O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho de 2026, o maior nível da série histórica, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice vem crescendo há seis meses consecutivos.
A situação é ainda mais preocupante entre as famílias que recebem até três salários mínimos. Nessa faixa, 84,9% estão endividadas e 38,5% possuem contas em atraso.
Apesar de a inadimplência geral ter recuado levemente para 29,8%, o alto comprometimento da renda preocupa. Em média, 29,5% da renda das famílias está comprometida com dívidas.
Os dados colocam pressão sobre o governo Lula, que enfrenta o desafio de conter o avanço do endividamento em meio aos juros elevados e ao comprometimento da renda das famílias, fatores que podem limitar o consumo e afetar o crescimento econômico nos próximos meses.