O governador Rafael Fonteles chamou a população nas redes sociais para o show do DJ Alok, marcado para o próximo sábado (25). Mas deixou de destacar um ponto que virou o centro da polêmica: o custo para os cofres públicos de cerca de R$ 1,8 milhão, em contratação sem licitação, que caiu mal e gerou forte reação na internet. A população reagiu. Enquanto muitos enfrentam falta de água, dificuldades na saúde, caos no Liceu Piauiense e no dia a dia, além de tragédias recentes como a de uma família em Barras que morreu após o desabamento de uma casa precária , o governo aparece bancando um evento milionário com dinheiro público. O modelo adotado também entrou no debate: apesar de ter área gratuita, o show contará com espaços pagos e mais elitizados com bebidas à vontade. Nas redes, o sentimento predominante é de revolta. Muita gente até aprova o artista, mas questiona o momento e o valor do investimento. Internautas afirmam que o episódio virou símbolo de propaganda política com recursos públicos uma tentativa de aproximação com a população em meio a um cenário de aperto e cobranças crescentes.
Chapa única domina bastidores e Robert Brow caminha para aclamação na Federação Piauiense de Futebol.
Apito final para qualquer dúvida: o prazo para registro de chapas se encerrou ontem, às 18 horas, e o jogo eleitoral na Federação Piauiense de Futebol praticamente não teve disputa. Só uma chapa entrou em campo a do atual presidente, Robert Brow e entrou com força total, respaldada pela assinatura unânime de clubes e ligas. Enquanto isso, do outro lado, quem ensaiou candidatura ficou no aquecimento e nem chegou a pisar no gramado. A articulação liderada pelo ex-vereador Renato Beger e pelo ex-secretário de Esporte Vicente Sobrinho não conseguiu cumprir o básico: reunir assinaturas. E aqui não tem interpretação o estatuto é claro como regra de jogo: são necessárias pelo menos cinco assinaturas de associados para validar uma chapa. Eles não conseguiram nenhuma. Nenhuma. Na prática, faltou apoio, faltou articulação e, principalmente, faltou condição real de disputa. O resultado é um cenário de W.O. político dentro da entidade. Sem adversário formalmente registrado, o caminho está livre. Robert Brow deve ser aclamado presidente, consolidando mais um mandato com respaldo absoluto dos filiados e sem precisar enfrentar concorrência nas urnas.
Pré-candidatura de Joel Rodrigues mexe no jogo e empolga situação e oposição no Piauí.
Olha, a pré-candidatura de Joel Rodrigues ao Governo do Estado está mexendo com o tabuleiro político no Piauí e o mais curioso: empolgando tanto a oposição quanto a situação. E a coluna explica. Do lado da oposição, o entusiasmo tem motivo claro. Aliados de Joel apontam crescimento em pesquisas que consideram consistentes, inclusive levantamentos de alcance nacional, além de destacar o que chamam de “calor humano” do pré-candidato. Seja nas redes sociais ou nas andanças pelo interior, Joel Rodrigues vem ganhando visibilidade, muito ancorado na sua trajetória pessoal e nas gestões que realizou em Floriano. Agora, o ponto que chama atenção está do outro lado. Por que a situação também estaria empolgada? Nos bastidores, a leitura é direta: a movimentação de Joel provocou uma mudança de postura no Palácio. Deputados e aliados relatam que voltaram a ter espaço e tratamento mais próximo por parte do governador Rafael Fonteles. Antes, segundo esses relatos, a relação era mais protocolar, restrita a agendas e registros fotográficos. Agora, o cenário seria outro: visitas mais frequentes, conversas diretas e uma presença mais intensa nos municípios. Há quem diga que o governador passou a adotar um estilo mais próximo do que já vinha sendo praticado por Joel indo ao interior, visitando lideranças, entrando nas casas, sentando à mesa. Um movimento que, para muitos, não é por acaso. É notório que a pré-candidatura de Joel Rodrigues elevou a temperatura do jogo político e forçou uma reação. Ainda assim, há um ponto de interrogação: se essa reaproximação será suficiente para reconstruir confiança entre aliados. E no meio desse cenário, surgem até histórias curiosas que circulam nas rodas políticas. Uma delas, repetida em tom bem-humorado, é de que a nova fase fez o governador mergulhar de vez nos costumes populares incluindo encarar pratos típicos que antes não faziam parte do seu dia a dia, como a tradicional panelada. No fim das contas, o que se vê é um cenário em movimento. A pré-candidatura de Joel Rodrigues não apenas animou seus apoiadores, mas também provocou reações no campo adversário sinal claro de que a disputa, mesmo ainda em fase inicial, já começa a redesenhar comportamentos e estratégias no Piauí.
João Madson: entre a “goleada” de hoje e o pragmatismo de sempre.
O deputado João Madson, figura folclórica e experiente da política piauiense, segue fiel à sua marca registrada: estar sempre ao lado de quem governa. Hoje, é um dos que mais alardeiam a força do governador Rafael Fonteles, chegando a cravar, com entusiasmo, que a eleição será uma “goleada”. Nos bastidores, porém, a leitura é mais pragmática do que o discurso público. Poucos estranhariam se, ainda antes das convenções, diante de um crescimento consistente e comprovado em pesquisas nacionais, com Joel Rodrigues se aproximando dos 50%, João Madson resolvesse mudar de rota e desembarcar da base governista. Caso esse movimento não ocorra de imediato e o cenário só se defina mais adiante, a história dizem os mais atentos tende a se repetir. Se Joel chegar à vitória, não será surpresa ouvir ecoar pelos corredores do Palácio de Karnak a já conhecida frase do deputado, dita a outros governantes ao longo do tempo: “Joel, você é meu”. Entre declarações enfáticas e movimentos calculados, João Madson mantém intacta sua essência: mais do que fiel a nomes, fiel ao poder.
Tensão entre Brasil e EUA após episódio com delegado da PF.
Um episódio recente elevou o tom nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou a retirada de credenciais de um agente norte-americano, em resposta a restrições impostas ao delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho durante missão oficial nos EUA. O caso envolve o ex-deputado Alexandre Ramagem e ganhou contornos políticos, gerando desconforto entre os dois países. Apesar de não haver crise formal, o episódio acende alerta sobre possíveis desgastes na cooperação bilateral. O Ministério das Relações Exteriores foi acionado para conter os ruídos diplomáticos. Nos bastidores, a avaliação é de que tensionar relações com uma potência como os Estados Unidos exige cautela para evitar impactos maiores.
Vídeo de Ratinho repercute e gera incômodo no Karnak.
O vídeo do apresentador Ratinho comentando o cenário político do Piauí e citando o crescimento de Joel Rodrigues não passou despercebido nos bastidores do Palácio de Karnak. Segundo informações de bastidores, a repercussão do vídeo teria gerado desconforto no núcleo político do governo, que ainda na noite de quarta-feira (22) já buscava, junto a equipes de comunicação e marketing, estratégias para reagir ao impacto da fala do apresentador. Ratinho, que tem forte apelo popular e grande alcance nas camadas mais amplas da população, acabou ampliando a visibilidade de um nome da oposição em um estado com histórico político consolidado. Esse fator começou incomodar dentro do Karnak, principalmente pelo potencial de influência do comunicador. Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer movimento mais duro contra a imagem do apresentador exige cautela, justamente por se tratar de uma figura amplamente conhecida e bem recebida por diferentes públicos. O caso mostra como um comentário, mesmo informal, pode ganhar dimensão política e provocar reações imediatas no ambiente estratégico do poder.
FMS ignora alertas e fecha contrato milionário de R$ 10 milhões
A Fundação Municipal de Saúde de Teresina resolveu seguir adiante e assinou um contrato de R$ 10 milhões com a FEL Construtora, antiga Rosacon, mesmo com investigações e sinais de alerta vindos de órgãos de controle. E é aí que mora a estranheza. Não era esse o comportamento das gestões do grupo tucano, que há anos comandam a Prefeitura de Teresina. Sempre venderam a imagem de cuidado, de ouvir a parte técnica, de andar junto com as orientações jurídicas. Agora, o que se vê é uma decisão que vai na contramão desse discurso. Ignora alertas, banca o contrato e deixa dúvida no ar. A insistência em fechar esse acordo chama atenção principalmente num momento em que a saúde enfrenta dificuldades. Fica a pergunta simples, do jeito que o povo entende: o que mudou para agir assim agora?
Silas Freire