Lula questiona autonomia do Banco Central e defende maior influência do governo na economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a questionar o modelo de autonomia do Banco Central e defendeu uma maior participação do chefe do Executivo na condução da política econômica. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (15), durante entrevista concedida à Record.

Durante a sabatina, Lula criticou a independência formal do Banco Central, estabelecida por lei em 2021. Segundo o presidente, o modelo atual limita a capacidade do governo eleito de implementar as propostas econômicas apresentadas durante a campanha eleitoral.

Lula afirmou que a autonomia da autoridade monetária não teria solucionado os principais problemas econômicos do país e defendeu que o presidente tenha maior influência sobre as decisões relacionadas à política econômica.

A autonomia do Banco Central foi estabelecida pela Lei Complementar nº 179, de 2021, que definiu objetivos e regras para o funcionamento da instituição e estabeleceu mandatos fixos para o presidente e os diretores do órgão.

A discussão sobre a autonomia do Banco Central voltou a ganhar destaque no cenário político e econômico brasileiro durante o período eleitoral. A atuação da autoridade monetária, especialmente na definição da taxa básica de juros, é um dos principais pontos de debate entre o governo e diferentes setores da economia.

A entrevista de Lula fez parte da programação da Record para as eleições de 2026, que inclui uma série de entrevistas com candidatos à Presidência.