O governador Wellington Dias visitou, nesta sexta-feira (04), as obras de reforma da Casa do Cantador, que há quase 40 anos abriga cordelistas e repentistas. O local está recebendo investimentos de R$ 200 mil do Governo do Estado, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e patrocínio do Armazém Paraíba para que, além de novos alojamentos, se transforme em um centro de cultura popular.
Idealizada inicialmente para abrigar cantadores de repente e cordelistas, a Casa do Cantador, que pertence à Associação dos Violeiros, é um berço da cultura popular brasileira, mais precisamente nordestina, e conta com um dos festivais mais antigos, o Festival de Violeiros. Por isso, com a revitalização do espaço, terá uma biblioteca de cordel, uma sala de pesquisa e poderá funcionar integrada com as escolas, além de oferecer cursos.
“Aqui estou sugerindo à casa que demos um passo a mais, à vinculação para uma escola do repete para aprimorar as novas gerações à musicalidade da cultura mais popular. A Casa já é um centro de pesquisa e há uma integração com as escolas, isso pode ser ampliado ainda mais. Poderemos também, no modelo que já temos com a Academia de Letras, ter a Academia dos Repentistas e trabalhar no formato de edição, com planejamento anual para abrir a oportunidade para a publicação dos cantadores populares. São passos que fazem com que essa cultura, importante para o Piauí, para o Nordeste e para o Brasil, possa ter vida longa”, ressaltou o chefe do Executivo estadual.
A casa foi construída, mobiliada e doada à Associação dos Violeiros pelo empresário João Claudino Fernandes, em 1985 para que os violeiros e repentistas pudessem ter abrigo quando viessem ao Festival de Violeiros do Norte e Nordeste, que é realizado há quase 50 anos, em Teresina. Para o presidente da Casa do Cantador, Pedro Mendes, a revitalização da casa significa a perpetuação dessa cultura para que as crianças a conheçam.
“Estamos fazendo uma reforma na primeira parte da casa, que será destinada aos pesquisadores, sobretudo às crianças, porque o cordel é nossa primeira cultura, mas continua sendo a cultura permanente, pela grandeza que representa, sobretudo pela maneira ajustada de como o cordel trata a literatura e os fatos históricos, sociais, políticos ou filosóficos de uma região”, afirmou o presidente.