A confusão protagonizada durante uma partida de futebol entre integrantes do governo e da Câmara de Teresina está longe de terminar. Nem mesmo o café da manhã articulado pelo secretário Washington Bandeira, que reuniu vereadores e o presidente da Câmara, Enzo Samuel, foi suficiente para conter o desgaste. Pelo contrário. O clima segue pesado e a crise ganhou novos capítulos. Uma audiência prevista com o governador Rafael Fonteles sequer aconteceu. Nos bastidores, a informação é direta: Enzo Samuel desistiu de sentar à mesa, irritado com o que considerou desrespeito por parte do secretário de Comunicação, Marcelo Noleto. E dentro do próprio governo, a pergunta começa a incomodar: o que sustenta tanta força de Marcelo Noleto? Mesmo em meio ao desgaste, ele segue com espaço, orçamento robusto na Comunicação e influência ativa nos bastidores políticos. Aliados lembram que, quando estava na Secretaria de Governo, Noleto já acumulava poder e teria interferido em articulações importantes inclusive nas eleições de 2024 e no cenário político de Teresina, envolvendo o nome de Fábio Novo. Outro episódio que volta ao radar é a saída de Chico Lucas do núcleo do governo para Brasília, interpretada por integrantes da base como reflexo direto de disputas internas.
MDB registra dissidências e apoio a Júlio César encontra resistência interna.
A construção de apoio ao nome de Júlio César dentro do MDB enfrenta dificuldades e já encontra resistência declarada de pelo menos dois parlamentares da sigla. O deputado estadual coronel Carlos Augusto afirmou, durante participação no programa Vai Encarar, da Silas TV, que condiciona seu voto à reintegração do coronel Feitosa aos quadros do partido, mesmo que como candidato. Feitosa, que disputou a Prefeitura de Uruçuí e é eleitor de Carlos Augusto, foi posteriormente incentivado por Georgiano Neto a concorrer a uma vaga de deputado estadual, movimento que gerou insatisfação no grupo político. A deputada Ana Paula também não confirmou apoio. Em declarações recentes à imprensa, ela afirmou que ainda não está convencida a votar em Júlio César, indicando um cenário de incerteza quanto ao alinhamento interno. Com isso, a situação de Júlio César dentro da base governista se torna mais complexa, com sinais de divisão no MDB que podem impactar sua viabilidade política no processo em curso.
Apelo de Silas Freire é atendido e hospital de câncer recebe R$ 500 mil após polêmica com show em Teresina.
A repercussão da cobrança feita pela Silas TV e pelo portal Encarando sobre o uso de recursos públicos em eventos festivos, em detrimento de áreas essenciais como saúde e educação, surtiu efeito direto. Durante o programa Vai Encarar, o apresentador Silas Freire fez um apelo público ao DJ Alok, que se apresentou recentemente em Teresina, em meio à polêmica envolvendo o investimento de R$ 1,8 milhão no evento. Na ocasião, Silas solicitou que o artista contribuísse com o Hospital São Marcos, referência no atendimento a pacientes com câncer e considerado uma das principais portas abertas para esse tipo de tratamento no estado. O pedido ganhou repercussão nas redes sociais após a exibição de um corte do programa, levando o próprio Alok a se manifestar. Em resposta, o artista afirmou que já estava providenciando a doação e anunciou que R$ 500 mil, de um total de R$ 1 milhão que pretende destinar ao Piauí diante das demandas apresentadas, serão direcionados ao hospital. A iniciativa reforça que a crítica levantada por Silas Freire não era contra o evento ou o artista, mas sim sobre a priorização de recursos públicos. Atualmente, o Hospital São Marcos recebe cerca de R$ 900 mil mensais do Estado, valor inferior ao destinado para a realização do show. Com a doação confirmada, pacientes oncológicos e suas famílias passam a contar com um reforço importante no atendimento, resultado direto da mobilização e do debate público provocado pela imprensa local.
TJ do Piauí endurece e mantém acusado de matar três no trânsito preso em Teresina.
O Tribunal de Justiça do Piauí está dando um recado claro: quem mata no trânsito não vai mais contar com facilidade para responder em liberdade. A prova disso é a decisão recente que manteve preso o mestre de obras Raimundo Nonato da Conceição Morais, acusado de provocar um acidente que matou três pessoas na zona Sul de Teresina. O pedido de habeas corpus foi negado por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal. Os desembargadores entenderam que não há ilegalidade na prisão e que a gravidade do caso justifica a manutenção da preventiva. E aqui está a mudança de chave: durante muito tempo, esse tipo de crime acabava tratado com brandura. Acusados recorriam, protelavam julgamentos com artimanhas jurídicas e, quase sempre, permaneciam soltos mesmo após tirar vidas. As decisões mais recentes mostram que o Judiciário piauiense passou a tratar esses casos com o peso que eles realmente têm. Matar no trânsito deixou de ser visto como mera imprudência e passa a ser encarado como um ato de extrema gravidade um verdadeiro crime bárbaro. A prisão mantida neste caso não é apenas uma decisão isolada. É um sinal de mudança. Um alerta de que a liberdade não será mais automática para quem transforma o trânsito em cenário de morte. É a Justiça respondendo à altura da dor das famílias e dizendo, sem rodeios: quem mata no trânsito, responde como deve preso.
Cadastro nacional: reforço na luta contra a violência contra a mulher.
O Senado Federal deu um passo importante nesta semana ao aprovar o projeto que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A medida endurece o combate à violência doméstica e fecha brechas históricas que permitiam que agressores escapassem do alcance da Justiça muitas vezes apenas mudando de estado para recomeçar, como se nada tivesse acontecido. Com o banco de dados unificado, condenados por crimes como feminicídio, estupro e violência psicológica passarão a ser monitorados em nível nacional. A intenção é clara: dificultar fugas, reduzir a reincidência e impedir que criminosos se escondam atrás da burocracia. O projeto também prevê o sigilo das vítimas, garantindo proteção a quem já sofreu porque quem precisa de visibilidade é o crime, não a vítima.
Governo do Rio prioriza contas públicas e descarta patrocínio a show de Shakira.
O governo do Rio de Janeiro decidiu não patrocinar o show da cantora internacional Shakira, alegando que o estado atravessa um momento fiscal delicado e precisa concentrar esforços em áreas prioritárias. A decisão é considerada sensata diante do cenário econômico. Em vez de direcionar recursos públicos para eventos de grande porte, a gestão opta por preservar o caixa e reforçar investimentos em setores essenciais como saúde, segurança e educação. Em tempos de aperto financeiro, a escolha sinaliza responsabilidade administrativa. O entendimento é de que grandes espetáculos podem ser viabilizados pela iniciativa privada, sem a necessidade de aporte do dinheiro público. A medida também reflete uma mudança de postura na condução dos gastos: menos exposição e mais compromisso com as demandas reais da população.
Silas Freire