A coluna teve acesso aos dados de uma pesquisa estadual realizada com cerca de 4 mil entrevistados. Como o levantamento não foi registrado na Justiça Eleitoral, não serão divulgados números ou percentuais, apenas as tendências observadas na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa do Piauí. O estudo, encomendado por um grande grupo empresarial, traça um retrato do momento e aponta quais nomes aparecem em melhores condições na corrida eleitoral. A relação dos candidatos não está em ordem de favoritismo, servindo apenas para indicar aqueles que, segundo o levantamento, figuram entre os mais competitivos em seus respectivos grupos políticos. A projeção indica que a Federação formada por PT, PV e PCdoB poderá conquistar cerca de 14 cadeiras. Entre os nomes que aparecem no grupo dos favoritos estão Dr. Vinícius, Vinícius Dias, Janaína Marques, Fábio Xavier, Rubens Vieira, Limma, Fábio Novo, Nerinho, Gil Carlos, Hélio Isaías, Breno Macedo, Enzo Samuel, Firmino Paulo, Flávio Júnior e Evaldo Gomes. São 16 nomes disputando as 14 vagas projetadas para a federação. No MDB, a estimativa aponta para uma bancada de sete deputados considerados em situação mais confortável, com uma disputa aberta pela oitava cadeira. Aparecem entre os mais competitivos Severo Eulálio, João Mádison, Nayara Santos, Dr. Hélio, Themístocles Filho, Coronel Carlos Augusto, Henrique Pires, Ana Paula, Gracinha Mão Santa e Avelar Ferreira. Dez nomes disputam as vagas projetadas para o partido. Já o PSD surge com potencial para eleger cinco parlamentares. Entre os nomes mais citados estão Júlio César Filho, Toninho Caridade, Capote, Marden Menezes, Simone Pereira, Tiago Vasconcelos e Draga Alana. O grupo reúne sete candidatos considerados competitivos para cinco vagas estimadas. Na federação entre Progressistas e União Brasil, a projeção é de três cadeiras consideradas mais consolidadas, com a disputa concentrada na conquista de uma quarta vaga. Os nomes que aparecem no grupo dos favoritos são Gustavo Neiva, Júnior Percy, José Fernando, Petrus Evelyn e Silas Freire.
Quadro de projeção de vagas
* Federação PT/PV/PCdoB: 14 vagas projetadas;
* MDB: 7 vagas consideradas consolidadas, disputando a 8ª cadeira;
* PSD: 5 vagas projetadas;
* União Progressista (PP/União Brasil): 3 vagas consideradas consolidadas, disputando a 4ª cadeira.
Um dos aspectos mais interessantes do levantamento é que a disputa pelas 30 cadeiras da Assembleia Legislativa parece concentrar uma indefinição justamente entre MDB e União Progressista. Enquanto o MDB aparece com sete vagas mais seguras e luta para alcançar a oitava cadeira, a União Progressista tem três vagas mais consolidadas e busca conquistar a quarta. Na prática, o desempenho final dessas duas chapas poderá definir a distribuição das últimas cadeiras em disputa.
Nos bastidores, nome de Paulo Márcio ganha força para suplência de Marcelo Castro.
Com a sinalização do senador Marcelo Castro (MDB) de que a primeira suplência ao Senado deverá ser indicada pelo grupo do vice-governador Themístocles Filho, começam a surgir avaliações internas sobre possíveis nomes para a composição. Entre as leituras de bastidores, o nome do médico e ex-gestor do Hospital Universitário, Paulo Márcio, passa a ser lembrado como um quadro técnico com forte atuação na área da saúde e experiência administrativa, o que poderia agregar perfil diferenciado à chapa. Aliados avaliam que a escolha de um nome técnico, com trajetória na gestão da saúde e projeção pública recente em Teresina, poderia ampliar o alcance político da composição e reforçar a imagem de equilíbrio entre política e competência técnica. A definição ainda não está fechada, mas a discussão já integra o conjunto de articulações internas do MDB e do grupo de Themístocles na formação da chapa para 2026.
Moradores de rua e o desafio da ressocialização em Teresina.
O crescimento da população em situação de rua no centro de Teresina tem provocado preocupação entre comerciantes, trabalhadores e frequentadores da região. Para críticos da atual política municipal, a assistência oferecida pela Prefeitura tem se concentrado em medidas emergenciais, como alimentação, higiene e acolhimento temporário, sem apresentar resultados efetivos na recuperação e reinserção social dessas pessoas. Segundo essa avaliação, grande parte dos moradores de rua enfrenta problemas relacionados à dependência química, o que exigiria uma atuação mais forte em tratamento, recuperação e ressocialização. Os críticos defendem que o poder público deveria ampliar parcerias com clínicas, comunidades terapêuticas e programas de reintegração ao mercado de trabalho, oferecendo uma alternativa concreta para que essas pessoas deixem as ruas. Enquanto isso não ocorre, argumentam, o número de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade continua crescendo, especialmente na região central da capital. O resultado, segundo moradores e comerciantes, é o aumento da sensação de insegurança, da desordem urbana e da degradação de áreas importantes da cidade. Para esses críticos, a gestão municipal precisa ir além das ações assistenciais imediatas e construir uma política pública voltada à recuperação da dignidade humana, com foco na superação da dependência química e na reinserção social. Sem isso, avaliam, Teresina continuará enfrentando um problema que afeta tanto as pessoas em situação de rua quanto toda a população que convive diariamente com essa realidade.
PT Raiz defende mulher na primeira suplência de Júlio César e volta a citar ex-vereadora Rosário.
Nos bastidores da política piauiense, cresce uma corrente ligada ao chamado “PT Raiz” defendendo que a primeira suplência na chapa ao Senado encabeçada por Júlio César seja ocupada por uma mulher com trajetória histórica no Partido dos Trabalhadores. Entre os nomes lembrados está o da ex-vereadora Rosário Bezerra , militante de longa atuação na legenda e considerada por setores petistas como representante da identidade tradicional do partido no Piauí. A discussão ganhou força após a ex-governadora Regina Souza sinalizar que não pretende mais disputar cargos eletivos, abrindo espaço para novas articulações dentro do campo petista. Entretanto, a tese encontra resistência nos bastidores. Integrantes do partido apontam que o grupo político liderado pelo ministro Wellington Dias mantém influência significativa nas decisões da legenda. Nesse contexto, o nome de Yasmin Dias continua sendo citado como uma das alternativas para compor a chapa, especialmente após sua participação mais ativa nos movimentos de pré-campanha ligados ao grupo político da família. Para setores do PT Raiz, a indicação da suplência deveria priorizar quadros históricos da legenda e ampliar a representatividade interna do partido. Já aliados do grupo de Wellington Dias defendem que a composição da chapa deve levar em conta critérios políticos e eleitorais capazes de fortalecer o projeto petista para 2026. A disputa pela suplência, ainda longe de uma definição oficial, revela que as conversas sobre a formação da chapa majoritária já movimentam os bastidores da política piauiense.
Possível delação de Vorcaro muda foco das atenções em Brasília.
A informação de que uma nova proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro voltaria a mencionar contratos relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a movimentar os bastidores de Brasília. O conteúdo atribuído ao acordo pode deslocar o foco das discussões para o ambiente do Judiciário, diferentemente de outras investigações que tradicionalmente atingem agentes políticos e lideranças partidárias. Nesse contexto, integrantes de grupos políticos historicamente ligados ao Centrão aparecem menos expostos, enquanto as atenções se voltam para possíveis repercussões institucionais decorrentes das informações que teriam sido apresentadas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o teor da colaboração nem sobre eventuais motivos para sua aceitação ou rejeição. A análise de acordos de delação segue critérios legais e depende da avaliação dos órgãos competentes. O caso, porém, amplia o interesse em torno dos próximos desdobramentos da investigação e reforça o debate sobre a necessidade de que todas as apurações avancem com os mesmos critérios, independentemente da posição ou influência dos envolvidos.
Karytha Leal