PSD já trata como certo recuo de Júlio César da disputa ao Senado.

Os bastidores dentro do PSD e entre prefeitos aliados do deputado federal Júlio César apontam que ele deve desistir da candidatura ao Senado até o final de maio. A dificuldade de ampliar apoios dentro da base governista, principalmente no MDB e em setores do PT, teria pesado na decisão. Segundo fontes ligadas às articulações do partido, mais uma reunião realizada no sítio Canaã, residência de Júlio César, consolidou o entendimento de que o parlamentar deverá disputar novamente uma vaga para deputado federal. A avaliação dentro do PSD é que a estratégia fortalece a chapa proporcional do partido, aumentando a possibilidade de eleger até três deputados federais e ampliar também a bancada estadual. Apesar disso, a tendência é que Júlio César continue negando publicamente qualquer recuo até o fim de maio.

Governo aumenta plano de saúde do servidor enquanto pacientes enfrentam fila e demora em cirurgias. 

O Governo do Estado reajustou em 5,6% os valores do Iaspi e do Plamta, aumentando o custo do plano de saúde dos servidores públicos justamente no mês dedicado ao trabalhador. O problema é que o reajuste chega acompanhado de muitas reclamações sobre a demora nos atendimentos. Servidores relatam dificuldades para conseguir consultas, exames e, principalmente, autorizações de cirurgias, que em alguns casos levam meses para serem liberadas. Entre os usuários dos planos, cresce a insatisfação com o aumento no valor cobrado sem que haja melhora percebida na qualidade e na agilidade dos serviços prestados. 


Meio Norte deve escancarar ainda mais perfil de TV estatal do governo Rafael

O Sistema Meio Norte de Comunicação prepara uma ampla reformulação em sua programação e deve escancarar ainda mais o perfil governista que já marca a linha editorial da emissora desde o início da gestão Rafael Fonteles. A mudança atingiu praticamente toda a grade da emissora, com alterações em programas, formatos e no direcionamento editorial. Nos bastidores políticos e jornalísticos, a avaliação é de que o grupo comandado pelo empresário Paulo Guimarães caminha para assumir de vez características de uma verdadeira TV estatal informal do Palácio de Karnak. A emissora, que desde o começo do atual governo é apontada como uma das maiores beneficiadas pelas verbas de publicidade institucional do Estado, aparece em documentações oficiais recebendo cifras milionárias anualmente dos cofres públicos, com valores que ultrapassariam R$ 1 milhão mensais. A nova estratégia prevê uma programação mais concentrada em noticiários políticos, numa espécie de “MN News”, destacando ações positivas do governo estadual e ampliando espaço para pautas negativas envolvendo adversários políticos da atual gestão. Nos bastidores da emissora, profissionais relatam preocupação com o novo direcionamento editorial. Jornalistas do próprio grupo afirmam reservadamente que a mudança representa apenas a oficialização de um alinhamento político que já existia, mas que agora deve ficar ainda mais explícito na programação diária. A reformulação ocorre em meio à crise de credibilidade e aos problemas de audiência enfrentados atualmente pela emissora. Aliados do governo afirmam que existe cobrança para que o grupo apresente maior retorno político e de imagem diante do elevado volume de recursos públicos recebidos através de publicidade institucional. A coluna observa ainda que a Justiça Eleitoral deve acompanhar atentamente essa mudança editorial, diante do risco de uma emissora privada assumir características de comunicação estatal e passar a funcionar, na prática, como instrumento permanente de promoção institucional de candidatos ligados ao Palácio de Karnak.

Aliados do Centrão veem vazamentos sobre investigação contra Ciro como tentativa de desgaste político. 

As matérias jornalísticas veiculadas no fim de semana por setores da mídia nacional, tendo como base informações atribuídas à Polícia Federal, envolvendo o senador Ciro Nogueira, aumentaram a reação de integrantes do Centrão em Brasília. Os relatos tratam da aquisição de um apartamento avaliado em cerca de R$ 22 milhões. Pessoas próximas ao parlamentar afirmam, porém, que Ciro Nogueira já possuía imóvel no mesmo prédio e teria apenas realizado a troca por uma unidade maior. Para membros do Centrão, a divulgação de pontos da investigação envolvendo o caso Master, mesmo sem conclusão definitiva, demonstra uma estratégia de exposição pública capaz de desgastar a imagem de um dos principais líderes do bloco político no Congresso Nacional.Nos bastidores de Brasília, aliados do senador avaliam que a forma como as informações vêm sendo divulgadas teria como objetivo enfraquecer o Centrão em um momento em que o grupo se aproxima politicamente do projeto ligado ao senador Flávio Bolsonaro para 2026. Segundo essa avaliação política, o enfraquecimento do bloco acabaria beneficiando, de forma direta ou indireta, o campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

União Brasil reúne multidão em Teresina e fortalece pré-candidatura de Joel Rodrigues. 

O União Brasil realizou no último sábado um grande encontro político no Hotel Arrey, na zona leste de Teresina, reunindo cerca de 2 mil militantes e lideranças políticas da capital. O evento marcou uma forte demonstração de apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Joel Rodrigues, que foi recebido com entusiasmo e praticamente aclamado ao chegar ao auditório. O encontro foi comandado pelo prefeito Silvio Mendes e pelo vice-prefeito Jeová Alencar, que reuniu lideranças de diversos setores da capital e demonstrou força política e capacidade de mobilização. Durante o encontro, também foram feitos elogios e manifestações de apoio ao senador Ciro Nogueira, apesar de sua ausência no evento. As movimentações políticas seguem intensas no Piauí, enquanto os grupos de oposição trabalham para consolidar alianças e fortalecer suas pré-candidaturas para 2026.



MPF cobra mais clareza e organização na gestão da FMS. 

O Ministério Público Federal passou a exigir mais clareza documental e organização na gestão de recursos da Fundação Municipal de Saúde, envolvendo contratos e procedimentos administrativos que somam cerca de R$ 1,8 milhão. A cobrança do MPF está relacionada à necessidade de maior controle burocrático e transparência na aplicação dos recursos públicos. Até o momento, porém, não há apontamento de desvio de finalidade, roubo ou irregularidade criminal atribuída à atual gestão municipal. O caso envolve recomendações administrativas e medidas de adequação na documentação e nos processos internos da Fundação Municipal de Saúde.