O governo do Piauí firmou, em fevereiro de 2026, um contrato de R$ 5.443.200,00 para locação de um jato executivo destinado ao transporte de autoridades. O acordo foi fechado sem licitação, com base na justificativa de situação emergencial.
O contrato, firmado pelo Gabinete Militar, prevê o uso de uma aeronave biturbinada com padrão executivo: cabine pressurizada, assentos revestidos em couro, serviço de bordo e lavatório privativo. O custo estimado chega a R$ 33.600 por hora de voo, valor que será pago com recursos públicos.
O ponto que chama atenção é que, no momento da assinatura, o Estado já possuía um contrato ativo para o mesmo tipo de serviço. Firmado em 2020, ainda na gestão anterior, o acordo segue válido até dezembro de 2026 e previa a utilização de aeronave para transporte oficial por um custo total inferior ao novo contrato.
Mesmo com esse serviço em vigor, o governo optou por firmar um novo acordo, com valor mais elevado e sem processo licitatório. A legislação permite a dispensa de licitação em casos específicos, como situações emergenciais ou de risco imediato, mas a existência de um contrato anterior levanta questionamentos sobre a real necessidade da medida.
A contratação também ocorre em um cenário em que o estado enfrenta desafios em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública, o que intensifica o debate sobre a aplicação dos recursos.