito contra o político piauiense. Atrasando mais ainda o julgamento do processo pela justiça.

Ao pedir a prorrogação, um fato “divertido” aconteceu. A procuradora teria trocado num trecho do documento o nome de Ciro Nogueira por Ciro Gomes (PDT-CE).

A troca de nomes não traz qualquer problema jurídico para Gomes, que não é investigado. Já o Nogueira, ganhou com o adiamento mais tempo para se explicar sobre o suposto recebimento de quase 8 milhões de reais do grupo Odebrecht para atuar no Congresso Nacional a favor da empresa. Vai Encarar?

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Crise na PMT: enfermeiros anunciam paralisação em Teresina

Redação Encarando

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O Sindicato de Enfermeiros, Auxiliares, e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (SENATEPI) divulgou uma nota nas redes sociais informando que haverá uma assembleia para deliberar sobre uma possível greve em Teresina. A assembleia, com caráter extraordinário, será realizada na próxima terça-feira (02), às 8h, na Praça Marechal Deodoro da Fonseca.

Conforme a nota, a paralisação é em relação aos profissionais vinculados à Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS). Ainda de acordo com um profissional da área da saúde, que preferiu não ser identificado, a diminuição de 50% no valor dos plantões e 20% da insalubridade para quem está trabalhando na linha de frente do Covid-19 é o maior golpe realizado pela atual gestão da FMS na história de Teresina.

As principais pautas da assembleia extraordinária serão: corte da majoração da insalubridade; corte de adicional de plantão; corte de salários do setor Covid; descontos abusivos por faltas; uso de verbas do Previne sem repassar à categoria; paralisação de advertência; e greve por tempo indeterminado, caso não haja acordo.

É importante destacar o trabalho realizado pelos profissionais que estão trabalhando incansavelmente na pandemia, e a desvalorização da atual gestão para com os profissionais que estão na linha de frente.

A FMS informou, por meio de nota, que não houve redução de salários, e que os salários, insalubridade e plantão estão sendo pagos.

Confira a nota na íntegra!

A Fundação Municipal de Saúde informa que não teve redução real de salários dos profissionais que trabalham na área da saúde de Teresina. Os salários,insalubridade e plantão estão sendo pagos rigorosamente em dia. O que houve foi o fim do acréscimo temporário(até dia 31 de dezembro de 2020) de 20% no valor da insalubridade que foi autorizado em pelo Governo Federal,através do Ministério da Saúde,com aporte de recursos específico para essa finalidade.

No caso de segundo turno, também está sendo pago para os servidores cujos setores comprovem a necessidade. A FMS informa ainda que todas as medidas foram discutidas com as diretorias e informadas ao sindicato da categoria.

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Daniel, Chico, Flordelis… a omissão do Congresso fragiliza a democracia, por Antônio Britto

Laurivânia Fernandes

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Foto: Michel Jesus/Cleia Viana/Beto Barata

Não fosse Daniel… (“como é mesmo o sobrenome dele?”) e o retorno de Chico Rodrigues ao Congresso Nacional teria merecido um maior e merecido destaque esta semana. Ele volta a exercer o cargo de senador da República, cinco meses depois de ter transformado as cuecas em cofre para guardar dinheiro. Em uma próxima sessão, Rodrigues poderá encontrar no plenário a deputada Flordelis e, se prestar bem atenção, a tornozeleira eletrônica que ela usa. Em poucos dias, vitorioso o plano em andamento liderado por Artur Lira, os dois terão a companhia de Daniel Silveira, o deputado preso por agredir as instituições democráticas.

O que os três têm em comum? São representantes, por menos que se goste, de segmentos brasileiros. O senador, de um perfil antigo mas que se recusa a deixar a cena política. Frequentou seis partidos, sofreu processo de cassação por abuso do poder econômico e, em outubro passado, a acusação de desviar recursos destinados ao combate à pandemia. Localizado em casa, foi precavido: guardou 30 mil reais nas cuecas. A deputada, eleita por um fenômeno recente: algumas igrejas, se assim puderem ser chamadas, que assumem espaço crescente junto ao brasileiro pobre, e promovem a perigosa aproximação entre desespero, manipulação, dinheiro (para os pastores) e voto. Acusada de participação no assassinato do marido, está liberada para tomar decisões sobre o futuro dos brasileiros se sua localização seguir ao alcance da policia, via tornozelo. Já Daniel é um dos tantos frutos do bolsonarismo, eleito por um coquetel que mistura a aparente rejeição à política, pregação autoritária, defesa da violência e o intenso uso das redes sociais.

Somados, os três falam mal da desigualdade social, da fragilidade partidária, das carências ainda visíveis no processo civilizatório brasileiro.  Mas, respeite-se, chegaram a Brasília pelo soberano, ainda que imperfeito, exercício do voto.

O que agride, por não ser democrática nem sensata, é a omissão do Congresso Nacional – diante de graves denúncias cometidas por seus integrantes. Aqui, não está mais em jogo a soberania do voto mas a conivência do Parlamento com os que, vestidos com a indispensável imunidade, a utilizam para o crime.

Chico Rodrigues até agora não teve seu caso examinado pela Comissão de Ética do Senado. Flordelis não mereceu a atenção da mesma Comissão, na Câmara dos Deputados. E Daniel, em uma confissão da inutilidade a que foi condenado o mecanismo de auto regulação pelo Parlamento, teve seu caso enviado às pressas para a Comissão de Ética como forma de tentar aliviar sua prisão.

Ou seja: ironicamente, o que deveria ser obrigação e rotina -o Congresso proteger sua imagem e sua independência, promovendo o rigoroso e ágil exame de quaisquer desvios ou acusações a seus membros- torna-se exceção lembrada apenas quando se quer ganhar tempo até que novo escândalo surja e ocupe a vaga do anterior como ocorreu com Rodrigues e Flordelis.

A atitude suicida do Congresso Nacional já registra consequências indesejáveis, entre elas a necessidade de o Supremo Tribunal Federal avançar, cada vez com maior frequência, em direção a medidas punitivas quando estas poderiam e deveriam ter sido tomadas pelo Parlamento. E, pior: fortalecem na sociedade o espaço para a pregação de atitudes contrárias à democracia.

O país fez a opção definitiva pela democracia, como demonstram a atitude desta semana do Supremo Tribunal Federal e o aplauso praticamente unânime que colheu. Em nome da mesma opção, o Congresso Nacional não pode continuar silente diante de corrupção, assassinatos e agressões às instituições. É sua obrigação corrigir, com base na Constituição e nos princípios democráticos, seus erros e desvios. Ao omitir-se, o Congresso também comete um crime político. Ajuda a fragilizar a democracia da qual, mais que resultado e símbolo, precisa ser guardião.

Por Poder 360

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Caso influencer: terceiro envolvido no assalto contra empresário é um PM

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Um policial militar do estado do Piauí está sendo investigado por ser o terceiro envolvido no assalto em uma residência, que vitimou o empresário Abel Landim, na zona leste de Teresina. O assalto foi resultado de uma “parada dada”, liderada pela digital influencer, Roani Sampaio, de 19 anos.

De acordo com uma fonte, que preferiu não ter a identidade revelada, pelo menos dois policiais militares participaram do crime, mas apenas um PM, do 17° Batalhão, foi identificado até o momento. A identificação do policial foi feita após câmeras de segurança terem flagrado a tatuagem no braço do suspeito.

A investigação identificou que Roani Sampaio foi a líder da quadrilha, e a intenção dos criminosos eram sequestrar o empresário, porém a Polícia Militar foi acionada e conseguir chegar na residência no momento do crime. Dois bandidos conseguiram fugir, e dois, a digital influencer e o namorado, foram presos em flagrante. O namorado de Roani, Francisco Moisés, é filho de um policial que trabalha em Teresina. 

O empresário foi amarrado com algemas de plástico, teve dinheiro roubado, foi agredido pelos assaltantes, e ainda torturado com a prática da ‘roleta russa’. O caso agora está sendo investigado pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO.

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