Ciro Nogueira é aclamado “pai dos prefeitos” em almoço com gestores piauienses.

O senador Ciro Nogueira foi o centro das atenções em um almoço realizado em Brasília com dezenas de prefeitos do Piauí. O encontro, marcado por clima de confraternização e articulação política, terminou com o parlamentar sendo literalmente carregado nos braços por gestores municipais, que o aclamaram como “pai dos prefeitos”. A referência, segundo os próprios gestores, se deve ao volume de recursos destinados pelo senador aos municípios piauienses ao longo dos últimos anos, especialmente para obras de infraestrutura, saúde e mobilidade urbana. Prefeitos presentes destacaram que a atuação de Ciro em Brasília tem garantido investimentos considerados fundamentais para manter serviços e ampliar ações nas cidades do interior. O gesto simbólico reforça o prestígio político do senador junto às lideranças municipais e sinaliza alinhamento estratégico de olho nos próximos movimentos do cenário eleitoral. Nos bastidores, o encontro é visto como demonstração de força e capilaridade política no estado.


Prefeitos entram no radar do TCE por falhas na transparência. 

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) colocou no radar quatro gestores municipais por falhas no cumprimento das normas de transparência fiscal. Foram notificados os prefeitos de Altos  (Maxwell Da Mariinha ) ,  Alto Longá ( Belauto do Bigode) , Piripiri ( Jôve Oliveira) Juazeiro do Piauí ( José  Wilson) . Segundo a Corte de Contas, as prefeituras deixaram de divulgar, dentro do prazo legal, relatórios obrigatórios referentes à execução orçamentária e à gestão fiscal. A ausência ou incompletude das informações nos portais oficiais compromete o acesso da população a dados essenciais sobre receitas, despesas e a real situação financeira dos municípios. Para o Tribunal, a transparência não é apenas um requisito burocrático  é um dos pilares da boa governança. A falta de publicidade dos atos administrativos enfraquece o controle social, dificulta a fiscalização e pode resultar em sanções, como multas e outras penalidades previstas na legislação. Os gestores foram formalmente alertados e devem regularizar a situação o quanto antes. Em tempos de cobrança por responsabilidade com o dinheiro público, a não transparência é considerada uma das falhas mais graves de uma administração, por atingir diretamente a confiança da população e a credibilidade da gestão.

Climão em Brasília: gritos de “governador” para Wellington causam constrangimento a Rafael. 

Um momento de evidente desconforto marcou o encontro de prefeitos municipais do Piauí realizado nesta terça-feira, em Brasília. O evento reuniu gestores piauienses, integrantes da bancada federal e o governador Rafael Fonteles. Durante o encontro, o ministro Wellington Dias chegou ao local e foi saudado por alguns prefeitos como “governador”. Segundo relatos de testemunhas, as manifestações foram audíveis e repetidas, em tom de entusiasmo. A cena teria provocado constrangimento visível em Rafael Fonteles, que acompanhava o momento. Pessoas presentes afirmam que o ambiente, até então amistoso, ficou carregado após os cumprimentos. O episódio ocorre dias depois de declarações atribuídas a Wellington Dias indicando disposição para disputar novamente o Governo do Estado, o que já vinha movimentando os bastidores políticos. O encontro em Brasília acabou revelando que a sucessão estadual começa a sair do campo das conversas reservadas e ganha sinais públicos.

Contratação milionária da Mega Comunicação avança e amplia questionamentos. 

O caso envolvendo a contratação da empresa Mega Comunicação pelo Governo do Estado ganhou novos contornos após a divulgação de informações que colocam sob análise o processo licitatório estimado em quase R$ 100 milhões. A licitação, conduzida pela Secretaria de Administração do Estado, teve como objeto a confecção e instalação de painéis e letreiros luminosos para órgãos públicos estaduais. Chamou atenção a apresentação de propostas com valores praticamente idênticos entre empresas participantes, sendo que a Mega Comunicação foi declarada vencedora com diferença de centavos. A empresa pertence a Alexandre Noleto, irmão do secretário de Comunicação do Estado, Marcelo Noleto. A relação familiar passou a integrar o debate público em torno do caso, embora até o momento não haja decisão conclusiva por parte dos órgãos de controle. O procedimento está sob acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado, e a expectativa é pelo avanço das apurações e eventuais esclarecimentos oficiais. A coluna segue acompanhando.

MP investiga contratações de OSS no Piauí. 

O Ministério Público do Estado do Piauí instaurou procedimento administrativo para apurar como as Organizações Sociais de Saúde (OSS) que atuam no estado estão realizando a contratação de funcionários. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 003/2026, assinada pelo promotor de Justiça Edilson Farias, titular da 34ª Promotoria de Justiça de Teresina. O foco da investigação é verificar se os processos seletivos obedecem aos princípios da impessoalidade, objetividade e publicidade, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 1923/DF. Na ocasião, a Corte estabeleceu que contratações realizadas por Organizações Sociais com recursos públicos devem seguir critérios transparentes, garantindo igualdade de acesso às vagas e evitando favorecimentos. A iniciativa do MP lança luz sobre a gestão de contratos na saúde pública estadual e pode provocar ajustes nos modelos de seleção adotados pelas OSS, caso sejam constatadas irregularidades. Nos bastidores, o movimento é visto como um recado claro sobre a necessidade de transparência no uso do dinheiro público.

Tensão entre construtores ligados ao governo e grupo do Maranhão pode estar perto do desfecho. 

Informações que chegaram à coluna apontam que estaria próximo de um desfecho o embaraço envolvendo integrantes do grupo conhecido nos bastidores como “Rafaboys” formado por construtores com forte interlocução junto ao governo estadual e uma família do Maranhão apontada como operadora de empréstimos informais. Segundo relatos, o clima teria azedado por conta da chamada “rolagem” de dívidas. Empresários do setor de obras públicas, responsáveis por contratos com o Estado, estariam enfrentando dificuldades para honrar compromissos financeiros assumidos para dar início a empreendimentos. A situação teria evoluído para troca de recados duros por meio de aplicativos de mensagens. Nos bastidores, comenta-se que alguns construtores, entre eles o empresário Felipinho, bastante citado como próximo ao núcleo político do governo liderado por Rafael Fonteles, teriam recorrido a crédito informal para manter o ritmo das obras enquanto aguardavam repasses e medições. Com atrasos e dificuldades de fluxo de caixa, o impasse financeiro teria se agravado, elevando a temperatura da disputa. Interlocutores relatam que a tensão subiu de tom nas últimas semanas, embora nenhuma denúncia formal tenha sido apresentada até o momento. Procuradas informalmente por aliados, fontes ligadas ao governo evitam comentar o assunto e afirmam que contratos e pagamentos seguem dentro da normalidade administrativa. Já do outro lado, o silêncio também predomina.